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domingo, 28 de dezembro de 2014

Historicidade do Rei David confirmada pela arqueologia

Por Garrett Haley
Artefacto com quase 3,000 anos, actualmente em exibição em Nova York, confirma a historicidade do Rei David e contradiz a crença secular de que o monarca Bíblico nunca chegou a existir.
Em anos mais recentes, alguns historiadores e arqueólogos alegaram que o Rei David da Biblia era uma figura totalmente fictícia. Outros contenderam que as narrativas em torno do reino do Rei David, encontradas em 2 Samuel e 1 Crónicas, eram embelezamentos históricos incorrectos. Num artigo publicado online, Jacob Wright, da Universidade de Emory, afirmou:
As lendas mais populares em torno de David eram criação de gerações que viveram muito depois dele. A matança de Golias por parte de David, a sua presença na corte de Saul, a sua relação com Jónatas e Michal, o seu destino como fugitivo, os seus triunfos militares exteriores, o seu relacionamento com Bate-Seba, a sua guerra civil com Absalão, a sua sucessão por parte de Salomão - todos estes episódios coloridos foram criados por gerações póstumes de escritores.
Rei_David_Tel-Dan-StelaNo entanto, um artefacto actualmente em exibição no Metropolitan Museum of Art em Nova York desafia frontalmente estas alegações. Conhecido como Tel Dan Stela, este artefacto é uma laje de pedra do século 9 Antes de Cristo que exibe um texto em Aramaico cuidadosamente incisido. As inscrições do artefacto comemoram as expedições militares dum rei Arameu fazem referência tanto ao "rei de Israel" como "o rei da Casa de David".
Os peritos dizem que a relíquia, que foi descoberta em 1993, é uma prova quase incontestável em favor da existência do Rei David. Henry Smith, Jr., Director do  Development for the Associates for Biblical Research, disse ao Christian News Network que a inscrição providencia uma "poderosa evidência extra-Bíblica que está de acordo com a informação Bíblica de David como o Rei de Israel.”
Segundo Smith, a laje de pedra Tel Dan Stela é "altamente significativa" porque corrobora as descrições históricas Bíblicas. No entanto, Smith disse que o artefacto não é a única evidência que confirma a narrativa Bíblica do reino de David:
Durante o século 19, a Mesha Stela (também conhecida como a Pedra Moabita) foi descoberta no Jordão, e também ela faz referência "à casa de David". Esta descoberta importante é normalmente ignorada ou colocada de parte por académicos liberais e cépticos de todos os quadrantes. Para além disso, o Egiptólogo Kenneth Kitchen identificou uma inscrição no Templo de Amun em Karnak que ele acredita que diz ‘as alturas de David.’
Todas estas descobertas apontam para uma conclusão: o Rei David realmente existiu. Smith acrescenta:
A laje de pedra Tel Dan Stela não só menciona a "casa de David", como é ela mesma uma testemunha hostil para a historicidade de David. Isto é, ela foi inscrita pelos inimigos Arameus [Sírios] de Israel. Para além disso, isto demonstra que os Reis que eram inimigos de Israel, de períodos posteriores à morte do Rei David, reconheceram que os Reis de Israel eram da linhagem de David.
Apesar as evidências históricas, muitos estudiosos e arqueólogos continuam a rejeitar as descrições históricas da Bíblia. Smith alega que esta rejeição tem várias causas:
Primeiro: Eles ignoram a cronologia que a Bíblia disponibiliza para os eventos que ela reporta. Logo, eles incorrectamente tentam fazer uma relação entre os eventos da Bíblia com as evidências arqueológicas que não são do período em que os eventos Bíblicos ocorreram. Nós encontramos isto especialmente quando se fala no Livro de Josué e a conquista de Jericó, Aí e Hazor.
Segundo: A sua pressuposição basilar é que o Texto do Antigo Testamento foi redigido, emendado, e alterado por editores e compiladores com uma agenda antropocêntrica - política ou não. Estas redacções extensas supostamente ocorreram durante muitos séculos.
Segundo Smith, "não há a mínima evidência" para estas elaboradas teorias anti-Bíblicas, acrescentando ainda que as evidências encontram-se sujeitas a uma vasta gama de interpretações, que normalmente podem ser tendenciosas e incorrectas.
O problema é que a arqueologia rende muito mais cultura material que os textos escritos, e a cultura material está sujeita a uma vasta gama de interpretações. A cultura material não "fala" da mesma forma que os textos escritos falam, e como tal, ela requer que nós sejamos cautelosos em relação à forma como entendemos a cultura material da antiguidade.
Smith encoraja os Cristãos a levar em conta a fiabilidade da Bíblia, e a observar como a Mensagem do Evangelho está enraizada na História:
O Deus das Escrituras é o Criador, Sustentador e o Senhor Soberano de toda a História. A Bíblia está cheia de referências a pessoas reais, eventos reais, e cronologia real. Os Cristãos têm que levar as Escrituras a sério neste ponto. Afinal, o Senhor Jesus Cristo nasceu num mundo caído, como forma de redimir o Seu povo e todo o cosmos, num tempo particular e num local particular. Ele é o Cumprimento de Toda a Revelação do Antigo Testamento.
Temos que levar em conta o que Paul escreveu à Igreja em Gálatas: "Todavia, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei" [Gálatas 4:4]

sábado, 27 de setembro de 2014

O mito de que as religiões são a causa principal das guerras

Por Robin Schumacher (editado por Matt Slick)
Os ateus e os humanistas seculares frequentemente fazem a alegação de que a religião é a causa primária da violência e das guerras combatidas pela humanidade através da História. Sam Harris, um dos mais vocais defensores do movimento anti-religioso, afirma no seu livro The End of Faith que a fé a religião são "as mais prolíficas fontes de violência da nossa história."
Embora não se possa negar que campanhas tais como as Cruzadas e a Guerra dos Trinta Anos dependiam da ideologia religiosa, está incorrecto afirmar que a religião tem sido a causa primária das guerras. Mais ainda, embora não haja debate em torno do facto do islão radical ter sido o espírito por trás do 11 de Setembro, é uma falácia dizer que todas as confissões religiosas contribuem de forma igual sempre que a violência e as guerras de inspiração religiosa se fazem sentir,
Uma fonte interessante de verdade em torno deste assunto são os três volumes de Philip and Axelrod com o nome de Encyclopedia of Wars, que documentam cerca de 1,763 guerras que foram levadas a cabo no decurso da história humana. De todas estas guerras listadas, os autores categorizam 123 como havendo tido natureza religiosa, que são uns espantosos e extremamente baixos 6.8% de todas as guerras. No entanto, quando se subtraem as guerras levadas a cabo em nome do islão (66), a percentagem é cortada em mais de metade para 3.23%.
 Guerras_ReligiosasGuerras_Religiosas_Grafico
Isto significa que, exceptuando o islão, todas as confissões religiosas do mundo causaram menos de 4% de todas as guerras e conflitos violentos da Historia. Mais ainda, as religiões não tiveram qualquer papel nas maiores guerras que resultaram no maior número de mortos. Certamente que isto coloca em causa o argumento de Harris, certo?
A realidade dos factos é que as motivações não-religiosas, bem como as filosofias naturalistas, são responsáveis por quase todas as guerras da História. As casualidades humanas resultantes de guerras levadas a cabo por motivação religiosa nada são quando comparadas às casualidades resultantes de guerras cujos regimes nada queriam saber do que Deus dizia - algo ressalvado por R. J. Rummel no seu trabalho com o nome Lethal Politics and Death by Government:
Ditadores_Nao_Religiosos_Casualidades

 Rummel afirma:

