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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Giordano Bruno e os ateus historicamente ignorantes

Há alguns meses atrás, durante a minha visita a Roma, cometi o erro que turista algum deve cometer quando se encontra numa cidade estranha: tomei um atalho. Enquanto caminhava do Fórum de volta para o meu apartamento junto ao Rio Tibre, eu deveria ter tomado o caminho mais óbvio através da Corso Vittorio Emanuele II rumo ao Castel Saint 'Angelo, mas decidi que sabia para onde caminhava, e como tal, usei o caminho mais directo através alguns árvores e rapidamente me perdi.
Depois de me aventurar por uma rede de pequenas vias tentando encontrar a estrada principal, vi mais à frente uma piazza e decidi seguir em frente para me orientar através dela. Parei perto duma estátua no meio da praça para olhar para o meu mapa, olhei para a estátua e rapidamente vi quem era. Apercebi-me que estava no Campo de'Fiori, visto que a estátua era o famoso monumento dedicado a Giordano Bruno, erigido no local onde ele foi queimado na fogueira em Fevereiro de 1600.
Campo-dei-FioriBruno é a imagem-propaganda para a "Draper-White Thesis" - a ideia de que a ciência e a religião sempre estiverem em guerra, uma ideia muito querida do movimento dos Novos Ateus apesar dela ter sido efectivamente rejeitada pelos historiados da ciência há mais de 100 anos. Tentem ter algum tipo de discussão inteligente das inter-relações complexas, reais e cheias de nuances entre a religião e o que estava para emergir como a ciência moderna durante o período medieval e a fase inicial do período moderno, e Bruno é normalmente usado como a "prova" de que a Igreja era um inimigo implacável e ignorante da ciência primitiva. Afinal, porque é que se atreveram a queimá-lo na fogueira senão pelo facto dele ter afirmado que a Terra não era o centro no universo, e que as estrelas eram outros sóis com outros planetas?
Para aqueles que preferem slogans e caricaturas simples em vez do trabalho árduo de efectivamente analisar e entender a História, Bruno é uma resposta simples para uma questão complexa. A nuance e a complexidade são as primeiras vítimas da guerra cultural.
Portanto, quando eu vi os primeiros clips promocionais da versão reformulada da série "Cosmos", de Carl Sagan (desta vez apresentada pelo genial protegido de Sagan, Neil deGrasse Tyson), e reparei numa sequência animada de alguém a ser ameaçado por Inquisidores e queimado na fogueira, soube logo que a ressuscitada série Cosmos seria apresentada com deformações históricas. Acho que isto nada mais é que seguir os passos de Sagan visto que na série original ele desviou-se rumo a uma visão distorcida da Hipatia de Alexandria que fixou na mente duma geração inteira a ideia de que ela era uma mártir da ciência, tal como já falei noutro local.
Portanto, quando as primeiras imagens da série "Cosmos: A Spacetime Odyssey" foram emitidas durante a semana passada, uma das partes mais importantes era uma versão de 11 minutos do mito de Bruno. Eu normalmente refiro-me à fábula moral simplista que as pessoas confundem com a história da relação entre a Igreja e a ciência primitiva como a "versão desenhos animados", visto que ela é reduzida a uma caricatura a preto e branco, simplista e bi-dimensional da realidade. Mas neste caso ela é mesmo a versão desenhos animados; a sequência foi animada, e a voz de Bruno foi providenciada pelo produtor-executivo, Seth MacFarlane, famoso por fazer a série Family Guy; deve ser por isso que Bruno tem um sotaque italiano do tipo normalmente ouvido em anúncios publicitários para uma pizza ou para molhos de macarrão.
Os clichés não acabam com os sotaques apalermados. Na versão estranhamente distorcida da história que o programa mostra, Bruno é caracterizado como um frade jovem e sério de Nápoles, verdadeiro pesquisador da verdade. Mas DeGrasse Tyson assegura-nos que "ele atreveu-se a ler os livros banidos pela Igreja e essa foi a sua ruína." Por essa altura é-nos mostrada uma sequência onde Bruno lê uma cópia de Lucrécio com o nome "On the Nature of Things" que ele tem escondida debaixo do soalho da sua cela.
O primeiro problema com isto é que o trabalho de Lucrécio não foi de maneira nenhuma "banido pela Igreja", e ninguém precisava de o esconder por baixo do seu assoalho. Poggio Bracciolini tinha publicado uma edição impressa do livro um século antes de Bruno ter nascido, e ele nunca foi banido durante o período em que os manuscritos medievais sobre os quais Bracciolini trabalhou haviam sido copiados (e nem foi o livro banido depois da sua edição se ter tornado amplamente disponível). A ideia de que a Igreja baniu e/ou tentou destruir o trabalho de Lucrécio é um mito que Christopher Hitchens gostava de repetir, e um mito que recebeu uma concessão de vida popular através do terrível trabalho pseudo-histórico de Stephen Greenblatt, "The Swerve", que, de alguma forma, ganhou um Prémio Pulitzer apesar de ser uma pastiche de disparates.
O desenho animado de Tuson prossegue retratando Bruno tendo a sua mente aberta pela ideia dum universo infinito presente no livro de Lucrécio, mas sendo depois expulso sa sua confraria por uma turba de personagens de igreja, ao estilo dos vilões da Disney, que aparecem de forma inesperada tal como na "Inquisição Espanhola" da série da humor "Monty Python". Isto, obviamente, é uma parábola bem melhor que a verdade; o trabalho de Lucrécio não foi banido pela Igreja, e Bruno virtualmente fugiu da sua casa religiosa e não foi despejado por ter lido livros maldosos.
Outra coisa que teria complicado este desenho animado simplista seria reportar onde foi que Bruno obteve as suas ideias dum universo vasto onde a Terra não era o centro, onde as estrelas eram outros sóis, onde existia uma multiplicidade de mundos e onde alguns destes outros mundos poderiam ser habitados. Bruno não obteve estas coisas numa visão enquanto dormia, como alega o desenho animado da "Cosmos", mas sim directamente dum homem que ele chamou de "Cusano o divino" - o filósofo natural e teólogo com o nome de Nicholas de Cusa.
Nicolás-de-Cusa1
Se os escritores da série realmente estivessem interessados na verdadeira história em torno das origens do pensamento científico, encontravam-se à sua disposição muitas outras histórias pessoais que poderiam ter sido mais dignas de serem contadas do que a história de Bruno - pessoas que eram proto-cientistas no verdadeiro sentido do termo. Os escritores do programa, Steven Soter e a viúva de Carl Sagan, Ann Druyan, parece que sabiam o suficiente em torno de Bruno para estarem cientes de que não o poderiam apresentar como um cientista, e a narração de DeGrasse Tyson a dada altura menciona que Bruno "não era um cientista".
Mas eles tocam de forma imperceptível no facto de Bruno, segundo a nossa forma de pensar, ter sido um completo místico maluco. Na sua defesa feita à sequência animada de Bruno, que entretanto gerou críticas, Soter ressalva que muitas outras figuras da ciência primitiva também levaram a cabo estudos que nós qualificamos de não-científicos, tais como a obsessão de Newton com a alquimia e com os cálculos apocalípticos. Mas a diferença é que Newton e Kepler dedicaram-se a esses estudos ao mesmo tempo que faziam estudos baseados na verdadeira ciência empírica, enquanto que o misticismo hermético de Bruno, a geometria sagrada, e a ilegível e largamente inventada religião Egípcia antiga eram a totalidade dos seus estudos; ele nunca chegou a fazer verdadeira ciência.
Mas se eles [Soter e a viúva de Sagan] realmente quisessem ser exactos, eles deveriam ter detalhado, ou pelos menos reconhecido, a dívida de Bruno a Nicholas de Cusa, que falou num universo infinito sem centro 109 anos de Bruno ter nascido. Eis aqui o que Cusano diz no seu livro "De docta ignorantia":
O universo não tem circunferência, uma vez que se tivesse um centro e uma circunferência, existiriam coisas para além do mundo, suposições que têm uma total ausência de verdade. Logo, uma vez que é impossível que o universo se encontre fechado dentro dum centro corporal e limites corporais, não está dentro do nosso poder entender o universo, Cujo Centro e Circunferência são Deus. E embora o universo não possa ser infinito, mesmo assim ele não pode ser concebido como finito visto que não limites dentro dos quais ele possa ser limitado.
