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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Hipatia e a ignorância histórica dos militantes ateus


Parece que alguns mitos pseudo-históricos sobre a História da ciência estão em vias de receber uma injecção no braço, muito graças a um novo filme com o nome "Agora", do realizador Chileno Alejandro Amenabar. Normalmente, eu ficaria contente por haver alguém que faz um filme centrado em eventos do século 5º (pelo menos um que não seja outra fantasia ao estilo do "Rei Artur"). Afinal, não se dá o caso de haver uma falta de histórias memoráveis dessa altura para contar. E normalmente eu ficaria ainda mais contente se eles se dessem ao trabalho de fazer as coisas de modo a que realmente tivessem a aparência do século 5º, em vez de assumirem que, como os eventos ocorrem dentro do Império Romano, todas as pessoas têm que andar de togas, ter cortes de cabelo e lorica segmentata. E eu ficaria especialmente contente se eles não só estivessem a fazer estas duas coisas, mas tivessem também Rachel Weisz no papel principal visto que ela é uma excelente actriz e, convenhamos, é bem bonita.

Então porque é que eu não estou contente? Porque Amenabar escolheu escrever e dirigir um filme em torno da filósofa Hipatia, e perpetuar alguns mitos veneráveis do Iluminismo ao transformá-los numa história em torno da ciência versus fundamentalismo.

Como ateu, claramente não sou fã do fundamentalismo - mesmo da variedade com 1500 anos (embora as manifestações modernas tendem a ser aquelas que nós temos que manter um olhar mais atento). E como um historiador da ciência amador, fico mais do que contente com a ideia dum filme que passa a mensagem de que, sim, havia uma tradição de pensamento científico antes de Mewton e de Galileu. Mas Amenabar pegou na (sem dúvida, fascinante) história do que ocorria em Alexandria durante a vida de Hipatia e transformou-a numa desenho animado, distorcendo a História durante este processo. 

O que se segue foi retirado da conferência de imprensa feita de forma a coincidir com a exibição do filme em Cannes esta semana:
Desempenhada pela actriz Britânica vencedora dum Óscar, Rachel Weisz, no filme Hipatia é perseguida pelo facto da sua ciência colocar em causa a fé Cristã, como também pelo facto do seu estatuto como uma mulher influente. Desde confrontos sangrentos até aos massacres, a cidade descende para um estado de contenda intra-religiosa, e os Cristãos vitoriosos viram as suas costas ao rico legado cientifico defendido por Hipatia.
Portanto, é-nos dada a teoria de que Hipatia foi vítima de perseguição e, assumo eu, morta por causa da "sua ciência . . . ao colocar em causa a fé Cristã". E porquê ter um filme com apenas um mito histórico quando se pode ter um filme com dois mitos históricos? "Agora" começa com a destruição da segunda Biblioteca de Alexandria, levada a cabo por Cristãos e por Judeus - depois da primeira famosa Biblioteca ter sido destruída por Júlio César.

Pelo menos ele fez o seu trabalho de casa de modo suficiente para se aperceber que o declínio da Grande Biblioteca foi um deterioramento longo e lento - e não um evento catastrófico singular. Mas mesmo assim, ele agarra-se ao mito de Gibbon de que uma turba Cristã foi de alguma forma responsável. E de uma forma inteligente, ele inventa uma "segunda biblioteca de Alexandria" de modo a que ele possa responsabilizar os Cristãos.

Naturalmente, tudo isto tem uma moral inevitável:
O director disse também que ele via o filme como uma parábola da crise na Civilização Ocidental. "Digamos que o Império Romano são os Estados Unidos de agora, e Alexandria é o que a Europa é hoje - a antiga civilzação e o antigo background cultural. E o império está em crise, crise que afecta todas as provincias. Estamos a falar duma crise social, crise económica, obviamente, e crise cultural. Algo não se ajusta na nossa sociedade. Sabemos que algo irá mudar - não sabemos bem o quê ou como, mas sabemos que algo está a chegar ao fim."
Os limites desta analogia não são bem claros. Se a Europa é Alexandria e os EUA são Roma, quem é Hipatia? E quem são os fundamentalistas assassinos? Suspeito que a resposta seja "os Muçulmanos". O artigo do jornal La Times sobre a exibição do filme parece ser dessa opinião:
O filme é ainda mais convincente quando Amenabar revela a civilização de Alexandria, outrora estável, a ser sobrepujada pelo fanatismo (provavelmente porque os zelotas Cristãos, barbudos e vestidos com robes pretos que roubam a Biblioteca e ocupam a cidade, terem uma inquietante semelhança com os ayatollas e os Talibás de hoje).
Por mais longe que Amenabar queira avançar com a sua parábola, a sua mensagem geral é clara - Hipatia era a racionalista e a cientista e foi morta por fundamentalistas que se sentiam ameaçados com o conhecimento e com a ciência; e isto deu início à Idade das Trevas.

HIPATIA O MITO

Não se dá o caso de haver algo de novo ou original nisto - há já algum tempo que Hipatia tem sido usada como uma mártir pela ciência por aqueles que não querem de maneira nenhuma estar associados com uma apresentação correcta da História. Tal como Maria Dzielska detalhou no seu estudo de Hipatia, na história e como mito, "Hipatia de Alexandria", virtualmente todas as eras desde a sua morte que ficaram a saber da história, apropriaram-se dela e fizeram as coisas de modo a que esta história servisse para algum propósito polémico.
Perguntam quem foi Hipatia e irão algo do tipo "Ela era aquela filósofa pagã que foi rasgada em pedaços por monges (ou, de uma forma mais geral, por Cristãos) em Alexandria, no ano de 415". Esta resposta padrão irá basear-se não em fontes antigas, mas sim em literatura histórica e de ficção . . . A maior parte destes trabalhos representam Hipatia como uma vítima inocente do fanatismo nascente do Cristianismo, e o seu assassinato como uma proibição da liberdade de investigação (Dzielska, p. 1)
Se alguém me perguntasse isto quando eu tinha 15 anos, provavelmente esta seria a minha resposta visto que eu tinha ouvido falar de Hipatia largamente graças ao astrónomo Carl Sagan e da sua série de TV "Cosmos". Ainda tenho um fraco tanto por Sagan como pela série "Cosmos" visto que - tal como muitos jovens da altura - despertou o meu amor não só pela ciência, mas para uma tradição humanista da ciência e pela perspectiva histórica do assunto que a tornou muito mais acessível para mim do que fórmulas secas.

Mas as popularizações de qualquer tópico podem criar impressões erradas, mesmo quando o escritor está bem seguro do seu material. E embora Sagan fosse, normalmente, bastante sólido na sua ciência, a sua história era distintivamente mais vacilante, especialmente quando ele tinha um ou mais carrinhos de mão para empurrar.

O capítulo final do livro "Cosmos" é onde Sagan empurra alguns carrinhos de mão. De modo geral, o seu objectivo era admirável - ele ressalva a fragilidade da vida e da civilização, faz algumas condenações à proliferação nuclear - muito relevante e bem sensível nas profundezas da Guerra Fria dos anos 80 - e faz um apelo racional e humanista para a conservação da visão a longo termo para a Terra, para o ambiente e para a nossa herança intelectual. É por esta altura que ele conta a história de Hipatia como uma parábola de advertência; uma história que ilustra o quão frágil a civilização é e o quão facilmente ela pode sucumbir perante as forças da ignorância e da irracionalidade.

Depois de descrever as glórias da Grande Biblioteca de Alexandria, ele nomeia Hipatia como a sua "última cientista". Ele ressalva então que o Império Romano se encontrava em crise e que "a escravatura havia enfraquecido a antiga civilização da sua vitalidade"; isto não deixa de ser um comentário curioso se levarmos em conta que o mundo antigo sempre se fundamentou na escravatura, o que torna difícil ver como foi que esta instituição subitamente começou a "enfraquecer" a sua "vitalidade" no século Quinto. Depois disto, ele chegou ao ponto principal da sua história:
Cirílo, o Arcebispo de Alexandria, despreza Hipatia devido à sua amizade próxima com o governador Romano, e porque ela era um símbolo de aprendizagem e ciência que se encontrava largamente identificada por parte da igreja primitiva com o paganismo. Correndo um grande risco pessoal, ela continuou a ensinar e a publicar, até que no ano 415, enquanto caminhava para o seu local de trabalho, foi emboscada por uma multidão fanática de paroquianos de Cirilo. Eles arrastaram-na para fora da sua carruagem, tiraram as suas roupas, e, armados com conhas de abalone, esfolaram a carne dos seus ossos. Os seus restos mortais foram enterrados, o seu trabalho destruído, e o seu nome esquecido. Cirílo foi santificado. (Sagan, página 366)

Palpito que não fui o único leitor impressionável que achou esta história comovente. Um leitor do estudo de Dzielska, que refuta a versão que Sagan propaga, escreveu um comentário esbaforido na Amazon.com onde declarou:
Cheguei ao conhecimento de quem foi Hipatia através da série de televisão "Cosmos", de Carl Sagan. Ela foi frequentemente representada como um pilar da sabedoria numa era de dogma crescente. Ao contrário de Sócrates, sabemos muito menos sobre ela, sobre a sua vida e os seus ensinamentos. Ela é lembrada precisamente como uma mártir que foi sacrificada e não executada por uma multidão Cristã literalista inspirada pelo "São" Cirílo visto que aparentemente ela era vista por parte de algumas figuras religiosos e políticas como uma ameaça para o Cristianismo e para a teologia.
Isto na verdade leva-me a questionar se eles chegaram a ler o livro de Dzielska.

Embora Sagan seja o mais conhecido propagandista da ideia de que Hipatia era uma mártir da ciência, ele apenas estava a seguir uma venerável tradição polémica que tem as suas origens no livro de Gibbon "Declínio e Queda do Império Romano":
Espalhou-se um rumor entre os Cristãos de que a filha de Theom era o único obstáculo para a reconciliação do prefeito com o arcebispo; e esse obstáculo foi rapidamente removido. Nesse dia fatal, na temporada de santa do Quaresma, Hipatia foi arrancada da sua carruagem, despida, arrastada para a igreja, e chacinada de forma desumana às mãos de Pedro o Declamador e uma tropa de fanáticos selvagens e impiedosos; a sua carne foi raspada dos seus ossos com conchas afiadas de ostras e os seus membros trémulos entregues às chamas.
Tal como Gibbon, Sagan faz uma ligação entre a história do assassinato de Hipatia com a ideia de que a Grande Biblioteca de Alexandria foi incendiada por outra multidão Cristã. De facto, Sagan apresenta os dois eventos como se eles tivessem sido subsequentes, declarando que "Os últimos vestígios [da Biblioteca] foram destruídos pouco depois da morte de Hipatia" (p. 366) e que "quando a multidão chegou . . . para incendiar a Biblioteca não havia ninguém para os impedir." (p. 365)

Nas mãos de Sagan e de outros, tanto a história de Hipatia como a destruição da Biblioteca são contos de advertência sobre o que pode acontecer se baixarmos a guarda e permitir que os fanáticos destruam os defensores e repositores da razão.

A GRANDE BIBLIOTECA E OS SEUS MITOS.