Quase 170 milhões de homens, mulheres e crianças foram baleados, espancados, torturados, esfaqueados, queimados, esfomeados, congelados, esmagados, forçados a trabalhar até à morte, enterrados vivos, afogados, enforcados, bombardeados ou mortos de qualquer outra forma através da qual os governos infligiram a morte a cidadãos desarmados desamparados, ou a estrangeiros O número de mortos poderia concebivelmente ser 360 milhões de pessoas. Isto é quase como se a nossa espécie tivesse sido devastada por uma Peste Negra moderna. E de facto, foi, mas foi uma peste de Poder e não de germes.
As evidências históricas são bastante claras: a religião não é a causa primária das guerras.
Se a religião não pode ser culpada pela maior parte das guerras e da violência, então qual é a causa primária? A causa primária é a mesma que despoleta todos os crimes, actos de crueldade, perdas de vida, e todas as outras coisas. O Senhor Jesus disponibiliza resposta em Marcos 7:21-23:
Porque, do interior do coração dos homens, saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfémia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro, e contaminam o homem.
Tiago (obviamente) concorda com o que o Senhor diz, quando escreve: (Tiago 4:1-2)
DONDE vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais, e nada tendes; sois invejosos, e cobiçosos, e não podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque nada pedis
.....
Resumidamente, as evidências revelam que os ateus estão bastante errados no que toca às guerras que eles tanto menosprezam. O pecado, e não a religião (e certamente que não o Cristianismo), é a causa primária das guerras e da violência.
* * * * * * *
O que o Senhor Jesus Cristo nos revelou há quase 2,000 anos atrás, confirmou-se de forma gráfica e brutal nos regimes ateus do século 20: quanto mais o governo se afasta de Deus, mais susceptível ele é de se tornar genocida. Portanto, se os militantes ateus realmente se preocupam com as guerras e com a violência, tudo o que eles têm que fazer é garantir que os regimes dos seus países nunca adoptem o anti-Cristianismo, como filosofia dominante.
O governo é o maior genocida da história da humanidade, e desde logo, todos os "movimentos sociais" que apoiam o aumento do poder do governo na vida social, estão a pavimentar um caminho que pode acabar em genocídio. E temos a História para confirmar isto.


terça-feira, 17 de junho de 2014

De que forma é que o Cristianismo é mais lógico que o ateísmo?

Por John C. Wright

Durante toda a minha vida fui ensinado que a Igreja Cristã era um bastião de insensatez, não só um berçário onde os homens acreditavam em superstições ao mesmo nível da crença no pai natal, mas também um asilo lunático onde os homens acreditavam que três era igual a um, e que os mortos poderiam voltar a viver. Devido a isto, não houve surpresa maior do que descobrir que não só a Igreja não era ilógica, como o ateísmo tinha uma pretensão mais fraca para a lógica e para a razão do que aquela que se dizia ter.

Não estou a afirmar que o modelo ateísta é ilógico. Em vez disso, estou a alegar que a história Cristã do universo é melhor que a sua versão ateísta. Mais precisamente, eu afirmo também que o modelo Cristão é melhor que qualquer modelo ateísta visto que ele explica muito mais, mas com mais suposições parcimónicas.

Existem muitos tipos de ateísmo, mas todos eles têm pontos em comum. Primeiro, um ponto comum é que nenhum dos vários tipos de ateísmo tem uma explicação racional para a natureza objectiva das regras morais. Nem todas as culturas concordam com o tipo de prioridade a dar às várias regras morais, mas uma coisa que é óbvia em relação à estas regras é que elas são objectivas. Quando a culpa nos atinge, ela não nos faz sentir como se tivéssemos traído uma questão de opinião ou gosto, mas sim como se tivéssemos ofendido uma lei. Quando a injustiça se faz presente, nós não acusamos aqueles culpados da transgressão de terem violado algo centrado numa opinião ou num gosto; nós apelamos sim a um padrão que esperamos que os outros saibam e reconheçam. Não conseguimos evitar.

Em toda a experiência humana, tudo está aberto à dúvida, menos isto. Nenhum homem com uma consciência funcional pode escapar a este conhecimento. Isto é uma daquelas coisas que nós não conseguimos não saber. No entanto, os ateus estão totalmente à deriva quando tentam explicar a existência da moralidade objectiva. Não estou a qualificar os ateus de imorais, mas noto que eles não podem dar uma razão racional para justificar a moralidade.

Dentro da cosmovisão ateísta, as leis morais ou são invenções humanas e são úteis para os seus propósitos contingentes, ou então são uma imposição dos mecanismos de sobrevivência Darwinianos que servem os propósitos do Gene Egoísta. Propósitos tais como a preservação da vida ou a felicidade são subjectivos, e desde logo, não são leis na sua essência. Quer elas sejam escolhidas pelos homens ou pela natureza, se as máximas morais são escolhidas apenas como formas tendo em vista um fim arbitrário, elas nada mais são que conveniências de expediente.

Se eu evito matar e roubar apenas e só porque isso reduz as minhas probabilidades na lotaria da reprodução, então quando as circunstâncias surgirem onde o assassinato e o roubo aumentam as minhas probabilidades, que motivo pode um homem dar de modo a evitar que eu mate e roube? Se eu colocar de parte a mentira apenas e só porque isso causa em mim uma auto-satisfação de viver com um sentido de integridade, que motivo pode um homem comum me dar quando chegar o dia em que eu descubra que mentir me satisfaz mais ainda?

Um segundo ponto comum é que nenhum ateísta de qualquer que seja a escola pode justificar a racionalidade do universo; isto é, nenhum ateu pode justificar o facto das abstracções da matemática e as coisas concretas da física combinarem de um modo tão perfeito. O ateu ou assume a racionalidade com um dado, ou assume que os processos do universo evoluíram o homem para pensar num procedimento chamado "lógica". Mas se um processo Darwiniano não-pensante formou o nosso processo de pensamento, não temos razões para assumir que o processo mental é verdadeiramente racional e não só uma auto-decepção útil.

Mais uma vez, o ateísmo não admite qualquer tipo de causa ou efeito ou dimensão sobrenatural na vida, fazendo com que as questões filosóficas em torno da natureza da realidade, natureza da verdade, e a natureza da lógica se tornem suspeitas. Para o ateu, estas coisas não podem ser o produto dum decisão Divina; mas os processos naturais também não podem justificar a realidade, a verdade e a lógica. Semelhantemente, estes mesmos processos naturais não podem justificar a origem das leis da natureza, que, por definição, não podem ser mais antigas que o big bang*.

Para além disso, existem bons motivos para não se ser egoísta. A teoria do Gene Egoísta não explica nada: sou demasiado egoísta para ouvir o meu gene egoísta a exortar-me para me sacrificar durante metade do meu tempo pelo meu filho, e um quarto do meu tempo pelo meu tio. E nem há qualquer tipo de esperança depois da morte que tornem racionais os actos de auto-sacrifício, heroísmo ou martírio. Não estou com isto a dizer que um ateu apanhado nos braços duma paixão ardente não possa dar a sua vida pela pessoa amada ou pela bandeira amada. O que estou a dizer que isto é um lapso de lógica, algo que ele não pode justificar [dentro do seu ateísmo].

O Cristianismo forneceu ao Ocidente três conceitos gloriosos que o mundo pagão antes do Cristianismo, o mundo bárbaro fora da Cristandade, e o parasítico mundo Pós-Cristão, sustentando-se da Cristandade, não têm: o primeiro é o conceito de que o mundo é racional, o segundo é o conceito de que o tempo é linear, e o terceiro é o conceito de que a verdade pode ser conhecida. Os pagãos pensam que o mundo é gerido por deuses caprichosos, e os Pós-Cristãos pensam que o mundo não é gerido por ninguém, sendo nada mais que uma máquina irracional, talvez ordenada, mas sem propósito e sem significado.

Um mundo racional não é possível em qualquer uma destas visões do mundo. O primeiro requer propiciações infinitas para seres espirituais totalmente arbitrários, e o segundo propõe uma vazio niilista onde os homens são abandonados, cada um deixado à sua vontade totalmente arbitrária.

Os antigos Gregos bem como os modernos Hindus acreditam que o tempo é uma serpente a comer a sua própria cauda, e que todos os eventos se repetem de uma forma infindável, sem originalidade, mudança, processos, fim ou forma de serem evitados. Um número infindável de nascimentos antes deste nascimento estão no passado de cada homem, e um infinito número de mortes estão para além da sua morte.

Das religiões pagãs, apenas o Budismo promete uma forma de escapar o círculo vicioso do tempo e ele é o estado de desprendimento e abnegação conhecido como Nirvana, que está mais perto do esquecimento tal como aqueles que acreditam no tempo circular podem imaginar. Este mesmo Budismo e os seus epigones modernos Ocidentais - teosofia, o movimento da Nova Era, as várias formas de misticismo - defendem que o mundo está eternamente para além da compreensão humana.

