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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Hipatia e a ignorância histórica dos militantes ateus


Parece que alguns mitos pseudo-históricos sobre a História da ciência estão em vias de receber uma injecção no braço, muito graças a um novo filme com o nome "Agora", do realizador Chileno Alejandro Amenabar. Normalmente, eu ficaria contente por haver alguém que faz um filme centrado em eventos do século 5º (pelo menos um que não seja outra fantasia ao estilo do "Rei Artur"). Afinal, não se dá o caso de haver uma falta de histórias memoráveis dessa altura para contar. E normalmente eu ficaria ainda mais contente se eles se dessem ao trabalho de fazer as coisas de modo a que realmente tivessem a aparência do século 5º, em vez de assumirem que, como os eventos ocorrem dentro do Império Romano, todas as pessoas têm que andar de togas, ter cortes de cabelo e lorica segmentata. E eu ficaria especialmente contente se eles não só estivessem a fazer estas duas coisas, mas tivessem também Rachel Weisz no papel principal visto que ela é uma excelente actriz e, convenhamos, é bem bonita.

Então porque é que eu não estou contente? Porque Amenabar escolheu escrever e dirigir um filme em torno da filósofa Hipatia, e perpetuar alguns mitos veneráveis do Iluminismo ao transformá-los numa história em torno da ciência versus fundamentalismo.

Como ateu, claramente não sou fã do fundamentalismo - mesmo da variedade com 1500 anos (embora as manifestações modernas tendem a ser aquelas que nós temos que manter um olhar mais atento). E como um historiador da ciência amador, fico mais do que contente com a ideia dum filme que passa a mensagem de que, sim, havia uma tradição de pensamento científico antes de Mewton e de Galileu. Mas Amenabar pegou na (sem dúvida, fascinante) história do que ocorria em Alexandria durante a vida de Hipatia e transformou-a numa desenho animado, distorcendo a História durante este processo. 

O que se segue foi retirado da conferência de imprensa feita de forma a coincidir com a exibição do filme em Cannes esta semana:
Desempenhada pela actriz Britânica vencedora dum Óscar, Rachel Weisz, no filme Hipatia é perseguida pelo facto da sua ciência colocar em causa a fé Cristã, como também pelo facto do seu estatuto como uma mulher influente. Desde confrontos sangrentos até aos massacres, a cidade descende para um estado de contenda intra-religiosa, e os Cristãos vitoriosos viram as suas costas ao rico legado cientifico defendido por Hipatia.
Portanto, é-nos dada a teoria de que Hipatia foi vítima de perseguição e, assumo eu, morta por causa da "sua ciência . . . ao colocar em causa a fé Cristã". E porquê ter um filme com apenas um mito histórico quando se pode ter um filme com dois mitos históricos? "Agora" começa com a destruição da segunda Biblioteca de Alexandria, levada a cabo por Cristãos e por Judeus - depois da primeira famosa Biblioteca ter sido destruída por Júlio César.

Pelo menos ele fez o seu trabalho de casa de modo suficiente para se aperceber que o declínio da Grande Biblioteca foi um deterioramento longo e lento - e não um evento catastrófico singular. Mas mesmo assim, ele agarra-se ao mito de Gibbon de que uma turba Cristã foi de alguma forma responsável. E de uma forma inteligente, ele inventa uma "segunda biblioteca de Alexandria" de modo a que ele possa responsabilizar os Cristãos.

Naturalmente, tudo isto tem uma moral inevitável:
O director disse também que ele via o filme como uma parábola da crise na Civilização Ocidental. "Digamos que o Império Romano são os Estados Unidos de agora, e Alexandria é o que a Europa é hoje - a antiga civilzação e o antigo background cultural. E o império está em crise, crise que afecta todas as provincias. Estamos a falar duma crise social, crise económica, obviamente, e crise cultural. Algo não se ajusta na nossa sociedade. Sabemos que algo irá mudar - não sabemos bem o quê ou como, mas sabemos que algo está a chegar ao fim."
Os limites desta analogia não são bem claros. Se a Europa é Alexandria e os EUA são Roma, quem é Hipatia? E quem são os fundamentalistas assassinos? Suspeito que a resposta seja "os Muçulmanos". O artigo do jornal La Times sobre a exibição do filme parece ser dessa opinião:
O filme é ainda mais convincente quando Amenabar revela a civilização de Alexandria, outrora estável, a ser sobrepujada pelo fanatismo (provavelmente porque os zelotas Cristãos, barbudos e vestidos com robes pretos que roubam a Biblioteca e ocupam a cidade, terem uma inquietante semelhança com os ayatollas e os Talibás de hoje).
Por mais longe que Amenabar queira avançar com a sua parábola, a sua mensagem geral é clara - Hipatia era a racionalista e a cientista e foi morta por fundamentalistas que se sentiam ameaçados com o conhecimento e com a ciência; e isto deu início à Idade das Trevas.

HIPATIA O MITO

Não se dá o caso de haver algo de novo ou original nisto - há já algum tempo que Hipatia tem sido usada como uma mártir pela ciência por aqueles que não querem de maneira nenhuma estar associados com uma apresentação correcta da História. Tal como Maria Dzielska detalhou no seu estudo de Hipatia, na história e como mito, "Hipatia de Alexandria", virtualmente todas as eras desde a sua morte que ficaram a saber da história, apropriaram-se dela e fizeram as coisas de modo a que esta história servisse para algum propósito polémico.
Perguntam quem foi Hipatia e irão algo do tipo "Ela era aquela filósofa pagã que foi rasgada em pedaços por monges (ou, de uma forma mais geral, por Cristãos) em Alexandria, no ano de 415". Esta resposta padrão irá basear-se não em fontes antigas, mas sim em literatura histórica e de ficção . . . A maior parte destes trabalhos representam Hipatia como uma vítima inocente do fanatismo nascente do Cristianismo, e o seu assassinato como uma proibição da liberdade de investigação (Dzielska, p. 1)
Se alguém me perguntasse isto quando eu tinha 15 anos, provavelmente esta seria a minha resposta visto que eu tinha ouvido falar de Hipatia largamente graças ao astrónomo Carl Sagan e da sua série de TV "Cosmos". Ainda tenho um fraco tanto por Sagan como pela série "Cosmos" visto que - tal como muitos jovens da altura - despertou o meu amor não só pela ciência, mas para uma tradição humanista da ciência e pela perspectiva histórica do assunto que a tornou muito mais acessível para mim do que fórmulas secas.

Mas as popularizações de qualquer tópico podem criar impressões erradas, mesmo quando o escritor está bem seguro do seu material. E embora Sagan fosse, normalmente, bastante sólido na sua ciência, a sua história era distintivamente mais vacilante, especialmente quando ele tinha um ou mais carrinhos de mão para empurrar.

O capítulo final do livro "Cosmos" é onde Sagan empurra alguns carrinhos de mão. De modo geral, o seu objectivo era admirável - ele ressalva a fragilidade da vida e da civilização, faz algumas condenações à proliferação nuclear - muito relevante e bem sensível nas profundezas da Guerra Fria dos anos 80 - e faz um apelo racional e humanista para a conservação da visão a longo termo para a Terra, para o ambiente e para a nossa herança intelectual. É por esta altura que ele conta a história de Hipatia como uma parábola de advertência; uma história que ilustra o quão frágil a civilização é e o quão facilmente ela pode sucumbir perante as forças da ignorância e da irracionalidade.

