De capa a capa, a Bíblia
condena a rebelião. O Senhor Deus considerava a rebelião algo tão sério
que comparou-a à feitiçaria. Convém lembrar que, segundo a Lei de
Moisés, a feitiçaria era
punida com a pena capital.
"Porque a rebelião é como o
pecado de feitiçaria. . . " - 1 Samuel 15:23
"A feiticeira não deixarás
viver." - Êxodo 22:18
E se há uma mensagem que é
emitida de forma bem clara pelo uso da tatuagem, ela é rebelião (visto
que através da História as tatuagens sempre simbolizaram rebelião).
Todos os livros e artigos de tatuagens que eu pesquisei - tanto os
novos como os antigos - afirmavam abertamente a rebelião deliberada
simbolizada pelas tatuagens. Livro após livro, artigo após artigo, o
tema era sempre o mesmo: as tatuagens eram actos de rebelião.
As citações que se seguem são
todas de livros que aprovam o uso de tatuagens:
Uma vez que a arte
corporal ainda não é mainstream, ter marcas no teu corpo, colocadas lá
propositadamente, mostra ao mundo a tua natureza
rebelde e pouco convencional. - (Jean-Chris Miller, The
Body Art Book : A Complete, Illustrated
Guide to Tattoos, Piercings, and Other Body Modifications, p. 32)
Nesta cultura, a pessoa
tatuada ainda é olhada
como uma pessoa rebelde,
como alguém que deu um passo para fora dos limites da sociedade
normal. - (Michelle
Delio, Tattoo:
The Exotic Art of Skin Decoration, p.
75)
Sem dúvida alguma, as
tatuagens
não são
socialmente aceites - (Ronald
Scutt, Art, Sex
and Symbol, 1974, p. 179)
TATUAGEM: MARCA DE
DESGRAÇA OU DA REPREENSÃO
Steve Gilbert, no seu
popular
livro pró-tatuagem, "Tattoo History: A Source Book," documenta
que a palavra "tatuagem" significa ".
. . marca de desgraça ou repreensão".
A palavra latina para
‘tatuagem’ era stigma
e o significado original reflectia o que está nos dicionários modernos.
Entre as definições de "stigma" listadas pelo Webster
encontram-se "picar com um instrumento pontiagudo", "marca distinta
feita na carne dum escravo ou dum criminal", "marca da desgraça ou
reprovação". - (Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 15)
De facto, durante toda a
sua história viscosa, a tatuagem foi usada para marcar criminosos,
adúlteros, traidores, desertores, depravados e proscritos; a tatuagem
era a temida marca da vergonha e
do opróbrio.
Também o adultério era
punido desta forma [com tatuagem] em algumas partes da Grã-Bretanha, e
as personagens ruins [‘bad
characters’] eram marcadas com as letras "BC". . . . Em 1717 a marcação
foi abolida e substituída pela
tatuagem .... da letra de
"D", de "Desertor". - (Ronald
Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 162)
TATUAGEM: A MARCA DA ABERRAÇÃO DO
ESPECTÁCULO
Até cerca de 1900, a tatuagem era tão "fora do comum" dentro das
civilizações normais que elas eram principalmente encontradas a
assustar as pessoas nos "espectáculos de aberrações" dentro dos circos.
Por volta de 1897, a
tatuação havia atingido os Estados Unidos, onde imediatamente
se tornou numa atracção periférica circense. - (Laura Reybold, Everything
you need to know about the dangers of
tattooing and body percing, p. 17)
A popularidade da tatuação
durante a parte final do século 19 e primeira metade do século 20 deve
muito aos circos. - (Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 135)
TATUAGEM: A MARCA DA INDECÊNCIA
As tatuagens são algo rebelde e nojentas para a maior parte das
pessoas - eles comparam-nas com a pornografia imunda - "suja, indecente e
subversiva para a moralidade".
Numa sociedade que
considera a nudez como algo sujo, indecente e subversivo para a
moralidade..... não é surpreendente que as decorações corporais estejam
colocadas na mesma categoria. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 179)
Até mesmo para os bárbaros e imorais Gregos e Romanos antigos, a
tatuagem era considerada algo "bárbaro" e usado principalmente para
marcar os escravos e os criminosos. Não deixa de ser interessante que
eles tenham promovido a escravatura e outras formas de comportamento
depravado, mas sentiam que as tatuagens eram bárbaras. O que é que isso
nos diz da actual loucura entre os Cristãos do uso da tatuagem? Será que o próximo passo da depravação Cristã é a escravatura?