No século 13 os maometanos rejeitaram a ideia Tomista de Deus como Ser capaz de conferir um poder de ordem inato e movimento à Sua criação. Para eles, todos os eventos ocorrem segundo a vontade de um absoluto e imediato Soberano, que não Se encontra limitado pela honra nem pela lógica a agir amanhã tal como Ele agiu hoje. Tudo ocorre porque Alá quer; o que significa que as coisas ocorrem sem motivo algum. O século 13 viu o final da confiança maometana na razão, e, desde logo, viu o fim das contribuições maometanos para o avanço da ciência, e, desde logo, viu o começo da estagnação que os acorrenta até aos dias de hoje.

[ed: Para se saber mais sobre o mito da "civilização islâmica", ler este magnífico texto escrito por um erudito Assírio]

O mundo pós-moderno é igualmente pós-racional. Se o mundo nada mais é que matéria em movimento, e os nossos cérebros mais não são que computadores cegamente forçados a seguir a programação imposta pelas forças naturais, não há motivo algum para acreditar que os nossos cérebros se conformam à verdade objectiva, e nem que essa verdade se quer exista. Para o pós-moderno, a alma humana é uma duna de areia unida por uma ímpeto caprichoso do vento, e que por acaso tem uma combinação auto-consciente mais complexa que o relógio do avô, mas que uma mudança de vento pode destruir de forma tão cega como a uniu.

Longe de ser suprimida, a razão triunfa onde quer que a Igreja é triunfante. As grandes civilizações da China, da Índia e da América do Sul não tinham motivos para colocar de parte o uso da magia, e como tal, essas civilizações nunca limparam a vegetação rasteira da superstição que era necessário para permitir o crescimento da ciência. A Igreja medieval, longe de ser inimiga da ciência, foi a sua ama-seca; a Igreja foi inimiga da bruxaria e da astrologia, e suplantou-a.

E um olhar para os séculos 20 e 21 revelam que onde quer que o Cristianismo recue, a ciência entra também em decadência. A Revolução Francesa guilhotinou Lavoisier; os secularistas do Nacional Socialismo da Alemanha criminalizaram o cepticismo à conclusão ordenada-pelo-Estado relativa à pseudo-ciência da eugenia Ariana, tal com Stalin o fez em relação à pseudo-ciência de Lysenko, tal como os secularistas modernos estão a tentar fazer em relação à pseudo-ciência do aquecimento global.

Só dentro da cosmovisão Cristã é que a razão e a ciência florescem sem serem vítimas da superstição ou corrompidas pelas seitas - políticas ou não.

Original: "Why Christianity is More Logical Than Atheism" - http://bit.ly/1kMUpDH

* O big bang não está de acordo com as evidências científicas.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Giordano Bruno e os ateus historicamente ignorantes

