................................
................................
Versão integral:
(1) Everyone will exist eternally either in heaven or hell (Daniel 12:2,3; Matthew 25:46; John 5:28; Revelation 20:14,15).
(2) Everyone has only one life in which to determine their destiny (Hebrews 9:27).
(3) Heaven or hell is determined by whether a person believes (puts their trust) in Christ alone to save them (John 3:16, 36, etc.).
(1) Hell was designed originally for Satan and his demons (Matthew 25:41; Revelation 20:10).
(2) Hell will also punish the sin of those who reject Christ (Matthew 13:41,50; Revelation 20:11-15; 21:8).
(3) Hell is conscious torment.
(4) Hell is eternal and irreversible.
(1) The second chance view – After death there is still a way to escape hell.
Answer: “It is appointed unto men once to die and after that the judgment” (Hebrews 9:27).
(2) Universalism – All are eternally saved.
Answer: It denies the truth of salvation through Christ which means that a person decides to either trust in Christ or else he/she rejects Christ and goes to hell (John 3:16;3:36).
(3) Annihilationism – Hell means a person dies like an animal – ceases to exist.
Answer: It denies the resurrection of the unsaved (John 5:28, etc. – see above). It denies conscious torment (see above).
(1) A loving God would not send people to a horrible hell.
Response: God is just (Romans 2:11).
(2) Hell is too severe a punishment for man’s sin.
Response: God is holy-perfect (1 Peter 1:14,15).
Our curiosity about the abode of the dead is not completely satisfied by biblical terms or verses. What we do know is that either eternal torment in hell or eternal joy in heaven awaits all people after death, based on whether they trust in Christ’s payment for sin or reject Christ.
E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu, também, o rico, e foi sepultado. E no Hades ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.
E, clamando, disse:
Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.Disse, porém, Abraão:
Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em vida, e Lázaro somente males; e, agora, este é consolado, e tu atormentado; E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que, os que quisessem passar daqui para vós, não poderiam, nem tão-pouco os de lá passar para cá.E disse ele:
Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes a casa do meu pai, Pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho; a fim de que não venham, também, para este lugar de tormento.Disse-lhe Abraão:
Têm Moisés e os profetas: ouçam-nos.E disse ele:
Não, pai Abraão; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.Porém Abraão lhe disse:
Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão-pouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.
Façam um esforço de memória em relação às parábolas. Tentem-se lembrar duma parábola onde o Filho de Deus tenha usado um nome real na identificação dumas das personagens. Quantas conseguem listar?
Claro isto até pode ser uma parábola, mas mesmo que seja, há uma coisa que é preciso levar em conta: o Filho de Deus não diz mentiras nas Suas parábolas.
Há muitas interpretações que podem ser feitas a isto, mas provavelmente a mais importante é: Deus lembra-Se de ti apesar das dificuldades que possas estar a atravessar na tua vida. O mundo pode olhar para ti de forma arrogante, mas Aquele a Quem todos nós temos que prestar contas (Hebreus 4:13) tem Um Livro onde Ele tem escrito os nomes daqueles que estão remidos pelo Sangue do Cordeiro.
Se o teu nome está lá, não te preocupes com o que o mundo te diz. Quer morramos que vivamos, somos do Senhor (Romanos 14:8).
Agora, se o teu nome não está escrito no Livro da Vida, tens que fazer alguma coisa em relação a isso antes de teres o encontro com o teu Criador.
Naquele tempo não havia fotografias e máquinas de filmar; como é que ele sabia da aparência de Abraão mesmo havendo uma diferença de (pelo menos) séculos entre um e outro? Isto tem muito a ver com o tipo de percepção que adquirimos quando a nossa alma é separada do corpo. Vejam este vídeo.
O tormento era tão terrível que apenas uma gota de água seria uma preciosidade. Que tipo de lugar é este?
Uma vez morto, o destino está selado para sempre.
Isto é uma aviso sério que Deus deixa para nós, hoje. A tua família já serve a Deus? O que é que temos feito para que eles tenham o seu nome escrito no Livro da Vida? Se os irremediavelmente perdidos se preocupam com isso, quanto mais nós.