Este é o discernimento que o desenho animado de Bruno atribui por inteiro a ele. Porque não, então, atribuí-lo a "Cusano o divino"? Bem, isso iria destruir por completo a parábola, visto que, longe de ser pontapeado por vilões mal-encarados ao estilo de desenhos animados da Disney, Cusano era reverenciado e foi na verdade nomeado para cardeal. Isto, claramente, não fica bem dentro da fábula moral de génios livres-pensadores a serem oprimidos por teocratas dogmáticos.
O desenho animado prossegue retratando o corajoso Bruno a dar uma palestra em Oxford perante estudiosos irritáveis e de aparência aristocrática a colocarem objecções à sua promoção do Copernicanismo e, eventualmente, a atirarem-lhe peças de fruta e a expulsarem-no. Mais uma vez, a realidade não é assim digna. Não há qualquer evidência de objecções ao heliocentrismo e o problema que os estudiosos de Oxford tinham com ele era o plagiarismo que Bruno havia feito de outro estudioso. Mas, outra vez, isso não fica bem na fábula do puro livre pensador vítima de perseguição.
A ideia presente por todo o desenho animado é a noção de que ele foi afligido porque deu o seu apoio ao heliocentrismo e à tese dum universo sem limites, onde a Terra não era o centro. Como já tivemos oportunidade de ver, a segunda ideia não era nova e nem era controversa. Pelos finais do século 15, a hipótese heliocêntrica de Copérnico também não era particularmente nova, embora fosse mais controversa (practicamente nenhum cientista a aceitou porque ela era reconhecida como tendo várias falhas científicas). O ponto importante a lembrar é que por esta altura, essa ideia não era considera uma heresia por parte das autoridades religiosas, embora algumas pessoas pensassem que ela tinha alguma implicações preocupantes.
Nicholas_OresmeO próprio Copérnico não havia sido o primeiro proto-cientista a explorar a ideia duma Terra em movimento. Por volta de 1377 o estudioso medieval Nicholas Oresme havia analisado as evidências que apoiavam a ideia da Terra girar, e achou a ideia pelo menos plausível. A Igreja nem se importou com essa ideia. Os cálculos de Copérnico e a sua ideia já estavam circulação muito antes do seu opus ter sido publicado postumamente e ele gerou o interesse de várias figuras ligaras à Igreja, incluindo o Papa Clemente VII, que conseguiu que Johan Widmanstadt desse uma palestra pública em torno da teoria nos jardins do Vaticano que o Papa qualificou de fascinante.
Depois disso, Nicholas Cardinal Schoenburg insistiu que Copérnico publicasse o trabalho inteiro, embora Copérnico tivesse atrasado não por motivos de temer algum tipo de perseguição religiosa mas sim por temer a potencial reacção de outros matemáticos e astrónomos. O heliocentrismo não se tornou num tópico religioso "quente" até o incidente em torno de Galileu, em 1616, uma década e meia depois da morte de Bruno.
Mais uma vez, os escritores de "Cosmos" parecem estar vagamente cientes de tudo isto e como tal, fazem um imaginativo sapateado como forma de impedir a implosão da sua fábula. Na caracterização do julgamento de Bruno feita pelos desenhos animados da série "Cosmos", temos a primeira evidência de que os pontos de discórdia entre a Igreja e Giordano Bruno em nada estavam relacionados com a ideia dum universo infinito, múltiplos universos, ou qualquer outra especulação cosmológica. Devido a isto, os Inquisidores ao estilo da Disney listam uma série de acusações tais como "questionar a Santíssima Trindade e a Divindade de Jesus Cristo" e mais algumas acusações puramente religiosas.
A caracterização da séria gera a impressão de que estas eram acusações menores, ou até acusações inventadas, mas na realidade, estas foram a verdadeiras razões que levaram Bruno, bem como outros, à fogueira. Por mais horrível que isso seja para nós, negar a virgindade de Maria, afirmar que Jesus era só um mágico ou negar a Transubstanciação, podiam levar uma pessoa à fogueira por volta de 1600 AD, embora só se a pessoa recusasse as repetidas oportunidades para se retratar.
Mas o desenho animado da série quer-se manter fiel à sua parábola, e como tal, eles colocam no final da lista de acusações, e nós somos levados a acreditar que esta era a acusação mais grave, "afirmar a existência de outros mundos". Mas como já vimos, isto não era problema algum para a Igreja. Eis aqui o que Nicholas de Cusa diz sobre estes outros mundos no livro que inspirou muitas das crenças de Bruno:
A vida, tal como aquela que existe na Terra na forma de homens, animais e plantas, pode ser encontrada, suponhamos nós, na sua forma mais elevada nas regiões solares e estelares. Em vez de pensarmos que tantas estrelas e partes dos céus se encontram inabitadas, e que só esta nossa Terra está povoada de pessoas - e mesmo assim, com seres dum tipo inferior - iremos supor que todas as regiões se encontram habitadas, distinguido-se na natureza pela sua categoria, e todas elas devendo a sua origem a Deus, Que é o [C]entro e a [C]ircunferência de todas as regiões estelares .... Dos habitantes dos outros mundos, para além do nosso, podemos saber por enquanto ainda menos coisas, não tendo um padrão através do qual os louvar.
Mais uma vez, lembrem-se que Cusano não foi queimado na fogueira, e que ele era reverenciado, louvado e foi feito cardeal.
A única menção feita a outros mundos na acusação contra Bruno especifica que ele acreditava numa "pluralidade de outros mundos e na sua eternidade". Foi esta última parte que se tornou num problema, e não o facto dele ter dado o seu apoio a uma tese que um líder da Igreja havia falado um século antes.
O desenho animado termina com as ressalvas de DeGrasse Tyson relativas ao facto de Bruno "não ter sido um cientista" e que as suas ideias não terem sido mais que "palpites de sorte". Alguns comentadores parecem ser de opinião de que isto de alguma forma absolve toda a sequência das suas distorções, e que o programa apenas caracteriza Bruno como mártir do pensamento livre e que a sua história é uma lição sobre os perigos do dogmatismo. Mas o problema com o desenho animado é que ele é uma pastiche da verdadeira história.
A verdadeira história de Cusano poderia, na verdade, ser muito mais interessante de ser contada, e ela não estaria carregada de bagagem inspirada pela tese Draper-White em torno dos mitos que existem sobre Giordano Bruno. Mas a sequência inteira parece ter sido motivada por uma agenda e a história do herético queimado na fogueira serviu ao propósito dessa agenda duma forma que a história dum cardeal reverenciado livre de oposição nunca poderia ter servido.
O objectivo parece ser o de formar uma opinião em relação ao pensamento livre e ao dogmatismo dentro do contexto da guerra cultural nos EUA em torno do Criacionismo. Que Bruno era um crente em Deus é uma ideia repetida por diversas vezes no desenho animado, embora ela tenha sido mais um panteísta que outra coisa qualquer. Mas ele é mostrado como um crente de mente aberta e sem constrangimentos que foi oprimido e, eventualmente, morto pelas forças do dogmatismo literalista.
O grito de Bruno quando lhe estavam a atirar peças de fruta em Oxford - "O vosso Deus é demasiado pequeno!" - é, na verdade, o propósito de toda a parábola. Toda a sequência tem como alvo os literalistas dogmáticos da guerra cultural Americana ao mesmo tempo que tenta apelar aos crentes, dado que a maior parte da audiência Americana seriam teístas. Esta é o enquadramento desta fábula e os escritores cortaram partes da verdadeira história de Bruno e de forma desarrumada uniram tudo até gerar esta mensagem moderna.
Grande_Oriente_ItaliaE isto leva-me de volta ao meu encontro com a estátua no Campo de'Fiori; a estátua foi criada por Ettore Ferrari, e erigida em 1889 pouco depois da unificação da Itália, apesar da oposição da Igreja. O monumento, erigido por membros da Ordem Maçónica "Grande Oriente de Itália", foi um símbolo político anti-clericalista deliberado. Os ateus e os livres pensadores reverenciam-na até os dias de hoje, e comemoram a execução de Bruno no dia 17 de Fevereiro de todos os anos.
Claro que qualquer pessoa que ressalve que Bruno é um ícone ridículo para os ateus, dadas as suas visões místicas excêntricas e as suas prácticas mágicas, é normalmente ignorada. E qualquer pessoa que tenha a temeridade de ressalvar que Bruno foi executado por motivos puramente religiosos, e não por especular acerca de uma multiplicidade de mundos ou um universo infinito, é normalmente (e de modo bizarro) acusada de justificar a sua horrível execução.
Tal como já disse, para pessoas que se identificam como "racionalistas", muitos dos meus amigos ateus podem ser tudo menos racionais. Infelizmente, o desenho animado tolo de Neil deGrasse Tyson, Ann Druyan, Steven Soter e Seth MacFarlane sobre Bruno não irá definitivamente ajudar em nada em relação a isso.