Há alguns meses atrás, durante a minha visita a Roma, cometi o erro que turista algum deve cometer quando se encontra numa cidade estranha: tomei um atalho. Enquanto caminhava do Fórum de volta para o meu apartamento junto ao Rio Tibre, eu deveria ter tomado o caminho mais óbvio através da Corso Vittorio Emanuele II rumo ao Castel Saint 'Angelo, mas decidi que sabia para onde caminhava, e como tal, usei o caminho mais directo através alguns árvores e rapidamente me perdi.
Depois de me aventurar por uma rede de pequenas vias tentando encontrar a estrada principal, vi mais à frente uma piazza e decidi seguir em frente para me orientar através dela. Parei perto duma estátua no meio da praça para olhar para o meu mapa, olhei para a estátua e rapidamente vi quem era. Apercebi-me que estava no Campo de'Fiori, visto que a estátua era o famoso monumento dedicado a Giordano Bruno, erigido no local onde ele foi queimado na fogueira em Fevereiro de 1600.
Campo-dei-FioriBruno é a imagem-propaganda para a "Draper-White Thesis" - a ideia de que a ciência e a religião sempre estiverem em guerra, uma ideia muito querida do movimento dos Novos Ateus apesar dela ter sido efectivamente rejeitada pelos historiados da ciência há mais de 100 anos. Tentem ter algum tipo de discussão inteligente das inter-relações complexas, reais e cheias de nuances entre a religião e o que estava para emergir como a ciência moderna durante o período medieval e a fase inicial do período moderno, e Bruno é normalmente usado como a "prova" de que a Igreja era um inimigo implacável e ignorante da ciência primitiva. Afinal, porque é que se atreveram a queimá-lo na fogueira senão pelo facto dele ter afirmado que a Terra não era o centro no universo, e que as estrelas eram outros sóis com outros planetas?
Para aqueles que preferem slogans e caricaturas simples em vez do trabalho árduo de efectivamente analisar e entender a História, Bruno é uma resposta simples para uma questão complexa. A nuance e a complexidade são as primeiras vítimas da guerra cultural.
Portanto, quando eu vi os primeiros clips promocionais da versão reformulada da série "Cosmos", de Carl Sagan (desta vez apresentada pelo genial protegido de Sagan, Neil deGrasse Tyson), e reparei numa sequência animada de alguém a ser ameaçado por Inquisidores e queimado na fogueira, soube logo que a ressuscitada série Cosmos seria apresentada com deformações históricas. Acho que isto nada mais é que seguir os passos de Sagan visto que na série original ele desviou-se rumo a uma visão distorcida da Hipatia de Alexandria que fixou na mente duma geração inteira a ideia de que ela era uma mártir da ciência, tal como já falei noutro local.
Portanto, quando as primeiras imagens da série "Cosmos: A Spacetime Odyssey" foram emitidas durante a semana passada, uma das partes mais importantes era uma versão de 11 minutos do mito de Bruno. Eu normalmente refiro-me à fábula moral simplista que as pessoas confundem com a história da relação entre a Igreja e a ciência primitiva como a "versão desenhos animados", visto que ela é reduzida a uma caricatura a preto e branco, simplista e bi-dimensional da realidade. Mas neste caso ela é mesmo a versão desenhos animados; a sequência foi animada, e a voz de Bruno foi providenciada pelo produtor-executivo, Seth MacFarlane, famoso por fazer a série Family Guy; deve ser por isso que Bruno tem um sotaque italiano do tipo normalmente ouvido em anúncios publicitários para uma pizza ou para molhos de macarrão.
Os clichés não acabam com os sotaques apalermados. Na versão estranhamente distorcida da história que o programa mostra, Bruno é caracterizado como um frade jovem e sério de Nápoles, verdadeiro pesquisador da verdade. Mas DeGrasse Tyson assegura-nos que "ele atreveu-se a ler os livros banidos pela Igreja e essa foi a sua ruína." Por essa altura é-nos mostrada uma sequência onde Bruno lê uma cópia de Lucrécio com o nome "On the Nature of Things" que ele tem escondida debaixo do soalho da sua cela.
O primeiro problema com isto é que o trabalho de Lucrécio não foi de maneira nenhuma "banido pela Igreja", e ninguém precisava de o esconder por baixo do seu assoalho. Poggio Bracciolini tinha publicado uma edição impressa do livro um século antes de Bruno ter nascido, e ele nunca foi banido durante o período em que os manuscritos medievais sobre os quais Bracciolini trabalhou haviam sido copiados (e nem foi o livro banido depois da sua edição se ter tornado amplamente disponível). A ideia de que a Igreja baniu e/ou tentou destruir o trabalho de Lucrécio é um mito que Christopher Hitchens gostava de repetir, e um mito que recebeu uma concessão de vida popular através do terrível trabalho pseudo-histórico de Stephen Greenblatt, "The Swerve", que, de alguma forma, ganhou um Prémio Pulitzer apesar de ser uma pastiche de disparates.
O desenho animado de Tuson prossegue retratando Bruno tendo a sua mente aberta pela ideia dum universo infinito presente no livro de Lucrécio, mas sendo depois expulso sa sua confraria por uma turba de personagens de igreja, ao estilo dos vilões da Disney, que aparecem de forma inesperada tal como na "Inquisição Espanhola" da série da humor "Monty Python". Isto, obviamente, é uma parábola bem melhor que a verdade; o trabalho de Lucrécio não foi banido pela Igreja, e Bruno virtualmente fugiu da sua casa religiosa e não foi despejado por ter lido livros maldosos.
Outra coisa que teria complicado este desenho animado simplista seria reportar onde foi que Bruno obteve as suas ideias dum universo vasto onde a Terra não era o centro, onde as estrelas eram outros sóis, onde existia uma multiplicidade de mundos e onde alguns destes outros mundos poderiam ser habitados. Bruno não obteve estas coisas numa visão enquanto dormia, como alega o desenho animado da "Cosmos", mas sim directamente dum homem que ele chamou de "Cusano o divino" - o filósofo natural e teólogo com o nome de Nicholas de Cusa.
Nicolás-de-Cusa1
Se os escritores da série realmente estivessem interessados na verdadeira história em torno das origens do pensamento científico, encontravam-se à sua disposição muitas outras histórias pessoais que poderiam ter sido mais dignas de serem contadas do que a história de Bruno - pessoas que eram proto-cientistas no verdadeiro sentido do termo. Os escritores do programa, Steven Soter e a viúva de Carl Sagan, Ann Druyan, parece que sabiam o suficiente em torno de Bruno para estarem cientes de que não o poderiam apresentar como um cientista, e a narração de DeGrasse Tyson a dada altura menciona que Bruno "não era um cientista".
Mas eles tocam de forma imperceptível no facto de Bruno, segundo a nossa forma de pensar, ter sido um completo místico maluco. Na sua defesa feita à sequência animada de Bruno, que entretanto gerou críticas, Soter ressalva que muitas outras figuras da ciência primitiva também levaram a cabo estudos que nós qualificamos de não-científicos, tais como a obsessão de Newton com a alquimia e com os cálculos apocalípticos. Mas a diferença é que Newton e Kepler dedicaram-se a esses estudos ao mesmo tempo que faziam estudos baseados na verdadeira ciência empírica, enquanto que o misticismo hermético de Bruno, a geometria sagrada, e a ilegível e largamente inventada religião Egípcia antiga eram a totalidade dos seus estudos; ele nunca chegou a fazer verdadeira ciência.
Mas se eles [Soter e a viúva de Sagan] realmente quisessem ser exactos, eles deveriam ter detalhado, ou pelos menos reconhecido, a dívida de Bruno a Nicholas de Cusa, que falou num universo infinito sem centro 109 anos de Bruno ter nascido. Eis aqui o que Cusano diz no seu livro "De docta ignorantia":
O universo não tem circunferência, uma vez que se tivesse um centro e uma circunferência, existiriam coisas para além do mundo, suposições que têm uma total ausência de verdade. Logo, uma vez que é impossível que o universo se encontre fechado dentro dum centro corporal e limites corporais, não está dentro do nosso poder entender o universo, Cujo Centro e Circunferência são Deus. E embora o universo não possa ser infinito, mesmo assim ele não pode ser concebido como finito visto que não limites dentro dos quais ele possa ser limitado.
Este é o discernimento que o desenho animado de Bruno atribui por inteiro a ele. Porque não, então, atribuí-lo a "Cusano o divino"? Bem, isso iria destruir por completo a parábola, visto que, longe de ser pontapeado por vilões mal-encarados ao estilo de desenhos animados da Disney, Cusano era reverenciado e foi na verdade nomeado para cardeal. Isto, claramente, não fica bem dentro da fábula moral de génios livres-pensadores a serem oprimidos por teocratas dogmáticos.
O desenho animado prossegue retratando o corajoso Bruno a dar uma palestra em Oxford perante estudiosos irritáveis e de aparência aristocrática a colocarem objecções à sua promoção do Copernicanismo e, eventualmente, a atirarem-lhe peças de fruta e a expulsarem-no. Mais uma vez, a realidade não é assim digna. Não há qualquer evidência de objecções ao heliocentrismo e o problema que os estudiosos de Oxford tinham com ele era o plagiarismo que Bruno havia feito de outro estudioso. Mas, outra vez, isso não fica bem na fábula do puro livre pensador vítima de perseguição.
A ideia presente por todo o desenho animado é a noção de que ele foi afligido porque deu o seu apoio ao heliocentrismo e à tese dum universo sem limites, onde a Terra não era o centro. Como já tivemos oportunidade de ver, a segunda ideia não era nova e nem era controversa. Pelos finais do século 15, a hipótese heliocêntrica de Copérnico também não era particularmente nova, embora fosse mais controversa (practicamente nenhum cientista a aceitou porque ela era reconhecida como tendo várias falhas científicas). O ponto importante a lembrar é que por esta altura, essa ideia não era considera uma heresia por parte das autoridades religiosas, embora algumas pessoas pensassem que ela tinha alguma implicações preocupantes.
Nicholas_OresmeO próprio Copérnico não havia sido o primeiro proto-cientista a explorar a ideia duma Terra em movimento. Por volta de 1377 o estudioso medieval Nicholas Oresme havia analisado as evidências que apoiavam a ideia da Terra girar, e achou a ideia pelo menos plausível. A Igreja nem se importou com essa ideia. Os cálculos de Copérnico e a sua ideia já estavam circulação muito antes do seu opus ter sido publicado postumamente e ele gerou o interesse de várias figuras ligaras à Igreja, incluindo o Papa Clemente VII, que conseguiu que Johan Widmanstadt desse uma palestra pública em torno da teoria nos jardins do Vaticano que o Papa qualificou de fascinante.
Depois disso, Nicholas Cardinal Schoenburg insistiu que Copérnico publicasse o trabalho inteiro, embora Copérnico tivesse atrasado não por motivos de temer algum tipo de perseguição religiosa mas sim por temer a potencial reacção de outros matemáticos e astrónomos. O heliocentrismo não se tornou num tópico religioso "quente" até o incidente em torno de Galileu, em 1616, uma década e meia depois da morte de Bruno.
Mais uma vez, os escritores de "Cosmos" parecem estar vagamente cientes de tudo isto e como tal, fazem um imaginativo sapateado como forma de impedir a implosão da sua fábula. Na caracterização do julgamento de Bruno feita pelos desenhos animados da série "Cosmos", temos a primeira evidência de que os pontos de discórdia entre a Igreja e Giordano Bruno em nada estavam relacionados com a ideia dum universo infinito, múltiplos universos, ou qualquer outra especulação cosmológica. Devido a isto, os Inquisidores ao estilo da Disney listam uma série de acusações tais como "questionar a Santíssima Trindade e a Divindade de Jesus Cristo" e mais algumas acusações puramente religiosas.
A caracterização da séria gera a impressão de que estas eram acusações menores, ou até acusações inventadas, mas na realidade, estas foram a verdadeiras razões que levaram Bruno, bem como outros, à fogueira. Por mais horrível que isso seja para nós, negar a virgindade de Maria, afirmar que Jesus era só um mágico ou negar a Transubstanciação, podiam levar uma pessoa à fogueira por volta de 1600 AD, embora só se a pessoa recusasse as repetidas oportunidades para se retratar.
Mas o desenho animado da série quer-se manter fiel à sua parábola, e como tal, eles colocam no final da lista de acusações, e nós somos levados a acreditar que esta era a acusação mais grave, "afirmar a existência de outros mundos". Mas como já vimos, isto não era problema algum para a Igreja. Eis aqui o que Nicholas de Cusa diz sobre estes outros mundos no livro que inspirou muitas das crenças de Bruno:
A vida, tal como aquela que existe na Terra na forma de homens, animais e plantas, pode ser encontrada, suponhamos nós, na sua forma mais elevada nas regiões solares e estelares. Em vez de pensarmos que tantas estrelas e partes dos céus se encontram inabitadas, e que só esta nossa Terra está povoada de pessoas - e mesmo assim, com seres dum tipo inferior - iremos supor que todas as regiões se encontram habitadas, distinguido-se na natureza pela sua categoria, e todas elas devendo a sua origem a Deus, Que é o [C]entro e a [C]ircunferência de todas as regiões estelares .... Dos habitantes dos outros mundos, para além do nosso, podemos saber por enquanto ainda menos coisas, não tendo um padrão através do qual os louvar.
Mais uma vez, lembrem-se que Cusano não foi queimado na fogueira, e que ele era reverenciado, louvado e foi feito cardeal.
A única menção feita a outros mundos na acusação contra Bruno especifica que ele acreditava numa "pluralidade de outros mundos e na sua eternidade". Foi esta última parte que se tornou num problema, e não o facto dele ter dado o seu apoio a uma tese que um líder da Igreja havia falado um século antes.
O desenho animado termina com as ressalvas de DeGrasse Tyson relativas ao facto de Bruno "não ter sido um cientista" e que as suas ideias não terem sido mais que "palpites de sorte". Alguns comentadores parecem ser de opinião de que isto de alguma forma absolve toda a sequência das suas distorções, e que o programa apenas caracteriza Bruno como mártir do pensamento livre e que a sua história é uma lição sobre os perigos do dogmatismo. Mas o problema com o desenho animado é que ele é uma pastiche da verdadeira história.
A verdadeira história de Cusano poderia, na verdade, ser muito mais interessante de ser contada, e ela não estaria carregada de bagagem inspirada pela tese Draper-White em torno dos mitos que existem sobre Giordano Bruno. Mas a sequência inteira parece ter sido motivada por uma agenda e a história do herético queimado na fogueira serviu ao propósito dessa agenda duma forma que a história dum cardeal reverenciado livre de oposição nunca poderia ter servido.
O objectivo parece ser o de formar uma opinião em relação ao pensamento livre e ao dogmatismo dentro do contexto da guerra cultural nos EUA em torno do Criacionismo. Que Bruno era um crente em Deus é uma ideia repetida por diversas vezes no desenho animado, embora ela tenha sido mais um panteísta que outra coisa qualquer. Mas ele é mostrado como um crente de mente aberta e sem constrangimentos que foi oprimido e, eventualmente, morto pelas forças do dogmatismo literalista.
O grito de Bruno quando lhe estavam a atirar peças de fruta em Oxford - "O vosso Deus é demasiado pequeno!" - é, na verdade, o propósito de toda a parábola. Toda a sequência tem como alvo os literalistas dogmáticos da guerra cultural Americana ao mesmo tempo que tenta apelar aos crentes, dado que a maior parte da audiência Americana seriam teístas. Esta é o enquadramento desta fábula e os escritores cortaram partes da verdadeira história de Bruno e de forma desarrumada uniram tudo até gerar esta mensagem moderna.
Grande_Oriente_ItaliaE isto leva-me de volta ao meu encontro com a estátua no Campo de'Fiori; a estátua foi criada por Ettore Ferrari, e erigida em 1889 pouco depois da unificação da Itália, apesar da oposição da Igreja. O monumento, erigido por membros da Ordem Maçónica "Grande Oriente de Itália", foi um símbolo político anti-clericalista deliberado. Os ateus e os livres pensadores reverenciam-na até os dias de hoje, e comemoram a execução de Bruno no dia 17 de Fevereiro de todos os anos.
Claro que qualquer pessoa que ressalve que Bruno é um ícone ridículo para os ateus, dadas as suas visões místicas excêntricas e as suas prácticas mágicas, é normalmente ignorada. E qualquer pessoa que tenha a temeridade de ressalvar que Bruno foi executado por motivos puramente religiosos, e não por especular acerca de uma multiplicidade de mundos ou um universo infinito, é normalmente (e de modo bizarro) acusada de justificar a sua horrível execução.
Tal como já disse, para pessoas que se identificam como "racionalistas", muitos dos meus amigos ateus podem ser tudo menos racionais. Infelizmente, o desenho animado tolo de Neil deGrasse Tyson, Ann Druyan, Steven Soter e Seth MacFarlane sobre Bruno não irá definitivamente ajudar em nada em relação a isso.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Os 10 argumentos mais usados pelos ateus


