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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Os 10 argumentos mais usados pelos ateus


Eu escrevo muito pouco sobre a apologética "Cristianismo vs Ateísmo", e há um bom motivo por trás dessa minha escolha. Foi nas salas de conversação e nos blogues ateus que eu dei os meus primeiros passos na teologia. Desde esses dias até hoje, eu nunca mais ouvi algo de novo por parte dos ateus. Parece que muitos ateus actuais (alguns gostam de usar o título "neo-ateus" como forma de se distinguirem dos ateus filosoficamente mais profundos do passado) têm muito pouco para acrescentar à discussão. Para ser justo, a maior parte dos apologistas Cristãos também não têm muito para acrescentar.

No entanto, cheguei à conclusão de que seria divertido comentar os 10 argumentos que mais oiço. A minha expectativa é de que eles irão expor alguns dos problemas mais óbvios com os mesmos, e talvez ajudar ambos os lados - ateus e Cristãos - a ter um material de debate mais interessante.

(...)

Vamos então analisar os 10 argumentos mais usados pelos ateus.

1. Não há evidências em favor da existência de Deus.

Existem dois problemas em relação a esta frase. Começando com a ideia de "evidência", qual é o entendimento das pessoas em relação a isso? O que é evidência suficiente para uma pessoa normalmente não é evidência suficiente para outra pessoa. Um tribunal disponibiliza inúmeros exemplos da forma como duas partes em conflito podem ter a mesma colecção do dados, o mesmo poder lógico e a mesma capacidade de raciocínio, no entanto ter interpretações diferentes em relação aos dados. O antigo ditado é verdadeiro: "os factos não determinam o argumento, o argumento é que determina os factos".

Sempre que é confrontado com a alegação de que não há evidências para a existência de Deus, normalmente o Cristão não sabe por onde começar a refutação. É tal como G. K. Chesterton chegou a dizer, perguntar a um Cristão para provar a existência de Deus é como pedir a alguém para provar a existência de civilização. O que é que se pode fazer para além de apontar e dizer "Olha, eis ali uma cadeira, e eis ali um edifício," etc. Como é que alguém pode provar a existência de civilização meramente seleccionando pedaços aqui e ali como provas suficientes em vez de ter uma experiência da civilização como um todo?

Quase tudo para onde o Cristão olha é evidência para a existência de Deus visto que ele vê a "obra" de Deus em todo o seu redor na criação. Mas isto dificilmente é evidência suficiente para o tribunal da opinião ateísta, tribunal esse que pressupõe que só o que pode ser apreendido pelos sentidos serve como evidência. Para o Cristão que acredita no Deus Transcendental, tais evidências ele já não pode oferecer; apresentar evidências *materiais* para a existência de Deus é, ironicamente, refutar a transcendência de Deus e rejeitar a fé.

A segunda parte do argumento é igualmente limitada. O que é que se tem em mente quando se fala em "existência"? Se tem em mente algo como "aquilo que começou a existir", então certamente que Deus não existe visto que Ele nunca começou a existir. Ele sempre existiu e Ele é Eterno.

2. Se Deus criou o universo, quem criou Deus?

Este é um dos argumentos mais peculiares que eu alguma vez vi e aqueles que o usam como uma espécie de "check-mate" intelectual pura e simplesmente não entendem o que os Cristãos querem dizer com a palavra "Eterno". É um argumento usado mal o teísta postula que uma "Primeira Causa" ou "Movedor Imóvel" é necessário para a existência do universo (um Ser "necessário" sobre Quem todas as outras coisas existem por meio da contingência. Alguns ateus lançam então o peso para os Cristãos afirmando, "E então quem criou Deus?"

O que é que o Cristão pode fazer perante esta questão para além de sorrir? Deus antecede todas as coisas presentes na criação, e é Eterno. Se Deus tivesse um Criador, então o Seu Criador seria Deus. Deus é Deus precisamente porque Ele não tem um criador.

3. Deus não é Todo-Poderoso se existirem coisas que Ele não consegue fazer. Deus não pode mentir, logo Ele não é Todo-Poderoso.