domingo, 27 de abril de 2014

Argélia e o crescimento do Cristianismo

"Vi argelinos a adorar a Deus com todo o seu coração e isso comoveu-me" -  Zino (convertido ao Cristianismo)


A CBN reporta que um avivamento Cristão está a tocar as partes mais a norte de África. Numa região anteriormente hostil ao Evangelho, hoje dezenas de milhares de muçulmanos estão a aceitar o Senhor Jesus em números recorde.

Tino Qahoush, graduado da Universidade Regent e cineasta que viajou até ao Médio Oriente afirmou:

O que Deus está a fazer no Norte da África, começando na Mauritânia até a Líbia, não tem precedentes na história missionária. Tive o previlégio de gravar testemunhos e ouvir em primeira mão histórias de homens e mulheres, de todas as idades, onde eles podem estar sentados num quarto e ver a aparência e a Presença de Deus manifestar-Se de forma real, como uma visão. Alguns deles deram-me histórias da forma como eles levam a cabo conversas; não são só luzes que aparecem.

Segundo o relatório, "Desde as costas de Casablanca em Marrocos até Tripoli, Líbia, peritos afirmam que o crescimento do Cristianismo, especialmente nos últimos 20 anos, não tem precedentes. E agora o crescimento é evidente na nação do Norte de África com o nome de Argélia."

De facto, afirmou o Pastor Salah, que lidera uma das maiores igrejas da Argélia onde todos os novos Cristãos chegam de famílias muçulmanos, "Nós nunca imaginamos que a igreja Argelina viesse a crescer de tal forma."

Segundo reportado, desde que a igreja do Pastor Salah abriu que todos os anos são baptizadas, em média, 150-160 pessoas por ano.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Militante ateu agride Pastor evangélico

Pastor evangélico de North Hampton, Ohio, extendeu o seu perdão ao militante ateu que o agrediu violentamente no ano passado e que corre o risco de passr vários anos na prisão. Rev. Norman Hayes, pastor da "Bridge Community Church" afirmou:
Quero que ele saiba, e que oiça enquanto vai para a prisão, que eu lhe estendo o meu perdão.
James Maxie, de Springfield, foi declarado culpado de agressão criminosa e sentenciado a 8 anos de prisão. Maxie agrediu Hayes em Outubro de 2013 na igreja de North Hampton depois do pastor ter perguntado à namorada de Maxie se ela se sentia segura perto do namorado. O espancamento deixou Hayes com um nariz partido, contusões e três cortes que necessitaram de pontos por toda a sua cara.

Descrevendo o incidente, Hayes afirmou:
Ele ficou muito mas muito zangado por eu ter sugerido que ele a podia ferir. Entao ele virou-se e feriu-me de uma forma grave.
No mês passado Maxie fez um acordo com a "Clark County Common Pleas Court", e viu acusações relativas à sua resistência à prisão removidas em troca da sua admissão de culpa em agressão de segundo grau. Maxie afirmou:

Desgracei por completo a minha vida. A minha namorada observou aterrorizada enquanto eu fazia isto. A família da minha namorada sofreu. A minha mãe e o meu pai sofreram uma vergonha enorme pelo que fiz.

Hayes, no entanto, cuja cara ainda revela as cicatrizes embora já tenha passado mais de ano e meio depois do ataque, disse que coloca em causa a sinceridade do pedido de desculpas de Maxie:
Tudo gira em torno dele, basicamente, e como tal, acho que o remorso genuíno é aquele onde tu não falas de ti e tudo o que falas é o quão arrependido tu estás pelo que fizeste à outra pessoa.

Em Outubro último, e depois do ataque, o blogueiro ateu Hemant Mehta ("Friendly Atheist") apelou aos seus leitores que ajudassem a pagar as contas médicas do pastor, pedindo cerca de $25,000:
Podemos não ser capazes de impedir incidentes futuros como este mas podemos controlar a forma como reagimos perante a comunidade. É por isso que estou a doar a verba e peço a todos vocês que ofereçam o que puderem.

O pastor da Bridge Community Church, que afirma ainda reviver mentalmente o ataque, ressalvou que desde então, os procedimentos de segurança foram mudados.


Militante ateu James Maxie mostrou a sua natureza pacífica
agredindo um Cristão

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Os 10 argumentos mais usados pelos ateus


Eu escrevo muito pouco sobre a apologética "Cristianismo vs Ateísmo", e há um bom motivo por trás dessa minha escolha. Foi nas salas de conversação e nos blogues ateus que eu dei os meus primeiros passos na teologia. Desde esses dias até hoje, eu nunca mais ouvi algo de novo por parte dos ateus. Parece que muitos ateus actuais (alguns gostam de usar o título "neo-ateus" como forma de se distinguirem dos ateus filosoficamente mais profundos do passado) têm muito pouco para acrescentar à discussão. Para ser justo, a maior parte dos apologistas Cristãos também não têm muito para acrescentar.

No entanto, cheguei à conclusão de que seria divertido comentar os 10 argumentos que mais oiço. A minha expectativa é de que eles irão expor alguns dos problemas mais óbvios com os mesmos, e talvez ajudar ambos os lados - ateus e Cristãos - a ter um material de debate mais interessante.

(...)

Vamos então analisar os 10 argumentos mais usados pelos ateus.

1. Não há evidências em favor da existência de Deus.

Existem dois problemas em relação a esta frase. Começando com a ideia de "evidência", qual é o entendimento das pessoas em relação a isso? O que é evidência suficiente para uma pessoa normalmente não é evidência suficiente para outra pessoa. Um tribunal disponibiliza inúmeros exemplos da forma como duas partes em conflito podem ter a mesma colecção do dados, o mesmo poder lógico e a mesma capacidade de raciocínio, no entanto ter interpretações diferentes em relação aos dados. O antigo ditado é verdadeiro: "os factos não determinam o argumento, o argumento é que determina os factos".

Sempre que é confrontado com a alegação de que não há evidências para a existência de Deus, normalmente o Cristão não sabe por onde começar a refutação. É tal como G. K. Chesterton chegou a dizer, perguntar a um Cristão para provar a existência de Deus é como pedir a alguém para provar a existência de civilização. O que é que se pode fazer para além de apontar e dizer "Olha, eis ali uma cadeira, e eis ali um edifício," etc. Como é que alguém pode provar a existência de civilização meramente seleccionando pedaços aqui e ali como provas suficientes em vez de ter uma experiência da civilização como um todo?

Quase tudo para onde o Cristão olha é evidência para a existência de Deus visto que ele vê a "obra" de Deus em todo o seu redor na criação. Mas isto dificilmente é evidência suficiente para o tribunal da opinião ateísta, tribunal esse que pressupõe que só o que pode ser apreendido pelos sentidos serve como evidência. Para o Cristão que acredita no Deus Transcendental, tais evidências ele já não pode oferecer; apresentar evidências *materiais* para a existência de Deus é, ironicamente, refutar a transcendência de Deus e rejeitar a fé.

A segunda parte do argumento é igualmente limitada. O que é que se tem em mente quando se fala em "existência"? Se tem em mente algo como "aquilo que começou a existir", então certamente que Deus não existe visto que Ele nunca começou a existir. Ele sempre existiu e Ele é Eterno.

2. Se Deus criou o universo, quem criou Deus?

Este é um dos argumentos mais peculiares que eu alguma vez vi e aqueles que o usam como uma espécie de "check-mate" intelectual pura e simplesmente não entendem o que os Cristãos querem dizer com a palavra "Eterno". É um argumento usado mal o teísta postula que uma "Primeira Causa" ou "Movedor Imóvel" é necessário para a existência do universo (um Ser "necessário" sobre Quem todas as outras coisas existem por meio da contingência. Alguns ateus lançam então o peso para os Cristãos afirmando, "E então quem criou Deus?"

O que é que o Cristão pode fazer perante esta questão para além de sorrir? Deus antecede todas as coisas presentes na criação, e é Eterno. Se Deus tivesse um Criador, então o Seu Criador seria Deus. Deus é Deus precisamente porque Ele não tem um criador.

3. Deus não é Todo-Poderoso se existirem coisas que Ele não consegue fazer. Deus não pode mentir, logo Ele não é Todo-Poderoso.

Bang! Derrotado.

Vamos com calma. Este argumento seria devastador-fantástico-talvez se Deus fosse mais como um dos deuses gregos, onde eles mesmos se encontravam sujeitos ao destino e limitados aos seus papéis específicos no cosmos. A doutrina Ortodoxa de Deus é muito diferente. Os Cristãos (pelo menos os Ortodoxos) olham para ontologia de Deus como algo sujeito ao Seu livre-arbítrio perefetio. Porque é que Ele é Bom? Porque Ele escolhe ser Bom. Porque é que Ele não mente? Porque Ele escolhe ser Honesto. Porque é que Deus existe numa Trindade? Porque Ele assim quis. (...)