Sem dúvida que esta é uma parábola poderosa. Infelizmente, ela não está de acordo com a história tal como ela ocorreu. Para começar, a Grande Biblioteca de Alexandria já não existia durante a época de Hipatia. Não é bem claro quando e como ela foi destruída, embora o fogo causado pelas tropas de Júlio César em 48 Antes de Cristo seja a causa mais provável. É também bem mais provável que este e outros fogos tenham feito parte do longo processo de declínio e degradação da colecção.

Curiosamente, dado que sabemos tão pouco sobre ela, a Grande Biblioteca de Alexandria há já muito tempo que tem sido o foco de algumas fantasias bem criativas. A ideia de que continha 500,000 ou 700,000 livros é frequentemente repetida pelos escritores modernos sem qualquer ponta de espírito crítico, embora comparações com o tamanho de outras bibliotecas antigas e estimativas em torno do tamanho necessário para a contenção duma colecção de tais dimensões tornem tal cenário pouco provável. É bem mais provável que ela tivesse cerca de 1/10 dos livros, embora continuasse a ser, de longe, a maior Biblioteca do mundo antigo.

A ideia de que a Grande Biblioteca ainda existia no tempo de Hipatia e que, como ela, foi destruída por uma multidão de Cristãos, foi popularizada por Gibbon, que nunca deixou que a História perturbasse os seus ataques ao Cristianismo. Mas Gibbon tinha em mente um templo conhecido como Serapeum, que não era de todo a Grande Biblioteca. Parece que a dada altura Serapeum tinha uma biblioteca e esta era "filha" da antiga Grande Biblioteca. Mas o problema com a versão de Gibbon é que nenhum relato da destruição de Serapeum por parte do Bispo Teófilo em 391 AD faz menção duma livraria de qualquer livro, apenas a destruição de objectos pagãos e objectos de culto:
Após solicitação de Teófilo, Bispo de Alexandria, o Imperador emitiu uma ordem para a demolição dos templos pagãos da cidade; comandou também que isso fosse levado a cabo sob direcção de Teófilo. Aproveitando esta oportunidade, Teólfilo esforçou-se ao máximo para revelar os mistérios pagãos e causar a que eles fossem alvo de desprezo. Para começar, ele causou a que o Mithreum fosse limpo e exibiu ao público os símbolos dos seus mistérios sangrentos. Depois disso, ele destruiu o Serapeum, sendo os rituais sangrentos do Mithreum posteriormente caricaturados por ele; o Serapeum foi também revelado como cheio de superstição extravagante, e ele causou a que os falos de Príapo fossem transportados pelo meio do fórum. Depois de finalizado este distúrbio, o governador de Alexandria, e comandante supremo das tropas no Egipto, ajudou Teófilo na destruição dos templos pagãos (Socrates Scholasticus, Historia Ecclesiastica, Bk V)
Mesmo os relatos hostis ao Cristianismo, tal como o de Eunápio de Sardes (que testemunhou a demolição), não fazem qualquer referência a qualquer biblioteca ou a livros a serem destruídos. E Amiano Marcelino, que aparentemente visitou Alexandria antes de 391, descreve o Serapeum e menciona que, no passado, ele havia tido uma biblioteca, indicando que por altura da sua destruição já não tinha. A realidade dos factos é que, com não menos do que 5 fontes independentes a mencionar o evento, a destruição do Sarapeum é um dos eventos melhor certificados de toda a história antiga. No entanto, nada é dito sobre a destruição de qualquer livraria ao mesmo tempo que o templo era destruído.

Mesmo assim, o mito duma multidão Cristã a destruir a "Grande Biblioteca de Alexandria" é demasiado suculento para ser resistido por alguns. Devido a isso, o mito permanece como um esteio para a argumentação de que "o Cristianismo causou a Idade das Trevas", apesar deste alegação não ter qualquer tipo de suporte. Parece que Amenabar também não conseguiu resistir - e é por isso que uma das cenas iniciais do filme mostra uma ansiosa Hipatia lutando para salvar preciosos pergaminhos antes que uma multidão aos gritos empunhando cruzes irrompesse pela porta trancada para destruir a que foi chamada de "a segunda Biblioteca de Alexandria" (presumivelmente ele fala do Serapeum). Isto ocorre bem no princípio do filme, aparentemente preparando as coisas para um conflito entre a ciência e a religião que termina com o assassinato de Hipatia. Sagan, por outro lado, coloca a destruição da Biblioteca depois do seu assassinato.

Na verdade, parece que tal destruição nunca aconteceu nem durante a sua vida e nem depois da sua vida - e que toda a ideia simplesmente é parte duma parábola mítica.

A HIPATIA DA HISTÓRIA

A verdadeira Hipatia foi filha de Theon, que ficou conhecido pela sua edição dos "Elementos" de Euclides, e pelos seus comentários de Ptolomeu, Euclides e Arato. O ano do seu nascimento é normalmente identificado como 370 AD, mas Maria Dzielska alega que isto são 15-20 anos demasiado tarde e sugere que 350 AD como o ano mais acertado. Isto faria com que ela tivesse 65 anos quando foi assassinada e desde logo o seu papel provavelmente deveria ter sido desempenhado por Helen Mirren e não Rachel Weisz. Mas isso dificultaria a venda do filme.

Ela cresceu e passou a ser uma estudiosa renomeada por mérito próprio. Ela parece ter ajudado o seu pai na sua edição de Euclídes e na edição do "Almagesto" de Ptolomeu, bem como escrevendo comentários sobre a "Aritmética" de Diofanto e as "Cónicas" de Apolónio. Tal como a maioria dos filósofos naturais do seu tempo, ela adoptou as ideias neo-Platónicas de Plotino e como tal, o seu método de ensino cobriu uma vasta gama de pessoas - pagãos, Cristãos e Judeus. 

Existem algumas sugestões de que o filme de Amenabar caracteriza Hipatia como ateísta, ou pelo menos totalmente irreligiosa, o que é altamente improvável. O Neo-Platonismo adoptava a ideia duma fonte perfeita e primária chamada "O Tal" ou "o Bem", que, durante o tempo de Hipatia, estava em todos os aspectos totalmente identificado com o Deus do monoteísmo.

Ela era admirada por muitos e pelo menos um dos seus estudantes mais ardentes foi o Bispo de Sinésio, que lhe dirigiu várias cartas chamando-a de "mãe, irmã, professora, e além disso benfeitora, e quem quer que seja honrado por nome ou por acto.", afirmando que "ela é a professora mais reverenciada" e descrevendo-a como aquela "que legitimamente preside os mistérios da filosofia" (R. H. Charles, The Letters of Synesius of Cyrene). O cronista Cristão citado em cima, Sócrates Escolástico, também escreveu dela admiradoramente:
Havia uma mulher em Alexandria chamada Hipatia, filha do filósofo Theon, que fez coisas grandes na literatura e na ciência, chegando até a ultrapassar os filósofos do seu tempo. Havendo sido bem sucedida na escola de Plato e Plotino, ela explicou os princípios de filosofia para os seus ouvintes, muitos deles provenientes de zonas distantes como forma de receberem as suas instrucções. Devido ao seu auto-domínio e à sua maneira calma, que ela havia adquirido em conseqüência do cultivo da sua mente, ela aparecia regularmente em público na presença de magistrados. E ela nem se sentia envergonhada por se fazer presente numa reunião de homens. Porque devido à sua dignidade e virtude, todos os homens a admiravam mais.(Socrates Scholasticus, Ecclesiastical History, VII.15)
Se ela, então, era admirada de tal forma, e respeitada pelos Cristãos eruditos, como foi que ela veio a ser assassinada por uma multidão de Cristãos? E mais importante ainda, será que o seu assassinato estava de alguma forma relacionado com o seu amor à ciência?

A resposta encontra-se no jogo político do princípio do século Quinto em Alexandria, e a forma como o poder dos Bispos Cristãos estava a começar a invadir o poder das autoridades civis da altura. O Patriarca de Alexandria, Cirílo, havia sido o protegido do seu tio Teófilo e tinha-lhe sucedido no bispado em 412 AD. Teófilo havia já feito a posição de Bispo de Alexandria uma posição poderosa e Cirílo havia continuado a sua política de expandir a influência da posição, invadido de modo incremental os poderes e os privilégios do Perfeito da cidade. Por essa altura, o Perfeito da cidade era outro Cristão, Orestes, que havia assumido o lugar pouco antes de Cirílo se tornar bispo.

Orestes e Cirílo rapidamente entraram em conflito devido as acções linha-dura contra as facções Cristãs mais pequenas tais como os Novacianos e a sua violência contra a enorme comunidade Judaica de Alexandria. Depois dum ataque por parte dos Judeus a uma congregação Cristã e a um pogrom retaliatório contra as sinagogas Judaicas liderado por Cirílo, Orestes queixou-se ao Imperador mas o seu pedido foi rejeitado. A tensão entre os apoiantes do Bispo e os apoiantes do Prefeito escalaram ainda mais numa cidade conhecida pelo governo das multidões e pela violência de rua politicamente motivada.

Por acaso ou por escolha, Hipatia deu por si no meio desta luta pelo poder por parte de duas facções Cristãs. Ela era bem conhecida por parte de Orestes (e provavelmente por parte de Cirílio) como uma participante proeminente na vida cívica da cidade, e era vista por parte da facção de Cirílo não só como uma aliada política de Orestes, mas também como um obstáculo para qualquer tipo de reconciliação entre os dois homens.

As tensões aumentaram ainda mais quando um grupo de monges dum mosteiro remoto do deserto - homens conhecidos pelo seu zelo fanático mas não identificados como pessoas com sofisticação politica - vieram à cidade em massa, como forma de apoiarem Cirílo, e deram início a tumultos que resultaram na comitiva de Orestes a ser apedrejada, com uma das pedras a atingir o Prefeito na cabeça. Não sendo alguém que aceitasse tais insultos, Orestes mandou que os monges em questão presos e torturados, o que levou à sua morte.

Cirílo tentou explorar a tortura e a morte dos monges, alegando que esse evento nada mais foi que um martírio por parte de Orestes. Deste vez, no entanto, os seus apelos às autoridades Imperiais foram rejeitados. Furiosos, os seguidores de Cirílo (com ou sem o seu conhecimento) vingaram-se, agarrando Hipatia na rua, como seguidora política de Orestes, torturando-a até à morte como vingança.

De modo geral, os Cristãos olharam para este evento com horror e com repulsa com Sócrates Scholasticus demonstrando de uma forma bem clara os seus sentimentos:
Hipatia foi vítima de inveja politica que existia por essa altura. Uma vez que ela tinha conversas frequentes com Orestes, foi reportado de um modo calunioso entre a população Cristã de que era ela quem impedia Orestes de se reconciliar com o bispo. Devido a isto, alguns deles apressaram-se no seu zelo feroz e fanático, cujo líder era Pedro o declamador,  emboscaram-na enquanto ela voltava para casa, arrastaram-na da sua carruagem, levaram-na para a igreja chamada Caesareum onde eles a despiram e a mataram usando azulejos [conchas de ostras]. Depois de terem rasgado o seu corpo em pedaços, levaram os seus membros mutilados para um lugar chamado Cinaron, onde eles a queimaram. Este incidente não deixou de trazer vergonha, não só para Cirílo mas para toda a igreja Alexandrina. Porque certamente nada está mais afastado do espírito do Cristianismo do que a permissão de massacres, lutas e transacções deste tipo. (Socrates Scholasticus, Ecclesiastical History, VII.15).
O que é notável nisto tudo é que em parte alguma a sua ciência ou o seu aprendizado são mencionados, excepto como base do respeito que ela recebia de pagãos e de Cristãos.