Eu escrevo muito pouco sobre a apologética "Cristianismo vs Ateísmo", e há um bom motivo por trás dessa minha escolha. Foi nas salas de conversação e nos blogues ateus que eu dei os meus primeiros passos na teologia. Desde esses dias até hoje, eu nunca mais ouvi algo de novo por parte dos ateus. Parece que muitos ateus actuais (alguns gostam de usar o título "neo-ateus" como forma de se distinguirem dos ateus filosoficamente mais profundos do passado) têm muito pouco para acrescentar à discussão. Para ser justo, a maior parte dos apologistas Cristãos também não têm muito para acrescentar.

No entanto, cheguei à conclusão de que seria divertido comentar os 10 argumentos que mais oiço. A minha expectativa é de que eles irão expor alguns dos problemas mais óbvios com os mesmos, e talvez ajudar ambos os lados - ateus e Cristãos - a ter um material de debate mais interessante.

(...)

Vamos então analisar os 10 argumentos mais usados pelos ateus.

1. Não há evidências em favor da existência de Deus.

Existem dois problemas em relação a esta frase. Começando com a ideia de "evidência", qual é o entendimento das pessoas em relação a isso? O que é evidência suficiente para uma pessoa normalmente não é evidência suficiente para outra pessoa. Um tribunal disponibiliza inúmeros exemplos da forma como duas partes em conflito podem ter a mesma colecção do dados, o mesmo poder lógico e a mesma capacidade de raciocínio, no entanto ter interpretações diferentes em relação aos dados. O antigo ditado é verdadeiro: "os factos não determinam o argumento, o argumento é que determina os factos".

Sempre que é confrontado com a alegação de que não há evidências para a existência de Deus, normalmente o Cristão não sabe por onde começar a refutação. É tal como G. K. Chesterton chegou a dizer, perguntar a um Cristão para provar a existência de Deus é como pedir a alguém para provar a existência de civilização. O que é que se pode fazer para além de apontar e dizer "Olha, eis ali uma cadeira, e eis ali um edifício," etc. Como é que alguém pode provar a existência de civilização meramente seleccionando pedaços aqui e ali como provas suficientes em vez de ter uma experiência da civilização como um todo?

Quase tudo para onde o Cristão olha é evidência para a existência de Deus visto que ele vê a "obra" de Deus em todo o seu redor na criação. Mas isto dificilmente é evidência suficiente para o tribunal da opinião ateísta, tribunal esse que pressupõe que só o que pode ser apreendido pelos sentidos serve como evidência. Para o Cristão que acredita no Deus Transcendental, tais evidências ele já não pode oferecer; apresentar evidências *materiais* para a existência de Deus é, ironicamente, refutar a transcendência de Deus e rejeitar a fé.

A segunda parte do argumento é igualmente limitada. O que é que se tem em mente quando se fala em "existência"? Se tem em mente algo como "aquilo que começou a existir", então certamente que Deus não existe visto que Ele nunca começou a existir. Ele sempre existiu e Ele é Eterno.

2. Se Deus criou o universo, quem criou Deus?

Este é um dos argumentos mais peculiares que eu alguma vez vi e aqueles que o usam como uma espécie de "check-mate" intelectual pura e simplesmente não entendem o que os Cristãos querem dizer com a palavra "Eterno". É um argumento usado mal o teísta postula que uma "Primeira Causa" ou "Movedor Imóvel" é necessário para a existência do universo (um Ser "necessário" sobre Quem todas as outras coisas existem por meio da contingência. Alguns ateus lançam então o peso para os Cristãos afirmando, "E então quem criou Deus?"

O que é que o Cristão pode fazer perante esta questão para além de sorrir? Deus antecede todas as coisas presentes na criação, e é Eterno. Se Deus tivesse um Criador, então o Seu Criador seria Deus. Deus é Deus precisamente porque Ele não tem um criador.

3. Deus não é Todo-Poderoso se existirem coisas que Ele não consegue fazer. Deus não pode mentir, logo Ele não é Todo-Poderoso.

Bang! Derrotado.

Vamos com calma. Este argumento seria devastador-fantástico-talvez se Deus fosse mais como um dos deuses gregos, onde eles mesmos se encontravam sujeitos ao destino e limitados aos seus papéis específicos no cosmos. A doutrina Ortodoxa de Deus é muito diferente. Os Cristãos (pelo menos os Ortodoxos) olham para ontologia de Deus como algo sujeito ao Seu livre-arbítrio perefetio. Porque é que Ele é Bom? Porque Ele escolhe ser Bom. Porque é que Ele não mente? Porque Ele escolhe ser Honesto. Porque é que Deus existe numa Trindade? Porque Ele assim quis. (...)