Os Gregos e Romanos não
enveredavam pelo uso da tatuagem decorativa, que eles associavam com os
bárbaros. Os Gregos, no entanto, aprenderam a técnica com os Persas, e
usaram-na para marcar os escravos e os criminosos de modo a que eles
pudessem ser identificados se por acaso tentassem escapar.
- (Gilbert,
Steve, Tattoo History: A
Source Book, p. 15)
TATUAGEM: A MARCA DA DEPRAVAÇÃO
Os criminosos, os viciados em drogas, os pervertidos sexuais e os
bandidos sociais são a esmagadora maioria dos tatuados. Estatísticas
antigas e recentes claramente revelam que as tatuagens são largamente
usadas pelos rebeldes e pelos depravados.
Para
além de ser uma forma de auto-destruição, as tatuagens selam o utente
para fora da sociedade normal para sempre. Não é de surpreender que o
maior número de tatuados no Japão se encontre no submundo, e que nos
Estados Unidos as tatuagens sejam mais prevalecentes na cadeia ou
entre as bandas de hard rock. - (Danny Sugerman, Appetite
for Destruction: the Days of Guns N’ Roses,
p. 40)
Era uma antiga tradição
Japonesa fazer uma tatuagem aos criminosos condenados. - (Laura Reybold, Everything you need to know about
the dangers of
tattooing and body percing,
p. 15)
Estudo
levado a cabo junto dos jovens deliquentes da Costa Ocidental dos
Estados Unidos concluiu que os delinquentes tatuavam-se mais do que os
não-deliquentes, e a inclinação desenvolve-se numa idade jovem sem
levar em conta o futuro. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 113)
Nas instituições criminais Borstal [ed: centro de detenção juvenil]
estimou-se que a incidência de tatuagens pode atingir os 75%. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 113)
No que toca às estatísticas, estudos compreensivos levados a cabo na Dinamarca revelaram as
esclarecedoras estatísticas que se seguem:
42% dos presos com penas de curta
duração tinham tatuagens.
60% dos presos com dificuldades de
comportamentos tinham tatuagens.
72% dos jovens homens presos tinham
tatuagens.
52% da população prisional
tinha tatuagens. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 114)
O mesmo estudo levado a cabo
na Dinamarca revelou também que menos
de 4.8% da população geral tinha uma tatuagem. - (Ronald Scutt, Art,
Sex and Symbol, 1974, p. 114)
Investigações levadas a cabo pelos oficiais policiais chegaram à
conclusão de que:
[A] presença de
tatuagens corporais ornamentais podem servir para indicar a existência
de desordens de personalidade que são passíveis de se manifestarem como
comportamento criminoso. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 117)
Portanto,
muitas autoridades associam as tatuagens com agressividade, isto é,
anti-autoritarismo, e não pode ser contestado que os gangues e os
delinquentes, jovens ou não, exibem evidências maciças de
agressividade. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 114)
De acordo com variados estudos, a tatuagem personifica e estabelece
de tal forma uma "atmosfera rebelde" que um dos passos mais importantes
para a reabilitação prisional é a remoção da tatuagem. Ainda de acordo
com vários estudos sérios, a tatuagem está tão fortemente associada ao
comportamento criminoso e à delinquência que, sem dúvida alguma, a mera
decoração com uma tatuagem inerentemente contribui para um padrão de
comportamento criminoso.
Isto [a tatuagem] é um
dos problemas por trás da reabilitação prisional. É por isso que alguns
cirurgiões plásticos ligados ao trabalho prisional estão prontos para
passar enormes quantidades de tempo a remover tatuagens, especialmente
em zonas [corporais] expostas. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 181)
Adolfo Loos, famoso arquitecto que estudou a ligação entre a
tatuagem e o crime, flagrantemente disse o seguinte:
Os homens tatuados que
não se encontram presos ou são criminosos latentes ou aristocratas
degenerados. Se alguém tem uma tatuagem e morre em liberdade, ele morre
alguns anos antes de ter cometido assassinato. - (Adolf Loos, 1962 Ornament und Verbrechen. Samtliche Schriften,
edited by F. Gluck. Vienna: Herold, 1962, cited at
www.into-you.co.uk/contents/misc.htm)
TATUAGEM: A MARCA DA PERVERSÃO
Estudos levados a cabo por profissionais estabeleceram uma ligação
entre o homossexualismo, o lesbianismo, e a perversão sexual grosseira.