Depois de descrever as glórias da Grande Biblioteca de Alexandria, ele nomeia Hipatia como a sua "última cientista". Ele ressalva então que o Império Romano se encontrava em crise e que "a escravatura havia enfraquecido a antiga civilização da sua vitalidade"; isto não deixa de ser um comentário curioso se levarmos em conta que o mundo antigo sempre se fundamentou na escravatura, o que torna difícil ver como foi que esta instituição subitamente começou a "enfraquecer" a sua "vitalidade" no século Quinto. Depois disto, ele chegou ao ponto principal da sua história:
Cirílo, o Arcebispo de Alexandria, despreza Hipatia devido à sua amizade próxima com o governador Romano, e porque ela era um símbolo de aprendizagem e ciência que se encontrava largamente identificada por parte da igreja primitiva com o paganismo. Correndo um grande risco pessoal, ela continuou a ensinar e a publicar, até que no ano 415, enquanto caminhava para o seu local de trabalho, foi emboscada por uma multidão fanática de paroquianos de Cirilo. Eles arrastaram-na para fora da sua carruagem, tiraram as suas roupas, e, armados com conhas de abalone, esfolaram a carne dos seus ossos. Os seus restos mortais foram enterrados, o seu trabalho destruído, e o seu nome esquecido. Cirílo foi santificado. (Sagan, página 366)

Palpito que não fui o único leitor impressionável que achou esta história comovente. Um leitor do estudo de Dzielska, que refuta a versão que Sagan propaga, escreveu um comentário esbaforido na Amazon.com onde declarou:
Cheguei ao conhecimento de quem foi Hipatia através da série de televisão "Cosmos", de Carl Sagan. Ela foi frequentemente representada como um pilar da sabedoria numa era de dogma crescente. Ao contrário de Sócrates, sabemos muito menos sobre ela, sobre a sua vida e os seus ensinamentos. Ela é lembrada precisamente como uma mártir que foi sacrificada e não executada por uma multidão Cristã literalista inspirada pelo "São" Cirílo visto que aparentemente ela era vista por parte de algumas figuras religiosos e políticas como uma ameaça para o Cristianismo e para a teologia.
Isto na verdade leva-me a questionar se eles chegaram a ler o livro de Dzielska.

Embora Sagan seja o mais conhecido propagandista da ideia de que Hipatia era uma mártir da ciência, ele apenas estava a seguir uma venerável tradição polémica que tem as suas origens no livro de Gibbon "Declínio e Queda do Império Romano":
Espalhou-se um rumor entre os Cristãos de que a filha de Theom era o único obstáculo para a reconciliação do prefeito com o arcebispo; e esse obstáculo foi rapidamente removido. Nesse dia fatal, na temporada de santa do Quaresma, Hipatia foi arrancada da sua carruagem, despida, arrastada para a igreja, e chacinada de forma desumana às mãos de Pedro o Declamador e uma tropa de fanáticos selvagens e impiedosos; a sua carne foi raspada dos seus ossos com conchas afiadas de ostras e os seus membros trémulos entregues às chamas.
Tal como Gibbon, Sagan faz uma ligação entre a história do assassinato de Hipatia com a ideia de que a Grande Biblioteca de Alexandria foi incendiada por outra multidão Cristã. De facto, Sagan apresenta os dois eventos como se eles tivessem sido subsequentes, declarando que "Os últimos vestígios [da Biblioteca] foram destruídos pouco depois da morte de Hipatia" (p. 366) e que "quando a multidão chegou . . . para incendiar a Biblioteca não havia ninguém para os impedir." (p. 365)

Nas mãos de Sagan e de outros, tanto a história de Hipatia como a destruição da Biblioteca são contos de advertência sobre o que pode acontecer se baixarmos a guarda e permitir que os fanáticos destruam os defensores e repositores da razão.

A GRANDE BIBLIOTECA E OS SEUS MITOS.

Sem dúvida que esta é uma parábola poderosa. Infelizmente, ela não está de acordo com a história tal como ela ocorreu. Para começar, a Grande Biblioteca de Alexandria já não existia durante a época de Hipatia. Não é bem claro quando e como ela foi destruída, embora o fogo causado pelas tropas de Júlio César em 48 Antes de Cristo seja a causa mais provável. É também bem mais provável que este e outros fogos tenham feito parte do longo processo de declínio e degradação da colecção.

Curiosamente, dado que sabemos tão pouco sobre ela, a Grande Biblioteca de Alexandria há já muito tempo que tem sido o foco de algumas fantasias bem criativas. A ideia de que continha 500,000 ou 700,000 livros é frequentemente repetida pelos escritores modernos sem qualquer ponta de espírito crítico, embora comparações com o tamanho de outras bibliotecas antigas e estimativas em torno do tamanho necessário para a contenção duma colecção de tais dimensões tornem tal cenário pouco provável. É bem mais provável que ela tivesse cerca de 1/10 dos livros, embora continuasse a ser, de longe, a maior Biblioteca do mundo antigo.

A ideia de que a Grande Biblioteca ainda existia no tempo de Hipatia e que, como ela, foi destruída por uma multidão de Cristãos, foi popularizada por Gibbon, que nunca deixou que a História perturbasse os seus ataques ao Cristianismo. Mas Gibbon tinha em mente um templo conhecido como Serapeum, que não era de todo a Grande Biblioteca. Parece que a dada altura Serapeum tinha uma biblioteca e esta era "filha" da antiga Grande Biblioteca. Mas o problema com a versão de Gibbon é que nenhum relato da destruição de Serapeum por parte do Bispo Teófilo em 391 AD faz menção duma livraria de qualquer livro, apenas a destruição de objectos pagãos e objectos de culto:
Após solicitação de Teófilo, Bispo de Alexandria, o Imperador emitiu uma ordem para a demolição dos templos pagãos da cidade; comandou também que isso fosse levado a cabo sob direcção de Teófilo. Aproveitando esta oportunidade, Teólfilo esforçou-se ao máximo para revelar os mistérios pagãos e causar a que eles fossem alvo de desprezo. Para começar, ele causou a que o Mithreum fosse limpo e exibiu ao público os símbolos dos seus mistérios sangrentos. Depois disso, ele destruiu o Serapeum, sendo os rituais sangrentos do Mithreum posteriormente caricaturados por ele; o Serapeum foi também revelado como cheio de superstição extravagante, e ele causou a que os falos de Príapo fossem transportados pelo meio do fórum. Depois de finalizado este distúrbio, o governador de Alexandria, e comandante supremo das tropas no Egipto, ajudou Teófilo na destruição dos templos pagãos (Socrates Scholasticus, Historia Ecclesiastica, Bk V)
Mesmo os relatos hostis ao Cristianismo, tal como o de Eunápio de Sardes (que testemunhou a demolição), não fazem qualquer referência a qualquer biblioteca ou a livros a serem destruídos. E Amiano Marcelino, que aparentemente visitou Alexandria antes de 391, descreve o Serapeum e menciona que, no passado, ele havia tido uma biblioteca, indicando que por altura da sua destruição já não tinha. A realidade dos factos é que, com não menos do que 5 fontes independentes a mencionar o evento, a destruição do Sarapeum é um dos eventos melhor certificados de toda a história antiga. No entanto, nada é dito sobre a destruição de qualquer livraria ao mesmo tempo que o templo era destruído.

Mesmo assim, o mito duma multidão Cristã a destruir a "Grande Biblioteca de Alexandria" é demasiado suculento para ser resistido por alguns. Devido a isso, o mito permanece como um esteio para a argumentação de que "o Cristianismo causou a Idade das Trevas", apesar deste alegação não ter qualquer tipo de suporte. Parece que Amenabar também não conseguiu resistir - e é por isso que uma das cenas iniciais do filme mostra uma ansiosa Hipatia lutando para salvar preciosos pergaminhos antes que uma multidão aos gritos empunhando cruzes irrompesse pela porta trancada para destruir a que foi chamada de "a segunda Biblioteca de Alexandria" (presumivelmente ele fala do Serapeum). Isto ocorre bem no princípio do filme, aparentemente preparando as coisas para um conflito entre a ciência e a religião que termina com o assassinato de Hipatia. Sagan, por outro lado, coloca a destruição da Biblioteca depois do seu assassinato.

Na verdade, parece que tal destruição nunca aconteceu nem durante a sua vida e nem depois da sua vida - e que toda a ideia simplesmente é parte duma parábola mítica.

A HIPATIA DA HISTÓRIA

A verdadeira Hipatia foi filha de Theon, que ficou conhecido pela sua edição dos "Elementos" de Euclides, e pelos seus comentários de Ptolomeu, Euclides e Arato. O ano do seu nascimento é normalmente identificado como 370 AD, mas Maria Dzielska alega que isto são 15-20 anos demasiado tarde e sugere que 350 AD como o ano mais acertado. Isto faria com que ela tivesse 65 anos quando foi assassinada e desde logo o seu papel provavelmente deveria ter sido desempenhado por Helen Mirren e não Rachel Weisz. Mas isso dificultaria a venda do filme.

