Poderá também gostar:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Mostrar mensagens com a etiqueta Argumento do Mal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Argumento do Mal. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

10 Problemas com o Ateísmo

Por Kirk Hastings
1) Cosmologia
Universo_Evidencias- Sabemos cientificamente que o universo teve um ponto inicial de existência - isto é, que não é eterno. Nada do que existe no mundo físico poderia ter surgido do nada. O Argumento Cosmológico de Kalam diz que tudo o que tem um início tem uma causa. e o universo teve um ponto inicial de existência o que implica que tem uma Causa. A melhor explicação para a origem do Universo é Deus
- Os cientistas já apuraram que tudo no universo está calibrado de forma precisa ("fine-tuned") para tornar a vida possível na Terra. O microscópio usado para sondar eléctrons revelou um mundo de complexidade irredutível que não de poderia ter construído por fases ou etapas graduais. A análise do ADN revela uma ordem altamente especificada e complexa que é o cunho do design inteligente. O design da vida biológica e o universo biocêntrico apontam para a realidade do Planeador Inteligente.
2) Moralidade
- Do onde se originaram os padrões morais? Se eles nada mais são que invenções humanas, então não existem genuínos padrões morais universais em relação ao bem e ao mal; a consequência disto é o relativismo moral. Mas as pessoas não acreditam que não existe um padrão moral supremo em relação ao bem e ao mal; pelo contrário, todos nós agimos e vivemos como se existisse um. Com Deus, nós temos um padrão real  e transcendental em torno do bem e do mal.
3) O Mal e o Sofrimento
- Os ateus frequentemente apelam para a presença do mal e do sofrimento como argumento contra Deus. Mas de onde é que os ateus obtiveram a sua ideia de "injustiça"? chamar algo de "mal" ou "injusto" requer conhecimento do bem e da justiça. De onde nos chegam estes padrões? Falhas e defeitos num mundo altamente ordenado e arquitectado é melhor explicado como resultado do mesmo ter sido entretanto estragado (tal como Génesis descreve).
4) Sábios Cristãos por toda a História.
- A História está repleta de Cristãos com elevada inteligência e que mantinham que o Cristianismo era verdadeiro e racional; o Cristianismo não só é uma fé cega racional, como também tem sido normal o mundo da filosofia académica sempre estar dominado por pensadores Cristãos.
5) Ateísmo e Niilismo
- O ateísmo inevitavelmente leva ao desespero e ao niilismo. O niilismo é definido como o acreditar que não existe significado nem propósito na vida e nem nas coisas que fazemos, e que não há bases para a moralidade e nem existem motivos racionais para a nossa existência. O ateísmo não tem nada de verdadeiramente positivo para oferecer ao mundo (a menos que "roube" algo da visão do mundo Cristã).
6) Razão e Inteligência
- Porque é que somos capazes de pensamentos racionais? Se a nossa mente é o produto de acidentes aleatórios e não Duma Inteligência Racional (Deus), porque é que as assim chamadas "capacidades racionais" são capazes de determinar o que é verdade? Se a nossa mente nada mais é que um produto da evolução irracional, então não existem motivos para se aceitar a precisão dos nossos processos mentais. Portanto, a visão ateísta do "conhecimento" é auto-refutante.
7) O argumento antropológico de Pascal
- Blaise Pascal (1623-1662) disse que o Cristianismo fornece a melhor explicação para o paradoxo da grandiosidade humana e da maldade humana, Os humanos têm uma enorme capacidade para o mal mas também para o bem. A doutrina Bíblica da queda é a que melhor explica a nossa enorme capacidade para o mal, ao mesmo tempo que o facto de termos sido criados à Imagem de Deus explica a grandiosidade humana.