Sócrates Scholasticus termina descrevendo as suas façanhas e a estima que as pessoas tinham por ela, afirmando "Até ela foi vítima da inveja política que existia por essa altura". Dito de outra forma, apesar da sua erudição e do seu conhecimento, ela foi vítima de jogos políticos. Não há qualquer tipo de evidência de que o seu assassinato estava de alguma forma relacionado com o seu conhecimento. A ideia de que ela foi uma espécie de mártir para a ciência é totalmente absurda.

HISTÓRIA VERSUS OS MITOS. E OS FILMES

Infelizmente para aqueles que se agarram à desacreditada "tese do conflito" da ciência e da religião perpétuamente em guerra, a história da ciência tem muito poucos mártires genuínos assassinados por mãos de religiosos intolerantes. O facto dum místico e dum maluco como Giordano Bruno ser reinventado como um livre pensador cientista revela o quão frágil é a tese desses "mártires da ciência", embora aqueles que gostam de invocar estes mártires possam ter uma recaída ao alegarem que "a Inquisição Medieval queimou cientistas", apesar do facto disso nunca ter acontecido. A maior parte das pessoas nada sabe da Idade Média, e como tal, este tipo de agitar de mãos é normalmente bastante segura.

Ao contrário de Giordano Bruno, Hipatia foi uma cientista genuína e, como mulher, ela foi certamente espantosa para o seu tempo (embora o facto de outra cientista pagã, Aedisia, ter practicado ciência em Alexandria uma geração depois sem sofrer qualquer tipo de problemas revela que Hipatia estava muito longe de ser única). Mas Hipatia não foi nenhuma mártir para a sciência, e a ciência não teve nada a ver com a sua morte.

Não se sabe ainda quanto do genuíno background politico envolta da morte de Hipatia Amenabar colocou no seu filme. Espera-se que, ao contrário de Carl Sagan, todo o clima político do seu assassinato não seja simplesmente ignorado e a sua morte não seja pintada como um acto puramente anti-intelectual por parte de pessoas ignorantes, raivosas contra a sua ciência e contra a sua erudição. Mas o que está mais ou menos claro a partir das suas entrevistas e da pré-publicidade do filme, é que ele escolheu enquadrar a história em termos Gibbonianos directamente do manual da "tese de conflicto" - a destruição da "Grande Biblioteca", Hipatia vítimizada devido ao seu conhecimento, e a sua morte como um prenúncio do início da "Idade das Trevas".

Como é normal, os intolerantes e os fanáticos anti-religiosos irão ignorar as evidências, as fontes e a análise racional e resolver acreditar no apelo que Hollywood faz aos seus preconceitos. Isto leva-nos a perguntar quem são os verdadeiros inimigos do conhecimento.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

10 sinais de que podes estar numa seita pseudo-Cristã

Por Richard Bushey
JimJonesÉ normal eu encontrar pessoas que não se apercebem que estão numa seita "Cristã", embora os sinais da lavagem cerebral estejam bem visíveis e elas não saibam que a sua forma de analisar as Escrituras seja absolutamente consistente com a forma como qualquer outra seita existente pelo mundo fora o faz.
Se por acaso o teu grupo se enquadra em muitos destes critérios, fica sabendo que eu não fiz esta lista especificamente para o teu grupo.
O que acontece é que o teu grupo se enquadra na descrição mais comum dum grupo cultista. Com base na minha experiência, posso ressalvar pelo menos alguns sinais que demonstram que podes estar envolvido numa seita pseudo-Cristã.
1. Tu condenas o Corpo de Cristo.
Se por acaso tu dás por ti a dizer que a maior parte dos Cristãos está errada, e que só a tua congregação (ou só a tua denominação) tem a verdade, o teu comportamento é extraordinariamente parecido com o comportamento de todos os cultistas, tais como a Igreja Baptista de Westboro. Uma evidência de comportamento cultista é que aqueles que não estão na tua congregação (ou denominação) não são "verdadeiros Cristãos". Com isso em mente, ao condenares o resto do Corpo de Cristo, tu condenas o próprio Evangelho através do qual nós somos salvos, isto é, o Evangelho da Graça através da Fé (Efésios 2:8-9).
2. Tu opões-te de modo vigoroso a ideia de que o Senhor Jesus Cristo é Deus.
Os cultistas normalmente rejeitam a noção de que o Senhor Jesus é Deus, e com isso, rejeitam a própria Natureza de Deus - isto é, que Deus é Um Deus TriUno (Trindade). A Natureza Triuna de Deus sempre serviu de régua de medir para os grupos pseudo-Cristãos. Se um grupo não acredita na Trindade, quase de certeza que é um grupo cultista. Para ilustrar este ponto, consideremos os grupos seguintes que rejeitam a Trindade: Testemunhas de Jeová [Russelitas], Morminismo, Ciência Cristã, Cristadelfianos, Igreja Unificada, Cristãos Unitários Universalistas. O que é que estes grupos têm em comum e que todos eles são conhecidos como grupos cultistas.
3. Tu aprendeste as tuas crenças antes de leres as Escrituras.
Sempre que falamos da Bíblia com um cultista, normalmente perguntamos o que eles pensam dum determinado ponto e usualmente eles não sabem. Eles inventam na hora uma interpretação bizarra, que eles têm memorizado, ou rapidamente mudam de assunto. Mas eles não têm uma hermenêutica no verdadeiro sentido do termo. O que acontece é que eles aprendem as suas crenças antes de lerem a Bíblia (alguém lhes diz quais são as crenças), e então quando eles abrem a Bíblia pela primeira vez, eles já têm as doutrinas inseridas na sua mente. O que eles fazem a seguir é tentar forçar essas mesmas doutrinas na Bíblia.
4. Tens um vigário de Deus humano .
Quando eu digo "vigário", quero dizer alguém que se coloca no lugar de Deus ou alguém que alega ser a incarnação do Próprio Senhor Jesus Cristo. Os cultistas normalmente têm um líder humano, a que obedecem a todo o custo e até ao fim. Esta pessoa determina o que as Escrituras dizem, ou o que Deus revelou. Frequentemente, eles alegarâo que só eles podem interpretar correctamente o que a Bíblia diz.
5. Tens uma revelação especial da parte de Deus.
É claro que Deus interage com todos os que são Cristãos renascidos, mas eu estou a falar daqueles que alegam que Deus lhes deu nova revelação - que Ele sussurrou algo para os seus ouvidos do tipo "Tu és o Messias", ou que lhes deu um novo conjunto de textos sagrados à margem da Bíblia, e que este novo conjunto de textos tem que ser colocado ao mesmo nível da Bíblia (ou até acima da Bíblia).
6. Acreditas nas obras da salvação.
A Bíblia ensina que uma boa pessoa não consegue merecer a vida eterna, e que isto é assim porque todos pecamos. Uma vez que Deus é Bom e Justo, Ele tem que punir o pecado em nós. E nós, por nós mesmos, não conseguimos ficar ao Seu lado. Mas Deus seja louvado, visto que Ele enviou o Seu Filho Jesus Cristo, que viveu uma vida perfeita e sem pecado. Quando Ele foi executado, todo o castigo - toda a raiva de Deus - caíram sobre Ele. Três dias depois, Ele ressuscitou dos mortos, e agora nós podemos colocar sobre nós a Justiça de Cristo lançando-nos à Sua mercê e sendo nascidos de novo.
Mas isto é um dádiva gratuita (Efésios 2:8-9) que não pode ser obtida através das obras. Os cultistas negam isto.
7. Não precisas da Bíblia.
Através das gerações, Deus revelou-Se aos Profetas da antiguidade que disponibilizaram a Palavra de Deus aos Israelitas, e aos Apóstolos do Senhor, que disponibilizaram a Palavra de Deus aos gentios. Hoje, aqueles que podem ler são abençoados e sabem que têm a vida eterna com Deus quando se lançam à Sua mercê através do sacrifício do Senhor Jesus Cristo e são nascidos de novo. Somos balanceados pelas Escrituras de modo a que não nos afastemos demasiado longe para o campo do emocionalismo e das coisas sem sentido.
Mas as seitas normalmente não colocam ênfase na leitura das Escrituras, ou chegam mesmo a dizer para não as ler. A Bíblia é a Inerrante, Inspirada e Autoritária Palavra de deus e tu não a lês; a tua seita não quer que tu a leias [pelo menos sem o "filtro" de algum líder da seita].
8. Há demasiado pecado na tua congregação.
Claro que por vezes pode ser difícil de detectar, visto que o pecado é mantido oculto, mas, por exemplo, nós vêmos com frequência no movimento carismático algum líder que alega ser um pastor estar envolvido em escândalos sexuais estranhos, ou algum outro tipo de pecado se encontrar propagado na sua congregaçâo. O Senhor Jesus disse:
Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. (Mateus 7:15-16)
9. Não sabes da Bíblia nem do Poder de Deus (Lucas 22:19).
Não te preocupas em ler a Palavra de Deus embora o Senhor Jesus a tenha lido e comido como se ela fosse o Seu próprio sustento. Para além disso, o Senhor Jesus disse-nos para o "ingerir" como se Ele fosse o nosso Sustento (Lucas 22:19). É suposto nós sobrevivermos, movimentarmo-nos e existir NEle (Actos 17:28). Mas tu não fazes isso. Tu vives no pecado e não te preocupas em superá-lo. O Pai não te disciplina quando tu pecas (Hebreus 12:8-9). Não estás a ser santificado porque não nasceste de novo, porque não conheces a Deus. Tu estás numa seita.
10. Ficaste zangado e ofendido com este texto.
Repito, esta lista não foi feita para alguma congregação em particular, mas se o sapato te serviu, tira-o e lança-te à mercê de Deus através da expiação do Seu Filho.
Porque Deus amou o mundo de tal forma que deu o Seu Filho Unigénito para que todo o que Nele crê não pereça mas tenha a vida eterna (João 3:16)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Será que a Bíblia condena a escravatura?

Escravo
Existe hoje em dia uma tendência de olhar para a escravatura como algo do passado, mas estima-se que, actualmente, cerca de 27 milhões de pessoas encontram-se sujeitas a um tipo de escravatura: trabalho forçado, tráfico sexual, propriedade hereditária, etc.

Como pessoas que foram libertas da escravatura do pecado, os seguidores do Senhor Jesus Cristo devem ser os grandes batalhadores na luta contra a escravatura humana. No entanto, urge perguntar: porque é que Bíblia não fala de um modo assertivo contra a escravatura?

Porque é que a Bíblia, na verdade, parece apoiar a práctica da escravatura? A Bíblia não condena de modo específico a práctica da escravatura, mas dá instruções em relação à forma como os escravos devem ser tratados (Deuteronómio 15:12-15, Efésios 6:09, Colossenses 4:1).

Muitos olham para isto como uma justificação para defender que a Bíblia apoia todas as formas de escravatura. O que muitos não entendem é que a escravatura dos tempos Bíblicos é muito diferente da forma de escravatura que foi practicada nos últimos séculos em várias partes do mundo.