Alcança-os enquanto há tempo. Escreve, testemunha, dá exemplo, perdoa, passa tempo com eles, dá-lhes literatura Cristã, mas.... faz-lhes saber que o Dia do Julgamento aproxima-se e eles não estão cobertos pela Graça de Deus.
Esta é talvez uma das maiores revelações que Deus nos deixou com este evento. O que o nosso Pai Abraão nos diz de forma bem aberta é que a Bíblia é o maior milagre que Deus deixou ao mundo. Se as pessoas não acreditam na Palavra Escrita, eles não irão acreditar na Palavra Feita Carne, mesmo que Ele volte dos mortos (como Ele fez).
Milagres por si só, não transformam um coração em pecado num coração arrependido; os milagres podem atrair as pessoas à Palavra de Deus, mas é a Palavra que regenera os arrependidos.
Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hebreus 4:12)Tendo por base a Palavra de Deus, podemos ficar cientes de que todos aqueles que pedem "um sinal do céu" para acreditar em Deus 1) ou estão enganados em relação a Quem Deus é, 2) ou estão a mentir. Quem nos dá autoridade para pensar assim é, como dito em cima, Deus.
A nossa função não é atrair pessoas para milagres mas sim atrair pessoas para a Palavra de Deus. Se a Palavra não os transformar, então nada o fará.
Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes, medita nele, dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho, e, então, prudentemente te conduzirás. (Josué 1:8)
http://www.bible-teaching-
That’s right. Hell is a real place. In the New Testament Hades is referred to as a definite place 10 times (Matthew 13:42; 16:18; Revelation 1:18; 6:8; 20:13, 14; Luke 10:15; 16:23; Acts 2:27, 31). Hades is probably a temporary holding jail for those awaiting final judgment (Revelation 20:13, 14).
The final place of torment is variously described as “furnace of fire...lake of fire…prison…abyss…tartarus” (Matthew 13:42; Revelation 20:14, 15; 1 Peter 3:19; Luke 8:31; 2 Peter 2:4).
Another word Jesus used to describe the final prison for the Satan, his angels, and all unsaved people is Gehenna. It is used 12 times in the NT. He called it a place of eternal fire, and a fiery hell (Matthew 18:8, 9).
Taken together, all these references indicate a localized place. Hell exists. But, what are the conditions of that wretched place – according to the Bible?
Jesus made a very somber declaration regarding who would inhabit Hell, the length, and nature of their existence. Jesus said, “Then He will also say to those on His left, ‘Depart from Me, accursed ones, into the eternal fire which has been prepared for the devil and his angels…And these will go away into eternal punishment, but the righteous into eternal life’” (Matthew 25:41, 46).
Literally, the word is “abyss” which is something of immeasurable depth (cf. Revelation 9:1, 2, 11; 20:1, 3; 11:17; 17:8; Luke 8:31). In Revelation 9:1 the inhabitants are described as “locusts,” which probably refer to demonic beings, and the place belches dark smoke. The picture points to fire, danger, destruction, loss, and heat.
John describes the experience of many, “and he (they) will be tormented with fire and brimstone in the presence of the holy angels and in the presence of the Lamb. And the smoke of their torment goes up forever and ever; and they have no rest day and night” (Revelation 14:10, 11; cf. 20:10).
How could a loving God get this angry? I don’t know, but I know He is God, and He can do whatever he wants. I guess another way to look at it is how can a just God not punish sin? Paul said, “You are storing up wrath for yourself in the day of wrath” (Romans 2:5). John echoes the theme, “but the wrath of God abides on him” (John 3:36).
We are told that, “Satan will be released from his prison” (Revelation 20:7; cf. 20:1-3). In no way can a prison conjure up pleasant images.
John writes, “And death and Hades were thrown into the lake of fire. This is the second death, the lake of fire” (Revelation 20:14). It gets worse.
Paul writes, “And these will pay the penalty of eternal destruction, away from the presence of the Lord and from the glory of His power” (2 Thessalonians 1:9). Punishment is not temporary, nor annihilation, but eternal and conscious. The impact of destruction, or ruin, could not be eternal if the penalty was merely annihilation. Destruction, in this context, means punishment. The nature of the destruction is defined as being away from the presence of Christ and His power.
Mark wrote, “but whoever blasphemes against the Holy Spirit never has forgiveness, but is guilty of an eternal sin” (Mark 3:29). This speaks of the hopelessness of the place. Never will there be forgiveness. Once there, it is too late.