8) O Senhor Jesus Cristo
- Dado que o Senhor Jesus Cristo é Uma Realidade Histórica (e existem evidências suficientes que confirmam esta posição), e o Novo Testamento é uma descrição acertada da Sua Vida (algo também confirmado pelas evidências), como é que o ateu O explica? Passados que estão 2000 anos, Ele ainda é a Vida mais inspiracional e influente que alguma vez existiu.
Será que Ele era um mentiroso? Se levarmos em conta a Sua honestidade escrupulosa, poucas pessoas avançaram com a hipótese de que Ele mentiu de forma consciente em relação à Sua Divindade. Será que Ele era lunático? Poucas pessoas iriam defender a tese de que Ele era mentalmente perturbado devido à beleza e perfeição espiritual dos Seus ensinamentos. Será que os eventos em torno da Sua Vida são lendas? Já foi confirmado que as descrições Bíblicas da Sua Vida foram escritas num curto espaço de tempo depois da Sua morte, e isto é muito pouco tempo para o aparecimento e estabelecimento de lendas em torno da Sua Vida. A única conclusão lógica é que Ele realmente foi Quem Ele disse que era.
9) A influência positiva do Cristianismo
- O Cristianismo está a crescer rapidamente pelo mundo. Até a sua existência, e a sua proliferação, passados que estão quase 2,000 anos, é um problema sério para os ateus.
- Os ateus adoram apontar para os erros dos Cristãos sempre que eles não seguem os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo, mas eles ignoram a imensa influência positiva que os Cristãos exerceram por toda a História - em tais áreas como ajuda humanitária, artes, filosofia, reformas sociais, ciência, literatura, estabelecimento de hospitais, e muitas outras coisas. Muitos estudos demonstram que seguir o Cristianismo tende a aumentar a felicidade, a saúde mental e até a saúde física das pessoas.
10) O Ateísmo é um absurdo e é perigoso
Comunismo- Durante o século 20, mais de 100 milhões de pessoas foram mortas apenas e só por 52 líderes ateus, no entanto das 1,763 guerras registadas na The Encyclopedia of Wars, só 123 (7%)  foram motivadas pela religião - e 4% dessas guerras forma motivadas pela religião islâmica.
- A maior parte dos ateus alega que não acreditam em Deus devido à "ausência" de evidências em favor da Sua existência, no entanto Thomas Nagel, um filósofo, disse a certa altura que "Eu quero que o ateísmo seja verdadeiro.... Não se dá o caso de não acreditar em Deus.... Eu não quero que Deus exista".  O cientista Stephen Jay Gould explicou o ateísmo como sendo "superficialmente perturbador e aterrador ... [mas ele é] essencialmente emancipador e emocionante".
A verdadeira motivação da maior parte dos ateus é a pura rebelião contra Deus - e não a consequência concreta da análise das evidências - e o desejo de não terem que responder a ninguém pela sua falta de limites morais verdadeiro motivo (nem nesta vida, nem na próxima).
- James Spiegel, no seu livro "The Making of an Atheist", disse:
A queda para o ateísmo é causada por factores morais e psicológicos complexos, e não por uma assumida ausência de evidências em favor da existência de Deus. O ateu intencionalmente rejeita Deus, embora isto seja precipitado por indulgência moral e por um relacionamento danificado com a figura paterna. Logo, a escolha para o paradigma ateu é motivado por factores não-racionais, alguns dos quais são psicológicos, e outros são morais por natureza.
.....
Portanto, os motivos maiores para a rejeição da existência de Deus não são racionais mas emocionais, morais e psicológicos No entanto, todos nós temos livre arbítrio para aceitar ou rejeitar a Deus - e em última análise, seremos julgados por essa escolha.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Os 10 argumentos mais usados pelos ateus