 A escravatura presente na Bíblia mão era baseada exclusivamente na raça uma vez que as pessoas não eram escravizadas com base na sua nacionalidade ou na cor da sua  pele. Nos tempos Bíblicos, a escravatura era mais uma questão de estatuto social onde as pessoas frequentemente se vendiam como escravas quando não conseguiam pagar as suas dívidas ou para providenciar para as suas famílias.

Por altura da composição do Novo Testamento, por vezes médicos, advogados e até políticos eram escravos de outras pessoas. Algumas chegavam até a escolher serem escravas uma vez que todas as suas necessidades seriam suprimidas pelos seus donos.

 A escravatura dos últimos séculos era frequentemente baseada exclusivamente na cor da pele. Nos Estados Unidos, muitos negros foram considerados escravos devido à sua  nacionalidade; muitos donos de escravos realmente acreditavam que os negros eram seres humanos inferiores (algo suportado pela teoria da evolução mas refutado pela Bíblia).

 Sem sombra de duvida que a Bíblia condena de modo absoluto a escravatura baseada na raça. Consideremos a escravatura que os Hebreus sofreram enquanto se encontravam no Egipto, onde eles eram escravos involuntariamente (Êxodo 13:14). As pragas que Deus enviou contra o Egipto demonstram o que Deus pensa da escravatura fundamentada na raça (Êxodo 7-11).

 Portanto, sim, a Bíblia condena algumas formas de escravatura mas permite outras formas de escravatura. A palavra chave aqui é que a escravatura que a Bíblia permitia não era de forma alguma baseada na raça que existiu no mundo durante os últimos séculos.

A isto acresce-se o facto do Novo Testamento condenar a práctica de "roubo de homens", que foi o que aconteceu no continente Africano durante muitos anos: Os africanos eram presos por caçadores de escravos que mais tarde os vendiam aos traficantes de escravos (que os traziam para o Novo Mundo de modo a trabalharem nas plantações e nas quintas).

 Esta práctica é tão desprezada pelo Criador que na Lei de Moisés, a pena para quem levada a cabo era a morte:

"E quem furtar algum homem, e o vender, ou for achado na sua mão, certamente morrerá." (Êxodo 21:16).

Semelhantemente, os traficantes de escravos não só foram listados como aqueles que são "ímpios e pecadores", como foram colocados na mesma categoria dos "parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina"  (1 Timóteo 1:8-10).

 Outro ponto crucial a reter é que o propósito da Bíblia é apontar para o caminho da salvação, e não para reformar a sociedade. A Bíblia frequentemente lida com os assuntos de dentro para fora. Se uma pessoa sete o amor, a misericórdia e a graça que Deus gratuitamente dá a quem aceitar a Sua Salvação, Ele irá reformar a sua alma, alterando a forma como ele pensa e age.

 A pessoa que experimentou o dom de Deus que é a Salvação e a liberdade perante a escravatura do pecado, Deus reforma a sua alma e essa pessoa apercebe-se que escravizar outras pessoas contra a sua vontade está errado.

A pessoa que, de modo genuíno, experimentou a graça de Deus, será, por sua vez, graciosa para com os outros. Essa é a prescrição Bíblica para acabar com a escravatura. Fonte: http://tinyurl.com/puy3qjg

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A ler: "Será que Richard Dawkins tem o gene escravagista?"

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

PORNOGRAFIA - Quanto mais você vê, menos vê

Na actualidade, em tudo existe pornografia e imoralidade, aliás, as Santas Escrituras relatam que no mundo jaz o maligno.

Quando falamos em pornografia, não nos referimos somente a filmes pornográficos, revistas etc, mas a pornografia e a imoralidade estão em palavras, músicas, actos e até mesmo em pensamentos.

A imoralidade, a prostituição, impureza e lascívia (sensualismo, eroticismo - Gálatas 5.19-), são os membros que formam a pornografia. A imoralidade está presente em músicas com letras profanas, festas movidas a álcool, sexo e drogas, e tudo isso leva à prostituição (e a prostituição leva à sepultura - Provérbios 7.27-) tornando-os impuros e, portanto, inaptos a entrada no Reino dos Céus.

Uma pessoa que diz ser cristã, mas é "viciada" em pornografia (tanto filmes como revistas e tudo quanto é imoral) não tem vontade própria, nem vida espiritual ativa; pois não consegue separar-se desse mal. A pornografia é como uma droga: Depois da primeira "olhada" fica difícil de se desfazer e separar-se desse pecado, que cada vez mais derrota e cega nosso lado espiritual, nos deixando casa vez mais frios.
 
Muitos jovens mantêm uma rotina regada pelo pecado, tendo como fonte a pornografia. Sabemos que errar é humano, porém Jesus Cristo passou 33 anos aqui na terra como ser humano, feito de carne, frágil, mas nunca caiu nas ciladas do inimigo. Ser humano não significa cair nas ciladas satânicas, mas errar, aprender com o erro e ajudar mais pessoas a não cairem na mesma cilada.
 
Muitos, por não terem conhecimento das escrituras e por falta de ocupação, acabam ocupando seu tempo praticando o que desagrada a Deus e entristeçe o Espírito Santo.
 
A pornografia nos desperta desejos impuros, os quais nos levam à ocupação de nossa mente com imoralidade (Devassidões, desonestidades, glutonarias -1Cor. 6.10; Gl. 5.21-), nos fazendo acreditar que aquilo é " o bom da vida".
 
Devemos ocupar nosso tempo livre para nos dedicarmos a Deus. Mat. 26. 41: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca".


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A anormalidade do ateísmo

Crianças Orar

O Dr Justin Barrett, um pesquisador sénior do "Centre for Anthropology and Mind" da Universidade de Oxford, alega que os jovens possuem uma predisposição para acreditar Num Ser Supremo porque assumem que tudo o que existe no mundo foi criado com um propósito. Ele afirma que as crianças têm fé mesmo quando não foram ensinadas pelas escolas ou pela família; ele alega também se as crianças fossem criadas sozinhas numa ilha deserta, ele acabariam por acreditar em Deus. Falando para a BBC Radio 4, Barretttt afirmou:

A preponderância de evidências científicas recolhidas durante os últimos 10 anos mostrou que há muito mais coisas embutidas no desenvolvimento natural das mentes infantis do que pensávamos - incluindo uma predisposição para ver o mundo natural como algo criado e com um propósito, e para ver algum tipo de Inteligência por trás desse propósito. Se colocássemos um grupo de crianças numa ilha e eles crescem isoladas do resto do mundo, e sozinhas, acho que elas acabariam por acreditar em Deus.

Numa palestra a ser dada no Instituto Faraday da Universidade de Cambridge na Terça-feira, o Dr Barrett citará experiências psicológicas levadas a cabo com crianças que ele afirma demonstrarem que as crianças instintivamente acreditam que quase tudo foi criado com um propósito.

Num dos estudos foi perguntado a crianças com 6 e 7 anos o porquê da existência do primeiro pássaro, ao que eles responderam "para fazer música bonita" e "porque serve para tornar o mundo mais agradável".

Outra experiência levada a cabo com bebés de 12 meses sugeriu que eles ficaram surpreendidos por verem um filme onde uma bola rolante aparentemente criou uma pilha de blocos organizada a partir duma pilha de blocos desorganizada. O Dr Barrett afirmou que existem evidências de que, aos 4 anos, as crianças entendem que, embora alguns objectos podem ser feitos pelos homens, o mundo natural é diferente.

Ele acrescentou que isto significa que as crianças são mais susceptiveis de acreditar no criacionismo do que na teoria da evolução, apesar do que lhes possa ser dito pelos pais ou professores. O Dr Barrett disse ainda que alguns antropólogos apuraram que em algumas culturas as crianças acreditam em Deus mesmo quando o ensino religioso lhes foi barrado.

O desenvolvimento normal e natural das mentes infantis faz com que elas sejam mais susceptíveis na criação Divina e no design inteligente. Em contraste, a teoria da evolução é anti-natural e relativamente difícil de acreditar.

Fonte: http://ow.ly/oZhMo

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Aparentemente, o cérebro humano está construído para ver propósito e ordem no mundo natural - algo que rapidamente nos leva para outra dimensão de existência uma vez que essa ordem e esse propósito nunca poderiam ser auto-imposto. Portanto, sempre que um militante ateu alega que "todos nós nascemos ateus", ele está a fazer uma declaração que contradiz as evidências.

Obviamente que se pode dizer que estas experiências foram feitas com crianças com 6 ou 7 anos, ou com as de 12 meses (e não com recém-nascidos) mas é difícil aceitar que essa natural inclinação do cérebro humano seja algo ensinado ou instalado pela sociedade. Aliás, o próprio Dr Barrett sugere que isso é algo inato e imutável.

 O que o ateísmo e a teoria da evolução fazem no cérebro humano é rejeitar a natural tendência humana de ver um propósito e uma causa nos efeitos naturais, e acreditar que o universo em si é um efeito sem causa - um sistema sem Um Engenheiro - algo que é, nas palavras do texto de cima, "anti-natural".

 Convém ressalvar que só porque uma coisa é "difícil de acreditar" isso não a torna falsa. O ponto deste texto é demonstrar que o argumento "todos nascemos ateus" é cientificamente falso. Mas como já sabemos, os ateus não ligam muito à ciência (http://ow.ly/oZoFv).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

É a universalidade do sentimento religioso uma evidência contra o ateísmo?

Homem Orando
Um estudo maciço levado a cabo junto das mais varadas culturas do mundo apurou que a fé religiosa é natural, até instintivo, no ser humano. Roger Triggm, professor na Universidade de Oxford, afirmou:

Temos tendência para ver propósito no mundo. Vemos operacionalidade. Pensamos que algo se encontra por lá, mesmo que não sejamos capazes de a observar. ... Toda esta forma de pensar tem tendência a acumular-se até desenvolver-se uma forma de pensar religiosa.

Trigg é co-director do projecto de Oxford (com a duração de 3 anos) que incorporou mais de 40 estudos distintos levados a cabo por dezenas de pesquisadores observando países desde a China até a Polónia, passando pelos Estados Unidos e a Micronésia.

 Estudos levados a cabo por todo o mundo apuraram resultados similares, incluindo a amplamente disseminada crença em algum tipo de vida depois da morte e uma tendência instintiva para sugerir que os fenómenos naturais têm um propósito. Trigg afirma que "para as crianças, em particular, era muito fácil pensar duma forma religiosa".

Mas o estudo apurou que mesmo os adultos eram muito susceptíveis por atribuir a um Agente Invisível a responsabilidade por um evento natural. Segundo Justin Barrett, o outro co-director do projecto, o estudo não diz nada sobre a existencia de Deus, deuses ou se existe algum tipo de vida depois da morte.

Este projecto não tem como finalidade prover a existência de Deus ou a existência de deuses. Só porque uma forma de pensar é mais fácil para o ser humano não significa que é a verdadeira forma de pensar, nem que é um facto.

Trigg vai mais longe e afirma que tanto ateus como os religiosos podem usar este estudo em seu favor. Segundo Trigg, o famoso secularista Richard Dawkins "pode aceitar os nossos estudos e afirmar que nós temos que ultrapassar esta fase da nossa vida." Mas as pessoas com fé religiosa podem alegar que a universalidade do sentimento religioso server o propósito de Deus.