Ela cresceu e passou a ser uma estudiosa renomeada por mérito próprio. Ela parece ter ajudado o seu pai na sua edição de Euclídes e na edição do "Almagesto" de Ptolomeu, bem como escrevendo comentários sobre a "Aritmética" de Diofanto e as "Cónicas" de Apolónio. Tal como a maioria dos filósofos naturais do seu tempo, ela adoptou as ideias neo-Platónicas de Plotino e como tal, o seu método de ensino cobriu uma vasta gama de pessoas - pagãos, Cristãos e Judeus. 

Existem algumas sugestões de que o filme de Amenabar caracteriza Hipatia como ateísta, ou pelo menos totalmente irreligiosa, o que é altamente improvável. O Neo-Platonismo adoptava a ideia duma fonte perfeita e primária chamada "O Tal" ou "o Bem", que, durante o tempo de Hipatia, estava em todos os aspectos totalmente identificado com o Deus do monoteísmo.

Ela era admirada por muitos e pelo menos um dos seus estudantes mais ardentes foi o Bispo de Sinésio, que lhe dirigiu várias cartas chamando-a de "mãe, irmã, professora, e além disso benfeitora, e quem quer que seja honrado por nome ou por acto.", afirmando que "ela é a professora mais reverenciada" e descrevendo-a como aquela "que legitimamente preside os mistérios da filosofia" (R. H. Charles, The Letters of Synesius of Cyrene). O cronista Cristão citado em cima, Sócrates Escolástico, também escreveu dela admiradoramente:
Havia uma mulher em Alexandria chamada Hipatia, filha do filósofo Theon, que fez coisas grandes na literatura e na ciência, chegando até a ultrapassar os filósofos do seu tempo. Havendo sido bem sucedida na escola de Plato e Plotino, ela explicou os princípios de filosofia para os seus ouvintes, muitos deles provenientes de zonas distantes como forma de receberem as suas instrucções. Devido ao seu auto-domínio e à sua maneira calma, que ela havia adquirido em conseqüência do cultivo da sua mente, ela aparecia regularmente em público na presença de magistrados. E ela nem se sentia envergonhada por se fazer presente numa reunião de homens. Porque devido à sua dignidade e virtude, todos os homens a admiravam mais.(Socrates Scholasticus, Ecclesiastical History, VII.15)
Se ela, então, era admirada de tal forma, e respeitada pelos Cristãos eruditos, como foi que ela veio a ser assassinada por uma multidão de Cristãos? E mais importante ainda, será que o seu assassinato estava de alguma forma relacionado com o seu amor à ciência?

A resposta encontra-se no jogo político do princípio do século Quinto em Alexandria, e a forma como o poder dos Bispos Cristãos estava a começar a invadir o poder das autoridades civis da altura. O Patriarca de Alexandria, Cirílo, havia sido o protegido do seu tio Teófilo e tinha-lhe sucedido no bispado em 412 AD. Teófilo havia já feito a posição de Bispo de Alexandria uma posição poderosa e Cirílo havia continuado a sua política de expandir a influência da posição, invadido de modo incremental os poderes e os privilégios do Perfeito da cidade. Por essa altura, o Perfeito da cidade era outro Cristão, Orestes, que havia assumido o lugar pouco antes de Cirílo se tornar bispo.

Orestes e Cirílo rapidamente entraram em conflito devido as acções linha-dura contra as facções Cristãs mais pequenas tais como os Novacianos e a sua violência contra a enorme comunidade Judaica de Alexandria. Depois dum ataque por parte dos Judeus a uma congregação Cristã e a um pogrom retaliatório contra as sinagogas Judaicas liderado por Cirílo, Orestes queixou-se ao Imperador mas o seu pedido foi rejeitado. A tensão entre os apoiantes do Bispo e os apoiantes do Prefeito escalaram ainda mais numa cidade conhecida pelo governo das multidões e pela violência de rua politicamente motivada.

Por acaso ou por escolha, Hipatia deu por si no meio desta luta pelo poder por parte de duas facções Cristãs. Ela era bem conhecida por parte de Orestes (e provavelmente por parte de Cirílio) como uma participante proeminente na vida cívica da cidade, e era vista por parte da facção de Cirílo não só como uma aliada política de Orestes, mas também como um obstáculo para qualquer tipo de reconciliação entre os dois homens.

As tensões aumentaram ainda mais quando um grupo de monges dum mosteiro remoto do deserto - homens conhecidos pelo seu zelo fanático mas não identificados como pessoas com sofisticação politica - vieram à cidade em massa, como forma de apoiarem Cirílo, e deram início a tumultos que resultaram na comitiva de Orestes a ser apedrejada, com uma das pedras a atingir o Prefeito na cabeça. Não sendo alguém que aceitasse tais insultos, Orestes mandou que os monges em questão presos e torturados, o que levou à sua morte.

Cirílo tentou explorar a tortura e a morte dos monges, alegando que esse evento nada mais foi que um martírio por parte de Orestes. Deste vez, no entanto, os seus apelos às autoridades Imperiais foram rejeitados. Furiosos, os seguidores de Cirílo (com ou sem o seu conhecimento) vingaram-se, agarrando Hipatia na rua, como seguidora política de Orestes, torturando-a até à morte como vingança.

De modo geral, os Cristãos olharam para este evento com horror e com repulsa com Sócrates Scholasticus demonstrando de uma forma bem clara os seus sentimentos:
Hipatia foi vítima de inveja politica que existia por essa altura. Uma vez que ela tinha conversas frequentes com Orestes, foi reportado de um modo calunioso entre a população Cristã de que era ela quem impedia Orestes de se reconciliar com o bispo. Devido a isto, alguns deles apressaram-se no seu zelo feroz e fanático, cujo líder era Pedro o declamador,  emboscaram-na enquanto ela voltava para casa, arrastaram-na da sua carruagem, levaram-na para a igreja chamada Caesareum onde eles a despiram e a mataram usando azulejos [conchas de ostras]. Depois de terem rasgado o seu corpo em pedaços, levaram os seus membros mutilados para um lugar chamado Cinaron, onde eles a queimaram. Este incidente não deixou de trazer vergonha, não só para Cirílo mas para toda a igreja Alexandrina. Porque certamente nada está mais afastado do espírito do Cristianismo do que a permissão de massacres, lutas e transacções deste tipo. (Socrates Scholasticus, Ecclesiastical History, VII.15).
O que é notável nisto tudo é que em parte alguma a sua ciência ou o seu aprendizado são mencionados, excepto como base do respeito que ela recebia de pagãos e de Cristãos.

Sócrates Scholasticus termina descrevendo as suas façanhas e a estima que as pessoas tinham por ela, afirmando "Até ela foi vítima da inveja política que existia por essa altura". Dito de outra forma, apesar da sua erudição e do seu conhecimento, ela foi vítima de jogos políticos. Não há qualquer tipo de evidência de que o seu assassinato estava de alguma forma relacionado com o seu conhecimento. A ideia de que ela foi uma espécie de mártir para a ciência é totalmente absurda.

HISTÓRIA VERSUS OS MITOS. E OS FILMES

Infelizmente para aqueles que se agarram à desacreditada "tese do conflito" da ciência e da religião perpétuamente em guerra, a história da ciência tem muito poucos mártires genuínos assassinados por mãos de religiosos intolerantes. O facto dum místico e dum maluco como Giordano Bruno ser reinventado como um livre pensador cientista revela o quão frágil é a tese desses "mártires da ciência", embora aqueles que gostam de invocar estes mártires possam ter uma recaída ao alegarem que "a Inquisição Medieval queimou cientistas", apesar do facto disso nunca ter acontecido. A maior parte das pessoas nada sabe da Idade Média, e como tal, este tipo de agitar de mãos é normalmente bastante segura.

Ao contrário de Giordano Bruno, Hipatia foi uma cientista genuína e, como mulher, ela foi certamente espantosa para o seu tempo (embora o facto de outra cientista pagã, Aedisia, ter practicado ciência em Alexandria uma geração depois sem sofrer qualquer tipo de problemas revela que Hipatia estava muito longe de ser única). Mas Hipatia não foi nenhuma mártir para a sciência, e a ciência não teve nada a ver com a sua morte.