Bang! Derrotado.

Vamos com calma. Este argumento seria devastador-fantástico-talvez se Deus fosse mais como um dos deuses gregos, onde eles mesmos se encontravam sujeitos ao destino e limitados aos seus papéis específicos no cosmos. A doutrina Ortodoxa de Deus é muito diferente. Os Cristãos (pelo menos os Ortodoxos) olham para ontologia de Deus como algo sujeito ao Seu livre-arbítrio perefetio. Porque é que Ele é Bom? Porque Ele escolhe ser Bom. Porque é que Ele não mente? Porque Ele escolhe ser Honesto. Porque é que Deus existe numa Trindade? Porque Ele assim quis. (...)

4. Acreditar em Deus é o mesmo que acreditar na Fada Madrinha, no Pai Natal e no Monstro Spaghetti Voador.

O que eu mais gosto neste "argumento" bem gasto dos ateus é que ele serve para demonstrar o quão vastamente diferente é a crença em Deus destes mitos e destas imaginações. Quando se avalia de modo honesto a doutrina Judaico-Cristão de Deus, encontra-se milhares de anos de testemunhos humanos e desenvolvimento religioso; encontrar-se-á mártires a suportar os traumas mais horríveis na defesa da fé; ele irá encontrar nos textos religiosos descrições historicamente e geograficamente validadas; etc (estes factos, obviamente, não são "provas" mas "evidências" que exigem considerações mais fortes).

Coloquem-se estas coisas frente às histórias da Fada Madrinha, Pai Natal ou o Monstro Spaguetti, e encontramos exactamente o oposto:: nenhum testemunho de refinação religiosa, nenhum mártir, nenhuma validação histórica ou geográfica, etc. Em vez disso, encontramos mitos intencionalmente criados para as crianças, como forma de estabelecer um ponto, ou algum outro motivo. O argumento ateu é um argumento homem-palha da pior espécie.

5. O Cristianismo emergiu dentro dum povo antiquado e ignorante, desconhecedor da ciência.

De facto, estas pessoas antiquadas e ignorantes que acreditaram no nascimento Virginal do Senhor Jesus devem ter acreditado nisso porque não tinham conhecimento da forma como os bebés nascem. Incrível. O nascimento Virginal de Cristo foi um evento profundo que causou preocupação suprema aos antiquados precisamente porque eles entendiam que a concepção era impossível sem relações sexuais. O homem antigo considerava o nascimento Virginal como algo milagroso, isto é, algo impossível sem a intervenção Divina (e por essa altura, as pessoas desprezaram a ideia); o mesmo pode ser dito de todas as histórias milagrosas presentes nas Escrituras.

De facto, os antigos não tinham o telescópio Hubble, mas eles foram capazes de ver a noite em toda a sua glória, algo que quase nenhuma pessoa moderna pode dizer (graças à luminosidade moderna que distorce a nossa habilidade de ver a plenitude do céu nocturno). Em media, os povos antigos viviam mais próximos da natureza e das realidades da vida e da morte do que muitos de nós "modernos".

Em termos duma relação viva com estas coisas, os antigos estavam muito mais avançados do que nós estamos actualmente, e esta relação é essencialmente o cerne da pesquisa religiosa. Se as pessoas hoje em dia não têm curiosidade religiosa, provavelmente deve-se ao facto de passarem mais tempo com os seus iPhones do que com a natureza. Provavelmente.

Mas a alegação de que o Cristianismo foi viável no mundo antigo apenas porque teve como suporto a ignorância generalizada é uma ideia profundamente ignorante. O Cristianismo surgiu dentro duma das civilizações mais avançadas da história humana. O Império Romano não era conhecido pela sua estupidez; ele era o epicentro da inovação e de gigantes da filosofia. Eu aposto que se a pessoa comum dos dias de hoje se encontra-se dentro dum debate com uma pessoa comum da Alexandria do primeiro século, o indivíduo moderno seria totalmente humilhado na troca.