The Bible states, “but the sons of the kingdom shall be cast out into the outer darkness; in that place there shall be weeping and gnashing of teeth” (Matthew 8:12; cf. 2 Peter 2:17). Sorrow and pain are pictured here.
Mark records Jesus’ words regarding the denizens who, “go into hell, into the unquenchable fire…where their worm does not die, and the fire is not quenched. For everyone will be salted with fire” (Mark 9:43, 48, 49). The thought of salt is this: just as salt preserves, so the sinner will be preserved eternally in their punishment.
Vivid imagery. Jesus describes hell as a place, “where their worm does not die” (Mark 9:48). We have before us the scene of Gehenna, the city dump of Jerusalem, with maggots eating the dead bodies of animals and filthy garbage.
Let the Bible speak, “And the devil who deceived them was thrown into the lake of fire and brimstone…and if anyone’s name was not found written in the book of life, he was thrown into the lake of fire” (Revelation 20:10, 15cf. 21:8, 27; 22:11).
According to Jesus (Luke 16:23-31), people will see, hear, talk, understand, feel, and remember. However, the activities will be awful. This is where the character of Satan, demons and the unsaved will be confirmed (Revelation 22:11, 15).
We must know that sinners would be miserable in heaven. In heaven there is no lying, robbery, torture, and raping – bad things. However, this is the constant activity of hell. Killers will still be killers, liars will still lie. Wickedness will reign. The neighbors will be folks like Hitler, Stalin, Satan, and demons. Not a nice neighborhood to live in.
I have used several terms to describe the nature of hell. Question: are these words figures of speech, or, are we to take them literal? It is uncertain. I hope it is literal. Why? Because figurative language is a miniature symbol of what cannot be fully expressed in normal words.
A symbol is less, not greater than the reality pictured. In other words, if these words are only symbols, then the actual reality is far greater.
With these words, Esmie and I urge you to take seriously the biblical teaching of Hell. Take comfort in your position in Christ and its guarantee of Heaven. If you are not a Christian, then please go to the study on salvation (link) and make your decision now.
Dr. Willis and Esmie Newman
Confia em Jesus Cristo hoje! Isto é o que tens que fazer:
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23)
"Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram." (Romanos 5:12)
"Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós." (1 João 1:10)
Jesus disse: "Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis." (Lucas 13:5)"Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam" (Actos 17:30)
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)
"Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós." (Romanos 5:8)
"pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação." (Romanos 10:10)
"Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Romans 10:13)
O que orar: Querido Deus, eu sou um pecador e eu preciso de ser perdoado. Eu já menti na minha vida. Eu já roubei, já tive maus pensamentos, já fui desobediente aos meus pais, já me relacionei intimamente com a minha namorada/meu namorado, e sei que isso vai contra a Tua Lei. Sei também que todos aqueles que tais coisas façam vão ser lançados no fogo do inferno se não se arrependerem. Hoje tomo a decisão de mudar de vida. Eu acredito que o Senhor Jesus Cristo derramou o Seu Precioso Sangue e que morreu pelo meu pecado. Estou disposto a afastar-me do pecado. Eu convido agora o Senhor Jesus Cristo a vir para o meu coração e para a minha vida, e a tornar-Se No meu Salvador. |
"Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da Verdade. (2 Timóteo 2:15)
"Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e Luz para o meu caminho." (Salmo 119:105)
"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;" (Mateus 28:19)
"não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10:25)
"Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (2 Timóteo 3:16)
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15)
"Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" (1 Coríntios 9:16)
"Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego" (Romanos 1:16)

Na última quinta-feira, 31, a cantora pop Lady Gaga discutiu comum jovem que estava entregando panfletos com mensagens religiosas na porta no estádio onde ela se apresentaria.
Gaga estava chegando ao local quando foi abordada pelo rapaz que lhe entregou um cartão com os dizeres: “Passe livre para sair do inferno”. A cantora ficou indignada e começou a questionar o que o jovem cristão estava fazendo no local, indagando se para sair do inferno bastava apenas imprimir cartões.