Eu escrevo muito pouco sobre a apologética "Cristianismo vs Ateísmo", e há um bom motivo por trás dessa minha escolha. Foi nas salas de conversação e nos blogues ateus que eu dei os meus primeiros passos na teologia. Desde esses dias até hoje, eu nunca mais ouvi algo de novo por parte dos ateus. Parece que muitos ateus actuais (alguns gostam de usar o título "neo-ateus" como forma de se distinguirem dos ateus filosoficamente mais profundos do passado) têm muito pouco para acrescentar à discussão. Para ser justo, a maior parte dos apologistas Cristãos também não têm muito para acrescentar.

No entanto, cheguei à conclusão de que seria divertido comentar os 10 argumentos que mais oiço. A minha expectativa é de que eles irão expor alguns dos problemas mais óbvios com os mesmos, e talvez ajudar ambos os lados - ateus e Cristãos - a ter um material de debate mais interessante.

(...)

Vamos então analisar os 10 argumentos mais usados pelos ateus.

1. Não há evidências em favor da existência de Deus.

Existem dois problemas em relação a esta frase. Começando com a ideia de "evidência", qual é o entendimento das pessoas em relação a isso? O que é evidência suficiente para uma pessoa normalmente não é evidência suficiente para outra pessoa. Um tribunal disponibiliza inúmeros exemplos da forma como duas partes em conflito podem ter a mesma colecção do dados, o mesmo poder lógico e a mesma capacidade de raciocínio, no entanto ter interpretações diferentes em relação aos dados. O antigo ditado é verdadeiro: "os factos não determinam o argumento, o argumento é que determina os factos".

Sempre que é confrontado com a alegação de que não há evidências para a existência de Deus, normalmente o Cristão não sabe por onde começar a refutação. É tal como G. K. Chesterton chegou a dizer, perguntar a um Cristão para provar a existência de Deus é como pedir a alguém para provar a existência de civilização. O que é que se pode fazer para além de apontar e dizer "Olha, eis ali uma cadeira, e eis ali um edifício," etc. Como é que alguém pode provar a existência de civilização meramente seleccionando pedaços aqui e ali como provas suficientes em vez de ter uma experiência da civilização como um todo?

Quase tudo para onde o Cristão olha é evidência para a existência de Deus visto que ele vê a "obra" de Deus em todo o seu redor na criação. Mas isto dificilmente é evidência suficiente para o tribunal da opinião ateísta, tribunal esse que pressupõe que só o que pode ser apreendido pelos sentidos serve como evidência. Para o Cristão que acredita no Deus Transcendental, tais evidências ele já não pode oferecer; apresentar evidências *materiais* para a existência de Deus é, ironicamente, refutar a transcendência de Deus e rejeitar a fé.

A segunda parte do argumento é igualmente limitada. O que é que se tem em mente quando se fala em "existência"? Se tem em mente algo como "aquilo que começou a existir", então certamente que Deus não existe visto que Ele nunca começou a existir. Ele sempre existiu e Ele é Eterno.

2. Se Deus criou o universo, quem criou Deus?

Este é um dos argumentos mais peculiares que eu alguma vez vi e aqueles que o usam como uma espécie de "check-mate" intelectual pura e simplesmente não entendem o que os Cristãos querem dizer com a palavra "Eterno". É um argumento usado mal o teísta postula que uma "Primeira Causa" ou "Movedor Imóvel" é necessário para a existência do universo (um Ser "necessário" sobre Quem todas as outras coisas existem por meio da contingência. Alguns ateus lançam então o peso para os Cristãos afirmando, "E então quem criou Deus?"

O que é que o Cristão pode fazer perante esta questão para além de sorrir? Deus antecede todas as coisas presentes na criação, e é Eterno. Se Deus tivesse um Criador, então o Seu Criador seria Deus. Deus é Deus precisamente porque Ele não tem um criador.

3. Deus não é Todo-Poderoso se existirem coisas que Ele não consegue fazer. Deus não pode mentir, logo Ele não é Todo-Poderoso.

Bang! Derrotado.

Vamos com calma. Este argumento seria devastador-fantástico-talvez se Deus fosse mais como um dos deuses gregos, onde eles mesmos se encontravam sujeitos ao destino e limitados aos seus papéis específicos no cosmos. A doutrina Ortodoxa de Deus é muito diferente. Os Cristãos (pelo menos os Ortodoxos) olham para ontologia de Deus como algo sujeito ao Seu livre-arbítrio perefetio. Porque é que Ele é Bom? Porque Ele escolhe ser Bom. Porque é que Ele não mente? Porque Ele escolhe ser Honesto. Porque é que Deus existe numa Trindade? Porque Ele assim quis. (...)

4. Acreditar em Deus é o mesmo que acreditar na Fada Madrinha, no Pai Natal e no Monstro Spaghetti Voador.

O que eu mais gosto neste "argumento" bem gasto dos ateus é que ele serve para demonstrar o quão vastamente diferente é a crença em Deus destes mitos e destas imaginações. Quando se avalia de modo honesto a doutrina Judaico-Cristão de Deus, encontra-se milhares de anos de testemunhos humanos e desenvolvimento religioso; encontrar-se-á mártires a suportar os traumas mais horríveis na defesa da fé; ele irá encontrar nos textos religiosos descrições historicamente e geograficamente validadas; etc (estes factos, obviamente, não são "provas" mas "evidências" que exigem considerações mais fortes).