6. Os Cristãos só acreditam no Cristianismo porque nasceram numa cultura Cristã. Se eles tivessem nascido na Índia, eles seriam Hindus.

Este argumento é apelativo porque tenta rejeitar por completo as capacidades cognitivas da pessoa com base nas suas influências ambientais durante a sua infância. A ideia, de forma geral, é a de que as pessoas têm são intelectualmente tão limitas que eles não conseguem olhar para além da forma como foram criados, o que, se for levado a sério, também condenaria o ateísmo da igual modo. Mas essa é uma alegação falsa.

Tomemos como exemplo a história do povo Judeu. Vamos assumir que "ser" Judeu, em termos religiosos, é muito mais que um assunto de vinculo cultural. Ser Judeu +e ter o Judaísmo a permear a sua foram de pensar e acreditar, e a forma como se interage com o mundo. Mas é isto que se passa com a maioria dos Judeus, quer seja nos EUA, na Europa em Israel ou onde quer que seja? Seria preciso estarmos totalmente desligados para acreditarmos nisto.

O mesmo fenómeno pode ser encontrado dentro das assim-chamadas comunidades Cristãs. De facto, nascer numa casa Judeo-cêntrica ou Cristo-cêntrica nos dias de hoje é normalmente um precursor de que a criança irá crescer e abandonar a fé da sua família.

7. O evangelho não faz sentido: Deus estava Zangado com a humanidade por causa do pecado e como tal, Ele decidiu torturar e matar o Seu Filho de modo a que Ele pudesse apaziguar a sua própria raiva patológica. Quem é esquisito é Deus e não eu.

Este é, na verdade, um argumento muito bom contra algumas seitas protestantes (e eu já o usei em inúmeras ocasiões), mas não tem qualquer tipo de margem de manobra dentro da fé Cristã Ortodoxa visto que dentro dela não há um conceito de Deus que precisa de ver a Sua raiva apaziguada como forma de amar as Suas criaturas. O Pai sacrificou o Seu Filho como  forma de destruir a morte com a Sua Vida; não para apaziguar a Sua ira, mas para curar; não para proteger a humanidade da Sua fúria, mas para unir ao Seu amor. (...)

8. A História está repleta de seitas de messias mãe-filho, divindades trinitárias e coisas assim. Logo, a história Cristã é um mito tal como as outras.

Este argumento parece ser insuperável à primeira vista, mas na realidade, e usando uma analogia do basebol, é uma bola baixa. Não há discussão de que a história está repleta de histórias semelhantes àquelas que estão na Bíblia, e eu não vou perder tempo a recontá-las todas aqui. Mas este facto não deve ser de maneira nenhuma surpreendente. Na verdade, se a história não tivesse histórias semelhantes, isso sim seria problemático. Tudo o que é belo tem réplicas. A moeda falsa não prova a não-existência da moeda autêntica mas sim exactamente o contrário. Um milhar de bandas "cover" dos U2 não é evidência de que o grupo musical U2 é um mito.

Ah, mas isto não explica o facto de algumas destas histórias terem sido contadas antes dos relatos Bíblicos. Verdade. Mas imaginemos que a única história dum nascimento virginal, morte e ressurreição messiânicos só existem no Novo Testamento. Para mim, isso seria estranho. Seria estranho porque se toda a humanidade tivesse Deus como o seu Criador, mas no entanto o evento central da história humana - o evento mais importante de todas as eras - a incarnação, a morte e a ressurreição de Cristo nunca lhes tivesse passado pela mente, pelo menos numa forma turva, eles estariam completamente afastados dos mistérios mais importantes da existência humana.

Se o advento de Cristo foi real, então parece perfeitamente natural que ele tenha permeado a consciência da humanidade de alguma forma, independentemente do seu lugar na história. Seria de esperar ver a humanidade a replicar estas histórias, encontradas nas suas visões e sonhos, vez após vez a través da história; e é precisamente isso que encontrámos.