O caso foi relatado pela cantora no meio do show, ela disse que depois de questioná-lo ele se irritou e disse que ela iria para o inferno. Nervosa, Lady Gaga respondeu: “Então abram os portões, pois todos eles [os fãs] irão comigo!”
Assista ao relato da cantora durante a apresentação (em inglês):
►Fonte◄
| por Sinclair Ferguson |
Dr. Sinclair Ferguson é nascido na Escócia, obteve seu PhD pela Universidade de Aberdeen. Atualmente pastoreia a First Presbyterian Church (Primeira Igreja Presbiteriana), em Columbia, na Carolina do Sul e serve como professor de Teologia Sistemática no Westminster Theological Seminary, na Filadéfila (EUA). Ferguson é autor de diversos livros e atua como preletor em conferências, seminários e igrejas em diversos países.
Falar sobre o inferno significa falar sobre coisas tão impressionantes, que isso não pode ser feito com tranqüilidade.
No entanto, o inferno existe. Esse é o testemunho das Escrituras, dos apóstolos e do próprio Senhor Jesus. Aquilo que é emocionalmente intolerável também é verdade – e nisso está o seu terror.
Cumpre ao pastor cristão familiarizar-se com o ensino sobre o inferno, sentir a sua importância, pregar sobre ele e aconselhar seu rebanho em relação ao seu significado e suas implicações.
PECAMINOSIDADE REVELADA
O pregador fala como alguém consciente de que ele mesmo tem de apresentar-se diante do tribunal de Cristo: “Importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5.10). Talvez mais do que qualquer outra coisa, isso tem de se tornar a atmosfera a partir da qual os servos de Deus abordam suas tarefas como pregadores e pastores. Eles comparecerão no tribunal de Cristo. Somente aqueles que estão plenamente cônscios de que se apresentarão diante do tribunal de juízo podem falar com um senso de relevância sobre as questões da vida e da morte, do céu e do inferno.
É nesse ponto que aprendemos para nós mesmos a terrível revelação de nossa pecaminosidade. E isso, por sua vez, nos capacita a enfatizar três coisas essenciais à nossa pregação.
• A justiça de Deus
• A pecaminosidade de nosso pecado
• A absoluta justiça da condenação de Deus sobre nós
A menos que estabeleçamos esses princípios coordenados e os inculquemos na mente e consciência de nossos ouvintes, há pouca probabilidade de que lhes impressionaremos com a pregação sobre o inferno.
Todo membro da raça humana decaída precisa ter colocada diante de si a total e radical inescusabilidade do pecado e da absoluta justiça da condenação da parte de Deus. Somente assim o homem caído pode levar e levará a sério o inferno. A pregação dessas verdade tenciona remover a cegueira, despertar e aguçar a consciência dormente. Do contrário, persistimos em nossa suposição de que, não importando o destino que sobrevenha a outros (um Nero, um Hitler ou um Idi Amin), nós mesmos estamos seguros em relação à condenação divina.
O QUE DEVEMOS PREGAR SOBRE O INFERNO?
Então, o que devemos pregar sobre o inferno? Há várias coisas que precisamos afirmar.
1. O inferno é real.
Uma das características da pregação de Jesus foi advertir quanto a perspectiva do inferno, assim como lhe foi característico falar sobre os elevados privilégios do céu. Pelo menos para ele o inferno era tão real quanto o céu.
2. O inferno é descrito vividamente nas passagens do Novo Testamento.
No decorrer dos séculos, os teólogos têm debatido se o vocabulário bíblico referente ao inferno deve ser tomado literal ou metaforicamente. Minha opinião é que, em qualquer aspecto do ensino bíblico em que várias descrições contêm elementos que se encontram em tensão com outros, essas descrições são provavelmente metafóricas. Mas, havendo dito isso, precisamos afirmar também – e este é um fato crucial – que as metáforas são empregadas precisamente para descrever realidades maiores do que elas mesmas.
O inferno é uma esfera de separação e privação, de sofrimento e punição, de trevas e destruição, de desintegração e perecimento. O vocabulário do Novo Testamento inclui: trevas exteriores, choro e ranger de dentes, destruição do corpo e da alma, fogo eterno, fogo do inferno, condenação do inferno, perder a vida eterna, a ira de Deus, eterna destruição longe da presença do Senhor, perecer, separação, negridão das trevas.