Não se sabe ainda quanto do genuíno background politico envolta da morte de Hipatia Amenabar colocou no seu filme. Espera-se que, ao contrário de Carl Sagan, todo o clima político do seu assassinato não seja simplesmente ignorado e a sua morte não seja pintada como um acto puramente anti-intelectual por parte de pessoas ignorantes, raivosas contra a sua ciência e contra a sua erudição. Mas o que está mais ou menos claro a partir das suas entrevistas e da pré-publicidade do filme, é que ele escolheu enquadrar a história em termos Gibbonianos directamente do manual da "tese de conflicto" - a destruição da "Grande Biblioteca", Hipatia vítimizada devido ao seu conhecimento, e a sua morte como um prenúncio do início da "Idade das Trevas".

Como é normal, os intolerantes e os fanáticos anti-religiosos irão ignorar as evidências, as fontes e a análise racional e resolver acreditar no apelo que Hollywood faz aos seus preconceitos. Isto leva-nos a perguntar quem são os verdadeiros inimigos do conhecimento.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Seu Lugar nas Escrituras, mulher.





Nossos dias são de muita inquietação. O Movimento Sufragista Feminino obteve sua grande vitória -- o voto das mulheres -- há alguns anos e desde então as coisas têm avançado a passos gigantescos. 


Do ponto de vista político, essa questão não deveria preocupar o cristão. Sua "política" é celestial, pois "a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Fp 3:20). Somos, contudo, naturalmente afetados pelo que nos rodeia. A anarquia no mundo tende a induzir à anarquia na igreja. Sendo assim, parece que o momento é propício para um exame deste assunto tão importante -- A mulher: seu lugar nas Escrituras.

Primeiramente, o assunto parece dividir-se em duas partes:

1. A mulher: seu lugar na natureza;
2. A mulher: seu lugar na graça.

Torna-se, contudo, impossível separar inteiramente as duas. O lugar da mulher na natureza é uma figura do seu lugar na graça, ou melhor dizendo, do seu relacionamento de mulher cristã para com Deus. Isto se destaca através da própria maneira pela qual a mulher foi criada. Foi uma maneira especial -- em extremo contraste com qualquer outro ser. E foi também de uma maneira simbólica e ilustrativa. Adão mergulhou num profundo sono -- figura da morte de Cristo. Uma costela foi retirada de seu lado, e dela foi feita uma mulher que lhe foi apresentada como ajudadora. É uma figura da igreja -- o resultado da morte de Cristo -- que Lhe será apresentada como noiva.

A expressão "Ou não vos ensina a mesma natureza" encontrada em 1 Coríntios 11:14 tem uma aplicação bastante ampla. Deus, em Sua sabedoria, colocou grandes diferenças na constituição física, mental e emocional do homem e da mulher. De uma maneira muito evidente Ele os criou para serem distintos, ainda que se complementando. A estatura, força e capacidade de raciocinar, que no homem são mais destacadas, contrastam de uma maneira afortunada com a graça, gentileza e agilidade mental naturais à mulher.

O fato de que a mulher "provém do varão" demonstra a sua igualdade. Ela não é inferior, mas igual, ajudadora. Entre homem e mulher há semelhança, identidade; entre o homem e a mulher há igualdade, mas com distinção. E é por isso que o fato de que a mulher "provém do varão" também proclama a supremacia que Deus concedeu ao homem, além do privilégio que ela tem de conceder ao homem o lugar que Deus lhe deu. 

Homem e mulher são iguais moralmente, mas o homem é, posicionalmente, a cabeça. As Escrituras declaram explicitamente: "Porque o varão não provém da mulher, mas a mulher do varão. Porque também o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do varão... Todavia, nem o varão é sem a mulher, nem a mulher sem o varão, no Senhor. Porque, como a mulher provém do varão, assim também o varão provém da mulher, mas tudo vem de Deus" (1 Co 11:8,9,11,12). Que apresentação primorosamente comedida e equilibrada da verdade!

Tudo isto tem a intenção de ilustrar o relacionamento entre Cristo e a igreja. Em Efésios 5, o relacionamento entre marido e mulher foi desvendado. Deve a mulher se submeter ao marido? Sim, com base na declaração de que "o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja" (Ef 5:23). Da mesma forma, os maridos devem amar suas esposas "como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5:25). Deve o homem abandonar seu pai e sua mãe para se juntar à sua mulher como uma só carne? Quanto a isto somos lembrados: "Grande é este mistério: digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja" (Ef 5:32).

Veja que desde o princípio o lugar da mulher na natureza é uma figura do seu lugar na graça; e constatará ainda, conforme avançarmos, que é uma figura do relacionamento da igreja com Cristo. Que coisa maravilhosa!


EVA
Foi-nos dito: "Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão, não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão" (1 Tm 2:13,14). Temos aqui a primeira e mais poderosa advertência contra a mulher assumir a liderança. Um farol poderoso bem no começo da viagem do homem através do oceano do tempo.

Ao invés de repelir o avanço da serpente, buscando a ajuda e a proteção da cabeça que Deus lhe dera, a mulher agiu com independência. Não há necessidade de explorar a seriedade do ato, nem a indizível tristeza dos seus resultados.


SARA
Depois de Eva, a primeira mulher na Bíblia a receber mais do que apenas uma observação passageira foi Sara. Evidentemente ela era uma mulher de personalidade vigorosa. Ela não era um mero objeto, sem capacidade de raciocínio ou vontade própria. Pelo contrário, podemos deduzir que ela foi uma mulher hábil e decidida. Mas ela permanece como o exemplo das "santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos", pois lemos "como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem" (1 Pd 3:5,6). Isto demonstra claramente a posição da mulher em relação ao homem, e a prática seguida pelas piedosas mulheres da antiguidade.


DÉBORA
Débora ocupa um lugar de destaque nas Escrituras. Foi uma profetisa -- também era mulher casada e juíza em Israel. Ela foi uma exceção à regra, mas a exceção comprova a regra. As Escrituras não falam contra o lugar que ela ocupou, mas também não o aprovam. Contudo é suficiente o que foi dito pela própria Débora para vermos o que ela pensava sobre o assunto -- condenou, pelo menos, a negligência dos homens, para não dizermos mais (Jz 4:4-10).

Ela convocou Baraque para que atacasse Sísera. No papel de profetisa, disse-lhe que o Senhor entregaria o inimigo em suas mãos. Mas Baraque, em sua covardia, não quis ir, a não ser que Débora o acompanhasse. Ela prontamente concordou com seu pedido, mas o informou que daquela missão ele não teria nenhuma honra -- Sísera seria apanhado pela mão de uma mulher. Certamente a observação de Débora implicava que, se era motivo de vergonha para Baraque que uma mulher matasse Sísera, não era menos vergonhoso que uma mulher fosse obrigada, pela covardia dos homens, a julgar Israel.


MULHERES DO NOVO TESTAMENTO

Quando nos aproximamos do Novo Testamento, descobrimos a posição das mulheres piedosas, honradas e belas no mais alto grau. A virgem Maria -- "agraciada" -- "bendita entre as mulheres"; sua prima Isabel, mãe de João Batista; Ana, idosa viúva de oitenta e quatro anos, dedicada ao serviço de Deus, são as mais belas personagens conectadas ao nascimento de Cristo.

Maria, a irmã de Lázaro, assentava-se aos pés do Senhor para ouvir a Sua palavra. Foi ela que O ungiu para o Seu sepultamento, uma ação que jamais perderá a sua fragrância -- "onde quer que este Evangelho for pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez para memória sua" (Mt 26:13). Ela recebeu um elogio que não poderia ser mais elevado: "Esta fez o que podia" (Mc 14:8). À Maria Madalena foi concedida a alta honra de transmitir a maravilhosa mensagem da ressurreição de Cristo aos Seus discípulos: "Dize-lhes que eu subo para o meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus" (Jo 20:17). Pensem nas mulheres que serviam o bendito Senhor Jesus (Lc 8:3). Que honra!