[ed: Outro argumento que pode explicar algumas semelhanças nas histórias pré-Cristãs e o Advento do Messias é o facto de, logo após a Queda do Homem, Deus ter dito "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Génesis 3:15). Da mesma forma que as histórias em torno do Dilúvio foram passadas de geração em geração, as histórias em torno da vinda da "Semente da Mulher" podem também ter passado de geração em geração, embora muitas delas se tenham pervertido com o passar do tempo.]

9. O Deus da Bíblia é Maligno. Um Deus que permite tanto sofrimento e morte não pode ser outra coisa senão Maligno.

Esta crítica é feita de muitas maneiras distintas, e para mim ele é um dos argumentos mais legítimos contra a existência Dum Deus Bom. O facto de existir sofrimento e morte é o argumento mais forte contra a crença no Deus Omnipotente, Omnisciente, Omnibenevolente. Se o sofrimento e a morte existe, isso parecer sugerir uma das duas: (1) ou Deus é amor, mas Ele não é omnipotente e não consegue impedir o sofrimento e a morte, ou (2) Deus é Omnipotente mas não Se preocupa connosco.

Eu dediquei um artigo à parte lidando com este problema, mas vamos falar aqui com o problema inerente à própria crítica.

O argumento tem como pressuposição a tese de que o bem e o mal são reais, isto é, que existe um padrão absoluto para o bem e para o mal que se sobrepõe às caprichosas "ideias" do que é bom e do que é mau num dado tempo da nossa ética evolutiva, se assim se pode dizer. Se não há uma existência real do bem e do mal - como realidade ontológica - então a acusação de que "Deus é Mau" devido a isto ou devido àquilo é, na verdade, dizer algo como "Eu pessoalmente não gosto do que vejo no mundo, e como tal, Deus não pode existir."

Gosto do que C.S. Lewis falou em relação a este assunto:
Não faz sentido falar em "tornar-se melhor" se "melhor" apenas significa "aquilo no que nos estamos a tornar" - é como nos nos congratularmos por termos  chegado a um destino e definir o destino como "o lugar onde era suposto nós chegarmos".
O que é complicado para os ateus neste tipo de debates é ficar longe de palavras carregadas de conotação religiosa. É estranho alguém que não acredita no bem e no mal objectivos condenar Deus por ser "Mau" porque Ele não atingiu a sua [do ateu] visão do que é ser "bom". Portanto, a crítica inicial é válida, mas ela é subversiva para o chão sobre o qual o ateu se encontra. Se alguém vai aceitar o bem e o mal com realidades, então ele não se encontra por completo na posição de rejeitar a Deus. Em vez disso, ele está numa posição onde ele batalha com a ideia de Deus como Um Ser Bom. (...)

10. A teoria da evolução respondeu todas as questão em torno das nossas origens. Não há necessidade de se depender de antiquados mitos ignorantes.

[ed: O autor do texto não dá uma resposta conclusiva neste ponto, e como tal, fica aqui um link onde se pode ver como os próprios evolucionistas não têm qualquer tipo de concordância em relação a aspectos cardinais da sua teoria.]

