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sábado, 13 de agosto de 2011

O dia em que Hollywood entendeu a Bíblia

Original
Houve um tempo em Hollywood em que os produtores descobriram que a Bíblia podia lhes render um bom lucro. A fórmula era fortão se apaixona por mulher ideal e detona um império. O ator podia ser podia ser um gladiador, um rei, um escravo, um romano, um hebreu como Sansão; a atriz podia ser uma escrava, uma cristã, uma plebeia, às vezes uma pagã fatal como Dalila; o império derrotado ou era o filisteu ou era preferencialmente o romano.

Claro que não basta ter a receita na mão. Sem o cozinheiro certo, tudo podia virar um tremendo fiasco ou, no mínimo, perder a noção do ridículo. De todos aqueles filmes, a única obra-prima é Ben-Hur (1959), que tem a vantagem de ter como diretor o genial William Wyler, capaz de equilibrar as cenas grandiosas e épicas com o drama intimista.

Ben-Hur dura pouco mais de três horas que passam voando. A edição é uma aula para esses filmes monstrengos de hoje que pegam um naco de enredo e o enchem de barulho pra ver se passa rápido. Ben-Hur conta uma história de vingança e arrependimento, tem um casto romance, batalha naval, revolta de judeus contra o despotismo de Roma, corrida de bigas contra o romano Messala, seu ex-amigo de infância, e passagens da vida de Jesus. E não se sente o tempo passar.

Se o personagem principal é Judá Ben-Hur, o coadjuvante é simplesmente Jesus, que dá água a Ben-Hur, lhe vê passar ao longe enquanto fala a uma multidão nas colinas, ou carrega a cruz rumo ao Gólgota. Judá vê a Cristo, Cristo sempre dá atenção a Judá, mas o rosto de Cristo nunca é mostrado no filme. É como se o filme dissesse que o povo judeu, embora tivesse a Cristo ali perto, não Lhe retribuísse a atenção devida.

Uma cena extraordinária é aquela em que muita gente começa a se assentar aos pés de Jesus, mas Ben-Hur O olha de longe e decide continuar andando. A imagem corta para Jesus sendo mostrado de costas, mas Sua cabeça se movimenta acompanhando os passos de Ben-Hur ao largo. Essa cena me tocou bastante pela sugestão de que Cristo se importa com os que se achegam a Ele, mas não deixa de demonstrar interesse pelos que se distanciam.

No regresso de Ben-Hur a sua terra natal, ele encontra um árabe alegre com seus convidados e inflexível quanto ao tratamento mais humano de seus belíssimos cavalos de corrida. Entre esses convidados recebidos num dia de calor, está alguém que conta a Ben-Hur que presenciou o nascimento de Jesus e que Ele já teria a idade de Ben-Hur. O ancião acredita que Jesus é o Filho de Deus, e diz que Ele é Alguém que naquele dia quente “também viu o sol se por”.

Pouco a pouco vai se configurando o grande inimigo de Ben-Hur: ele mesmo, e não Roma, não Messala. Sua esposa lhe diz que esse Cristo, ao qual ele não dá crédito, ensina que se deve amar os inimigos e orar pelos que lhe perseguem. Esse é um ensinamento radical demais para seu coração ainda cheio de ódio. Afinal, ele não só esteve preso por mais de três anos nas galés, como também sua mãe sua irmã ficaram confinadas nos subterrâneos de uma imunda prisão onde contraíram da grave doença da época: a lepra.

A mudança de atitude de Ben-Hur começa quando ele passar a acreditar que Cristo pode curar sua família. Mas ele aparentemente chega tarde, pois Jesus está naquele momento carregando uma cruz. Ben-Hur passa a acompanhar com renovado interesse aquela caminhada dramática. Olhando para a cruz, ao lado do ancião que lhe falou do Filho do Homem, ele tem seu ponto de impacto, percebendo o abismo entre a alienação pecaminosa do ser humano e o sentido da salvação divina.

O teólogo da arte Paul Tillich dizia que a revelação é “a resposta às perguntas implícitas nos conflitos existenciais da razão”. Os conflitos de Ben-Hur não têm resolução na vingança. Ele ainda tem sede, como ele diz. Na cena da cruz, não apenas há revelação, mas sobretudo reconciliação, um momento em que ele sente acolhimento, perdão, amor e um novo propósito e sentido de vida.

Quantos filmes hoje têm os conteúdos cristãos trabalhados de forma tão simples e profunda? Ben-Hur é o filme mais cristão de todos os tempos porque, além de apresentar excelência técnica e estética em todos os detalhes, valoriza a mensagem cristã do chamado à transformação individual por meio da reconciliação espiritual. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2 Coríntios 5:19).

sábado, 7 de maio de 2011

Jim Caviezel: Ser Jesus no filme A Paixão “arruinou minha carreira”, mas não me arrependo

WASHINGTON DC, 05 Mai. 11 / 01:45 pm (ACI)

O ator norte-americano Jim Caviezel explicou que ter interpretado Jesus no filme A Paixão de Cristo “arruinou” sua carreira mas esclareceu que não se arrepende de tê-lo feito.


Em declarações ao Daily Mail, Caviezel de 42 anos explica como logo depois de ter interpretado o papel de Cristo no filme –em cuja filmagem foi atingido por um raio e deslocou um ombro em uma cena da crucificação– as portas de Hollywood foram fechando-se uma atrás da outra para ele. “Fui rechaçado por muitos em minha própria indústria”, indicou.

Ante um grupo de fiéis em uma igreja em Orlando, Flórida, onde chegou para promover um livro em áudio da Bíblia, Caviezel -que se declara católico- comentou que era consciente de que isto podia acontecer e não se arrepende de ter atuado como Cristo. Mel Gibson, o diretor da obra, também o advertiu das conseqüências negativas para sua carreira se aceitava o papel.