E quando chegamos ao tempo quando Cristo já havia subido aos céus e o Espírito Santo já havia sido enviado, somos lembrados das "mulheres gregas da classe nobre" (At 17:12) que creram e do elogio que Paulo fez às mulheres que trabalharam no Senhor (veja Rm 16). Ou Priscila, que sob a liderança de seu marido, teve o privilégio de instruir o eloquente Apolo, declarando-lhe "mais pontualmente o caminho de Deus" (At 18:26). Que belo e honrado caminho foi esse trilhado pelas mulheres cristãs!


O LUGAR DA MULHER NO MINISTÉRIO

Seu lugar enfaticamente não é o do testemunho público. Temos sessenta e seis livros na Bíblia e todos os seus autores foram homens. Não há uma mulher entre os autores. Foram diretamente escolhidos por Deus. Houve doze apóstolos, e foram todos homens. Nenhuma mulher foi escolhida para apóstolo. Foram setenta os enviados pelo Senhor, além dos apóstolos. Não fomos informados de que houvesse uma mulher entre eles. A suposição de que todos eram homens é tão forte, em associação com os ensinamentos gerais das Escrituras a este respeito, que resulta em prova positiva. Houve "sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria", escolhidos em Atos 6 para "servir às mesas". Nenhuma mulher foi escolhida.

Houve muitas testemunhas citadas em 1 Coríntios 15 para provar a ressurreição do Senhor. Homens foram mencionados como testemunhas, mas não se citou nenhuma mulher. Isto torna-se extraordinariamente significativo em razão de Maria ter sido a primeira pessoa que viu o Cristo ressuscitado, e recebeu a incumbência de transmitir a maravilhosa mensagem aos discípulos. Sua exclusão da lista das testemunhas é a prova mais forte possível de que as Escrituras não concedem à mulher um lugar de testemunho público.

Houve bispos escolhidos na igreja primitiva; foram todos homens. Nenhuma mulher estava entre eles. Diáconos e anciãos também foram escolhidos na igreja primitiva, conforme descrito em 1 Timóteo e Tito. Foram todos homens. Temos duas testemunhas em Apocalipse 11. São profetas -- não profetisas ou um profeta e uma profetisa, mas profetas -- homens.


A MULHER FORA DO SEU LUGAR

Quando as mulheres saem do seu lugar, parece que se transformam em presas especiais do diabo. Na parábola foi uma mulher que introduziu o fermento nas três medidas da massa -- tipo da introdução de princípios corruptos, que permearam a fé cristã (Mt 13:33; 16:12). Foi uma mulher -- Eva -- que "sendo enganada, caiu em transgressão" (1 Tm 2:14).

"mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências" (2 Tm 3:6) que são cativadas por homens perversos nestes perigosos últimos tempos. É uma mulher -- Jezabel -- que permanece como exemplo histórico no Antigo Testamento de tudo o que é repugnante e perverso; que permanece figuradamente no Apocalipse como exemplo da corrupção eclesiástica e depravação religiosa da pior espécie (Ap 2:20).

Hoje em dia, a grande maioria dos médiuns espíritas são mulheres; o espiritismo moderno começou com mulheres -- as irmãs Fox nos Estados Unidos. Foi uma mulher histérica -- a Sra. White -- que através de suas blasfemas pretensões tornou-se a líder e principal inventora desse sistema maligno chamado Adventismo do Sétimo Dia. A Ciência Cristã -- que não é cristã nem ciência -- deve sua origem a uma mulher, a Sra. Eddy. A teosofia, assim conhecida no hemisfério ocidental, foi popularizada por uma mulher -- Madame Blavatsky -- e sua obra foi continuada por outra mulher, a Sra. Beasant.


INSTRUÇÕES BÍBLICAS DECISIVAS

Lemos em 1 Coríntios 14:34,35: "As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é indecente que as mulheres falem na igreja." Está bem claro que a mulher participar publicamente na igreja é um desafio às Escrituras.

Mas dizem que a palavra "falar" significa "tagarelar." Dizem-nos que os homens sentavam-se de um lado e as mulheres de outro nas assembléias cristãs como era o costume nas sinagogas judias daquele tempo. Dizem-nos que as mulheres causavam escândalo nos cultos públicos "tagarelando." Mas a palavra "falar" não significa tagarelar -- significa mesmo falar e é a mesma palavra usada na Bíblia quando se faz referência a Deus falando.

Outros insistem que isto só se aplica às mulheres casadas. Mas parece absurdo demais supor que uma mulher poderia falar um dia antes de seu casamento, para não poder fazê-lo um dia depois. O fato é que as Escrituras consideram as mulheres de forma generalizada como estando casadas, daí terem de interrogar a seus maridos em casa (1 Co 14:35). Naturalmente uma mulher solteira poderia apropriadamente interrogar algum irmão casado e ficar bem dentro do espírito das instruções divinas.

Mais uma vez as Escrituras declaram que "se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são MANDAMENTOS DO SENHOR" (1 Co 14:37). Além disso, a passagem em 1 Timóteo 2.8 é bastante clara: "Quero pois que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda." Aqui a palavra significa exatamente "homens" em contraposição a "mulheres". No versículo seguinte o apóstolo fala de mulheres, em contraposição a homens, exortando-as à modéstia e simplicidade nas roupas e ornamentos. E então o apóstolo acrescenta: "A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido (ou "sobre o homem" conforme algumas versões), mas que esteja em silêncio" (1 Tm 2:11,12).

Isto leva a questão para além de 1 Coríntios 14, onde o que se tem em vista é a conduta na assembléia. 1 Timóteo 2:11,12 trata da conduta entre homem e mulher, e poderia incluir qualquer testemunho público, onde ambos os sexos estivessem presentes.

Dois motivos são apresentados:

1. "Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva" (1 Timóteo 2:13). Evidentemente é o motivo mais forte, conforme a ordem da criação; a ilustração também se refere a Cristo e à igreja.

2. "E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão" (1 Timóteo 2:14). Aqui podem ser vistas as conseqüências governamentais como resultado da primeira mulher não ter se sujeitado à ordem Divina.

O DIVINO TIPO É ARRUINADO

Além do que já vimos, quando a mulher saiu do seu lugar, arruinou o tipo do homem e da mulher ilustrando Cristo e a igreja. Lemos: "Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo" (1 Co 11:3).

Mas o leitor poderá argumentar que as Escrituras falam de mulheres orando e profetizando (1 Co 11:5); que as filhas de Filipe profetizaram (At 21:8,9), embora jamais tenha sido mencionado que profetizassem diante de Paulo, conforme muitos declaram; e que as mulheres trabalharam com Paulo no Evangelho. E o leitor poderá ainda perguntar se isto não prova seus direitos de ministrar publicamente.

Tudo isso mostra haver lugar para um serviço muito propício e abençoado. Quão bom seria se houvesse mais desse tipo de serviço! Mas claramente não inclui o ministério na assembléia, ou o testemunho público diante de uma audiência mista de homens e mulheres. Se o fizesse, as Escrituras estariam em contradição. Se o Espírito Santo levasse mulheres a praticar tal coisa, Ele as levaria a violar as Escrituras dadas pelo mesmo Espírito Santo, o que seria inimaginável.

Alguém poderá dizer que mulheres evangelistas já foram usadas por Deus. Sim, é verdade, mas não constitui prova de que estivessem certas, e com toda certeza teriam sido ainda mais usadas se o seu serviço fosse mantido dentro dos limites permitidos. "Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros" (1 Sm 15:22).

Há um campo amplo para o ministério das mulheres, entre as mulheres e crianças, reuniões de mães, trabalho com crianças na Escola Dominical, etc., além de poderem ajudar os servos do Senhor de modo semelhante ao das mulheres que trabalharam com Paulo. O conforto e o estímulo que uma mulher cristã ativa e piedosa -- movida pelo amor a Cristo e às almas e ainda assim governada pelas Escrituras -- pode prestar é incalculável. Quando encontramos tais mulheres, respeitamo-las profundamente.