Coloquem-se estas coisas frente às histórias da Fada Madrinha, Pai Natal ou o Monstro Spaguetti, e encontramos exactamente o oposto:: nenhum testemunho de refinação religiosa, nenhum mártir, nenhuma validação histórica ou geográfica, etc. Em vez disso, encontramos mitos intencionalmente criados para as crianças, como forma de estabelecer um ponto, ou algum outro motivo. O argumento ateu é um argumento homem-palha da pior espécie.

5. O Cristianismo emergiu dentro dum povo antiquado e ignorante, desconhecedor da ciência.

De facto, estas pessoas antiquadas e ignorantes que acreditaram no nascimento Virginal do Senhor Jesus devem ter acreditado nisso porque não tinham conhecimento da forma como os bebés nascem. Incrível. O nascimento Virginal de Cristo foi um evento profundo que causou preocupação suprema aos antiquados precisamente porque eles entendiam que a concepção era impossível sem relações sexuais. O homem antigo considerava o nascimento Virginal como algo milagroso, isto é, algo impossível sem a intervenção Divina (e por essa altura, as pessoas desprezaram a ideia); o mesmo pode ser dito de todas as histórias milagrosas presentes nas Escrituras.

De facto, os antigos não tinham o telescópio Hubble, mas eles foram capazes de ver a noite em toda a sua glória, algo que quase nenhuma pessoa moderna pode dizer (graças à luminosidade moderna que distorce a nossa habilidade de ver a plenitude do céu nocturno). Em media, os povos antigos viviam mais próximos da natureza e das realidades da vida e da morte do que muitos de nós "modernos".

Em termos duma relação viva com estas coisas, os antigos estavam muito mais avançados do que nós estamos actualmente, e esta relação é essencialmente o cerne da pesquisa religiosa. Se as pessoas hoje em dia não têm curiosidade religiosa, provavelmente deve-se ao facto de passarem mais tempo com os seus iPhones do que com a natureza. Provavelmente.

Mas a alegação de que o Cristianismo foi viável no mundo antigo apenas porque teve como suporto a ignorância generalizada é uma ideia profundamente ignorante. O Cristianismo surgiu dentro duma das civilizações mais avançadas da história humana. O Império Romano não era conhecido pela sua estupidez; ele era o epicentro da inovação e de gigantes da filosofia. Eu aposto que se a pessoa comum dos dias de hoje se encontra-se dentro dum debate com uma pessoa comum da Alexandria do primeiro século, o indivíduo moderno seria totalmente humilhado na troca.

6. Os Cristãos só acreditam no Cristianismo porque nasceram numa cultura Cristã. Se eles tivessem nascido na Índia, eles seriam Hindus.

Este argumento é apelativo porque tenta rejeitar por completo as capacidades cognitivas da pessoa com base nas suas influências ambientais durante a sua infância. A ideia, de forma geral, é a de que as pessoas têm são intelectualmente tão limitas que eles não conseguem olhar para além da forma como foram criados, o que, se for levado a sério, também condenaria o ateísmo da igual modo. Mas essa é uma alegação falsa.

Tomemos como exemplo a história do povo Judeu. Vamos assumir que "ser" Judeu, em termos religiosos, é muito mais que um assunto de vinculo cultural. Ser Judeu +e ter o Judaísmo a permear a sua foram de pensar e acreditar, e a forma como se interage com o mundo. Mas é isto que se passa com a maioria dos Judeus, quer seja nos EUA, na Europa em Israel ou onde quer que seja? Seria preciso estarmos totalmente desligados para acreditarmos nisto.

O mesmo fenómeno pode ser encontrado dentro das assim-chamadas comunidades Cristãs. De facto, nascer numa casa Judeo-cêntrica ou Cristo-cêntrica nos dias de hoje é normalmente um precursor de que a criança irá crescer e abandonar a fé da sua família.

7. O evangelho não faz sentido: Deus estava Zangado com a humanidade por causa do pecado e como tal, Ele decidiu torturar e matar o Seu Filho de modo a que Ele pudesse apaziguar a sua própria raiva patológica. Quem é esquisito é Deus e não eu.