“Disse-me: ´Você nunca voltará a trabalhar nesta cidade (Hollywood) e eu respondi: ‘Todos temos que abraçar nossas cruzes’. Jesus é tão polêmico hoje como sempre foi. As coisas não mudaram muito em dois mil anos”, disse.

Caviezel, quem atuou em filmes como O Conde de Montecristo, Olhar de Anjo, e Além da Linha Vermelha era considerado antes da Paixão de Cristo como uma estrela ascendente em Hollywood, mas tudo mudou a partir da produção de 2004 que foi atacada ferozmente pelos meios seculares e pela poderosa Liga Antidifamatória Judia nos Estados Unidos que a considerou anti-semita.

Sobre Mel Gibson, Jim Caviezel comenta que “é um pecador horrível, não?, entretanto ele não necessita nosso juízo mas as nossas orações“.

O ator afirmou também que sua fé o guia no âmbito pessoal e profissional. Por isso, não acredita que tenha sido uma coincidência que “aos 33 anos pedissem interpretar o papel de Jesus” e brincou sobre o fato de que seus iniciais (JC) fossem as mesmas que as de Jesus Cristo.

Em março de 2004, Jim Caviezel foi recebido pelo Papa João Paulo II com quem conversou durante uns dez minutos acompanhado por sua esposa e seus sogros. Esse mesmo mês, o ator concedeu uma interessante entrevista à agência ACI Prensa na que detalhou como o fato de ter interpretado Jesus transformou sua vida e fortaleceu muito sua fé.

Naquela ocasião disse: “esta experiência me jogou nos braços de Deus”.

Fonte

domingo, 1 de maio de 2011

David Wilkerson: um homem de fé partiu para o Reino eterno

Julio Severo
Morreu em acidente de carro, aos 79 anos, o Rev. David Wilkerson, em 27 de abril de 2011, perto de Dallas, Texas.
Rev. David Wilkerson
Wilkerson, um pastor da Assembleia de Deus, ficou conhecido pelo livro e filme A Cruz e o Punhal (estrelado por Pat Boone e Erik Estrada), que retratam como Deus o chamou para ajudar jovens de gangues e envolvidos em drogas e crimes no começo da década de 1960. Naquela época, o governo estava fracassando em seus esforços terapêuticos para lidar com o problema avassalador da delinquência juvenil e uso de drogas.

Mesmo contando com todos os recursos financeiros disponíveis (fornecidos diretamente do bolso dos cidadãos que pagam impostos), os programas governamentais de reabilitação se mostravam um fracasso.

Mas Deus não mudou o cenário dando graça e poder a um governo financeiramente bem equipado. Deus deu graça e poder para um pastor do interior financeiramente desequipado. Movido apenas pelo amor de Jesus Cristo e o chamado do Espírito Santo, o Rev. Wilkerson saiu às ruas mais perigosas de Nova Iorque para pregar o Evangelho do Deus que resgata, perdoa e salva.
Movida pela fé que Deus lhe deu, ele começou a ajudar na recuperação de jovens viciados e prostituídos, não com um exército gordamente assalariado de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais estatais. Sua ferramenta principal era a Palavra de Deus e conduzir os jovens à experiência do batismo no Espírito Santo.
O Espírito Santo, conforme a Bíblia, conduz a toda a verdade. Sob os cuidados de Wilkerson e pastores auxiliares, os jovens estavam recebendo o batismo no Espírito Santo, falando em línguas, recebendo vários dons sobrenaturais, inclusive profecia.
Pessoas das ruas experimentavam o poder do Espírito Santo e eram transformadas, sendo libertas das drogas, crimes, prostituição, homossexualismo, etc. O elevado índice de recuperação desses jovens atraiu a atenção da mídia, governo e igrejas.
Mais tarde, quando foi lançado o livro A Cruz e o Punhal, cristãos de todas as denominações que leram o testemunho começaram a ter sede das mesmas experiências pentecostais. Luteranos, anglicanos, batistas e até católicos, ansiando a mesma plenitude do Espírito relatada no livro, começaram a falar em línguas, ter sonhos sobrenaturais, expulsar demônios, curar os enfermos e pregar o Evangelho com um poder e ousadia que nunca tiveram em seu Cristianismo tradicionalista.
O exemplo do ministério de Wilkerson inspirou também o nascimento de centros de recuperação de jovens drogados no mundo inteiro — na base da abertura ao Senhor Jesus.
Eu próprio fiquei impactado com A Cruz e o Punhal. Em 1985, fiquei impressionado também com a visão profética que Wilkerson teve, onde ele revelava que a Grande Babilônia são os EUA. Parecia uma palavra profética grande demais, mas vindo de alguém que tinha autoridade espiritual para dizer, valia a pena considerar.
Meu coração se entristece com a partida de Wilkerson, mas se alegra com o poderoso testemunho que ele deixou. Deus o usou para praticamente dizer ao mundo:
O governo não é a resposta para resgatar, curar, libertar e reabilitar jovens nas drogas, crimes, prostituição e homossexualismo.
O Espírito Santo é a única resposta.
O Espírito Santo é também a única resposta para cristãos que vivem um cristianismo que não cura, liberta e salva os pecadores.
A morte de Wilkerson é mais um lembrete de que não estamos aqui para ficar para sempre. Vivemos neste mundo para glorificar o Senhor Jesus. Por isso, cada um na diferença de seu chamado sob o poder e na plenitude do Espírito Santo, devemos deixar um testemunho que faça diferença profética.
Bendito seja Deus pelo testemunho do Rev. David Wilkerson. Que outros possam ser levantados para ajudar os jovens e as igrejas a conhecerem as profundidades do Espírito Santo.
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