Os religiosos podem dizer coisas como "Se Deus existe . . . então Ele criaria em nós uma inclinação natural de O buscar."

Trigg acrescenta que o bem-sucedido estudo pode não tomar uma posição no que toca à existência de Deus, mas ele tem implicações profundas para a liberdade religiosa:

Se nós temos algo que se encontra tão enraizado na natureza humana, contrariá-lo é de qualquer forma não permitir que os seres humanos realizem os seus interesses básicos. Existe um impulso muito forte para olhar para a religião como algo privado.

Trigg discorda desta opinião e acrescenta:

[A religião] não é algo do interesse de alguns mas sim algo que faz parte da natureza básica do ser humano. Isto mostra que ela é mais universal, prevalecente e profundamente enraizada, e isto é algo que tem que ser considerado. Não se pode fingir que ela não está lá.

O estudo, com o nome de "Cognition, Religion and Theology Project", sugerem fortemente que a religião não enfraquecerá com o tempo, afirmou Trigg:

A tese da secularização dos anos 1960, a meu ver, estava irremediavelmente condenada ao fracasso.

Ateísmo Perigoso
Demasiada exposição ao ateísmo pode ter consequências mentais irreversíveis
Fonte:  http://ow.ly/oZzbg

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Este é o tipo de dado científico que seria de esperar se Deus realmente existisse, e se Ele fosse um Ser com o desejo de Ser conhecido pelas suas criaturas. Um sistema psicológico embutido no ser humano que o torna mais susceptível de acreditar em Deus (e sabemos que a fé no Deus da Bíblia tem resultados sociais, psicológicos, médicos e emocionais benéficos) só faz sentido se Deus realmente existe.

Se Deus não existe, e - como dizem alguns evolucionistas - a fé em Deus e a religiosidade são coisas danosas para o ser humano, como é que se explica que algo alegadamente tão "danoso" tenha sobrevivido tanto tempo dentro da espécie humana, e tenha efeitos sociais tão bons para quem está nele envolvido?

Não é mais lógico aceitar que o ateísmo - e não a religião - é que é uma crença anti-natural e totalmente contrária à natureza básica do ser humano?

sábado, 31 de agosto de 2013

A Igreja Efeminada

Recentemente fui questionado se seria correto dizer que, na história do mundo, dinastias e civilizações inteiras de fato naufragaram na rocha da homossexualidade. Minha resposta foi que não deveríamos pôr as coisas desse modo. Claro, eu creio que a prática homossexual é imoral e proibida pela Lei de Deus. 

Todavia, em Romanos 1.21 – 32, Paulo põe dessa forma: deixaram de servir a Deus para servirem à criatura. Como uma consequência, Deus entregou-lhes às paixões impuras. Homossexualidade é julgamento de Deus sobre uma sociedade que abandonou a Deus e adora a criatura em vez do Criador. A apostasia espiritual é a rocha na qual as culturas, incluindo a nossa, foi fundada, e a homossexualidade é o julgamento de Deus sobre tal apostasia. 

Esta é a razão porque a homossexualidade era uma prática comum entre as antigas culturas pagãs; na verdade, é uma prática comum entre a maioria das culturas pagãs, incluindo a nossa crescente cultura neo-pagã. Em resumo, a ideia de que a tolerância da homossexualidade é um mal que conduzirá ao julgamento de Deus não é bíblica, pois coloca o carro na frente dos bois. É exatamente o contrário! A prevalência da homossexualidade em uma cultura é um sinal seguro de que Deus já tem executado ou está executando sua ira sobre a sociedade por sua apostasia. 

A causa deste julgamento não é a prática imoral da homossexualidade (apesar dos atos imorais homossexuais); mas sim, sua apostasia espiritual. A prevalência da homossexualidade é o efeito, não a causa da ira de Deus visitando aquela sociedade. E em uma sociedade cristã (ou talvez devesse dizer “pós-cristã”), isso significa, inevitavelmente, que a prevalência da homossexualidade na sociedade é julgamento de Deus sobre a igreja por sua apostasia, sua infidelidade para com Deus, porque o julgamento de Deus começa com a Casa de Deus (1Pe 4.17).

Esta, decerto, não é uma mensagem popular aos cristãos. É fácil levantar o dedo para os pecados e imoralidades grosseiros, mas a igreja está muito menos disposta a considerar seu papel nos males sociais que maculam nossa era. A apostasia espiritual que nos levou à presente condição começou na igreja, e grande parte do fracasso da sociedade moderna, que os cristãos corretamente lamentam pode, em alguma medida, ser atribuída a esta apostasia da igreja como a causa fundamental. E mesmo agora a igreja recusa-se a assumir sua responsabilidade para preservar a sociedade deste mal tão sério, tendo abdicado de seu papel profético como porta-voz de Deus para a Nação.

Claro, isto não quer dizer que não deveríamos desafiar o lobby gay e não trabalharmos para estabelecer uma moralidade bíblica em nossa sociedade. Nós devemos. Mas, também devemos escolher as prioridades corretas; e eu temo que a igreja tenha um diagnóstico equivocado destes problemas e tenha escolhido errado as suas prioridades. A Igreja sofre com o flagelo homossexual, tanto quando, e talvez mais, do que qualquer outro setor da sociedade (com exceção da mídia e do mundo do entretenimento). 

Para maior parte deste século, a igreja tem procurado um deus feminino para substituir o Deus da Bíblia. Nós tivemos ministros que ensinaram, agiram e pregaram como mulheres há muitos anos. O Ministério Pastoral de nossa geração é, no geral, caracterizado pela feminilização. O crescente número de homossexuais no ministério é, penso, simultaneamente uma causa e efeito relacionados a isto e, ao mesmo tempo, uma manifestação do julgamento de Deus sobre a igreja. 

Muitas vezes, é claro, o julgamento funciona numa relação de causa e efeito, porque toda criação é obra de Deus; portanto, ela funcionada de acordo com Seu plano e vontade. A igreja tem se tornado completamente efeminada por causa de um clero efeminado. O Ministério hoje é dirigido primariamente por mulheres, e ministros têm começado a pensar e agir como mulheres, porque o Cristianismo tem se tornado naquilo que é chamado de “religião salva-vidas” – mulheres e crianças primeiros. E o mundo vê isso bem adequadamente.

Por exemplo, foi-me dito em mais de uma ocasião por pastores e presbíteros que, quando eles visitam os membros de suas igrejas, se porventura o homem da casa vem recebê-los à porta, frequentemente a primeira coisa que este homem diz é: vou buscar a esposa. Pastores e Presbíteros estão ali para mimar as mulheres e as crianças; ou então, como pensa o mundo, isto é simplesmente porque o ministério na igreja é frequentemente dirigido principalmente às mulheres e crianças, e não aos homens. Tenho observado o mesmo tipo de coisa em reuniões das igrejas. Se alguém levanta uma questão doutrinária ou mesmo assuntos sérios sobre a missão da igreja, o interesse é quase nulo. 

No entanto, frequentemente tem havido, e continua havendo, enormes problemas doutrinários e problemas relacionados ao entendimento da igreja de sua missão no mundo, incomodando essas igrejas; apesar disso, estas igrejas nem mesmo consideraram que isso merece discussões nas reuniões de liderança da igreja. Os líderes da Igreja falarão de maneira interminável sobre “relacionamentos” e afins, mas evitarão questões doutrinárias [como evitam] a praga porque estes assuntos são considerados causas de divisão e que dificultam os “relacionamentos”.
 
Agora, no fundo eu creio que isto é um sério problema criado pela feminização da liderança da igreja. A agenda da liderança, que é uma agenda masculina, foi substituída por uma agenda feminina, que é um desastre para liderança. A igreja tem abandonado o Deus das Escrituras pelo conforto de uma divindade do tipo feminino que não requer líderes eclesiásticos que exponham doutrinas bíblicas ou ajam com convicção de acordo coma Palavra de Deus (ambos são percebidos, muitas vezes com razão, como causador de divisão – Mt 10. 34ss); mas, em vez disso, exige líderes simplesmente para mãe de suas congregações de uma forma feminina. Isso, naturalmente, produz ministros efeminados e uma igreja efeminada. 

Mas, isto não é simplesmente uma causa e efeito impessoal relacionadas. Deus age através de causas secundárias em sua Criação para executar sua vontade. Um ministério efeminado e uma igreja efeminada são a resposta de Deus para a determinação de a igreja substituir o Deus da Escritura por um deus do sexo feminino; e esta cruzada contra o Deus da Bíblia tem sido em sua própria maneira, uma característica do evangelicalismo, como abertamente tem sido a característica do liberalismo que os evangélicos dizem abominar, mas ainda assim, estão dispostos a imitar.

Este não é um problema apenas agora na igreja, mas porque está na igreja, a sociedade em geral é agora feminizada e efeminada. Somos governados por mulheres e homens que pensam e agem como mulheres. Mas, as mulheres não fazem bons governos em geral. Em Margaret Thatcher tivemos uma situação inversa: uma mulher que pensava mais como um homem deve pensar, mas a exceção não anula a regra. Eu não estou discutindo um ponto político aqui, nem endossando qualquer posição [política]; até porque eu acredito que isto tudo é parte da situação em julgamento. 

O mundo está de cabeça para baixo, porque os homens viraram de cabeça para baixo por sua rebelião contra Deus. Jean-Marc Berthoud frisou bem este ponto em seu artigo “Humanism: Trust in Man – Ruin of the Nations”, o qual eu recomendo em relação a este tópico. Agora somos governados por mulheres e crianças (Is 3.4, 12)


Mas, a Liderança não é feminina. Líderes Efeminados não governam bem, seja o Estado, seja a Igreja. É vital que a Justiça seja temperada com Misericórdia. Mas alguém não pode temperar a Misericórdia com a Justiça. Quando a misericórdia é colocada antes da justiça, as sociedades sofrem colapsos nas situações idiotas que temos hoje, onde os criminosos são libertos e as pessoas inocentes são condenadas. 

Por exemplo, as punições infligidas aos motoristas por inadvertidamente dirigirem um pouco acima do limite da velocidade hoje, mesmo onde não há perigo envolvido, são muitas vezes mais graves do que os castigos infligidos aos ladrões. E hoje um pai pode ser punido por bater em um filho travesso – mesmo que tal castigo seja realizado num ambiente de amor e disciplina e não haja perigo para criança – mas ainda assim, alguém pode, com impunidade, assassinar os filhos ainda não nascidos. O Estado ainda paga por esses abortos, fornecendo-lhes o Sistema Único de Saúde.

Creio que isto é o resultado final da feminização de nossa cultura. Pensa-se, frequentemente, que a liderança feminina é mais compassiva, mais carinhosa. Isto é um mito que a ideologia feminista tem trabalhado nas percepções populares da realidade em nossa cultura. Pelo contrário, a cultura feminista é uma cultura violenta, uma cultura que produz o aborto e ao mesmo tempo exige que se extinga as coisas tipicamente masculinas. 