sábado, 1 de fevereiro de 2014

10 sinais de que podes estar numa seita pseudo-Cristã

Por Richard Bushey
JimJonesÉ normal eu encontrar pessoas que não se apercebem que estão numa seita "Cristã", embora os sinais da lavagem cerebral estejam bem visíveis e elas não saibam que a sua forma de analisar as Escrituras seja absolutamente consistente com a forma como qualquer outra seita existente pelo mundo fora o faz.
Se por acaso o teu grupo se enquadra em muitos destes critérios, fica sabendo que eu não fiz esta lista especificamente para o teu grupo.
O que acontece é que o teu grupo se enquadra na descrição mais comum dum grupo cultista. Com base na minha experiência, posso ressalvar pelo menos alguns sinais que demonstram que podes estar envolvido numa seita pseudo-Cristã.
1. Tu condenas o Corpo de Cristo.
Se por acaso tu dás por ti a dizer que a maior parte dos Cristãos está errada, e que só a tua congregação (ou só a tua denominação) tem a verdade, o teu comportamento é extraordinariamente parecido com o comportamento de todos os cultistas, tais como a Igreja Baptista de Westboro. Uma evidência de comportamento cultista é que aqueles que não estão na tua congregação (ou denominação) não são "verdadeiros Cristãos". Com isso em mente, ao condenares o resto do Corpo de Cristo, tu condenas o próprio Evangelho através do qual nós somos salvos, isto é, o Evangelho da Graça através da Fé (Efésios 2:8-9).
2. Tu opões-te de modo vigoroso a ideia de que o Senhor Jesus Cristo é Deus.
Os cultistas normalmente rejeitam a noção de que o Senhor Jesus é Deus, e com isso, rejeitam a própria Natureza de Deus - isto é, que Deus é Um Deus TriUno (Trindade). A Natureza Triuna de Deus sempre serviu de régua de medir para os grupos pseudo-Cristãos. Se um grupo não acredita na Trindade, quase de certeza que é um grupo cultista. Para ilustrar este ponto, consideremos os grupos seguintes que rejeitam a Trindade: Testemunhas de Jeová [Russelitas], Morminismo, Ciência Cristã, Cristadelfianos, Igreja Unificada, Cristãos Unitários Universalistas. O que é que estes grupos têm em comum e que todos eles são conhecidos como grupos cultistas.
3. Tu aprendeste as tuas crenças antes de leres as Escrituras.
Sempre que falamos da Bíblia com um cultista, normalmente perguntamos o que eles pensam dum determinado ponto e usualmente eles não sabem. Eles inventam na hora uma interpretação bizarra, que eles têm memorizado, ou rapidamente mudam de assunto. Mas eles não têm uma hermenêutica no verdadeiro sentido do termo. O que acontece é que eles aprendem as suas crenças antes de lerem a Bíblia (alguém lhes diz quais são as crenças), e então quando eles abrem a Bíblia pela primeira vez, eles já têm as doutrinas inseridas na sua mente. O que eles fazem a seguir é tentar forçar essas mesmas doutrinas na Bíblia.
4. Tens um vigário de Deus humano .
Quando eu digo "vigário", quero dizer alguém que se coloca no lugar de Deus ou alguém que alega ser a incarnação do Próprio Senhor Jesus Cristo. Os cultistas normalmente têm um líder humano, a que obedecem a todo o custo e até ao fim. Esta pessoa determina o que as Escrituras dizem, ou o que Deus revelou. Frequentemente, eles alegarâo que só eles podem interpretar correctamente o que a Bíblia diz.
5. Tens uma revelação especial da parte de Deus.
É claro que Deus interage com todos os que são Cristãos renascidos, mas eu estou a falar daqueles que alegam que Deus lhes deu nova revelação - que Ele sussurrou algo para os seus ouvidos do tipo "Tu és o Messias", ou que lhes deu um novo conjunto de textos sagrados à margem da Bíblia, e que este novo conjunto de textos tem que ser colocado ao mesmo nível da Bíblia (ou até acima da Bíblia).
6. Acreditas nas obras da salvação.
A Bíblia ensina que uma boa pessoa não consegue merecer a vida eterna, e que isto é assim porque todos pecamos. Uma vez que Deus é Bom e Justo, Ele tem que punir o pecado em nós. E nós, por nós mesmos, não conseguimos ficar ao Seu lado. Mas Deus seja louvado, visto que Ele enviou o Seu Filho Jesus Cristo, que viveu uma vida perfeita e sem pecado. Quando Ele foi executado, todo o castigo - toda a raiva de Deus - caíram sobre Ele. Três dias depois, Ele ressuscitou dos mortos, e agora nós podemos colocar sobre nós a Justiça de Cristo lançando-nos à Sua mercê e sendo nascidos de novo.
Mas isto é um dádiva gratuita (Efésios 2:8-9) que não pode ser obtida através das obras. Os cultistas negam isto.
7. Não precisas da Bíblia.
Através das gerações, Deus revelou-Se aos Profetas da antiguidade que disponibilizaram a Palavra de Deus aos Israelitas, e aos Apóstolos do Senhor, que disponibilizaram a Palavra de Deus aos gentios. Hoje, aqueles que podem ler são abençoados e sabem que têm a vida eterna com Deus quando se lançam à Sua mercê através do sacrifício do Senhor Jesus Cristo e são nascidos de novo. Somos balanceados pelas Escrituras de modo a que não nos afastemos demasiado longe para o campo do emocionalismo e das coisas sem sentido.
Mas as seitas normalmente não colocam ênfase na leitura das Escrituras, ou chegam mesmo a dizer para não as ler. A Bíblia é a Inerrante, Inspirada e Autoritária Palavra de deus e tu não a lês; a tua seita não quer que tu a leias [pelo menos sem o "filtro" de algum líder da seita].
8. Há demasiado pecado na tua congregação.
Claro que por vezes pode ser difícil de detectar, visto que o pecado é mantido oculto, mas, por exemplo, nós vêmos com frequência no movimento carismático algum líder que alega ser um pastor estar envolvido em escândalos sexuais estranhos, ou algum outro tipo de pecado se encontrar propagado na sua congregaçâo. O Senhor Jesus disse:
Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. (Mateus 7:15-16)
9. Não sabes da Bíblia nem do Poder de Deus (Lucas 22:19).
Não te preocupas em ler a Palavra de Deus embora o Senhor Jesus a tenha lido e comido como se ela fosse o Seu próprio sustento. Para além disso, o Senhor Jesus disse-nos para o "ingerir" como se Ele fosse o nosso Sustento (Lucas 22:19). É suposto nós sobrevivermos, movimentarmo-nos e existir NEle (Actos 17:28). Mas tu não fazes isso. Tu vives no pecado e não te preocupas em superá-lo. O Pai não te disciplina quando tu pecas (Hebreus 12:8-9). Não estás a ser santificado porque não nasceste de novo, porque não conheces a Deus. Tu estás numa seita.
10. Ficaste zangado e ofendido com este texto.
Repito, esta lista não foi feita para alguma congregação em particular, mas se o sapato te serviu, tira-o e lança-te à mercê de Deus através da expiação do Seu Filho.
Porque Deus amou o mundo de tal forma que deu o Seu Filho Unigénito para que todo o que Nele crê não pereça mas tenha a vida eterna (João 3:16)