Este é, na verdade, um argumento muito bom contra algumas seitas protestantes (e eu já o usei em inúmeras ocasiões), mas não tem qualquer tipo de margem de manobra dentro da fé Cristã Ortodoxa visto que dentro dela não há um conceito de Deus que precisa de ver a Sua raiva apaziguada como forma de amar as Suas criaturas. O Pai sacrificou o Seu Filho como  forma de destruir a morte com a Sua Vida; não para apaziguar a Sua ira, mas para curar; não para proteger a humanidade da Sua fúria, mas para unir ao Seu amor. (...)

8. A História está repleta de seitas de messias mãe-filho, divindades trinitárias e coisas assim. Logo, a história Cristã é um mito tal como as outras.

Este argumento parece ser insuperável à primeira vista, mas na realidade, e usando uma analogia do basebol, é uma bola baixa. Não há discussão de que a história está repleta de histórias semelhantes àquelas que estão na Bíblia, e eu não vou perder tempo a recontá-las todas aqui. Mas este facto não deve ser de maneira nenhuma surpreendente. Na verdade, se a história não tivesse histórias semelhantes, isso sim seria problemático. Tudo o que é belo tem réplicas. A moeda falsa não prova a não-existência da moeda autêntica mas sim exactamente o contrário. Um milhar de bandas "cover" dos U2 não é evidência de que o grupo musical U2 é um mito.

Ah, mas isto não explica o facto de algumas destas histórias terem sido contadas antes dos relatos Bíblicos. Verdade. Mas imaginemos que a única história dum nascimento virginal, morte e ressurreição messiânicos só existem no Novo Testamento. Para mim, isso seria estranho. Seria estranho porque se toda a humanidade tivesse Deus como o seu Criador, mas no entanto o evento central da história humana - o evento mais importante de todas as eras - a incarnação, a morte e a ressurreição de Cristo nunca lhes tivesse passado pela mente, pelo menos numa forma turva, eles estariam completamente afastados dos mistérios mais importantes da existência humana.

Se o advento de Cristo foi real, então parece perfeitamente natural que ele tenha permeado a consciência da humanidade de alguma forma, independentemente do seu lugar na história. Seria de esperar ver a humanidade a replicar estas histórias, encontradas nas suas visões e sonhos, vez após vez a través da história; e é precisamente isso que encontrámos.

[ed: Outro argumento que pode explicar algumas semelhanças nas histórias pré-Cristãs e o Advento do Messias é o facto de, logo após a Queda do Homem, Deus ter dito "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Génesis 3:15). Da mesma forma que as histórias em torno do Dilúvio foram passadas de geração em geração, as histórias em torno da vinda da "Semente da Mulher" podem também ter passado de geração em geração, embora muitas delas se tenham pervertido com o passar do tempo.]

9. O Deus da Bíblia é Maligno. Um Deus que permite tanto sofrimento e morte não pode ser outra coisa senão Maligno.

Esta crítica é feita de muitas maneiras distintas, e para mim ele é um dos argumentos mais legítimos contra a existência Dum Deus Bom. O facto de existir sofrimento e morte é o argumento mais forte contra a crença no Deus Omnipotente, Omnisciente, Omnibenevolente. Se o sofrimento e a morte existe, isso parecer sugerir uma das duas: (1) ou Deus é amor, mas Ele não é omnipotente e não consegue impedir o sofrimento e a morte, ou (2) Deus é Omnipotente mas não Se preocupa connosco.

Eu dediquei um artigo à parte lidando com este problema, mas vamos falar aqui com o problema inerente à própria crítica.

O argumento tem como pressuposição a tese de que o bem e o mal são reais, isto é, que existe um padrão absoluto para o bem e para o mal que se sobrepõe às caprichosas "ideias" do que é bom e do que é mau num dado tempo da nossa ética evolutiva, se assim se pode dizer. Se não há uma existência real do bem e do mal - como realidade ontológica - então a acusação de que "Deus é Mau" devido a isto ou devido àquilo é, na verdade, dizer algo como "Eu pessoalmente não gosto do que vejo no mundo, e como tal, Deus não pode existir."