Uma situação mais perversa é difícil de se imaginar. Em última análise, o feminismo é, na prática, inerentemente violento, intrinsecamente instável, intrinsecamente perverso, inerentemente injusto, porque ele é todas essas coisas em princípio, a saber, a rejeição da ordem criada por Deus; e as consequências de um compromisso religioso sempre se desenvolverão na prática. O Feminismo está, agora, desenvolvendo as consequências práticas de sua visão religiosa da sociedade (e isto é sua religião).

As igrejas têm falhado em ver isso. Elas têm abraçado o feminismo vigorosamente, e como consequência, se tornaram uma importante avenida pela qual o Feminismo tem sido capaz de influenciar nossa cultura. O clero estava envolvido na feminização da fé e da igreja bem antes do Movimento Feminista tivesse se tornado consciente na percepção popular. E a feminização de nossa cultura é um dos principais motivos para sua anarquia e violência. 

Por exemplo, o resultado da feminização da sociedade tem sido a de que os homens perderam o seu papel em muitos aspectos. O feminismo tem definido homens em nada mais do que briguentos ou efeminados. Na perspectiva feminista, estas são as duas alternativas para os Homens, embora isso não possa ser entendido por muitas feministas; talvez normalmente não seja, porque o Feminismo é ingênuo e não opera com base na razão, mas na emoção; e estas coisas trazem-nos novamente ao problema da liderança e governos femininos. Emoções não lideram ou governam bem. Para as Feministas, os homens são governantes incapazes; as mulheres devem governar.

Agora nós temos o governo de mulheres e homens efeminados. O efeito de colocar as virtudes femininas no lugar das virtudes masculinas, e as virtudes masculinas no lugar das virtudes femininas tem sido a de subverter a ordem criada. Como resultado, a justiça é desprezada e a misericórdia é transformada e colocada em seu lugar. 

A Liderança é masculina, mas é preciso temperá-la com as virtudes feministas. Quando as virtudes feministas estão na liderança, as virtudes masculinas não podem funcionar; a masculinidade é feita desnecessária. Isto é um dos problemas mais sérios da nossa sociedade. O Feminismo tornou a liderança masculina na igreja e da nação obseleta e, agora, estamos colhendo as consequências espirituais e sociais disto. A Justiça é uma vítima! A misericórdia cessa de ser misericórdia e torna-se indulgência dos piores vícios. 

Violência, anarquia, desordem e uma sociedade disfuncional são o legado da Feminização de nossa Sociedade, porque neste sentido, nem as virtudes masculinas, nem as femininas podem desempenhar apropriadamente seu papel. O mundo é posto de ponta cabeça. Até mesmo as igrejas “crentes na Bíblia” são anestesiadas na sua apostasia em relação a este e muitos outros assuntos em nossa sociedade. Temos uma igreja efeminada, e uma sociedade efeminada e, portanto, a resposta de Deus tem sido um ministério cada vez mais homossexual e uma crescente sociedade homossexual. Este é o justo julgamento de Deus sobre nossa apostasia espiritual.

A resposta é o arrependimento, voltar-se para Deus e abandonar nosso caminho de rebelião contra a ordem divina da Criação. A igreja deve começar isto. O julgamento começa com a igreja (1Pe 4.17) e o arrependimento também. Eu não creio que resolveremos o problema homossexual até reconhecermos sua causa. É o julgamento de Deus sobre a apostasia da Nação. Liderando o caminho para esta apostasia estava a igreja.

O que tenho dito acima não significa minimizar a seriedade do problema homossexual, nem sua imoralidade. Mas devemos reconhecer isto como uma manifestação do julgamento de Deus, como Paulo tão claramente ensina em Romanos, capítulo um. A resposta está em combater as causas, enquanto não deixamos de fazer as outras coisas. 

O que eu disse aqui não significa promover uma diminuição da oposição cristã aos direitos homossexuais por qualquer meio; mas significa encorajar a uma maior leitura do problema, porque é nesta vasta leitura do problema que detectamos a causa e esperamos a solução para o problema.

Além disso, este assunto não um assunto isolado. É parte inseparável da re-paganização de nossa sociedade, uma tendência de que a igreja, em grande medida, não apenas tem tolerado, mas por vezes, estimulado, por sua percepção míope de fé e sua negação prática de sua relevância para toda a vida do homem, incluindo seus relacionamentos e responsabilidades. 

Enquanto a crítica é necessária e vital na tarefa profética da igreja de levar a Palavra de Deus para influenciar nossa sociedade, ela não é o bastante. Em vez disso, a igreja também deve jogar fora o seu próprio consentimento na prática do humanismo secular e praticar o pacto da vida da comunidade redimida no momento que ela tenha qualquer efeito sobre nossa cultura. 

Portanto, o julgamento continuará ininterruptamente até a igreja mais uma vez começar a viver para fora, bem como falando a palavra de vida para sociedade em sua volta. Somente então quando ela começar a manifestar o reino de Deus; e apenas quando a igreja começar a manifestar o reino de Deus novamente, nossa sociedade começará a ser liberta do julgamento de Deus.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O sexo casual e suas nefastas consequências nas mulheres jovens


Em sua reflexão televisiva semanal no programa "Chaves para um Mundo Melhor", o Arcebispo de La Plata (Argentina), Dom Héctor Aguer, analisou alguns estudos realizados em universidades nos Estados Unidos sobre o sexo casual e suas nefastas consequências, especialmente nas mulheres jovens.

Mas antes de entrar na matéria da questão, o Prelado expôs o seguinte prólogo: "Provavelmente vocês já escutaram críticas à Igreja dizendo que durante muito tempo ela teria estado obcecada com os pecados contra o sexto e o nono mandamento e que teria colocado na sua transmissão da moral cristã uma tinta escura sobre a problemática conjugal ou sexual, sobre a vida afetiva, etc. Bom essa crítica é absolutamente infundada".

"Em realidade, penso que querem infundir em nós uma espécie de complexo de culpa sobre este campo. E foi um complexo de culpa que deu resultado, porque muitas vezes não se fala, mesmo na pregação ou na catequese, dessa área da vida moral. Não é a mais importante, e não é a única evidentemente, mas se deslocou o foco de atenção a outros âmbitos morais como, por exemplo, as relações de justiça. A justiça é evidentemente uma virtude fundamental, mas também há outras virtudes que fazem parte da constelação moral do cristão; todas têm, ademais, a sua base em uma concepção a respeito da pessoa humana".

Depois desta introdução Dom Aguer entrou totalmente no comentário dos mencionados estudos: um deles "diz que quatro mil universitários foram entrevistados por dez universidades norte-americanas a respeito das consequências do sexo casual, impensado, imprevisto, sem compromisso emocional nem expectativas de futuro. As conclusões tratam de vincular esse tipo de relações com a problemática da saúde mental com consequências emocionais muito sérias especialmente nas mulheres jovens. Diz o estudo que provoca estresse, sentimento de culpa, arrependimento e tristeza nas jovens depois de um encontro sexual com um desconhecido".

Indicou que estes estudos mostram "que o contato sexual com estranhos é mais habitual em quem tem baixa autoestima, e que os estudantes universitários que tinham participado de encontros sexuais casuais apresentaram níveis mais baixos de autoestima, de satisfação e de felicidade que aqueles estudantes que não tinham tido relações ocasionais. O sexo casual também foi associado com angústia, ansiedade e depressão".

A respeito destes resultados, refletiu que os dados "referem-se à relação sexual irresponsável, sem vínculo afetivo estável e sem uma perspectiva de futuro, que para nós, cristãos, é obviamente o matrimônio e a fundação de uma família".

"Dizem que isso ocorre, sobretudo, nos jovens associados ao consumo social de álcool e de drogas que especialmente se combinam nas "prévias", nas que os jovens consomem em excesso, e que nesse estado é previsível que se descontrolem. No dia seguinte, se lembram do que aconteceu, ficam sabendo pelo relato dos outros e se sentem mal".

Além disso, destacou que "os psicólogos que intervêm neste tipo de estudos e de apreciações brindam alguns conselhos que têm uma boa cota de razoabilidade, mas que são também muito imperfeitos e, do ponto de vista de uma antropologia completa e integral, são deficientes. Estão propondo que o caminho para a maturidade sexual implica o fortalecimento da autoestima, o autocuidado com o controle dos impulsos, o diálogo entre pais e filhos, o diálogo com o casal e a proteção adequada".

Dom Aguer explicou que "chamam proteção adequada tentar evitar a gravidez não desejada e a transmissão de uma doença sexualmente transmissível, mas não dizem nada sobre o verdadeiro cuidado que também tem a ver com a autoestima e com a maturidade plena da personalidade: é a virtude da castidade, uma das virtudes do âmbito da moderação. Implica que o homem é um ser racional, e que, portanto, tem que orientar, e orientar desde dentro, os impulsos básicos fundamentais para uma ordem acorde com sua natureza e com sua condição de pessoa".

"Como dizia a princípio, nos deixaram com complexos porque sempre estamos falando da castidade e pode ser que tenha acontecido em outras épocas algumas ênfases mais fortes e excessos nesse campo, mas agora não se fala da castidade, como se tivesse desaparecido da constelação das virtudes humanas e cristãs. Mas disso se trata: como se chega à maturidade pessoal sem autocontrole, sem uma disciplina pessoal, sem a busca de uma ordem, sem que a razão, em todo caso, oriente os impulsos mais básicos e os faça servir à plena realização do homem?".

Nós sabemos, por outra parte, pela pregação cristã, pelos mandamentos da Lei de Deus, que a relação sexual tem seu pleno sentido e sua justificação moral no matrimônio. Aqui estamos falando do extremo oposto, precisamente, ao que chamam sexo casual, que terei que chamar de modo apropriado "promiscuidade".

Finalizando a sua reflexão, Dom Aguer manifestou que "desgraçadamente, parece que esta conduta é frequente entre os jovens em todo mundo, mas estes estudos que relacionam este descontrole sexual com problemáticas psicológicas muito concretas e com uma alteração e um retrocesso no processo de maturação de uma personalidade é muito significativo do ponto de vista da educação".

"Então, aqui, a conclusão é que temos que voltar a considerar as virtudes humanas e cristãs e, entre elas, no lugar que corresponde, também a virtude da castidade que faz com que as forças que Deus pôs no homem e na mulher estejam orientadas àquilo para o qual o pensou o Criador: o casal estável, consagrado no matrimônio, que é um bem social e o âmbito adequado para a comunicação da vida humana", concluiu o Arcebispo.

Fonte: http://bit.ly/19sGKmr

domingo, 7 de julho de 2013

Sai o Cristianismo, volta o paganismo


"Nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; confusão é."
Levítico 18:23

Os bordéis de bestialismo estão-se a propagar por toda a Alemanha de uma forma mais rápida do que o "normal" muito graças à lei que tornou a pornografia animal ilegal mas o sexo com animais legal. Quem o diz é uma responsável pela protecção de gado. Madeleine Martin disse ao Frankfurter Rundschau que as leis actuais não protegem os animais dos zoófilos predadores que, de modo incremental, estão a tornar o bestialismo numa "escolha de vida" ou num "estilo de vida".

Ela ressalvou um caso onde um agricultor da região Gross-Geraudo - sudoeste da Alemanha - reparou que um rebanho de ovelhas outrora amigável estava a começar a evitar o contacto com os seres humanos. Como forma de apurar as causas, o agricultor instalou um sistema de CCTV (vídeo vigilância) nas vigas do seu celeiro só para observar múltiplos homens a entrar pela calada da noite, e a abusar sexualmente do seu rebanho.