4. Acreditar em Deus é o mesmo que acreditar na Fada Madrinha, no Pai Natal e no Monstro Spaghetti Voador.

O que eu mais gosto neste "argumento" bem gasto dos ateus é que ele serve para demonstrar o quão vastamente diferente é a crença em Deus destes mitos e destas imaginações. Quando se avalia de modo honesto a doutrina Judaico-Cristão de Deus, encontra-se milhares de anos de testemunhos humanos e desenvolvimento religioso; encontrar-se-á mártires a suportar os traumas mais horríveis na defesa da fé; ele irá encontrar nos textos religiosos descrições historicamente e geograficamente validadas; etc (estes factos, obviamente, não são "provas" mas "evidências" que exigem considerações mais fortes).

Coloquem-se estas coisas frente às histórias da Fada Madrinha, Pai Natal ou o Monstro Spaguetti, e encontramos exactamente o oposto:: nenhum testemunho de refinação religiosa, nenhum mártir, nenhuma validação histórica ou geográfica, etc. Em vez disso, encontramos mitos intencionalmente criados para as crianças, como forma de estabelecer um ponto, ou algum outro motivo. O argumento ateu é um argumento homem-palha da pior espécie.

5. O Cristianismo emergiu dentro dum povo antiquado e ignorante, desconhecedor da ciência.

De facto, estas pessoas antiquadas e ignorantes que acreditaram no nascimento Virginal do Senhor Jesus devem ter acreditado nisso porque não tinham conhecimento da forma como os bebés nascem. Incrível. O nascimento Virginal de Cristo foi um evento profundo que causou preocupação suprema aos antiquados precisamente porque eles entendiam que a concepção era impossível sem relações sexuais. O homem antigo considerava o nascimento Virginal como algo milagroso, isto é, algo impossível sem a intervenção Divina (e por essa altura, as pessoas desprezaram a ideia); o mesmo pode ser dito de todas as histórias milagrosas presentes nas Escrituras.

De facto, os antigos não tinham o telescópio Hubble, mas eles foram capazes de ver a noite em toda a sua glória, algo que quase nenhuma pessoa moderna pode dizer (graças à luminosidade moderna que distorce a nossa habilidade de ver a plenitude do céu nocturno). Em media, os povos antigos viviam mais próximos da natureza e das realidades da vida e da morte do que muitos de nós "modernos".

Em termos duma relação viva com estas coisas, os antigos estavam muito mais avançados do que nós estamos actualmente, e esta relação é essencialmente o cerne da pesquisa religiosa. Se as pessoas hoje em dia não têm curiosidade religiosa, provavelmente deve-se ao facto de passarem mais tempo com os seus iPhones do que com a natureza. Provavelmente.

Mas a alegação de que o Cristianismo foi viável no mundo antigo apenas porque teve como suporto a ignorância generalizada é uma ideia profundamente ignorante. O Cristianismo surgiu dentro duma das civilizações mais avançadas da história humana. O Império Romano não era conhecido pela sua estupidez; ele era o epicentro da inovação e de gigantes da filosofia. Eu aposto que se a pessoa comum dos dias de hoje se encontra-se dentro dum debate com uma pessoa comum da Alexandria do primeiro século, o indivíduo moderno seria totalmente humilhado na troca.

6. Os Cristãos só acreditam no Cristianismo porque nasceram numa cultura Cristã. Se eles tivessem nascido na Índia, eles seriam Hindus.

Este argumento é apelativo porque tenta rejeitar por completo as capacidades cognitivas da pessoa com base nas suas influências ambientais durante a sua infância. A ideia, de forma geral, é a de que as pessoas têm são intelectualmente tão limitas que eles não conseguem olhar para além da forma como foram criados, o que, se for levado a sério, também condenaria o ateísmo da igual modo. Mas essa é uma alegação falsa.

Tomemos como exemplo a história do povo Judeu. Vamos assumir que "ser" Judeu, em termos religiosos, é muito mais que um assunto de vinculo cultural. Ser Judeu +e ter o Judaísmo a permear a sua foram de pensar e acreditar, e a forma como se interage com o mundo. Mas é isto que se passa com a maioria dos Judeus, quer seja nos EUA, na Europa em Israel ou onde quer que seja? Seria preciso estarmos totalmente desligados para acreditarmos nisto.

O mesmo fenómeno pode ser encontrado dentro das assim-chamadas comunidades Cristãs. De facto, nascer numa casa Judeo-cêntrica ou Cristo-cêntrica nos dias de hoje é normalmente um precursor de que a criança irá crescer e abandonar a fé da sua família.

7. O evangelho não faz sentido: Deus estava Zangado com a humanidade por causa do pecado e como tal, Ele decidiu torturar e matar o Seu Filho de modo a que Ele pudesse apaziguar a sua própria raiva patológica. Quem é esquisito é Deus e não eu.

Este é, na verdade, um argumento muito bom contra algumas seitas protestantes (e eu já o usei em inúmeras ocasiões), mas não tem qualquer tipo de margem de manobra dentro da fé Cristã Ortodoxa visto que dentro dela não há um conceito de Deus que precisa de ver a Sua raiva apaziguada como forma de amar as Suas criaturas. O Pai sacrificou o Seu Filho como  forma de destruir a morte com a Sua Vida; não para apaziguar a Sua ira, mas para curar; não para proteger a humanidade da Sua fúria, mas para unir ao Seu amor. (...)

8. A História está repleta de seitas de messias mãe-filho, divindades trinitárias e coisas assim. Logo, a história Cristã é um mito tal como as outras.

Este argumento parece ser insuperável à primeira vista, mas na realidade, e usando uma analogia do basebol, é uma bola baixa. Não há discussão de que a história está repleta de histórias semelhantes àquelas que estão na Bíblia, e eu não vou perder tempo a recontá-las todas aqui. Mas este facto não deve ser de maneira nenhuma surpreendente. Na verdade, se a história não tivesse histórias semelhantes, isso sim seria problemático. Tudo o que é belo tem réplicas. A moeda falsa não prova a não-existência da moeda autêntica mas sim exactamente o contrário. Um milhar de bandas "cover" dos U2 não é evidência de que o grupo musical U2 é um mito.

Ah, mas isto não explica o facto de algumas destas histórias terem sido contadas antes dos relatos Bíblicos. Verdade. Mas imaginemos que a única história dum nascimento virginal, morte e ressurreição messiânicos só existem no Novo Testamento. Para mim, isso seria estranho. Seria estranho porque se toda a humanidade tivesse Deus como o seu Criador, mas no entanto o evento central da história humana - o evento mais importante de todas as eras - a incarnação, a morte e a ressurreição de Cristo nunca lhes tivesse passado pela mente, pelo menos numa forma turva, eles estariam completamente afastados dos mistérios mais importantes da existência humana.

Se o advento de Cristo foi real, então parece perfeitamente natural que ele tenha permeado a consciência da humanidade de alguma forma, independentemente do seu lugar na história. Seria de esperar ver a humanidade a replicar estas histórias, encontradas nas suas visões e sonhos, vez após vez a través da história; e é precisamente isso que encontrámos.

[ed: Outro argumento que pode explicar algumas semelhanças nas histórias pré-Cristãs e o Advento do Messias é o facto de, logo após a Queda do Homem, Deus ter dito "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Génesis 3:15). Da mesma forma que as histórias em torno do Dilúvio foram passadas de geração em geração, as histórias em torno da vinda da "Semente da Mulher" podem também ter passado de geração em geração, embora muitas delas se tenham pervertido com o passar do tempo.]

9. O Deus da Bíblia é Maligno. Um Deus que permite tanto sofrimento e morte não pode ser outra coisa senão Maligno.

Esta crítica é feita de muitas maneiras distintas, e para mim ele é um dos argumentos mais legítimos contra a existência Dum Deus Bom. O facto de existir sofrimento e morte é o argumento mais forte contra a crença no Deus Omnipotente, Omnisciente, Omnibenevolente. Se o sofrimento e a morte existe, isso parecer sugerir uma das duas: (1) ou Deus é amor, mas Ele não é omnipotente e não consegue impedir o sofrimento e a morte, ou (2) Deus é Omnipotente mas não Se preocupa connosco.

Eu dediquei um artigo à parte lidando com este problema, mas vamos falar aqui com o problema inerente à própria crítica.