Gosto do que C.S. Lewis falou em relação a este assunto:
Não faz sentido falar em "tornar-se melhor" se "melhor" apenas significa "aquilo no que nos estamos a tornar" - é como nos nos congratularmos por termos  chegado a um destino e definir o destino como "o lugar onde era suposto nós chegarmos".
O que é complicado para os ateus neste tipo de debates é ficar longe de palavras carregadas de conotação religiosa. É estranho alguém que não acredita no bem e no mal objectivos condenar Deus por ser "Mau" porque Ele não atingiu a sua [do ateu] visão do que é ser "bom". Portanto, a crítica inicial é válida, mas ela é subversiva para o chão sobre o qual o ateu se encontra. Se alguém vai aceitar o bem e o mal com realidades, então ele não se encontra por completo na posição de rejeitar a Deus. Em vez disso, ele está numa posição onde ele batalha com a ideia de Deus como Um Ser Bom. (...)

10. A teoria da evolução respondeu todas as questão em torno das nossas origens. Não há necessidade de se depender de antiquados mitos ignorantes.

[ed: O autor do texto não dá uma resposta conclusiva neste ponto, e como tal, fica aqui um link onde se pode ver como os próprios evolucionistas não têm qualquer tipo de concordância em relação a aspectos cardinais da sua teoria.]

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O argumento do mal revisitado

"Se eu digo "aqui está escuro", é porque admito que existe luz mesmo que nunca a tenha visto."

Jairo Filipe

O mesmo se passa com o "argumento do mal". Os ateus e os seus afiliados usam o "argumento do mal" como evidência contra Deus, mas o conceito do "mal" só é válido se se assumir que existe um "bem" objectivo, independente das nossas experiências, emoções ou algo inerente à subjectividade humana.

Nós ouvimos dizer que uma criança foi assassinada e instintivamente dizemos que isto está errado. Mas se a morte, a sobrevivência do mais apto/forte, violência, assassinatos, e tudo o mais, sempre fizeram parte da existência humana, donde vem o nosso conhecimento de que a morte de pessoas é algo "estranho" à existência humana?

CS Lewis disse que um ser humano a queixar-se do "mal" que existe no mundo faz tanto sentido como um peixe a afirmar que a água está muito molhada. Com o quê é que o peixe compara a água, se água é tudo o que ele alguma vez experimentou? Com o quê é que o ser humano compara este universo, se este universo é tudo o que nós já experimentamos?

Se existe um "bem" objectivo, então deve haver uma Lei na base da qual nós distinguimos o "bem" do "mal".

As perguntas então levantam-se:

- Se rejeitarmos o conceito de Deus manifesto na Bíblia, o que é que confere a essa Lei a sua natureza absoluta?

- Se não é absoluta, então o "argumento do mal" é a mesma coisa que "o argumento da limonada". Eu gosto de limonada, mas tu não gostas. Como não há forma absoluta (em termos culinários) para qualificar qual é o "gosto certo", ambos os gostos são válidos.


A constante referência do "argumento do mal" por parte dos ateus é evidência forte de que eles, tal como os remidos do Senhor, estão internamente cientes que a "morte" é algo que não deveria existir. Os ateus nunca experimentaram uma existência onde não houvesse morte e sofrimento, mas eles sabem que a morte e o sofrimento não deveriam fazer parte da nossa vida.

Donde vem esse conhecimento? Só a Bíblia nos dá a resposta.

Todo o ser humano sabe que a morte é nossa inimiga porque Deus colocou isso dentro de todo o homem. A Natureza de Deus em nós testemunha continuamente que o ser humano não foi feito para sofrer, mas sim para viver em paz e harmonia.

Mas então donde vieram a morte e o sofrimento?

A morte e o sofrimento são as consequências do mau uso do nosso livre arbítrio. Quando Deus colocou Adão e Eva no Jardim do Éden, Ele deu-lhes a bênção de poderem comer do fruto de todas as árvores que se encontravam no jardim, excepto uma (Génesis 2:17).

Infelizmente, Adão e Eva falharam no seu propósito e comeram do fruto que Deus lhes tinha expressamente proibido (Génesis 3:6). Este gesto teve consequências catastróficas a nível universal uma vez que trouxe a Maldição de Deus sobre toda a Criação (Romanos 5:12 e Romanos 8:22). Essa Maldição ainda perdura.