Maria ungiu o Senhor para o Seu sepultamento. Marta serviu ao Senhor muito bem. Febe foi uma servidora da igreja e socorreu a muitos. Lídia hospedou o Apóstolo Paulo em sua casa. Priscila, sujeita à supremacia e liderança do seu marido, ajudou Apolo a entender melhor os planos de Deus. As mulheres trabalharam com Paulo na pregação do Evangelho. Que pudéssemos encontrar as descendentes dessas piedosas mulheres em cada cidade ou vila do mundo! Que serviço apropriado e abençoado! Não há razão para as mulheres se lamentarem das restrições divinas para o seu serviço. Há mais trabalho para elas do que jamais poderiam assumir.

Que as mulheres cristãs partam de seu estudo das Escrituras determinadas, pela graça de Deus, a obedecer às suas instruções quanto ao seu relacionamento com o homem. Que possam estar prontas a ilustrar, por seu comportamento, a maravilhosa verdade referente a Cristo e à igreja; a ser um testemunho individual de protesto contra o espírito de anarquia deste século; a se gloriar pelo lugar maravilhoso e único que lhes foi concedido. Então Deus será glorificado. Então sua verdadeira utilidade estará plenamente à disposição. Então os homens cristãos as respeitarão profundamente, sendo ajudados e influenciados por elas, e descobrirão o que significa verdadeiramente a maravilhosa palavra --AJUDADORA -- a qual só pertence às mulheres.


PENSAMENTO: O espírito de obediência é o grande segredo de toda a devoção. A fonte de todo o mal, desde o princípio, tem sido a vontade independente. Obediência é a única condição adequada à criatura, caso contrário Deus deixaria de ser Supremo -- deixaria de ser Deus. Onde quer que haja insubordinação haverá também o pecado. Se esta regra for lembrada, seremos maravilhosamente ajudados por ela em guiarmos nossa conduta.


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Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB)
Silva, Valdenira N. M. Do coração - A.J. Polllock - Solascriptura

sábado, 15 de junho de 2013

A Mãe Banida - Mãe Parte I







 “Levantam-se seus filhos e chamam-na BEM-AVENTURADA ...” 
(Pv 31:28 ACF)






Há algumas idéias modernas, chamadas "progressistas", sobre o que é uma mãe. Estas novas e pervertidas idéias estão em contraste com o que Deus tem ordenado ser uma mãe, e o que grande parte da humanidade tem compreendido ser uma mãe através da história: 





A MÃE BANIDA: 

No "Brave New World" de Huxley ele previu que viria um tempo quando "mãe" seria vista como uma má palavra. Hoje, há pressão nas escolas e em todo o mundo, por ativistas sodomitas, para se livrar de palavras como "mãe". Os australianos apenas rejeitaram a alteração, por enquanto. Mas há outros que não estão resistindo à insensatez: 

"Ativistas homossexuais de todo o mundo estão utilizando linguagem como uma grande frente [de batalha] para a sua agenda ... Após a aprovação da legislação de ‘casamento’ entre o mesmo sexo, na Espanha, o governo ordenou que ‘mãe’ e ‘pai’ eram para ser substituídos no livro de registros civis da família, no estado, por “progenitor A” e “Progenitor B”. . . . Neste mês de fevereiro, as enfermeiras na Escócia foram ensinadas ... elas têm que evitar usar os termos ‘mãe’ e ‘pai’ ... a província de Ontário baniu 'mãe' e 'pai'... de todos os estatutos de Ontário". ( "United Press International") 

As escolas da Califórnia são todas, agora, oficialmente e abertamente, centro de doutrinação homossexual, desde que Gov. Arnold [Schwarzenegger] assinou o projeto 777; que proíbe palavras como "Mamãe"! Ele ordena que as escolas ensinem que o sexo é relativo! Isso mostra que você pode fazer muitos exercícios físicos e desenvolver muito os seus músculos, mas ainda ter a espinha dorsal de uma tulipa espiritual! 

Satanás, através deste sistema mundial, está trabalhando não só a favor da proibição da "palavra" mãe. Ele quer que as mulheres que poderiam ser chamadas para o casamento, venham a arruinar as suas vidas e futuros, vivendo por prazer e desprezando a "maternidade". Há pessoas que querem que a população mundial seja drasticamente diminuída - especialmente no Ocidente. 

Por isso, as mulheres estão sendo estupidamente manipuladas para usar a beleza de sua juventude, não para construir uma família, mas para tirar partido dela e desperdiçá-la com homens que não se importam. Este é um terrível truque do Diabo. 

A comunista Betty Friedan ( "The Feminine Mystique" [A Mística Feminina], 1963; fundadora da NOW) convenceu toda uma geração de mulheres que o trabalho de casa era um "campo de concentração". Milhões acreditaram que a verdadeira felicidade e liberdade eram para ser encontradas ao permitir que a beleza delas fossem exploradas e esbanjadas. Ela ensinou às mulheres que a maternidade, em uma família tradicional, era "opressão"! 

Mas a verdadeira escravidão foi quando estas mulheres deixaram a maternidade tradicional para se tornarem objetos escravizados das luxúrias de maus homens. Elas eram servas de homens maus, quando elas poderiam ter sido ganhadoras do amor de um homem bom e criar uma família: 

2 Pedro 2:19 “Prometendo-lhes LIBERDADE, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.” (2Pe 2:19 ACF)

2 Timóteo 3:1,6 “1 sabe, porém, isto: que nos ÚLTIMOS DIAS sobrevirão tempos trabalhosos. 6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam CATIVAS mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;” (2Tm 3:1,6 ACF)

Será que esta "liberdade satânica" torna as mulheres felizes? Não, elas logo descobriram que seu "novo mestre" é quem era o verdadeiro opressor. A beleza delas, adorada e utilizada pelo mundo, só tem a duração de um breve momento. E depois, este sistema mundial as cuspirá fora, como inúteis: 

Provérbios 31:30 “ENGANOSA É A BELEZA E VÃ A FORMOSURA, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada.” 

1 Pedro 1:24 “Porque TODA A CARNE É COMO A ERVA, E toda a glória do homem como a flor da erva. SECOU-SE A ERVA, E CAIU A SUA FLOR;”

Durante séculos, o ser humano tem conhecimento de que as mulheres são felizes quando elas são abnegadas; debruçando-se sobre suas famílias: 

"Sentir, amar, sofrer, dedicar-se, sempre será o texto da vida da mulher." (‘The Royal Path of Life’[O Real Caminho da Vida] ", 1882

Mas o que acontece quando as mulheres são desviadas de ser mulher? Será que vão encontrar felicidade? 

Betty Friedan desperdiçou e perdeu seu casamento. O seu ex-marido descreve a sua vida. Foi preenchida com as anfetaminas e o álcool, misturada com a sua fixa mente feminista, e esta situação a levou à loucura: 

"Ela iria explodir inesperadamente... Ela foi a pessoa mais violenta que eu jamais conheci. Tenho visto mulheres assustadas com um enorme medo dela. Homens, também." (Carl Friedan, "Living With Insanity”[Viver Com Insanity", capítulo

Ela o feria de modo a fazer o sangue escorrer, e arrancava pedaços dele. Os relatos são demoníacos! Não parece que o feminismo conduz à felicidade! 

Você não ouve muito sobre isso, mas a maior quantidade de violência doméstica, estatisticamente, é encontrada em mulheres que têm "deixado o uso natural", e têm se unido [como lésbicas] em uma casa! Na sua pervertida fuga da chamada "opressão masculina", elas começam a oprimir uma à outra. 

Em contraste, as mulheres que são as mais felizes, são as únicas que não competem ou temem a força do sexo masculino. Elas florescem como mulheres ao [diariamente] depositarem sua confiança em Deus e em Seus caminhos. 
Elas não estão “temendo nenhum espanto.” (1 Pedro 3:6), e isto as deixa livres para serem mulheres, de acordo com a concepção de Deus. 