O argumento tem como pressuposição a tese de que o bem e o mal são reais, isto é, que existe um padrão absoluto para o bem e para o mal que se sobrepõe às caprichosas "ideias" do que é bom e do que é mau num dado tempo da nossa ética evolutiva, se assim se pode dizer. Se não há uma existência real do bem e do mal - como realidade ontológica - então a acusação de que "Deus é Mau" devido a isto ou devido àquilo é, na verdade, dizer algo como "Eu pessoalmente não gosto do que vejo no mundo, e como tal, Deus não pode existir."

Gosto do que C.S. Lewis falou em relação a este assunto:
Não faz sentido falar em "tornar-se melhor" se "melhor" apenas significa "aquilo no que nos estamos a tornar" - é como nos nos congratularmos por termos  chegado a um destino e definir o destino como "o lugar onde era suposto nós chegarmos".
O que é complicado para os ateus neste tipo de debates é ficar longe de palavras carregadas de conotação religiosa. É estranho alguém que não acredita no bem e no mal objectivos condenar Deus por ser "Mau" porque Ele não atingiu a sua [do ateu] visão do que é ser "bom". Portanto, a crítica inicial é válida, mas ela é subversiva para o chão sobre o qual o ateu se encontra. Se alguém vai aceitar o bem e o mal com realidades, então ele não se encontra por completo na posição de rejeitar a Deus. Em vez disso, ele está numa posição onde ele batalha com a ideia de Deus como Um Ser Bom. (...)

10. A teoria da evolução respondeu todas as questão em torno das nossas origens. Não há necessidade de se depender de antiquados mitos ignorantes.

[ed: O autor do texto não dá uma resposta conclusiva neste ponto, e como tal, fica aqui um link onde se pode ver como os próprios evolucionistas não têm qualquer tipo de concordância em relação a aspectos cardinais da sua teoria.]

segunda-feira, 3 de março de 2014

10 razões pelas quais eu não sou ateu


Parece que existem mais ateus hoje do que alguma vez existiram. Mas eu não sou um deles, e eis  algumas razões:

1. Não é convincente.

Por definição, ateu é aquele que acredita que Deus não existe em parte alguma do universo. Os cientistas ainda nem sabem o que se encontra no fundo dos mares do nosso planeta Terra. Como é que alguém pode estar certo de que não há Deus em parte alguma do Universo? Nós não somos assim tão inteligentes. (...)



2. Nenhum ateu me inspira.

Não conheço nenhum ateu que me faça dizer "Quero ser como ele!"; o ateísmo não me dá energia.

3. Má reputação.

Para mim, existiram demasiados ateus malignos na História. O que é que os genocidas Adolf Hitler, Joseph Stalin, Mao Tse-Tung e Pol Pot tinham  em comum (só para mencionar alguns)? Nenhum deles acreditava em Deus. O ateísmo parece ser luz verde para que os ditadores matem largos números de pessoas inocentes. Sim, eu sei que os religiosos também podem ser canalhas, mas eles ainda têm que caminhar muito para chegarem ao nível das matanças históricas dos ateus.


4. Demasiada hipocrisia.

Os ateus falam de Deus mais do que qualquer outra pessoa. Num dia eles não acreditam em Deus, mas no dia seguinte eles blasfemam contra Ele porque acham que Ele é injusto e maligno. Não é possível aceitar as duas posições visto que é impossível ficar zangado com Alguém cuja existência é negada. 

5. Céptico da explosão.

A teoria do big bang nunca me convenceu. Nunca experimentei qualquer tipo de explosão a criar seja o que for. O mundo é demasiado complexo para eu acreditar que o mesmo é o efeito duma explosão aleatória. Fé em Deus faz muito mais sentido para mim do que explosões. Isto, claro, deixando de lado que algo tinha que existir de modo a que pudesse explodir. Como é que essa matéria veio a existir?

6. A teoria da evolução não explica a criação.

Mesmo que se acredite que a vida evoluiu a partir dum organismo unicelular, isso não explica a forma como esse organismo veio a existir. Isto sem falar nos milhões de fósseis transicionais cuja existência Darwin previu, mas que nunca foram encontrados.

7. Muitas pessoas que eu admiro, acreditam em Deus

Eis uma pequena lista: George Washington, Mother Teresa, Albert Einstein, Sir Isaac Newton, Nicholas Copernicus, Galileu, Martin Luther King, Abraham Lincoln, Albert Schweitzer e.... Elvis (na verdade, eu não sou grande fã de Elvis mas resolvi incluí-lo na mesma.)

8. Demasiado conveniente

Os ateus não têm que se sentir responsáveis pelas suas acções visto que eles podem inventar as suas próprias regras. Eles podem fazer o que eles bem quiserem, independentemente de quem for prejudicado.

9. Demasiado grosseiros

A maior parte dos ateus que eu conheço são grosseiros. Se calhar eu conheço os ateus errados.

10. A sério? Tudo o que existe é isto?

Não me sinto atraído à ideia de que este mundo é tudo o que existe. E sem Deus, não faz qualquer sentido acreditar que há outro mundo à nossa espera. 

BÓNUS: Ainda há aquele pequeno problema da ressurreição.

Muito para desagrado do governo Romano, a ressurreição do Senhor Jesus Cristo catapultou o Cristianismo para um lugar de destaque durante o primeiro século.

Os Romanos poderiam ter parado o movimento logo no início  mostrando ao mundo o Corpo do Senhor Jesus ou uma explicação razoável para refutar a Sua ressurreição.  Eles não foram capazes de fazer qualquer uma das duas. 

hmmmmm....


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

5 frases que os Discípulos do Senhor Jesus nunca poderiam ter inventado

Por Richard Bushey

Quando as pessoas constroem argumentos contra a Mensagem Cristã, normalmente elas dizem que os discípulos fabricaram Jesus de Nazaré ou alteraram de modo radical os Seus Ensinamentos para que estes estivessem de acordo com os seus desejos, e também de modo a que eles pudessem lucrar com a inocência das pessoas. Eles (os críticos) podem alegar que os Apóstolos, ou algumas autoridades, tinham como propósito usar a Bíblia como forma de controlar as massas.

Mas quando este argumento é analisado de forma crítica, este forma de pensar não funciona visto que existem pelo menos 5 frases do Senhor Jesus que os discípulos nunca poderiam ter inventado. 

Eles nunca as poderiam ter inventado porque elas são difíceis de aceitar, e se os discípulos estivessem a inventar uma nova religião, eles fariam os possíveis para as deixar de fora da mesma.

  • 1. "Eu, porém, vos digo, que, qualquer que atentar numa mulher, para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela." Mateus 5:28 

Se os discípulos estivessem a inventar uma religião que estivesse de acordo com os seus desejos - como forma de obter tudo o que quisessem das pessoas ou controlá-las - eles nunca teriam incluído um Mandamento como este. Este tipo de condenação é precisamente o tipo de coisa que tem a potencial de afastar as pessoas. Se por acaso estás a inventar uma religião, tu dirás que eles podem dormir com quem quiserem: tenham muitas esposas e durmam com quem quiserem.

Mas o Senhor Jesus disse que qualquer pessoa que olhar com luxuria no seu coração, ele ou ela já pecou perante Deus.

Isto é uma ideia que está de acordo com o Judaísmo. Os Judeus acreditavam que a atracção física era uma forma de adultério em si. O Senhor Jesus Cristo acrescentou que a luxuria era também uma forma de adultério. Se Ele ou os discípulos estivessem a inventar uma história, Ele ou os discípulos não teriam necessidade de proferir estas palavras.

Fica a pergunta: que tipo de homem inventaria um mandamento como este? É muito mais provável que os discípulos estivessem apenas a repassar de modo fiel as Palavras do 

Senhor Jesus, que reflecte o padrão moral perfeito de Deus.

  • 2. "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre;" João 6:51

O Senhor Jesus disse isto a múltiplos Judeus, incluindo os seus doze discípulos. A maioria das pessoas que O ouviu, abandonaram-NO uma vez que estes ditados eram difíceis de aceitar. Isto leva-nos a perguntar do porquê os discípulos incluírem ditados do Senhor que causaram a que muitos deixassem de o Seguir. Se qualquer coisa, isto é embaraçoso para a Mensagem Cristã. 

O Messias foi Abandonado pelas massas devido à Sua Mensagem, mas os discípulos incluíram-na nos seus escritos porque, mais uma vez, eles estavam a registar de modo fiel as Palavras o Senhor.