4. Acreditar em Deus é o mesmo que acreditar na Fada Madrinha, no Pai Natal e no Monstro Spaghetti Voador.

O que eu mais gosto neste "argumento" bem gasto dos ateus é que ele serve para demonstrar o quão vastamente diferente é a crença em Deus destes mitos e destas imaginações. Quando se avalia de modo honesto a doutrina Judaico-Cristão de Deus, encontra-se milhares de anos de testemunhos humanos e desenvolvimento religioso; encontrar-se-á mártires a suportar os traumas mais horríveis na defesa da fé; ele irá encontrar nos textos religiosos descrições historicamente e geograficamente validadas; etc (estes factos, obviamente, não são "provas" mas "evidências" que exigem considerações mais fortes).

Coloquem-se estas coisas frente às histórias da Fada Madrinha, Pai Natal ou o Monstro Spaguetti, e encontramos exactamente o oposto:: nenhum testemunho de refinação religiosa, nenhum mártir, nenhuma validação histórica ou geográfica, etc. Em vez disso, encontramos mitos intencionalmente criados para as crianças, como forma de estabelecer um ponto, ou algum outro motivo. O argumento ateu é um argumento homem-palha da pior espécie.

5. O Cristianismo emergiu dentro dum povo antiquado e ignorante, desconhecedor da ciência.

De facto, estas pessoas antiquadas e ignorantes que acreditaram no nascimento Virginal do Senhor Jesus devem ter acreditado nisso porque não tinham conhecimento da forma como os bebés nascem. Incrível. O nascimento Virginal de Cristo foi um evento profundo que causou preocupação suprema aos antiquados precisamente porque eles entendiam que a concepção era impossível sem relações sexuais. O homem antigo considerava o nascimento Virginal como algo milagroso, isto é, algo impossível sem a intervenção Divina (e por essa altura, as pessoas desprezaram a ideia); o mesmo pode ser dito de todas as histórias milagrosas presentes nas Escrituras.

De facto, os antigos não tinham o telescópio Hubble, mas eles foram capazes de ver a noite em toda a sua glória, algo que quase nenhuma pessoa moderna pode dizer (graças à luminosidade moderna que distorce a nossa habilidade de ver a plenitude do céu nocturno). Em media, os povos antigos viviam mais próximos da natureza e das realidades da vida e da morte do que muitos de nós "modernos".

Em termos duma relação viva com estas coisas, os antigos estavam muito mais avançados do que nós estamos actualmente, e esta relação é essencialmente o cerne da pesquisa religiosa. Se as pessoas hoje em dia não têm curiosidade religiosa, provavelmente deve-se ao facto de passarem mais tempo com os seus iPhones do que com a natureza. Provavelmente.

Mas a alegação de que o Cristianismo foi viável no mundo antigo apenas porque teve como suporto a ignorância generalizada é uma ideia profundamente ignorante. O Cristianismo surgiu dentro duma das civilizações mais avançadas da história humana. O Império Romano não era conhecido pela sua estupidez; ele era o epicentro da inovação e de gigantes da filosofia. Eu aposto que se a pessoa comum dos dias de hoje se encontra-se dentro dum debate com uma pessoa comum da Alexandria do primeiro século, o indivíduo moderno seria totalmente humilhado na troca.

6. Os Cristãos só acreditam no Cristianismo porque nasceram numa cultura Cristã. Se eles tivessem nascido na Índia, eles seriam Hindus.

Este argumento é apelativo porque tenta rejeitar por completo as capacidades cognitivas da pessoa com base nas suas influências ambientais durante a sua infância. A ideia, de forma geral, é a de que as pessoas têm são intelectualmente tão limitas que eles não conseguem olhar para além da forma como foram criados, o que, se for levado a sério, também condenaria o ateísmo da igual modo. Mas essa é uma alegação falsa.

Tomemos como exemplo a história do povo Judeu. Vamos assumir que "ser" Judeu, em termos religiosos, é muito mais que um assunto de vinculo cultural. Ser Judeu +e ter o Judaísmo a permear a sua foram de pensar e acreditar, e a forma como se interage com o mundo. Mas é isto que se passa com a maioria dos Judeus, quer seja nos EUA, na Europa em Israel ou onde quer que seja? Seria preciso estarmos totalmente desligados para acreditarmos nisto.

O mesmo fenómeno pode ser encontrado dentro das assim-chamadas comunidades Cristãs. De facto, nascer numa casa Judeo-cêntrica ou Cristo-cêntrica nos dias de hoje é normalmente um precursor de que a criança irá crescer e abandonar a fé da sua família.

7. O evangelho não faz sentido: Deus estava Zangado com a humanidade por causa do pecado e como tal, Ele decidiu torturar e matar o Seu Filho de modo a que Ele pudesse apaziguar a sua própria raiva patológica. Quem é esquisito é Deus e não eu.

Este é, na verdade, um argumento muito bom contra algumas seitas protestantes (e eu já o usei em inúmeras ocasiões), mas não tem qualquer tipo de margem de manobra dentro da fé Cristã Ortodoxa visto que dentro dela não há um conceito de Deus que precisa de ver a Sua raiva apaziguada como forma de amar as Suas criaturas. O Pai sacrificou o Seu Filho como  forma de destruir a morte com a Sua Vida; não para apaziguar a Sua ira, mas para curar; não para proteger a humanidade da Sua fúria, mas para unir ao Seu amor. (...)

8. A História está repleta de seitas de messias mãe-filho, divindades trinitárias e coisas assim. Logo, a história Cristã é um mito tal como as outras.

Este argumento parece ser insuperável à primeira vista, mas na realidade, e usando uma analogia do basebol, é uma bola baixa. Não há discussão de que a história está repleta de histórias semelhantes àquelas que estão na Bíblia, e eu não vou perder tempo a recontá-las todas aqui. Mas este facto não deve ser de maneira nenhuma surpreendente. Na verdade, se a história não tivesse histórias semelhantes, isso sim seria problemático. Tudo o que é belo tem réplicas. A moeda falsa não prova a não-existência da moeda autêntica mas sim exactamente o contrário. Um milhar de bandas "cover" dos U2 não é evidência de que o grupo musical U2 é um mito.

Ah, mas isto não explica o facto de algumas destas histórias terem sido contadas antes dos relatos Bíblicos. Verdade. Mas imaginemos que a única história dum nascimento virginal, morte e ressurreição messiânicos só existem no Novo Testamento. Para mim, isso seria estranho. Seria estranho porque se toda a humanidade tivesse Deus como o seu Criador, mas no entanto o evento central da história humana - o evento mais importante de todas as eras - a incarnação, a morte e a ressurreição de Cristo nunca lhes tivesse passado pela mente, pelo menos numa forma turva, eles estariam completamente afastados dos mistérios mais importantes da existência humana.

Se o advento de Cristo foi real, então parece perfeitamente natural que ele tenha permeado a consciência da humanidade de alguma forma, independentemente do seu lugar na história. Seria de esperar ver a humanidade a replicar estas histórias, encontradas nas suas visões e sonhos, vez após vez a través da história; e é precisamente isso que encontrámos.

[ed: Outro argumento que pode explicar algumas semelhanças nas histórias pré-Cristãs e o Advento do Messias é o facto de, logo após a Queda do Homem, Deus ter dito "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Génesis 3:15). Da mesma forma que as histórias em torno do Dilúvio foram passadas de geração em geração, as histórias em torno da vinda da "Semente da Mulher" podem também ter passado de geração em geração, embora muitas delas se tenham pervertido com o passar do tempo.]

9. O Deus da Bíblia é Maligno. Um Deus que permite tanto sofrimento e morte não pode ser outra coisa senão Maligno.

Esta crítica é feita de muitas maneiras distintas, e para mim ele é um dos argumentos mais legítimos contra a existência Dum Deus Bom. O facto de existir sofrimento e morte é o argumento mais forte contra a crença no Deus Omnipotente, Omnisciente, Omnibenevolente. Se o sofrimento e a morte existe, isso parecer sugerir uma das duas: (1) ou Deus é amor, mas Ele não é omnipotente e não consegue impedir o sofrimento e a morte, ou (2) Deus é Omnipotente mas não Se preocupa connosco.

Eu dediquei um artigo à parte lidando com este problema, mas vamos falar aqui com o problema inerente à própria crítica.

O argumento tem como pressuposição a tese de que o bem e o mal são reais, isto é, que existe um padrão absoluto para o bem e para o mal que se sobrepõe às caprichosas "ideias" do que é bom e do que é mau num dado tempo da nossa ética evolutiva, se assim se pode dizer. Se não há uma existência real do bem e do mal - como realidade ontológica - então a acusação de que "Deus é Mau" devido a isto ou devido àquilo é, na verdade, dizer algo como "Eu pessoalmente não gosto do que vejo no mundo, e como tal, Deus não pode existir."