Até mesmo o mundo é forçado a admitir algumas destas verdades auto-evidentes. Pesquisas de Princeton e da Universidade da Pensilvânia, revelam que as mulheres não são tão felizes como eram antes do movimento feminista!: 

"Os Homens São Agora Mais Felizes Do Que As Mulheres... Duas novas pesquisas chegam a esta conclusão. Uma dessas pesquisas fez um levantamento da felicidade tradicional, perguntando a pessoas quanto elas estão satisfeitos com suas vidas. A pesquisa constatou que as mulheres, que, no início dos anos 1970 informavam ser um pouco mais felizes do que os homens, são agora um pouco menos felizes... A outra [pesquisa] analisou o tempo de uso dos estudos ao longo das últimas quatro décadas... mulheres têm substituído trabalhos domésticos por trabalho remunerado... e, como resultado, estão gastando mais tempo fazendo coisas que elas não desfrutam [não se realizam fazendo] ... tanto mulheres como homens parecem ter pavor de seus trabalhos... Ambos, gostariam muito mais de cozinhar ou lavar roupas... " (www.cbsnews.com 2007/09/26

“O livro [de Friedan] ajudou a desencadear a revolução sexual da década de 1970 e alimentou a noção de que estas [esposas que seguem carreiras fora de casa] tornar-se-iam mais felizes. Na semana passada, dois sociólogos da Universidade de Virginia publicaram um estudo exaustivo da felicidade das esposas no casamento, e este estudo contesta aquela hipótese. Esposas que ficam em seus lares, de acordo com os autores, são mais satisfeitas do que as esposas que têm que trabalhar fora... os dados mais interessantes podem ser que as mulheres que fortemente se identificam como progressivas - os 15 por cento que mais concordam com os ideais feministas - têm mais dificuldades em ser felizes do que as outras mulheres [que não trabalham fora e que menos concordam com os ideais feministas] ... Os ideais feministas, não deveres domésticos, parecem ser os que fazem esposas infelizes... " (www.slate.com) 

Obviamente, os revoltosos e perversos caminhos de Satanás, ao final das contas, sempre conduzem à destruição - até mesmo durante esta vida. Deus disse a Caim que o seu semblante seria levantado se ele obedecesse ao que era certo (Gênesis 4). Em vez disso, Caim foi pelo seu próprio caminho, o caminho do mundo. 


- Continuação no próximo post: A Mãe Distraída. 


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Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB)
Silva, Valdenira N. M. Do coração - Tradução - Joey Faust - solascriptura

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A Submissão da Mulher - Parte II





O  SÍMBOLO  DA  SUBMISSÃO

            A verdade da sujeição da mulher ao Homem tem um símbolo divinamente designado, o qual é a mulher usar cabelo comprido e, quando na igreja, cobrir a cabeça, que é sinal de liderança. Liderança significa autoridade. O cabelo comprido é o sinal pelo qual a esposa reconhece a autoridade do marido, que é seu cabeça natural; um véu ou chapéu, usado na igreja, tornam reconhecida a autoridade do Homem em questões religiosas. Vamos examinar I Coríntios 11:3:  
“Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo”.

Este versículo nos diz que ordem e submissão permeiam o universo inteiro. A mulher é submissa a e sob a autoridade do Homem; o Homem é submisso a e sob a autoridade de Cristo e Cristo, em Seu caráter de Mediador, é submisso a e sob a autoridade de Deus.
“Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada”
I Coríntios 11:4-5. O quinto versículo, às vezes é dado como autorização para que as mulheres façam oração em público e falem na igreja. Replicamos a isto dizendo que, quando o Espírito Santo inspirou Paulo a escrever estas palavras, Ele sabia o que ia fazer para movê-lo a escrever o que lemos no capítulo 14, versículo 34. 

Paulo se refere aqui a orar e profetizar sem aprovar nem condenar. O objetivo aqui é condenar a falha em se simbolizar a verdade da autoridade. É minha crença pessoal, contudo, que a adoração pública neste caso é expressa através da oração e profecia. Os Homens devem adorar com a cabeça descoberta, ao passo que as mulheres devem cobri-la. Deixar que a mulher não use véu ou chapéu é o mesmo como se estivesse rapada.  
“Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu”. I Coríntios 11:6.

A palavra “se” aqui não expressa dúvida. Não abre brechas para debate. Apenas tem o significado com o qual frequentemente é usado no Novo Testamento.  
“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima”. Colossenses 3:1.

O mesmo se aplica ao versículo 6. Assim significa: 
“Já que é uma coisa indecente para a mulher tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu”.

Paulo, nos versículos 14-15, declara que é uma desonra para o Homem usar cabelo comprido, mas para a mulher é honroso. “Ou não ensina a mesma natureza que é desonra para o Homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar do véu”. 

Observa que Paulo não apelou ao costume, mas à natureza. A lei de Deus sobre a questão está em harmonia com a lei da natureza. A fim de que o leitor não o descubra por se mesmo, deixa-me dizer, que nesta passagem diante de nós, há dois tipos de véu em vista. Isto se torna claro no versículo 6. 

No original a palavra traduzida véu no versículo 15 é diferente da que foi traduzida véu nos outros versículos. No versículo 15 é o véu natural (o cabelo) que é usado dia a dia, nos outros versículos é o véu que a mulher mesma põe na cabeça em cima do cabelo.

             “O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem”. I Coríntios 11:7. 

Eis a exatidão das Escrituras! Não diz aqui que o Homem é a semelhança de Deus, mas sim a imagem de Deus. Há diferença entre imagem e semelhança. Imagem é representação, semelhança significa aparência. O Homem foi originalmente criado à imagem e semelhança de Deus. (Gênesis 3:26). Na queda, o Homem perdeu esta semelhança, mas ainda é à imagem ou representação de Deus – ele ocupa o lugar de autoridade como representante de Deus. 

Este significado da palavra “imagem” é reforçado no que diz em Mateus 22:20: “E ele diz-lhes: De quem é esta efígie (imagem) e esta inscrição”? Os judeus haviam perguntado a Cristo se era lícito pagar tributo a César. Jesus respondeu pedindo uma moeda. Ao recebê-la, pergunta que imagem ou autoridade ela representa. Os judeus responderam que a moeda representa César. 

Já que uma cabeça coberta era sinal de submissão, o Homem, por estar em posição de autoridade, não deve ter tal sinal sobre a cabeça. A mulher, contudo, por estar em lugar de submissão, deve ter este sinal; cabelo longo, que é o sinal permanente – mostrando a liderança do Homem e o véu ou chapéu, quando na igreja – mostrando a liderança do Homem na adoração pública.
“Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos”. I Coríntios 11:10. 
Isto abre um campo de estudo, no qual não podemos entrar por falta de espaço. É uma conclusão clara de que os anjos assistem os cultos nas igrejas, na esperança de aprenderem os mistérios da redenção do Homem.  Leia I Pedro 1:12 e Efésios 3:10.


O que Deus designa é o melhor. A obediência à ordem divina em relação aos sexos, resultará em bênção, tanto para os Homens como para as mulheres. À medida que o espírito de deixar a verdade bíblica aumenta, a palavra submissão se torna mais e mais desprezada. 

Muitos a associam com a ideia de degradação. Diz-se que a mulher é inferiorizada pela posição que Paulo lhe dá. O ateísmo, a esta altura, faz um lance de apoio à mulher, buscando fazer com que ela crie preconceitos contra o cristianismo.
Cito agora da “Bíblia na Balança”, por Charles Smith, Presidente da Associação Americana para o Avanço do Ateísmo: “Elizabeth Cady Stantor
Não conheço nenhum outro livro que ensine de modo tão completo, a submissão e inferiorização da mulher“.
Helen Gardner
As mulheres devem sua emancipação hoje de uma posição de inferiorização sem esperança, não à religião nem a Jeová, mas à justiça e honra de Homens que rejeitaram ousadamente as ordens de Deus. Se não se rebaixa hoje ao lugar onde Paulo tentou prendê-la, deve-o a Homens grandes e corajosos que ignoraram o que Paulo diz e se erguem acima de Deus”. (Homens, Mulheres e Deuses, página 30).
Que coisa horrível é se tornar aliado do ateísmo!  Mas é exatamente isto o que os cristãos estão fazendo ao tentarem deixar de lado os ensinamentos claros da Bíblia Sagrada em relação à posição das mulheres em nossas igrejas e assembleias religiosas.