O que o pregador deve fazer com essa linguagem? Deve fazer exatamente o que fazemos com qualquer linguagem bíblica: usá-la até aos limites de seu significado no texto, nem mais, nem menos. Em particular, a palavra “eterno” ressalta a magnitude do que está em vista. Essa condição não é somente uma condição de separação de Deus e desintegração de tudo que é agradável; é tudo isso com duração perpétua e permanente. Foi isso que levou Thomas Brooks, grande pregador do século XVII, a clamar em palavras que encontramos também nos lábios de seus contemporâneos:
Oh! esta palavra eternidade, eternidade, eternidade! Esta palavra eterno, eterno, eterno! Esta palavra para sempre, para sempre, para sempre, espedaçará o coração dos condenados em inúmeras partes... No inferno, os pecadores impenitentes terão fim sem fim, morte sem morte, noite sem dia, lamento sem consolo, tristeza sem alegria e escravidão sem liberdade. Os condenados viverão por tanto tempo no inferno quanto Deus mesmo viverá no céu.
3. O inferno, embora preparado par o Diabo e seus anjos, é compartilhado por seres humanos.
O inferno é o deserto da humanidade, habitado por aqueles que rejeitam a Cristo e sua revelação. Aqueles que não pertencem ao reino de Deus estão lá: “Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Ap 22.15; cf. 1 Co 6.9). O homem rico está lá (Lc 16.19-31); aqueles que não amaram os irmãos de Cristo estão lá (Mt 25.41-46); alguns que profetizaram, expulsaram demônios, realizaram milagres em nome de Cristo estão lá (Mt 7.21-23); “os que não conhecem a Deus e... não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” estão lá (2 Ts 1.8); Judas Isacriotes está lá (At 1.25), porque melhor lhe fora não haver nascido (Mt 26.24); o Diabo e seus anjos, a besta e o falso profeta estão lá, “atormentados... pelos séculos dos séculos” (Ap 19.19-20; 20.10, 15).
A perspectiva desse juízo é tão terrível que, ao ser revelado:
Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se? (Ap 6.15-17)
De fato, isso é muito terrível para ser contemplado – é mais terrível do que o vocabulário usado para descrevê-lo, assim como o céu é mais glorioso do que nossas palavras talvez possam descrever.
Como milhões de outras pessoas, assisti em 11 de setembro de 2011, com horror e presságio, em tempo real, pela televisão, no Reino Unido, ao segundo avião se chocando nas Torres Gêmeas, em Nova Iorque; e, depois, vi os prédios caindo em escombros, enquanto as pessoas corriam para salvar sua vida. Foi um dos mais horríveis acontecimentos que testemunhamos “ao vivo”. Enquanto eu assistia ao acontecimento, perguntei-me: que tipo de horror cataclísmico faria homens fortes correrem para aqueles escombros cadentes a fim de acharem proteção, preferindo esse holocausto à ira do Cordeiro?
4. O mais importante em expormos e aplicarmos o ensino bíblico sobre o inferno é isto: temos de enfatizar que há um caminho de salvação. Há um lugar de abrigo para nos escondermos da ira do Cordeiro.
O evangelho não é essencialmente uma mensagem sobre o inferno. Contudo, não podemos ser fiéis às Escrituras se não pregamos sobre o inferno pela simples razão de que o próprio evangelho não pode ser entendido sem a realidade do inferno.
“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós” (2 Co 5.21). Em resumo, o evangelho é isto: Cristo tomou o nosso lugar, levando sobre si o nosso pecado, provando o nosso julgamento, morrendo a nossa morte – para que compartilhemos do seu lugar, sejamos vestidos de sua justiça, provemos sua vindicação e experimentemos sua vida.
No entanto, ser feito pecado implica sujeição à condenação de Deus e ao justo juízo da punição do inferno. De fato, essa é maneira como o Novo Testamento (sempre à luz do Antigo) vê o significado da morte de Jesus.
O QUE OS PASTORES PRECISAM PARA PREGAR SOBRE O INFERNO?
É nesse contexto que a pregação sobre o inferno faz parte da pregação do evangelho. Quando entendemos que isso é o que a morte de Cristo significa, quando isso domina nossa alma, começamos a ver o modelo da pregação dos apóstolos reproduzida em nosso próprio ministério. Assim, constrangidos pelo amor, temos algumas implicações.