Gosto do que C.S. Lewis falou em relação a este assunto:
Não faz sentido falar em "tornar-se melhor" se "melhor" apenas significa "aquilo no que nos estamos a tornar" - é como nos nos congratularmos por termos  chegado a um destino e definir o destino como "o lugar onde era suposto nós chegarmos".
O que é complicado para os ateus neste tipo de debates é ficar longe de palavras carregadas de conotação religiosa. É estranho alguém que não acredita no bem e no mal objectivos condenar Deus por ser "Mau" porque Ele não atingiu a sua [do ateu] visão do que é ser "bom". Portanto, a crítica inicial é válida, mas ela é subversiva para o chão sobre o qual o ateu se encontra. Se alguém vai aceitar o bem e o mal com realidades, então ele não se encontra por completo na posição de rejeitar a Deus. Em vez disso, ele está numa posição onde ele batalha com a ideia de Deus como Um Ser Bom. (...)

10. A teoria da evolução respondeu todas as questão em torno das nossas origens. Não há necessidade de se depender de antiquados mitos ignorantes.

[ed: O autor do texto não dá uma resposta conclusiva neste ponto, e como tal, fica aqui um link onde se pode ver como os próprios evolucionistas não têm qualquer tipo de concordância em relação a aspectos cardinais da sua teoria.]

segunda-feira, 17 de março de 2014

Como combater o crime

Pesquisadores da Universidade de Manchester apuraram que as pessoas que frequentam regularmente as igrejas comentem menos crimes, especialmente quando se trata do consumo de drogas, pirataria e assaltos. O grupo de pesquisa, liderado pelo doutourado Mark Littler, inquiriu 1,200 pessoas com idades entre os 18 e os 24, e perguntou ao grupo de estudo acerca da da sua história de actividade criminosa em 8 áreas específicas, e qual era a possibilidade de virem a cometer crimes futuros.

A pesquisa não lidava com crimes de "alto-nível" tais como assassinatos ou raptos, focando-se em vez disse nas seguintes áreas:

Violência contra outras pessoas
Furto de lojas
Pirataria musical
Uso ilegal de drogas
Vandalismo
Delinquência na escola ou no emprego
Espalhar lixo na rua

Foi apurado que as pessoas que regularmente frequentam as igrejas são menos susceptíveis de cometer estas ofensas. Havia também uma correlação directa entre o número de vezes que se ia à igreja, e as probabilidades de se cometerem estes crimes: quanto maior era o primeiro, menor era a segunda. Havia três tipos de ofensas em particular que os frequentadores de igrejas eram menos susceptíveis de cometer: uso ilegal de drogas, pirataria musical e furto de lojas.

Mark Litter afirmou:

O acto de se visitar um local de adoração pode desencadear uma redução significante nas probabilidades de envolvimento em certos tipos de comportamento criminoso e delinquente.

Ele acrescentou ainda que "misturar-se com outros crentes" é uma parte importante do processo. visto que passar o tempo com pessoas que "partilham a tua fé" e que não estão interessadas em cometer crimes, tem um impacto no tipo de actividades nas quais a pessoa se envolverá.

O Apóstolo Paulo faz uma declaração semelhante, mas duma perspectiva inversa. Ele escreve em:

Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. (1 Cor 15:33)

A declaração de Paulo "más conversações corrompem os bons costumes" era, na verdade, uma citação dum escritor pagão com o nome Menander, um famoso poeta de Atenas. Conhecido pelas suas declarações espirituosas, Meander cometeu suicídio afogando-se em 293 a.C. porque um poeta concorrente, Philemon, recebeu mais aplausos do que ele.

Uma vez que Paulo estava a escrever para os Gregos, ele pode ter citado de propósito um dos seus como forma de dar mais peso ao seu argumento. Isto sugere que havia coisas que estavam a acontecer na igreja de Corinto que preocupavam o apóstolo.

Paulo descreve que o processo de corrupção como uma decepção. As não começam as coisas acreditando que o seu comportamento será corrompido. Eles pensam que se podem associar com as más companhias sem que isso as afecte. Eles podem ate dar mais um passo e pensar que elas podem alterar estas más companhias rumo ao bem.

A palavra "conversações" não se refere ao contacto casual, mas descreve um contacto próximo e continuo - amizade ou camaradagem. A palavra grega para "corromper",  ptheiro, significa simplesmente poluir ou corromper misturando o bom com o mau, e é um processo que não termina bem para o crente.

O tipo de companhia que mantemos faz toda a diferença.

Fonte

* * * * * * * *

A ler: "Estudo vincula religiosidade a violência em jovens muçulmanos", onde se lê:


Enquanto entre os jovens cristãos a propensão à violência diminui conforme o grau de religiosidade aumenta, entre os muçulmanos ela sobe."

quinta-feira, 13 de março de 2014

5 evidências de que o ateu é uma pessoa infeliz

[Nota: todas as referências a "ateus" no post, centram-se nos neo-ateus / militantes ateus]

Sempre que encontramos ateus notamos imediatamente a raiva que eles exibem e a hostilidade sobrepujante que eles nutrem pelas pessoas que não pensam como eles. Isto não só pode ser um testemunho para o facto deles se encontrarem infelizes dentro da sua visão do mundo, como também pode ser uma evidência de que não se pode ter uma vida feliz e consistente dentro da visão do mundo ateísta. E porque é que os ateus não são pessoas felizes?

1 - Eles são forçados a ignorar o que eles claramente vêem.

O argumento mais comum para a existência de Deus - tanto o homem comum como para o estudioso - é o mundo que nos rodeia; formulado num argumento lógico, ele é conhecido como o Argumento Cosmológico de Liebniz. Olhando para o mundo natural, todas as pessoas se podem aperceber imediatamente que tem que existir Um Criador. A criação não poderia vir a existir sem Um Criador. Como Causa do universo, o Criador tem que ser Eterno, Imaterial e Sobrenatural (porque Ele criou o tempo, a matéria e a natureza). Todas as pessoas são capazes de observar isto, e é por isso que Paulo diz em Romanos 1:20:
Porque as Suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno poder, como a Sua divindade, se entendem, e claramente se vêem, pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inexcusáveis
Os ateus reconhecem que Deus existe, mas tentam-se esconder desesperadamente por trás de coisas que os ajudem a evitar esta verdade óbvia - coisas tais como "quem causou a Causa sem-causa?" Mas estas questões falham após breve examinação, e é por isso que é impossível viver-se como um ateu coerente. O ateísmo impede as pessoas de adoptar pensamento crítico e de questionar as suas suposições ateístas, ao mesmo tempo que força os seus aderentes a ignorar toda a criação que claramente e invariavelmente clama por Um Criador.

2 – Eles são forçados a negar o valor da vida humana.

O filósofo ateu Michael Ruse afirmou:

Aprecio muito o facto de que, quando alguém diz "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo", ele está a pensar em alguém acima e para além dele mesmo. Mas tais referências não têm qualquer fundamento. A ética é uma ajuda para a sobrevivência e para a reprodução, e qualquer significado mais profundo é pura ilusão.

Esta é a posição da maior parte dos ateus, isto é, o relativismo moral. Segundo esta visão do mundo, a valor da vida humana é algo análogo ao valor intrínseco do dinheiro. Se alguém decidir que o dinheiro não vale nada, então o dinheiro não vale nada. Semelhantemente, se um estranho e uma pessoa amada estivessem penduradas num penhasco, obviamente que tu irás salvar primeiro a pessoa amada.  Mas porquê? A vida da tua pessoa amada não tem mais valor intrínseco que a vida do estranho, mas é dessa forma que nós vemos as coisas. Mas dentro do ateísmo, os seres humanos são como dinheiro.

Quem é que consegue viver assumindo tal visão do mundo como verdadeira? Ninguém olha para o ser humano desta forma; ninguém olha para o ser humano como um meio para um fim mas sim como o próprio fim. O grande filosofo ateu do passado, Bertrand Russell, reconheceu este problema, afirmando, "Só sobre o firme fundamento do desespero inflexível pode a habitação das almas, daqui em diante, ser construída." Tal como reconheceu Russell, não é possível viver uma vida coerente dentro do ateísmo.

3 – Eles temem a ira de Deus.

Deus deu aos ateus uma consciência, e como consequência disso, eles sabem a diferença entre o bem e o mal - e sabem também que eles violaram os Mandamentos de Deus. Como disse Paulo em Romanos 2:15, "Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os." Os ateus não têm desculpa visto que eles sabem a diferença entre o bem e o mal, e sabem que cometeram o mal.

Isto não quer dizer que eles encontram-se condenados só por rejeitarem a Cristo ou outra alegação religiosa, mas sim porque eles falharam ao não cumprirem com o padrão moral que Deus exige da humanidade (perfeição absoluta, isto é, nunca ter pecado). O Senhor Jesus Cristo é a Única Solução para isto. O ateus reconhecem que falharam e em momentos de clarividência, eles sabem que um juiz justo tem que punir o homem maligno. Isto faz-nos ver que não é logicamente possível ser-se um ateu consistente.