A mulher recebeu este lugar de submissão, não para ser inferiorizada, mas como honra e proteção. Uma segurança e felicidade estão no fato de aceitar este lugar. Em Romanos 13, todos os crentes recebem a ordem de se submeterem às autoridades civis. São, então, inferiorizados por isto? Quem, a não ser os anarquistas dirão sim?

Em Efésios 5:24 lemos que a igreja deve se submeter a Cristo. A igreja é assim inferiorizada? Mil vezes não! A relação entre marido e esposa é ilustrada no relacionamento que existe entre Cristo e a igreja. 
“Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela”. Efésios 5:25.
Uma mulher é inferiorizada ao se sujeitar ao Homem que a ama tanto a ponto de morrer por ela?  E a mulher que prometeu se submeter a outro Homem qualquer como seu marido deve ser digna de lástima. Nenhuma mulher deve se casar com um Homem a quem não possa prometer obedecer.

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Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB)
Silva, Valdenira N. M. Do coração de Valdenir - solascriptura
ROSCO BRONG, Deão - Mark W. Fenison

quarta-feira, 3 de abril de 2013

És Organizada?





Uma das áreas que preocupa muitas mulheres é a da organização. E, quando falamos em organização, nos lembramos da mulher virtuosa de Provérbios 31. Ela, realmente, era uma mulher organizada que sabia remir o seu tempo. Provavelmente, o seu lema era: "Coragem! Avante!"

Meninas, aposentemos os nossos sofás da sala de TV e procuremos, como guerreiras do Senhor, dar o nosso grito de guerra: "Coragem! Avante!" ... e sejamos mulheres virtuosas... mulheres organizadas... mulheres que sabem remir o tempo!

Ao fazer minha leitura diária no livro de Provérbios, capítulo 31, sobre a mulher virtuosa e descobri nela algumas características que poderiam me ajudar na minha vida diária, na minha organização.

* O versículo 15 diz que ela se levantava "mesmo à noite". Isto significa que ela se levantava tão cedo que ainda estava escuro ("Mulher virtuosa, quem a achará?"). Será que eu ou você, assim como ela, nos levantamos bem cedinho? Ou será que fazemos parte do time das mulheres que se levantam depois das 9 horas?

* Ainda no versículo 15, vemos que ela cuidava de sua família e de sua casa primeiro. Ela sabia o que era importante e o que era urgente para ser feito logo no início do seu dia.

* No versículo 18, vemos que ela trabalhava até mesmo durante a noite. Será que eu ou você temos coragem e força suficientes para prolongar o nosso dia?

* No versículo 20, vemos que ela servia à sua comunidade. Com um coração sábio, cheio de amor pelo próximo, ela abria a sua mão àqueles que estavam necessitando dela. Ela não pensava só em si, não pensava só nos seus familiares mas também pensava naquelas pessoas que precisavam dela.

* O versículo 27 diz que ela estava "atenta ao andamento da casa" e não comia "o pão da preguiça". Dentro do seu planejamento de organização estava arrumar a sua casa e isto ela fazia ao longo do dia. E eu e você, será que estamos comendo o pão da preguiça ou estamos seguindo os passos da mulher virtuosa? mulher virtuosa

* O versículo 30 nos diz que ela temia ao Senhor. E a mulher que teme ao Senhor e obedece aos Seus mandamentos torna-se uma mulher que sabe organizar a sua vida com sabedoria.

Observando cada um destes versículos de Provérbios 31, vejo então que para eu ser uma mulher organizada, como a mulher virtuosa, tenho que ser uma mulher que ama e teme ao Senhor, obedece aos Seus mandamentos, deseja de todo o coração atingir este alvo, é corajosa e segue os seguintes passos...

a) Com determinação, devo começar e terminar cada tarefa;
b) Com sabedoria, tenho que saber em qual ordem devo colocar cada uma;
c) Com sabedoria tenho que saber diferenciar a mais importante da mais urgente;
d) Com coragem e sabedoria, devo me levantar antes da hora que, costumeiramente, me levanto;
e) Com coragem e sabedoria, vou estender o meu trabalho até à noite, se necessário. 

Como Planejar 

Passo 1- Nada nem ninguém é mais importante em nossa vida do que Deus.

Você quer ter um dia cheio de bênçãos, onde você poderá ver as mãos de Deus dirigindo-a?
Então procure colocá-Lo em primeiro lugar em sua vida e em sua lista.

Você quer ter coragem, disposição e sabedoria para fazer tudo que planejou?

Então coloque Deus em primeiro lugar em sua vida.

"Nenhuma mulher estará vivendo de forma plena se não estiver vivendo, espiritualmente, da melhor forma possível." E a melhor forma possível de vivermos é colocando Deus em primeiro lugar em nossa vida.
Leia a Bíblia, ore ao Senhor, diariamente, tenha momentos de comunhão com Deus e você verá mudanças em sua vida. 


Passo 2- Depois de Deus, o que ou quem é mais importante para você? É seu marido? São seus filhos? São seus pais? É uma amiga? É seu trabalho? 
Cuidado, pois de acordo com a Palavra de Deus, quem deve estar em segundo lugar em sua vida (em primeiro é Deus) é seu marido e logo depois dele vem seus filhos. 
Então, pense nas pessoas mais importantes de sua vida e coloque-as no seu planejamento, decidindo como poderá servi-los e atendê-los. 


Passo 3- A mulher sábia, quando está fazendo o seu planejamento, sabe que existem eventos e tarefas que surgirão no futuro.
Apesar de ter o meu dia, minha semana ou até mesmo o mês planejados, devo ter já em mente e com tudo sob controle (e que Deus me ajude e tenha misericórdia!) aquelas tarefas e acontecimentos que surgem e fogem do nosso dia a dia - aniversários, casamentos, encontros, pagamentos a serem feitos... Por causa destes extras, temos, muitas vezes, que sair da rotina preparando lembrancinhas para aniversários, casamentos; preparando estudos para determinadas ocasiões, ...


Passo 4- No nosso planejamento devemos também nos incluir. Devemos separar momentos para nossa ginástica; momentos para a leitura de um livro que seja realmente bíblico; momentos para irmos a um médico, a um dentista... 


Passo 5- Para você ter uma vida mais organizada, é interessante também fazer um planejamento semanal, mensal e anual. 

* Planejamento Semanal 

O planejamento semanal pode ser dividido de duas maneiras diferentes: o horizontal e o vertical.
No horizontal, estão incluídas as coisas que fazemos todos os dias como: ler a Bíblia, orar, fazer exercícios, preparar refeições e o planejamento do dia seguinte.
No vertical, procuramos usar aquelas horas vagas que aparecem durante o dia... para fazer um curso por correspondência, resolver assuntos pessoais, etc. 

* Planejamento Mensal 

Você pode, num calendário, colocar as datas importantes que você não pode esquecer de jeito nenhum, naquele mês, como por exemplo: a reunião de pais e mestres da escola do seu filho; o aniversário de seu pai; o encontro de senhoras da sua igreja; o dentista de seu filho... 

* Planejamento Anual 

Este planejamento também pode ser feito num calendário para que você não esqueça dos seus compromissos: aniversário de casamento; formatura de um filho; viagem de férias; evento outros...

Concluímos, então, que planejar é uma necessidade. Para que nossa vida seja organizada, é necessário que a organizemos, planejando tudo que temos que fazer a cada dia e não esquecendo que o planejamento semanal, mensal e anual também são importantes.

Por falta de planejamento, muita gente já esqueceu de dar um estudo numa reunião de senhoras; de ir ao médico; de ir ao aniversário de uma irmã; de lembrar o aniversário de seu casamento...

Mulheres virtuosas, oremos e peçamos a Deus sabedoria, direção e a Sua vontade para sabermos planejar o nosso dia, semana, mês ou ano.
Com o dia já planejado de véspera, oremos ao nosso Deus pedindo a Sua bênção logo bem cedinho e, ao término do dia, não devemos esquecer de agradecê-Lo pela vitória deste dia que se passou.


Que o nosso dia, semana, mês e ano possam ser usados única e exclusivamente para a honra e glória do nosso Deus.

Que tenhamos em nosso coração o que diz a Palavra de Deus em Filipenses 3:14: 

"Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."


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Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB)
Silva, Valdenira N. M. Do coração de Valdenira
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