Madeleine Martin disse ao jornal que "existem bordéis de animais na Alemanha", acrescentando que as pessoas estão a relativizar o assunto qualificando isso de "escolha de vida". Munida com uma gama de vários casos semelhantes. a senhora Martin apela agora ao governo para banir de forma categórica o bestialismo do país.

Devido a um aumento acentuado de incidentes envolvendo sexo com animais, e ao aumento de sites a promover essa aberração sexual, em Novembro do ano passado as autoridades alemãs afirmaram que estavam a planear reinstalar uma lei antiga que proibia o contacto sexual com animais. O parlamento começou a debater as alterações ao Animal Protection Code, e o comité agrícola da Bundestag comprometendo-se a instalar multas até aos £20,000 para a primeira ofensa.

O bestialismo deixou de ser um crime nos livros legais em 1969 mas nos anos recentes o número de pessoas que se crê estarem envolvidas em tais actos aumentou de um modo significativo. Existem até os "zoológicos eróticos" onde as pessoas podem visitar e abusar animais que vão desde lamas a cabras.

Hans-Michael Goldmann, presidente do comité agrícola, disse que o governo tinha como propósito proibir o uso de animais "para actos sexuais individuais e ilegalizar as pessoas que agiam como "proxenetas" [= "cafetão", "chulo"] destas criaturas como forma de outras abusarem delas.'

O grupo zoófilo alemão com o nome de ZETA anunciou que montará uma ofensiva legal se por acaso o bestialiismo se tornar ilegal. Michael Kiok, presidente da ZETA, afirmou:

Meros conceitos morais não têm lugar no nosso sistema legal.

Quando a lei banindo o sexo com os animais foi ela mesma banida, a "Animal Protection Law" foi introduzida mas ela falhou ao não incluir uma proibição específica à zoófilia. Os termos "bestialismo" e "zoofilia" são os nomes formais usados pelo acto sexual entre humanos e animais.

Fonte

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Com a "imprevisibilidade" dum relógio parado, todos os comportamentos sexuais que Deus condenou há mais de 3,500 anos atrás fazem agora o seu regresso à medida que o Cristianismo vai perdendo o lugar no Europa. 

O surpreendente destes incidentes não é o facto do paganismo ocupar o vazio deixado pelo Cristianismo, mas sim a existência de pessoas que realmente acreditam que é possível manter a estrutura moral e a ética sexual provenientes do Cristianismo sem apelo ao mesmo Cristianismo. 

Porque é que o sexo se deve restringir ao seres humanos? Se Deus não existe, qual é o mal em ter relações sexuais com um animal? Se somos todos o resultado dum processo evolutivo sem o ser humano em mente, então o sexo entre humanos e animais é perfeitamente aceitável.

O zoófilo Michael Kiok afirma que conceitos morais não têm lugar na legislação dum país; será que isso inclui o conceito moral que normaliza o bestialismo ou só os conceitos morais que são contra o bestialismo? Note-se pelas suas próprias palavras que Kiok está perfeitamente ciente que o seu "estilo de vida" alternativo nunca poderá avançar enquanto existir um código moral (Cristianismo) que condena o bestialismo. Devido a isso, é de extrema urgência para ele (e para todas as pessoas com estilos de vida "alternativos") reduzir a influência do Cristianismo.

Os idiotas úteis que alegremente lutaram para a "laicização do Estado" (que na boca dum esquerdista significa a remoção total de qualquer influência Cristã da cultura)  descobrirão mais tarde que a sua luta foi contra o seu próprio estilo de vida - e não contra algo estrangeiro à sua vivência diária.

Com nenhuma destas coisas vos contamineis; porque em todas estas coisas se contaminaram as gentes que eu lanço fora de diante da vossa face. Pelo que, a terra está contaminada; e eu visitarei sobre ela a sua iniquidade, e a terra vomitará os seus moradores.
Levítico 18: 24-25.

sábado, 30 de março de 2013

Podem os mortos comunicar com os vivos?

(Artigo de Juanribe Pagliarin*)

Um casal de Porto Alegre, ainda muito apaixonado, resolveu comemorar as Bodas de Prata na mesma pousada no litoral do Ceará onde, 25 anos antes, havia passado a lua-de-mel. Porém a esposa, por motivo de trabalho, não poderia ir no mesmo dia que o marido. Mas combinaram que ele a buscaria no aeroporto de Fortaleza, na sexta feira. Despediram-se com um longo beijo no Aeroporto Salgado Filho e o esposo embarcou rumo ao Ceará, prometendo à esposa que prepararia tudo para a sua chegada.

No Aeroporto de Fortaleza, o marido alugou um carro e seguiu para aquela distante e romântica pousada, na praia da Lagoinha. Mas, ao chegar, teve uma agradável surpresa: a antes rústica pousada estava agora toda modernizada. Tinha até internet! O marido pediu que colocassem todas as suas malas no quarto do chalezinho e riu de si mesmo, com todas aquelas roupas de frio que havia trazido. "Como está quente aqui", pensou.

Ansioso, foi para o computador, e enviou um e-mail para a esposa. Mas, na hora de digitar, trocou uma letrinha e o
seu e-mail, ao invés de ir para a esposa, foi para uma viúva que voltava do cemitério, após sepultar o seu marido. Quando a viúva leu o e-mail, desmaiou. O filho a acudiu depressa e ela, voltando aos pouquinhos, balbuciou, quase sem ar, e com os olhos arregalados de medo: “meu e-mail... meu e-mail.”
O filho olhou para a tela do computador e leu:

“Minha querida: cheguei bem! Talvez você esteja estranhando eu te mandar um e-mail. É que instalaram computadores aqui também e agora podemos nos comunicar com as pessoas queridas em qualquer lugar do mundo. Já verifiquei tudo pessoalmente e a sua chegada está confirmada para esta sexta-feira, às 3 horas da tarde. A viagem é rápida, porque é sem escalas. Você vai ter uma grande surpresa quando chegar aqui. Não vejo a hora de revê-la e ficarmos juntos outra vez!
Saudades e beijos do seu eterno marido. P.s.: Venha com pouca roupa, porque aqui faz um calor infernal”.

Risos à parte, viu como é fácil as pessoas fantasiarem e terem medo de coisas que não existem? Mas as principais perguntas que nós queremos ver respondidas são:

1- Podem os mortos se comunicar com os vivos?
2- Podem os vivos se comunicar com os mortos?
3- Podem os espíritos dos que morreram estar entre nós?
4- Podem os mortos ajudar os vivos?
5- Podem os vivos ajudar os mortos?
6- A pessoa, depois que morre, fica dormindo ou consciente?
7- Haverá Juízo Final?

Sei que as respostas de leigos e religiosos se dividirão, mas todos nós, independentemente de religião, gostaríamos de uma resposta segura, com base, autoridade e credibilidade. Precisamos de uma pessoa que já foi até lá e voltou. Uma pessoa que conheça intimamente o corpo, a alma e o espírito humano. Uma pessoa íntegra e verdadeira, que nunca mentiu e jamais mentirá.

E todas as vertentes religiosas, sejam católicas, protestantes, kardecistas e muçulmanas reconhecem Jesus como tal. Por isso, convido você a analisar, sem paixões e com racionalidade, o que Ele disse a esse respeito, pois, sem dúvida nenhuma, é a pessoa mais confiável que se tem notícia. Depois disso, tire as suas próprias conclusões. Eis o que Jesus contou:
“Ora, havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e todos os dias se regalava esplendidamente.  Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico. E os próprios cães vinham lamber-lhe as úlceras. Veio a morrer o mendigo e foi levado pelos Anjos para o seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. No Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão e a Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que em tua vida recebeste os teus bens, e Lázaro, de igual modo, os males. Agora, porém, ele aqui é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para nós. Disse ele então: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai. Porque tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham eles também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os profetas. Ouçam-nos.  Respondeu ele: Não, pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender.  Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” (Lucas 16:19-31)
Segundo diversos eruditos e teólogos, este caso contado por Jesus não é uma parábola e, sim, a narração de um fato real. Argumentam como prova disso que, em nenhuma de suas inúmeras parábolas, Jesus citou lugares específicos e personagens reais, com nomes definidos, como o fez aqui.

Então, gostaria de destrinchar com você, frase por frase, este caso contado por Jesus:

VEIO A MORRER O MENDIGO E FOI LEVADO PELOS ANJOS... MORREU TAMBÉM O RICO E FOI SEPULTADO
Ao contar esta história, Jesus mostrou que todos os seres humanos, ricos ou pobres, cultos ou ignorantes, sábios ou tolos, honrados ou desonrados, poderosos ou humildes, famosos ou anônimos, crentes ou ateus, todos passarão pelo mesmo Vale da Sombra da Morte. (Salmo 23:4)

NO HADES, ERGUEU OS OLHOS, ESTANDO EM TORMENTOS
Jesus mencionou aqui dois destinos: o Paraíso e o Hades. Portanto, quando uma pessoa morre, é levada para um deles.

O Hades é o lugar de tormento para onde vão os ímpios e todos os que se esquecem de Deus: “Os ímpios irão para o Seol, sim, todas as gentes que se esquecem de Deus” (Salmo 9:17). Seol é a palavra hebraica equivalente à grega Hades.

O Paraíso é um lugar de delícias e descanso, para onde vão os justificados, no mesmo dia em que morrem. Ao ladrão arrependido que morria ao seu lado, Jesus prometeu: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lc 23:43)

Portanto, nenhum espírito de defunto ficará dormindo até o Juízo ou perambulando aqui na Terra.

Tanto o Paraíso como o Hades são lugares provisórios, onde os espíritos aguardam o Dia do Juízo Final.

Jesus não disse que o rico foi para o Hades só porque era rico. Afinal, o pai Abraão foi um dos homens mais ricos da Terra e o seu espírito está no Paraíso. Tampouco disse que o rico foi para o Hades porque era corrupto, ladrão ou pecador. Aquele rico foi para o Hades porque se esqueceu que tinha recebido de Deus todos os bens e, como mordomo, deveria administrá-los com prudência, responsabilidade e sagacidade, compartilhando-os com os necessitados. No entanto, egoística e injustamente, apoderou-se das riquezas alheias, pertencentes a Deus, e as gastou só para si. Relembrando as palavras de Jesus: “Se, pois, nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?” (Lc 16:11-12).

E por que o mendigo Lázaro foi para o Paraíso? Só por que era pobre? Ora, o Hades tem muito mais pobres do que ricos! Lázaro foi para o Paraíso porque também era mordomo e administrava com fidelidade o pouco que tinha recebido. Como sabemos disso? Pelo detalhe dos cães que vinham lamber-lhe as chagas: nenhum cão de rua faria amizade com um mendigo se não recebesse amor e carinho. E Lázaro ainda dividia com cães famélicos as poucas migalhas que conseguia.