4 – Eles são hostis e intolerantes.

Se por acaso vocês já se cruzaram com o ateu comum na internet, sabem que isto é verdade. Eles são hostis, intolerantes e, de modo geral, as pessoa não querem falar com eles. Quando eu inicialmente aprendi os argumentos para a existência de Deus, entrei na internet em busca de ateus de modo a que eu pudesse ouvir o seu ponto de vista. Mas para cada ponto de vista "válido" por eles dado, havia um rol imenso de insultos e tentativas generalizadas de me atacarem como pessoa. Devido ao tempo que passei com eles, hoje em dia não tenho muita paciência, e normalmente não sou muito sensível com pessoas que discordam comigo ou que me insultam. Os ateus são o grupo mais hostil e desagradável que eu alguma vez encontrei.

Mas, claro, é de admirar que alguém consiga viver dessa forma. Como é que alguém consegue viver como se ela fosse melhor do que a outras pessoas só porque ele é ateu e o outro não? Como é que alguém consegue viver atacando de modo constante as outras pessoas? Parece que este modo de vida é radicalmente inconsistente com alguém que alega ser uma pessoa feliz. Logo, não dá para se viver a vida ateísta.

5 – Normalmente, eles não têm profundidade intelectual.

Os ateus querem constantemente demonstrar o quão intelectuais eles são, o quão guiados pelas evidências e pela razão eles são. Mas quando alguém investiga a maioria das coisas que eles dizem, torna-se claro que eles têm a aparência de veracidade, mas é só aparência mesmo. Os seus argumentos revelam-se como plausíveis, ou coisas que eles querem acreditar, mas que invariavelmente não estão de acordo com a realidade. Por exemplo, os ateus frequentemente alegam ter lido a Bíblia, e ter um entendimento genuíno da Teologia Cristã, mas quando eles citam os versículos, a sua interpretação é pobre e totalmente fora do contexto Bíblico (...).

Para além disso, para além de terem expectativas curiosas e irracionais, os ateus têm um entendimento infantil da Revelação Bíblica. Por exemplo, com relativa frequência encontramos ateus que corajosamente afirmam que só acreditarão em Deus se Ele falar com eles directamente, e da forma que eles (os ateus) querem. Não lhes cabe pela cabeça que Deus é Soberano e que Ele escolhe a forma como Ele Se quer revelar. Mas os ateus propagam esta "racionalidade" nos seus grupos e não há um ateu que lhes demonstra a irracionalidade desta posição.

Mas como é possível que alguém viva em tal superficialidade intelectual quando não há qualquer tipo de profundidade no que dizem, e uma análise crítica aos seus "argumentos" refuta-os por completo? Será que os ateus não querem investigar os tópicos antes de os comentarem? Será que eles não têm algum tipo de curiosidade intelectual em torno da veracidade dos slogans que eles religiosamente recitam?

A resposta é óbvia: Não, eles não querem. Para os ateus é mais fácil repetir slogans do que investigar a sua consistência e veracidade. Isto faz com que o ateísmo não tenha qualquer visão profunda e nem qualquer tipo de dimensão intelectual digna de registo. Mas viver com os ouvidos tapados, e nunca investigar as coisas de um modo mais profundo, torna a vida difícil. Isto leva-nos a concluir que não dá para viver a vida ateísta de um modo coerente.

Modificado a partir do original

quarta-feira, 12 de março de 2014

Militantes ateus são mesquinhos e não merecem respeito

Uma mãe da Califórnia que, sob pressão dum grupo ateu, se dirigiu ao local onde o filho foi morto para remover uma cruz erigida no local, deparou-se com um número considerável de apoiantes que colocaram as suas próprias cruzes no local.

Doug Johnson, residente de Riverside que se dirigiu ao local com a sua filha e com seis cruzes feitas em casa, disse o seguinte ao Riverside Press-Enterprise:
Eles disseram para remover aquela cruz, mas não disseram nada sobre se colocarem outras.
Doug Johnson coloca outra cruz no local
AnnMarie Devaney concordou em retirar a cruz que ela havia colocado na berma da estrada como forma de honrar o filho de 19 anos, que foi morto por um carro há dois anos atrás.

Quando a "American Humanist Association" de Washington, D.C., ficou a saber da cruz, enviou-lhe uma carta a exigir que ela removesse a cruz. A associação disse que a sua instalação em zona que pertence à cidade violava a separação constitucional entre o estado e a igreja. Ela disse ainda:
É tão mesquinho e triste que eles se tenham queixado só por causa duma cruz. Era a sua preferência pessoal ser um Cristão. Qual é o mal em ter uma cruz em sua memória? 
Mercedez Devaney e o pai retiram a cruz
Devaney encontrava-se bastante emotiva quando se encontrava no local, e disse que ficou tocada com os seus apoiantes. Ela teve o apoio da sua família e de outras famílias que trouxeram as suas próprias cruzes. Uma das mulheres presentes disse aos jornais que ela era a madrasta do condutor que matou o filho de AnnMarie.

A mesma associação ateísta alegadamente conseguiu que um juiz impedisse a instalação de um monumento perto do Diamond Stadium na mesma cidade, que é a sudeste de Los Angeles. Esse monumento exibia um soldado ajoelhando-se perante uma túmulo com uma cruz por cima.

Mercedez chora enquanto retira a cruz
Fonte

* * * * * * *
Por estas e por outras é que os militantes ateus são das pessoas mais odiadas do mundo. Para além de nutrirem um ódio auto-destrutivo ao Cristianismo (e só ao Cristianismo), não parece que eles respeitem a memória dos mortos (e menos os mortos sejam ateus tais como Stalin, Pol Pot, Mao Tse Tung ou qualquer outro genocida ateu).

segunda-feira, 3 de março de 2014

10 razões pelas quais eu não sou ateu


Parece que existem mais ateus hoje do que alguma vez existiram. Mas eu não sou um deles, e eis  algumas razões:

1. Não é convincente.

Por definição, ateu é aquele que acredita que Deus não existe em parte alguma do universo. Os cientistas ainda nem sabem o que se encontra no fundo dos mares do nosso planeta Terra. Como é que alguém pode estar certo de que não há Deus em parte alguma do Universo? Nós não somos assim tão inteligentes. (...)



2. Nenhum ateu me inspira.

Não conheço nenhum ateu que me faça dizer "Quero ser como ele!"; o ateísmo não me dá energia.

3. Má reputação.

Para mim, existiram demasiados ateus malignos na História. O que é que os genocidas Adolf Hitler, Joseph Stalin, Mao Tse-Tung e Pol Pot tinham  em comum (só para mencionar alguns)? Nenhum deles acreditava em Deus. O ateísmo parece ser luz verde para que os ditadores matem largos números de pessoas inocentes. Sim, eu sei que os religiosos também podem ser canalhas, mas eles ainda têm que caminhar muito para chegarem ao nível das matanças históricas dos ateus.


4. Demasiada hipocrisia.

Os ateus falam de Deus mais do que qualquer outra pessoa. Num dia eles não acreditam em Deus, mas no dia seguinte eles blasfemam contra Ele porque acham que Ele é injusto e maligno. Não é possível aceitar as duas posições visto que é impossível ficar zangado com Alguém cuja existência é negada. 

5. Céptico da explosão.

A teoria do big bang nunca me convenceu. Nunca experimentei qualquer tipo de explosão a criar seja o que for. O mundo é demasiado complexo para eu acreditar que o mesmo é o efeito duma explosão aleatória. Fé em Deus faz muito mais sentido para mim do que explosões. Isto, claro, deixando de lado que algo tinha que existir de modo a que pudesse explodir. Como é que essa matéria veio a existir?

6. A teoria da evolução não explica a criação.

Mesmo que se acredite que a vida evoluiu a partir dum organismo unicelular, isso não explica a forma como esse organismo veio a existir. Isto sem falar nos milhões de fósseis transicionais cuja existência Darwin previu, mas que nunca foram encontrados.

7. Muitas pessoas que eu admiro, acreditam em Deus

Eis uma pequena lista: George Washington, Mother Teresa, Albert Einstein, Sir Isaac Newton, Nicholas Copernicus, Galileu, Martin Luther King, Abraham Lincoln, Albert Schweitzer e.... Elvis (na verdade, eu não sou grande fã de Elvis mas resolvi incluí-lo na mesma.)

8. Demasiado conveniente

Os ateus não têm que se sentir responsáveis pelas suas acções visto que eles podem inventar as suas próprias regras. Eles podem fazer o que eles bem quiserem, independentemente de quem for prejudicado.

9. Demasiado grosseiros

A maior parte dos ateus que eu conheço são grosseiros. Se calhar eu conheço os ateus errados.