sábado, 14 de janeiro de 2012

10 mentiras usadas pelos Cristãos como desculpa para não partilharem a Fé

  1. Isso é trabalho para o pastor ou para o padre." - Segundo Efésios 4:11, o trabalho dele é equipar-te para que tu possas fazer o trabalho.


  2. Não sei o que dizer.” - Há muita informação disponível para quem quer evangelizar.


  3. Eu vivo o Evangelho através do exemplo da minha vida.” - Muito bem. Agora abre a boca e anuncia a Boa Nova.


  4. Estou à espera do momento certo.” - Não existe tal coisa. O Espírito Santo falou através de Paulo em 2 Timóteo 4:2 e disse: "Que pregues a palavra, instes, a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina."


  5. Não tenho o dom do evangelismo." - Muitas pessoas não possuem o "dom do perdão" mas mesmo assim são ordenadas a perdoar - até os inimigos.


  6. Eles podem-me rejeitar.” - Não. O Senhor Jesus disse que eles vão rejeitar o que tens para dizer. Pelo menos na maioria das ocasiões.


  7. Tenho mau hálito!” - Usa rebuçados para o hálito!


  8. Não sei como iniciar esse tipo de conversa." - Que tal "quais são as tuas crenças espirituais?"


  9. Tenho medo!” - Eu também. São Paulo também tinha. Todos os Cristãos têm medo, mas isso não pode servir de desculpa para não se evangelizar. Oremos a Deus para que Ele nos dê PODER lá do Alto - Efésios 6:19.


  10. Pode acontecer eles fazerem-me uma pergunta para a qual eu não tenho respostas." - Tu não precisas de saber todas as respostas; tu apenas tens que os apresentar Àquele que tem todas as respostas.

Fonte