ALÉM DISSO, ESTÁ POSTO UM GRANDE ABISMO ENTRE NÓS E VÓS
O Abismo também é um lugar temporário, habitado por espíritos caídos, lançados ali por Deus, após a rebelião no céu. Satanás e os anjos desobedientes, após a queda, tornaram-se espíritos imundos (Is 14:9,11-15, Ez 28:16). O Abismo é um local extremamente desgastante e cansativo até para um espírito e, por isso, temido pelos demônios (Mt 12:43, Lc 8:31). Com o tempo, os espíritos rebeldes aprenderam a sair dali, ainda que com muito custo (Mt 12:44). Durante o governo de Cristo na terra, Satanás será enjaulado e lançado no Abismo por mil anos (Ap 20:1-3). Após o Juízo Final, o diabo e os seus anjos serão lançados no Lago de Fogo e Enxofre (Ap 20:10), morada definitiva dos demônios.

DE SORTE QUE OS QUE QUISESSEM PASSAR DAQUI PARA VÓS NÃO PODERIAM, NEM OS DE LÁ PASSAR PARA NÓS
O Abismo, que separa o Hades do Paraíso, é intransponível. Jesus garantiu que os mortos não podem sair do Hades e passar para o Paraíso ainda que quisessem, por causa do Grande Abismo que separa os dois lugares. Qualquer afirmação que permite a transmigração entre estes dois lugares é totalmente contrária à revelação dada por Jesus. Somente o desconhecimento do Evangelho é que permite que suposições como estas prosperem. A História da Literatura Inglesa registra que, no ano de 1513, o papa Leão X, precisando de recursos para reformar a Igreja de São Pedro, mandou preparar cofres com as seguintes inscrições: “Ao som de cada moeda que cair neste cofre, uma alma desprega do purgatório e voa para o Paraíso”. Os coletores, transportando os cofres por toda a parte, apregoavam: “Quando a moeda cair no cofre tilintando, a alma do purgatório sairá voando”. Este expediente ajudou na captação de recursos, mas não teve qualquer utilidade para os mortos.

ROGO-TE, POIS, Ó PAI, QUE O MANDES À CASA DE MEU PAI
Quando o rico se deu conta de que não poderia receber ajuda para si mesmo e sair daquele lugar de tormentos, lembrou-se, com pesar, da casa de seu pai e dos cinco irmãos que ainda estavam na Terra. Então, rogou por eles a Abraão, para que fizesse Lázaro voltar e os avisasse para mudarem de vida já que, se continuassem vivendo daquela maneira, iriam terminar no mesmo lugar de tormento.

PORQUE TENHO CINCO IRMÃOS
Os mortos continuam tendo memória e se lembram de todos os seus familiares e amigos aqui na Terra. Como se constata pela resposta de Abraão, pedidos feitos pelos mortos em benefício de parentes vivos não são atendidos. Do mesmo modo, orar aqui na Terra para pedir ajuda às pessoas que já morreram, ainda que tenham sido tão exemplares e grandiosas como Abraão, não produz qualquer resultado. A Palavra de Deus diz: “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos se consultará os mortos?” (Is 8:19). Os mortos não podem ajudar a si mesmos, muito menos aos que estão vivos.

ELES TÊM MOISÉS E OS PROFETAS: OUÇAM-NOS
Refere-se Abraão ao Antigo Testamento, já consolidado na época de Jesus, tal e qual o temos hoje. Conforme este relato, tudo o que os vivos podem receber como orientação e ajuda está na Palavra de Deus. Hoje, somos mais privilegiados ainda porque temos o próprio Senhor Jesus para nos orientar. A carta aos Hebreus diz: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu Herdeiro de todas as coisas, por quem fez também o Mundo, sendo Ele o resplendor da Sua glória e a expressa Imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela Palavra do Seu Poder, havendo Ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas” (Hb 1:1-3).

TAMPOUCO OUVIRÃO, AINDA QUE RESSUSCITE ALGUÉM DENTRE OS MORTOS
Não sendo possível aos mortos se comunicarem com os vivos (porque senão o próprio espírito do rico o teria feito), ele pede ao pai Abraão que mande Lázaro alertar seus irmãos na Terra.
O pai Abraão disse que, se eles não acreditam na Palavra, também não acreditarão ainda “que ressuscite alguém dentre os mortos”. Note que a única possibilidade de um morto vir a este mundo é através da ressurreição. Para os que ensinam que isto é impossível, temos no Evangelho a ressurreição de três mortos e a própria ressurreição do Senhor Jesus. Um morto ressuscitar é possível. Impossível é um morto falar do além com os vivos aqui na Terra. A previsão de que muitas pessoas não acreditariam nem se alguém ressuscitasse dos mortos se confirmou de maneira trágica nas últimas semanas de vida de Jesus, quando Ele ressuscitou outro Lázaro, que estava morto há quatro dias (Jo 12:9-10). Aliás, não creram nem mesmo depois da ressurreição do próprio Senhor Jesus (Jo 20:25-29). Esta profecia se confirma até aos dias de hoje, quando vemos que muitas pessoas não creem na ressurreição de Lázaro, dizendo que ele teve catalepsia, preferindo acreditar na palavra de outros espíritos ao invés de acreditarem no Espírito de Deus e nas testemunhas da época (Jo 11 e 12:9)

As pessoas, costumes e culturas mudam com o tempo e o lugar. Mas Deus não. “Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hb 13:8). Deus não é volúvel, tendo uma opinião diferente para cada época e público. O que Ele disse sobre consultar espíritos e os mortos continua valendo: “Entre ti não se achará quem consulte um espírito adivinhante, nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR, teu Deus; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR, teu Deus.” (Deuteronômio 18:11-13)

O único morto que você e eu podemos consultar é Jesus, porque Ele, sendo morto, ressuscitou e está vivo pelos séculos dos séculos! Ele apareceu glorificado para João, na Ilha de Patmos, e disse: “Não temas; Eu sou o Primeiro e o Último; e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno.” (Ap 1:18)

O Primeiro foi o Último a falar. Qualquer outro que veio falando depois não tem credencial para tanto, especialmente se as suas falas são conflitantes com as de Jesus.

Os descendentes de Abraão têm Moisés e os Profetas. Você tem tudo isto e ainda Jesus, porque Ele mesmo é a Palavra: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no Princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:11-3, Ex 3:14, Pv 8:26-30, Cl 1:16, Gn 1:26)

Os espíritos podem se manifestar através de médiuns e contradizer tudo isto. Mas se contrariam o Espírito de Deus e a Palavra do Senhor Jesus, das duas, uma: ou Jesus mente ou os espíritos mentem. Quem você acha que fala a verdade? Em quem você prefere acreditar? Jesus disse que Satanás é o pai da mentira e assassino desde o princípio. Nele não há verdade alguma. Ele mente e juntamente com seus espíritos malignos fazem-se passar por pessoas falecidas. Aproveitam-se da fragilidade dos que sofrem saudades de seus entes queridos e, sem qualquer compaixão, fazem-se passar por espíritos familiares. Qual é o pai ou a mãe que não se enternece em ouvir na boca de um médium que o espírito que fala é de um filho ou uma filha que já se foi? 

Dão detalhes surpreendentes de pessoas queridas que morreram em acidentes, o que não é nenhuma maravilha, porque estes espíritos são testemunhas invisíveis dos fatos ocorridos. Estes maus espíritos estão em famílias há gerações e não têm nenhuma dificuldade em relatar os passados de parentes que morreram. Não acredite nestes espíritos. Acredite em Jesus: os mortos não podem se comunicar com os vivos, nem os vivos com os mortos. A Palavra de Deus diz que o ser humano é pó e ao pó voltará. E que aos seres humanos está ordenado morrerem uma única vez, vindo depois disso o Juízo (Gn 3:19, Hb 9:27). 

Caso a pessoa pudesse ter várias vidas, com corpos diferentes, ora de homem, ora de mulher, com qual deles compareceria ao Juízo? São teses ilógicas e sem fundamento, que não resistem ao mais simples dos raciocínios. Somente por teimosia religiosa ou interesse pessoal é que uma pessoa defende o contrário. Os doutrinadores kardecistas costumam colocar dúvidas sobre a inspiração das Escrituras pelo Espírito Santo, dizendo que são livros escritos por homens, mas fazem seus seguidores acreditarem em escritos de homens inspirados por espíritos...

Segundo o Livro do Espírito de Deus, quando chegar o Dia do Juízo, os corpos dos falecidos, que jazem no pó na terra ou nas águas dos mares, ressuscitarão para se juntarem aos seus espíritos vivos, estejam no Hades ou no Paraíso, e se apresentarão unidos diante do Grande Trono (Mt 10:28, Mt 25:31, Ap 20:11-15). 

Após o Juízo, receberão seus destinos definitivos: ou o Lago de Fogo e enxofre – “que é a segunda morte” (Ap 20:14-15) – ou a Vida Eterna, na presença de “Deus e do Cordeiro” (Ap 21 e 22). É claro que Deus não deseja a segunda morte de ninguém. Por isso deu o seu Filho unigênito em remissão por todos (Mt 26:26). Todos os dicionários ensinam: Remissão – perdão gracioso de uma dívida. Todo pecador é devedor. E todo pecador, se quiser, pode ser salvo graciosamente, sem merecer (Ef 2:8-9). Jesus pagou a minha e a sua dívida com a própria vida. (Is 53:10, Mt 20:28 e Mc 10:45)

A escolha que os vivos fazem aqui e agora, e o modo como vivem, é que vai determinar em que lugar eles esperarão o Juízo. “No tempo aceitável te escutei e no dia da salvação te socorri. Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o Dia da Salvação.” (I Co 6:2)

Sei que muitos dirão que o rei Saul invocou o espírito de Samuel, numa seção espírita. Por isso, quero que você vá no site: www.pazevida.org.br, na seção CONTEÚDOS e clique em MENSAGENS. Na relação, procure: “Saul consulta uma médium”. Ouça a mensagem e tire suas conclusões.

Os sinais operados por Jesus, bem como a Sua própria vida e ressurreição, são credenciais únicas para que você acredite Nele. O apóstolo João, discípulo que acompanhou Jesus do primeiro ao último dia, declarou que o Senhor fez muitas outras coisas na presença de Seus discípulos, mas que, devido ao grande volume de maravilhas, nem todos os livros da época bastariam para relatá-las. Escreveu ele:

“Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, TENHAIS VIDA EM SEU NOME.” (Jo 20:31).

As pessoas sem Jesus parecem vivas, mas estão mortas. Ao jovem que recebeu a ordem de segui-Lo, mas queria antes sepultar o pai, Jesus disse: “Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus.” (Lc 9:60)

Crer em Jesus e nas Suas Palavras é passar da Morte para a Vida: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha Palavra e crê Naquele que me enviou tem a Vida Eterna e não entra em Juízo, mas já passou da morte para a Vida.” (Jo 5:24)

Experimente agora este milagre: receba-O como seu Único, Suficiente, Exclusivo e Eterno Salvador e o seu nome será escrito no Livro da Vida. Nunca mais você morrerá e nem entrará em condenação. (Ap 20:15)

Procure uma comunidade verdadeiramente cristã, que não explora a fé nem a ingenuidade das pessoas, e confirme publicamente a decisão que você tomou agora. Batize-se nas águas, tome regularmente a Santa Ceia e persevere até o fim (Mc 16:16, Mt 24:13, Mt 26:26).

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Um grande abraço e fique com Deus!

Juanribe Pagliarin

*Teólogo, advogado, publicitário, Juanribe Pagliarin é fundador e presidente da Comunidade Cristã Paz e Vida e do Ministério Pregadores do Telhado.