10. A sério? Tudo o que existe é isto?

Não me sinto atraído à ideia de que este mundo é tudo o que existe. E sem Deus, não faz qualquer sentido acreditar que há outro mundo à nossa espera. 

BÓNUS: Ainda há aquele pequeno problema da ressurreição.

Muito para desagrado do governo Romano, a ressurreição do Senhor Jesus Cristo catapultou o Cristianismo para um lugar de destaque durante o primeiro século.

Os Romanos poderiam ter parado o movimento logo no início  mostrando ao mundo o Corpo do Senhor Jesus ou uma explicação razoável para refutar a Sua ressurreição.  Eles não foram capazes de fazer qualquer uma das duas. 

hmmmmm....


domingo, 2 de março de 2014

Sete perguntas que todo o russelita tem que responder

1. Quem é que estava dentro da Sarça Ardente? (Êxodo 3)

2. Porque é que o Senhor Jesus nunca Se recusou a receber adoração Divina - Mateus 14:33 -  mesmo depois de ter dito que Só YHWH pode receber adoração Divina? -  Lucas 4:8

3. A diferença de hierarquia implica diferença de natureza em todas as instâncias?

4. No Livro de Revelação o Pai e o Filho são alvo de adoração por parte dos Anciãos  (Apocalipse 5:8). Mas o Senhor Jesus disse que só YHWH pode ser adorado (Lucas 4:8). Pode uma "criatura" receber adoração que só pertence a YHWH?

5. Deus diz que a Sua Glória Ele não a dá a nenhuma criatura (Isaías 42:8) mas o Senhor Jesus diz que Ele o Pai têm a Mesma Glória (João 17:5). Se a Glória de YHWH pertence a YHWH e o Filho tem essa Glória, Quem é o Filho?

6. Pode uma "criatura" fazer tudo o que o Deus Todo Poderoso consegue fazer? (João 5:19)

7. Jeremias 23:5-6 diz que o Nome do Messias é YHWH,  Isaías 9:6 diz que Ele é o Deus Forte, e Jeremias 10:11 diz "Os deuses que não fizeram os céus e a terra desaparecerão da terra e de debaixo deste céu". O Senhor Jesus, que segundo o Russelismo não é YHWH (o Deus que fez os céus e a Terra) mas "outro deus", também desaparecerá?

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

5 questões que todos os Cristãos têm que saber responder

Por Richard Bushey
EvangelizandoSempre que se envolvem em algum tipo de diálogo com as pessoas do mundo, os Cristãos encontram objecções comuns que eles têm que saber como responder. Estas objecções normalmente se baseiam em más-concepções ou má-informação que eles [os descrentes] receberam. Para além disso, as outras pessoas têm também questões gerais provenientes da sua curiosidade. Quando as pessoas descobrem que tu és Cristão, eles podem querer saber alguns factos da crença Cristã. Logo, acho que existem pelo menos 5 questões que todos os Cristãos devem ser capazes de responder.
1. Como é que eu posso ser salvo?
É tremendamente triste que muitos Cristãos pura e simplesmente não saibam como pregar o Evangelho. Eles não sabem como responder à questão, “Como é que eu posso ser salvo?” É bem provável que eles nem entendam a natureza da sua salvação. Eles não entendem e nem sabem como expressar o que significa o facto do Senhor Jesus Cristo Se ter sacrificafo e o facto de nós temos que os revistir com o Senhor Jesus. A resposta tem que ser algo como isto:
Quando o Senhor Jesus foi executado, toda a ira de Deus caiu sobre Ele. O Senhor Jesus foi castigado no nosso lugar, absorvendo o castigo que nós merecíamos. Agora, e devido a isso, podemos-nos apresentar perante Deus como se nós nunca tivéssemos pecado. Podemos fazer isso colocando a nossa confiança no Salvador (Mateus 3:2), o que levará a que Deus nos faça novas criaturas, (João 3:3), e portanto oferecendo-nos uma experiência de nascer de novo.
Isto é o que significa ser um Cristão renascido.
2 – Porque é que acreditas no Cristianismo?
Why_ChristianityA resposta mais comum a esta pergunta é “Porque eu tenho fé.” As pessoas alegam que acreditam porque têm fé, ou então dirão que não sabem. Obviamente, ambas as respostas são insuficientes e não representam a tua forma de pensar. A maior parte dos Cristãos não acredita como efeito de fé cega, mas sim porque de forma sobrenatural passaram a ser novas criaturas e tiveram um encontro com Deus como se Ele fosse outra Pessoa. Acreditamos porque experimentamos o Senhor Ressuscitado, e porque os Apóstolos falaram Dele na Palavra de Deus escrita.
É por isso que acreditamos. Portanto, quando os Cristãos levantam os braços e dizem que não sabem, isso torna-se frustrante porque eles não estão a expressar de forma adequada as suas crenças.
3 – Porque é que vocês Cristãos negam a ciência moderna?
[Nota: o autor original do texto acredita no Big Bang e acredita numa impossível harmonia entre a macro-evolução e o Livro de Génesis. O editor do blogue não partilha dessa opinião, e como tal, essa parte do texto original foi deixada fora da tradução. Podem sempre ler o que ele diz no link colocado no final da texto. Para além disso, os Cristãos não negam a ciência moderna mas sim as teorias que se dizem científicas mas que não têm qualquer tipo de evidência em seu favor. O Big Bang e a crença de que répteis evoluíram para pássaros são crenças refutadas pelas evidências científicas, e como tal, negar a sua inexistente "veracidade" não é negar a ciência moderna, mas aceitar o que a ciência moderna revela.]
4 – Quem criou Deus?
Mao_Deus_AdaoQuando os Cristãos dizem que Deus criou o universo, os descrentes normalmente irão responder algo do tipo, “ah, mas quem criou Deus?!!” Eu acho que os Cristãos normalmente lidam com este ponto de uma forma razoavelmente boa visto que não é uma objecção sofisticada. Mas esta pergunta aparece com frequência e a resposta mais usual é: Como o Causador do tempo, Deus necessariamente existe para além do Tempo – Eterno e sem causa.
Pode-se dizer também, de forma práctica, que a pergunta “Quem criou Deus?” não refuta a noção de que Deus criou o universo, mas apenas vem depois do facto de Deus ter criado o universo. Mas mesmo assim, isto é uma má representação da filosofia da ciência porque reconhecer que uma explicação é a melhor, não significa que se tenha que ter uma explicação para a explicação. De modo a afirmar que A causou B não é necessário demonstrar a origem de A.
5 – Qual é a necessidade de ter uma fé cega?
Os descrentes normalmente associam a ideia da fé com a ideia da fé cega, isto é, “nós acreditamos em algo embora não tenhamos motivos para acreditar.”
Blind_FaithOs discípulos caminharam com o Senhor, viram os Seus milagres e, de facto, viram-No depois de ressuscitar dos mortos. Eles tinham todos os motivos para acreditar, e portanto urge perguntar como é que isso pode ser qualificado de “fé cega”. A resposta é que os Cristãos não são convidados a ter uma fé cega.
Quando se fala em “fé” isso só significa que colocamos a nossa confiança no Senhor Jesus Cristo. A fé, neste contexto, é comparável à fé na nossa esposa. No seu debate com Richard Dawkins o Dr John Lennox fez exactamente este ponto. Dawkins disse que “Tu só precisas de fé quando não tens evidências.” A isto Lennox respondeu, “Assumo que você tenha fé na sua esposa. Há alguma evidência para isso?” Ao que Dawkins respondeu, “Sim, existem muitas evidências.”
O que estava a passar é que Dawkins tinha feito uma definição errada de “fé”.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

As 10 razões de Will Graham para não ser ateu

Por Will Graham

Aqui está ela, amigos! O primeiro manifesto não-ateista. Sintam-se à vontade para o propagar online a quantas pessoas vocês quiserem  (...). 

1.- Não serei ateu porque do nada, nada vem.

2.- Não serei ateu porque não há maneira nenhuma alguma desta harmonia, ordem e perfeição virem a existir sem Uma Mente Inteligente por trás.

3.- Não serei ateu porque uma explosão fortuita não pode explicar como é que a estrutura do cérebro consegue explicar as leis relativas à harmonia , ordem e perfeição do universo.

4.- Não serei ateu porque eu sou muito mais que uma máquina bioquímica racional. Sou cheio de amor, desejos e esperança. E também reconheço a beleza quando a vejo.

5.- Não serei ateu porque eu tenho uma consciência moral - posso distinguir o bem do mal. Acredito em valores morais objectivos.

6.- Não serei ateu porque todas as tribos e línguas na face da Terra têm uma consciência religiosa, bem como a ideia de alguém ou algo transcendental e supremo.

7.- Não serei ateu porque eu acredito de todo o meu coração que a minha vida tem um propósito e um significado.