É em referência a este tempo idílico e pacífico que todo o ser humano compara o mundo actual. Nós sabemos que o ser humano não foi feito para sofrer porque temos um termo de comparação: o Jardim do Éden.

De alguma forma misteriosa e sobrenatural, todo o ser humano tem conhecimento da atmosfera que existia no tempo do Éden, e isso é manifesto sempre que fazemos referência ao "mal" que existe neste universo.

O problema para os ateus é que eles não acreditam que houve um Jardim do Éden, e como tal, no quê é que eles se baseiam para qualificar este mundo como um cheio de "maldade" e "sofrimento"?

Com o quê é que eles comparam esta existência? Será que existe alguma versão ateísta do Jardim do Éden, onde o ser humano vivia em paz consigo mesmo e com o meio ambiente, ou será a Natureza de Deus neles mesmos a testemunhar para algo (ou Alguém) Transcendental?

"E, de um só, [Deus] fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; Para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tacteando, O pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós"
Actos 17:26-27

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CS Lewis: O ateu não tem justificação para usar o argumento do mal

C.S. Lewis:
O meu argumento contra Deus era o de o universo parecia cruel e injusto. Mas donde é que eu aprendi os conceitos do justo e injusto? Um homem não qualifica uma linha torta de "torta" a não ser que ele tenha uma ideia do que uma linha recta é.

Com o quê é que eu comparava o universo quando o qualifiquei de "injusto"?

Se tudo o que aconteceu desde o princípio foi mau e injusto, como é que eu, que supostamente faço parte do espectáculo, me encontro da posição de rebeldia contra a situação? Um homem sente-se molhado quando cai na água porque ele não é um animal aquático: um peixe nunca se sentiria molhado.

Claro que eu poderia ter abandonado a minha ideia de justiça afirmando que ela apenas era uma ideia pessoal minha. Mas se eu fizesse isso, então o argumento contra Deus tinha um colapso uma vez que o argumento depende do facto de o mundo ser de facto injusto e não simplesmente que ele não agradava as minhas preferências pessoais.

Portanto, durante o acto em tentar provar que Deus não existe - por outras palavras, que a realidade era sem sentido - vi que era forçado a assumir que uma parte da realidade - nomeadamente, a minha concepção de justiça - fazia sentido.

Consequentemente o ateísmo revela-se muito simples.

Se o universo não tem propósito nós nunca haveríamos de saber que ele não tem propósito ou sentido: do mesmo modo que se não existisse luz no universo, e portanto não houvesse criaturas com olhos, nós nunca saberíamos que ele estava escuro.

A palavra "escuro" não faria sentido.

O que o C.S. Lewis implicitamente diz é que quando o ateu usa o argumento do "mal", ele está a assumir coisas que contradizem o que ele tenta provar com esse mesmo argumento do "mal". Ele está a revelar ter conhecimento que vai para além do mundo em que nós vivemos.

O argumento do mal assume muitas coisas, uma delas sendo que o ser humano não foi feito para viver com o que o ateu qualifica de "mal". Mas donde vem essa crença? Se a morte, violência, assassinatos, violações, pedofilia, terremotos e outras coisas mais sempre fizeram parte da existência humana, donde é que vem o conhecimento de que essas coisas são más?

Com o quê é que o ateu as compara? Existe algum padrão absoluto na base da qual o ateu qualifica comportamentos e eventos? Houve alguma altura em que o homem não sofreu? Será que há uma versão ateísta do Jardim do Éden?

Claro que a razão pela qual o ateu sabe que isto está errado é a Natureza de Deus em si. A Bíblia diz-nos que o ateu sabe que Deus existe (Romanos 1) e que conscientemente rejeita o que Deus lhe diz como forma de manter a sua moralidade intacta.

A forma através da qual nós podemos ver que o ateu sabe que Deus existe é a sua constante alusão ao "problema do mal". Se Deus não existe, não há Padrão Absoluto que sirva de modelo comportamental, e como tal o ateu não tem argumento nem forma de classificar situações e comportamentos como "maus".

Mas como o ateu sabe que Deus existe, então ele apela a uma Lei Moral Absoluta, embora se tente convencer de que o Criador dessa Mesma Lei não existe.