Se por acaso eles estivessem a a inventar uma história, eles poderiam muito bem ter alterado as palavras do Senhor - ou colocar palavras na Sua Boca - como forma de evitar que as pessoas O abandonem. 

Quando as pessoas ouviram "comer a Minha Carne", e abandonaram-NO, os discípulos poderiam muito bem ter alterado o que Ele disse. Mas eles não o fizeram porque eles estavam a reportar o que Ele havia realmente dito.

  • 3. “Quem ama o pai ou a mãe, mais do que a mim, não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha, mais do que a mim, não é digno de mim.” Mateus 10:37

O Senhor Jesus disse aos discípulos que segui-Lo não era só uma actividade religiosa. Não era suposto eles darem prioridade intelectual a Cristo, e nem era suposto 

eles apenas e só seguirem algumas regras. Seguir a Cristo não era a cereja no topo do bolo das suas vidas, mas sim a usurpação total das suas vidas. O Senhor Jesus disse que Ele tem que ser absolutamente Tudo para eles. Nós temos que O amar mais do que qualquer outra coisa - pai, mãe, filho, filha, irmão, irmã. Nós temos que O amar mais do que a nossa vida.

Se por acaso estás a criar uma nova religião que tem que ser atraente para as pessoas, por acaso inventarias tal ditado? Será que dirias que o Senhor Jesus tem que ser a Prioridade na tua via, acima de tudo que tu estimas na tua vida? As pessoas não se sentiriam atraídas a tal mensagem, mas os discípulos reportaram-na fielmente porque o Senhor Jesus realmente assim falou.

  • 4. “Invalidando assim a palavra de Deus, pela vossa tradição, que vós ordenastes.” Marcos 7:13

Para entender o porquê deste ser um ditado difícil de aceitar é preciso entender o quão preciosa a tradição é para o Judaísmo. A viver em Jerusalém, eles viviam no 

centro da vida religiosa dos seus ancestrais. Salomão havia construído o Templo na Cidade que é a Casa do Deus vivo. O Judaísmo é absolutamente tudo, e os Fariseus dizem como viver a vida Judaica.

Mas o Senhor Jesus chegou e disse que eles estavam a fazer tudo errado, e que as suas prácticas Judaicas contradiziam as Escrituras que haviam sido passadas de geração e geração provenientes dos antigos Profetas. Ele disse também que as suas tradições anulavam a Palavra de Deus, o que para eles era um insulto. Se os discípulos  tivessem inventado a Mensagem do Senhor Jesus Cristo, eles nunca haveriam de incluir tal ensino. É bem mais provável que eles tenham escrito isso no Novo Testamento porque o Senhor Jesus realmente disse essas palavras.

  • 5. “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” Mateus 25:46

Dentro da Teologia Judaica, o conceito da vida eterna era vago, o tormento eterno era uma ideia totalmente estranha para a mente dos Fariseus. Tipicamente, eles 

pensavam que a vida terminada no caixão e que esse era o castigo para os perversos. Mas de qualquer modo, os Judeus seriam ressuscitados para viver com Deus em Sião. 

Os Gentios morreriam e nunca mais seriam ressuscitados. Esta era a visão Judaica da altura,

Mas o Senhor Jesus ensinou que aqueles que não O seguissem, acabariam no tormento eterno. Este ensinamento não iria atrair os Judeus - e de facto, isto contradizia muitas crenças provenientes das suas tradições. Apesar disso, os discípulos pregaram esta Mensagem aos Judeus. E porquê? Porque eles estavam a repassar de modo fiel as Palavras de Cristo e as doutrinas que Ele havia deixado para eles.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Quando os despreparados tentam dar uma aula de História

Num dos muitos ataques que a co-editora deste blogue tem sofrido online sempre que dá a sua acertada opinião conservadora e Cristã numa página esquerdista, um jovem totalmente despreparado fez o "big mistake" de a tentar convencer do seu "erro" sem se aperceber que ele mesmo é quem esta totalmente errado na sua posição. 

É normal o esquerdista ser Biblicamente ignorante (isto é, não ter o mínimo conhecimento da Bíblia), mas o que tornam as palavras que seguem mais relevantes é o facto do autor das mesmas nem se aperceber da inconsistência da sua linha de "argumentação".

Basicamente o que ele tenta fazer é relativizar a Bíblia ao mesmo tempo que confere autoridade a fontes cuja autoridade ele não justifica (nomeadamente, a sua própria opinião).

Embaixo faço breves comentários ao erros por ele proferidos:
Olá. Li seus comentários na página "moça você é machista", e te admirei por sua coragem e audácia de falar o que pensa, no meio de uma multidão que discorda do seu ponto de vista. Eu faço parte desta multidão, discordo completamente do que falou, mas mesmo assim me impressiona a sua postura. Resolvi te escrever para dizer que você tem muitas intenções boas, mas está sendo enganada, seguindo uma doutrina criada pelo ser humano
E ?

Criada pelos homens significa "errada"?
mesmo que tenha vindo de Deus, ainda passou pela mão de muitos homens que a alteraram
Evidências da "alteração", onde estão? O sentido original foi perdido? De que forma é que a Bíblia actual difere do "original"?
e ainda hoje, esta doutrina totalmente alterada
Totalmente? Não há nada de correcto na doutrina Bíblica? Evidências? Fontes?
e que pouco ou nada tem a ver com a original
Como é que era "o original"? Faça uma listagem dos pontos onde a Mensagem Bíblica actual difere da mitológica "original", e justifique a resposta. Depois disso, diz-nos como é que ele sabe que esse "original" (que s´´o ele tem acesso) foi "preservado".
passa pela interpretação de homens totalmente despreparados para tirarem algo de útil de um texto histórico.
TODOS os homens estão TOTALMENTE despreparados? Durante os 2000 anos de História Cristã não houve UM ÚNICO HOMEM preparado para retirar "algo de útil do Texto histórico"? Como é que sabes que o que TU dizes está correcto? Estás "totalmente preparado"?
Minha sugestão é que leia outras coisas
Outras coisas feitas pelos homens, e que foram deturpadas de tal modo que já não têm nada a ver com o origial? Essas outras coisas são de confiança? Foram elas preservadas da "interpretaçãi de homens totalmente despreparados"?
quem sabe livros sagrados de outras religiões
Escritos pelos homens, mesmo que tenham vindo de Deus? Ou esses textos foram preservados enquanto que a Bíblia não? Mas já vemos o motivo por trás desta "sugestão":
então irá perceber que todos os livros tem aquela mesma frase dizendo sempre algo parecido com: "Este livro é a verdade e todo o resto é a mentira, e este é o livro que Deus quer que você leia e siga"
TODOS os livros religiosos têm essa frase? Se sim, e depois? O facto de várias fontes alegarem a mesma coisa significa que todos estão erradas? Não há a possibilidade duma estar certa e as outras erradas? Se não, porque não?

O que o historicamente ignorante quer dizer é que a Bíblia é falsificada não por aquilo que ela defende, mas sim por aquilo que os outros têm em comum com a Bíblia. Ou seja, pontos comuns entre a Bíblia e outros livros é algo de mau para a Bíblia. Se o que a Bíblia e essas outras fontes têm em comum é factual ou não, é irrelevante, para este comentador. 

Isto parece sugerir a tese de que, para a Bíblia ser realmente a Palavra de Deus, ela tem que fazer alegações únicas e não-presentes em mais lugar nenhum do universo. Por exemplo, se a Bíblia diz que o Hititas viveram a Norte da Terra de Israel, e nós encontramos isso confirmado ou aludido em outras fontes religiosas, então tanto a Bíblia e essa outra fonte estão erradas. Para este jovem o facto da Bíblia alegar algo é evidência de que essa alegação é falsa. Ele não justifica esta linha de pensamento: ele diz que e assim, e pronto.
Talvez isso te faça ter um ponto de vista melhor sobre questões religiosas.
Como é que sabes que o ponto de vista que a co-editora deste hoje está errado e o teu certo? De onde retiraste a opinião de que o que te ensinaram está certo e "preservado", enquanto que o que nós Cristãos recebemos está pervertido para além daquilo que era o "original"? 

Já agora, não te esqueças de dizer onde está esse "original". Como era ele? Estava preservado da "interpretação de homens totalmente despreparados"?

Ficamos à espera.