Para ser justo para
aqueles que afirmam que a tatuagem está associada ao homossexualismo,
investigadores duma Borstal feminina na Nova Zelândia revelaram que das 60%
[raparigas/mulheres] que se tatuavam, 90% admitiram comportamento
lésbico durante o tratamento correctivo. Outras análises indicaram um rácio
entre a agressividade e o número de tatuagens, e as raparigas mais
tatuadas eram instáveis e inseguras, e tendiam a assumir o papel
masculino nos seus encontros sexuais. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 87)
Entre as condições
[associadas à tatuagem] Raspa citou: impulsividade, baixa
auto-estima, falta de auto-controle, orientação [sic] homossexual,
sadomasoquismo sexual, "bondage",
fetichismo, bissexualismo, lesbianismo, personalidade antisocial,
transtorno de personalidade borderline, transtorno de personalidade
esquizóide, desordem maníaca e bipolar, e esquizofrenia. -
Raspa,
Robert F. and John Cusack 1990, Psychiatric Implications of
Tattoos, American Family
Physician. 41: p. 1481 cited in Gilbert,
Steve, Tattoo History: A
Source Book, p. 159)
TATUAGEM E TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE
Os estudos indicam também que as tatuagens "auto-infligidas" estão
frequentemente associadas com transtornos de personalidade, ambiente
familiar problemático e tendência à auto-mutilação.
As evidências indicam
que é a mera presença de tatuagens, e não o seu conteúdo artístico,
correlacionam-se com certos diagnósticos. Portanto, qualquer tipo de
tatuagem pode ser vista como um sinal de aviso que tem que alertar o
profissional para atentar para problemas psiquiátricos ocultos. -
(Raspa,
Robert F. and John Cusack 1990, Psychiatric Implications of
Tattoos, American Family
Physician. 41: p. 1483)
. . . . . estudos
sugerem que as pessoas com transtornos de personalidade frequentemente
têm múltiplas tatuagens pequenas . . . -
(Ronald
Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 115)
As pesquisas claramente
indicam . . . . . que a presença de tatuagens é frequentemente um
indicador dum ambiente familiar carente e perturbado. . . . - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 117)
E AS TATUAGENS NOS DIAS DE HOJE?
É bem provável que algumas pessoas sejam levadas a pensar algo do
tipo:
É verdade que as
tatuagens estiveram associadas aos criminosos, à depravação e ao
comportamento imoral, mas isso foi no passado. Actualmente as tatuagens
são usadas por celebridades, atletas, políticos e homens e mulheres de
negócios, para além de estarem a ser adornadas por revistas da alta
moda e revistas desportivas. Não há qualquer tipo de dado que
remotamente sugira que há uma ligação entre o comportamento criminoso e
imoral com as tatuagens.
Não,
amigo, hoje em dia as tatuagens fazem parte da alta moda e são fixes.
A sério?
Um estudo bastante compreensivo e uma análise também compreensiva
das tatuagens foi recentemente publicada em Abril de 2001. . . O estudo
foi levado a cabo pelo Dr. Timothy
Roberts, pediatra na "University
of Rochester Children’s Hospital". A análise detalhada foi
feita a partir do estudo de 6072 jovens pessoas, com idades
compreendidas dos 11 aos 21; este estudo analisou todo o país, vários grupos
étnicos e todos os estratos sociais e económicos. Dito de outra forma,
foi um estudo bastante meticuloso e modelos de dados fiáveis foram
construídos a partir deste estudo. De facto, esta análise levada a cabo
às tatuagens é provavelmente a mais compreensiva e a mais conclusiva
alguma vez feita.
Segundo este estudo, os jovens tatuados de hoje são:
Quase 4 vezes mais susceptíveis de se envolverem em actividade
sexual
Mais de duas vezes mais prováveis de ter problemas relacionados
com o álcool
Quase duas vezes mais susceptíveis de usar drogas ilegais
Mais de duas vezes mais susceptíveis de expressar comportamento
violento
Mais de duas vezes mais susceptíveis de abandonar a escola
secundária.
Segundo o estudo, escreve o Dr. Roberts,
A tatuagem nos
adolescentes estava significativamente associada às relações sexuais,
ao uso de substâncias, à violência, e a problemas escolares em análises
bivariadas e regressões logísticas ajustadas para factores
soció-demográficos e uso de substâncias por parte de amigos. - (Timothy A.