8.- Não serei ateu porque, embora eu seja imperfeito, tenho uma ideia Dum ser insuperavelmente Perfeito dentro de mim. Tal conceito não pode emanar de alguém tão mísero como eu.

9.- Não serei ateu porque, na sua grande maioria, os frutos prácticos do ateísmo são feios, malignos e simplesmente pervertidos. Para além disso, a maior parte do ateísmo intelectual nada mais é que um exercício de contradições insolúveis.

10.- Não serei um ateu porque o Espírito Santo habita em mim. Sei que Deus está Vivo, e eu falei com Ele há cerca de 5 minutos atrás.



O Testemunho de Bassam

Vivo no Médio Oriente. Nasci muçulmano, e quando tinha 18 anos, tornei-me membro dum dos grupos islâmicos, visto que eu tinha um parente que era uma dos líderes do grupo. Eu pensava que estava a fazer tudo em favor de Deus, levando em conta o que eu sabia Dele por esta altura. Depois de algum tempo, comecei a ter algum treino no uso de armas e na construção de explosivos. Eu sentia-me desconfortável com o que estava a fazer - ferindo pessoas em nome de Deus. Eu pensava que ou eu ou os membros do grupo haviam entendido mal os ensinamentos de Deus.

Comecei outra vez a estudar o Alcorão e a Tradição - com a ajuda de um dos líderes do grupo, mas sem lhe dizer o motivo para o meu estudo - para ver o que eu não tinha entendido. Depois de 2 anos, eu estava perplexo com o que tinha descoberto. Descobri que o islão não é o percurso pacífico até Deus, tal como eu acreditava, mas pelo contrário, era muito violento. Se *eu* teria que estabelecer a vontade de Deus de qualquer maneira, mesmo matando pessoas, então este não poderia ser o caminho de Deus.

Nunca coloquei a hipótese de algum dia vir a abandonar o islão em favor de outra religião, no entanto eu estava certo que o islão não me estava a levar até Deus. Eu tive uma espécie de quebra durante algum tempo quando descobri que tudo o que havia acreditado estava errado. Comecei a tomar drogas e a não falar de Deus. Foi então que eu conheci um Cristão que não sabia assim muito da Teologia Cristã mas que tinha muito amor pelos outros, independentemente de quem os outros eram. Um dos seus amigos (que era membro do mesmo grupo do qual eu havia feito parte) disse que ele tinha que ser morto porque ele era um Cristão, e porque ele não tinha pago a "Jiziah" (imposto que, segundo o Alcorão, os Cristãos e os Judeus a viver num estado islâmico eram forçados a pagar) mas isso não impediu o Cristão de amar esse homem e de lidar com ele de forma profissional.

Inicialmente, eu não sabia que ele era Cristão, e quando fiquei a saber, fiquei surpreendido; tudo o que eu havia aprendido durante toda a minha vida sobre os Cristãos, lendo os escritos islâmicos e as opiniões de Maomé sobre eles, havia-os rebaixado de forma bem vincada. Pedi a este amigo se ele me poderia arranjar uma cópia da Bíblia. Depois de dar início à minha leitura, vi que havia uma diferença enorme entre o que está escrito na Bíblia e o que eu havia ouvido as pessoas a dizer dela (quer tenham sido muçulmanos ou até Cristãos nominais).

Eu fiquei profundamente impactado com uma coisa, nomeadamente, com o ensinamento de que não há ninguém excepto Jesus que é justo; até aqueles que eram chamados de povo de Deus, tais como David, Jacó, Abraão e os doze apóstolos, haviam feito algo de errado. A Bíblia está cheia de pecados e transgressões por parte das pessoas, excepto Jesus. Ele mesmo disse aos Seus inimigos "Qual de vocês me convence de pecado?" (João 8:46a), mas ninguém foi capaz de responder. Até Judas, que O traiu e O entregou às autoridades para que Ele fosse morto, disse "Pequei ao trair Sangue Inocente" (Mateus 27:4).

Para além disso, Pôncio Pilatos, o governador Romano que eventualmente O condenou à morte, disse "Porquê? Que mal fez Ele? Não achei nada NEle digno de morte." E o centurião que testemunhou a morte de Jesus disse "Certamente, este Homem era Inocente!" Ele [o Senhor Jesus] impactou-me de forma profunda exibindo o exemplo mais elevado do ser humano, revelando-Se como Alguém que realmente merecia ser Seguido.

Demorei algum tempo até finalizar a leitura da Bíblia. Depois de um ano de batalha interior, decidi que eu queria seguir a Deus tal como Ele Se revelou em Cristo e não como alguém dizia que Ele era. Orei a Ele e Ele fez-Se presente. Pela primeira vez na minha vida senti que Deus esta presente; dizer que esse foi um sentimento estranho é um eufemismo. Eu estava tão feliz e tão triste. Feliz por saber que Ele estava ali e triste por me aperceber do que havia perdido. Senti uma paz imensa e queria que este sentimento nunca acabasse. Ainda me lembro desta primeira vez que eu orei; corri para fora do quarto porque pela primeira vez senti a Presença de Deus.

Desde então, eu tenho-O seguido, e Ele mudou a minha vida. Abandonei as drogas e tornei-me numa pessoa totalmente nova para todas as pessoas que conheço; mas tal como eu disse, eu vivo no Médio Oriente onde todas as pessoas pensam que estão certas e todos os outros estão errados. Devido a isso, tive alguns problemas com a minha família e eles expulsaram-me de casa. Tal como Jesus disse "E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão." (Mateus 10:21) foi isto que aconteceu comigo.

O meu pai entregou-me às forças de segurança e eles prenderam-me e lançaram-me na prisão por ter abandonado o islão. Passei por maus momentos por lá visto que eles torturaram-me para me forçar a regressar ao islão. Usaram choques eléctricos e espancamentos, e deixaram-me toda a noite pendurado pelos pulsos. Depois de um ano, fui colocado numa prisão solitária onde fiquei quase um ano. Mas eu não podia negar Aquele que me deu vida.

Hoje em dia, estou fora da prisão e saí da minha casa e do meu país visto que ainda sou procurado por lá por ter abandonado o islão. Ainda caminho com Jesus e amo-O porque Ele me amou primeiro, e deu a Sua Vida na cruz por mim. Eu sabia desde o princípio que teria problemas. Afinal, não disse Ele a Paulo "E Eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo Meu Nome"? (Actos 9:16)

Hoje estou livre de tudo. Tenho uma esposa amorosa que conheci depois de sair da prisão, e que me tem apoiado em tudo o que eu faço para Deus, mas o mais importante para mim é a minha segurança eterna de que estarei com Ele para sempre, independentemente do que aconteça. E como resultado disso, resolvi dedicar a minha vida a dizer as outras pessoas do Seu grande amor por nós. Tal como Ele me ordenou:

Não temas, mas fala, e não te cales; Porque Eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. (Actos 18:9-19)

Sintam-se à vontade para me escrever se querem saber mais. Bassam.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Os Judeus e a Trindade

Embora o conceito da Trindade não estivesse tão entendido na altura, os Judeus já tinham uma ideia da Plularidade Pessoal dentro da Essência Divina:
"O Ancião de Dias tem três cabeças. Ele revela-Se através de três arquétipos, todos eles formando Um só. Ele é, portanto, simbolizado pelo número Três. Eles revelam-Se Um no Outro.
[Estes são] primeiro, a "Sabedoria", secreta, oculta. Acima vem o Santo Ancião; acima Dele, o Incognoscível. Ninguém sabe o que Ele contém; Ele está acima de todas as concepções." (Zohar, iii. 288b)
Note-se que isto de forma alguma valida o paganismo alegadamente presente no livro "Zohar". isto só confirma que, quem diz que o conceito da Trindade "é uma invenção Cristã" não sabe do que os próprios Judeus acreditavam ANTES do Cristianismo.


domingo, 23 de fevereiro de 2014

A Igreja Católica é a Instituição que mais caridade fez e faz no mundo.


Muitas pessoas não sabem que a Igreja Católica é a Instituição que mais caridade fez e faz no mundo. Se a Igreja Católica saísse da África 60% das escolas e hospitais seriam fechados? Quando a epidemia de AIDS estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer eles chamaram as freiras da Igreja para cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo.

No Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital?

A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos; 2.370 jardins de infância.

Será que existe qualquer empresa ou instituição que faz pelo menos isso?

Fontes:http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=jZeH9OQkFlY

http://temaspolemicosigreja.blogspot.com/2010/10/igreja-catolica-maior-instituicao-de.html

http://jornalpartilha.blogspot.com/2007/10/histria-das-ipsss-em-portugal.html

http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223380820T2vFD3xo1Yc47NV1.pdf

http://cotidianoespiritual.blogspot.com.br/2011/10/igreja-catolica-maior-obra-caritativa.html
 
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Enquanto os Cristãos dão apoio social a África, o que é que os ateus fazem?