1. Coragem e compromisso
Pregar sobre o inferno exige coragem e compromisso. Coragem é necessária porque em alguns contextos contemporâneos apenas uma menção do inferno é suficiente para garantir a acusação de que temos um espírito severo e mente intolerante.
Compromisso é necessário porque esse ministério exige um desejo de viver para Cristo (2 Co 5.15) e de ver homens e mulheres vindo a Cristo. E isso é superior ao nosso desejo natural por segurança e popularidade. Não é possível ser apreciado por pregar a verdade sobre o inferno (embora seja possível, de modo paradoxal e com gratidão, ser amado por pregá-la).
2. Uma perspectiva verdadeiramente bíblica
A humanidade pecaminosa olha naturalmente para a vida por meio da extremidade errada do telescópio. Para eles, o tempo é longo, e a eternidade, curta; esta vida é extensa, e a vida por vir, breve; este mundo é real, e o mundo por vir, irreal. Isso é o que significa viver kata sarka(“segundo a carne”), e não kata pneuma (“segundo o Espírito” – Rm 8.4). Todavia, os olhos do cristão foram abertos e estão fixos em Cristo e na eternidade.
Um cristão olha para vida à luz do destino ao qual ela conduz e vê cada pessoa nesse contexto. As famosas palavras escritas por volta de 1834 pelo ainda jovem, mas que morreria em breve, Robert M’Cheine expressam bem esse ponto de vista e suas implicações: “Enquanto andava pelos campos, sobreveio-me, com poder quase avassalador, o pensamento de que cada pessoa de meu rebanho estará em breve no céu ou no inferno. Oh! como desejei que tivesse uma língua semelhante a um trovão, para que fizesse todos ouvir; ou que tivesse uma estrutura física como que de ferro, para que visitasse cada um deles e lhe dissesse: fuja, por amor à vida”. Por trás de todos que conhecemos e encontramos está a sombra do julgamento.
Sabendo isso, como podemos nos manter em silêncio – ou em covardia? Só podemos fazer isso se nós mesmos vivemos em negação da realidade que sabemos foi revelada no evangelho.
3. Uma profunda consciência de nossa vocação
“Deus... nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação... e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2 Co 5.18-20).
O pregador cristão é um devedor porque, por meio de Cristo, ele mesmo foi liberto do juízo vindouro. Ele é um mordomo porque a mensagem de reconciliação lhe foi confiada. Ele tem de empregar os recursos providos por seu Senhor, não para diminuir, nem para acrescentar, nem para transformá-los. Ele é, também, um embaixador cuja tarefa consiste em representar sempre seu Senhor e anunciar fielmente a sua mensagem.
Essa é a razão por que nossas próprias desculpas jamais devem prevalecer (“Eu não sou esse tipo de pregador”; “a congregação não receberia bem essa mensagem”; “as pessoas não levam mais essas coisas muito a sério”; “estamos vivendo numa época em que esse tipo de ênfase não atrai as pessoas para Cristo”).
Quando Robert M’Cheyne encontrou-se com seu querido amigo Andrew Bonar numa segunda-feira e perguntou-lhe o que havia pregado no dia anterior, recebeu esta simples resposta: “O inferno”. Em seguida, perguntou-lhe mais: “Você pregou com lágrimas?”
CONCLUSÃO:
Portanto, somos chamados a pregar como representantes de Cristo: pregar com equilíbrio bíblico, com um foco cristocêntrico, com a humanidade daqueles que reconhecem sua própria necessidade de graça perante o tribunal de Cristo, com uma disposição de sofrer à luz da glória vindoura, com amor e compaixão em nosso coração e de um modo que recomenda e adorna a doutrina de Deus, nosso Salvador.
(Este artigo é uma condensação do capítulo “Pastoral Theology: The Preacher and Hell”, escrito por Sinclair Ferguson e publicado no livro Hell Under Fire: Modern Scholarship Reinvents Eternal Punishment, editado por Christopher W. Morgan e Robert A. Peterson. Copyright © 2004 Christopher W. Morgan e Robert A. Peterson. Usado com permissão de Zondervan.)
Fonte: Fiel