Roberts, M.D. and Sheryl A. Ryan, M.D., Tattooing and
High-Risk Behavior in Adolescents, Division of Adolescent Medicine,
Strong Children’s Research Center, University of Rochester School of
Medicine, Rochester, NY)
O Dr. Roberts "conclui" no estudo que as tatuagens "têm fortes
associações com comportamentos de alto-risco junto dos adolescentes".
Conclusão: Tatuagens permanentes têm
fortes associações com comportamentos de alto-risco junto dos
adolescentes. A presença de tatuagens durante a examinação dum
adolescente deve levar a uma avaliação profunda em busca de
comportamentos de alto-risco. - (Timothy A. Roberts, M.D. and
Sheryl A. Ryan, M.D., Tattooing
and
High-Risk Behavior in Adolescents, Division of Adolescent Medicine,
Strong Children’s Research Center, University of Rochester School of
Medicine, Rochester, NY)
Convém ressalvar que o Dr. Roberts tem uma tatuagem; antes do
estudo, o Dr. Roberts admitiu que era opinião sua de que as pessoas
tatuadas eram injustamente estereotipadas. Um dos propósitos do
seu estudo era o de provar isso mesmo. Depois dos resultados
sobrepujantes, o Dr. Roberts admitiu:
Fiquei
mais do que surpreendido com os resultados.
Depois da avaliação, o Dr. Roberts disse, "A tatuagem é um
sinal que deve levar os médicos, os pais, os professores a perguntar
mais sobre o comportamento dos adolescentes."
MAS NÃO ERA [O SENHOR] JESUS UM REBELDE?
Frequentemente oiço a linha de argumento "rebelde" por parte dos Cristãos:
Ouve lá, jovem, eu sou um
rebelde tal como Jesus. Pois é, pá, Ele era Um Rebelde. Ele foi o
Verdadeiro Rebelde. Ele revoltou-Se contra o sistema, pá. Pois é, pá,
Ele foi o Rebelde por excelência. E é por isso que eu uso tatuagens,
pá. Estou a revoltar-me contra o sistema.
O fortemente tatuado Sonny, da banda punk-rap-metal P.O.D.
"Rastafarianismo-Christianity-E-Sabe-Se-Lá-Mais-O-Quê",
alega que o Senhor Jesus foi o Primeiro Rebelde - e o
"Primeiro Roqueiro Punk".
Acreditamos que Jesus foi o [P]rimeiro [R]ebelde. Ele foi o [P]rimeiro roqueiro-punk a voltar-Se contra tudo o resto. - Sonny, P.O.D
Vamos esclarecer uma coisa: O Senhor Jesus Cristo não foi um Rebelde. A Bíblia é bastante clara ao afirmar que Ele foi Obediente até à morte - até à morte na cruz:
"e, achado na forma de Homem, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz." - Filipenses 2:8
Até mesmo no Jardim do Getsémani,
sabendo que todos os pecados perversos e abomináveis alguma vez
cometidos na história seriam colocados sobre Ele (2 Cor 5:17), sabendo
que Ele iria beber o cálice da ira de Deus, estando Ele em grande
agonia e o Seu Suor sem pecado caía tal como se fossem grandes gotas de
sangue - mesmo aí, graças a Deus, graças a Deus - Ele não Se revoltou. Ele orou ".... não se faça a minha vontade, mas a Tua".
42. dizendo: Pai, se queres afasta de Mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a Tua.
43. Então Lhe apareceu um anjo do céu, que o confortava.
44. E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão.
- Lucas 22:42-44
Sim, o Senhor Jesus era "contra" o mundo e contra o sistema, mas isso foi assim porque o mundo estava em rebelião - e não o Senhor Jesus. Graças a Deus, Ele foi Obediente à
Vontade de Deus. O mundo, a carne e o diabo revoltaram-se e
encontram-se em rebelião contra a Palavra de Deus - tal como qualquer
pessoa que se desgrace a si mesma com uma tatuagem proibida por Deus.
Não estás feliz, caro amigo, com o facto do Senhor Jesus não ter sido um "Rebelde", que Ele foi Obediente à Vontade do Pai,
e que Sonny dos P.O.D. está tão errado? Se o Senhor Jesus Se tivesse
revoltado - por um segundo, com um pensamento e com um só pecado - não
haveria esperança para a humanidade. Não estás contente com o facto do
Senhor Jesus ter morrido por ti no Calvário?
Já aceitaste o Senhor Jesus como teu Salvador?