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segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Divórcio e arrependimento

A decisão de avançar com um divórcio nem sempre é fácil, e para muitos podem até existir o que eles consideram ser "bons motivos" para acabar com um casamento. No entanto, segundo um estudo, 50% de todos os divorciados têm arrependimentos em torno da sua separação. Os pesquisadores apuraram que depois do pó ter assentado, 54% começam a ter segundas ideias em relação à sabedoria da sua decisão, e muitos apercebem-se que ainda amam o ex-parceiro.

Para alguns, o arrependimento é tão severo que 42% das pessoas inquiridas afirmaram passar por momentos em que levantam a hipótese de voltar a dar uma outra chance ao relacionamento, com uma larga percentagem a fazer isso mesmo, e 21% continuarem ainda juntos. Alguns destes 21% chegam a afirmar que estão mais felizes ou mais fortes do que estavam antes do divórcio.

Uma das mulheres que se arrepende de se ter divorciado do marido é a escritora Jane Gordon. A mãe de três filhos separou-se do homem que foi seu marido durante25 aanos, e já se encontra divorciada há 12 anos. Em 2009 ela disse o seguinte ao Daily Mail:

Quando eu e o meu marido nos separamos, a visão que eu tinha do divórcio era simplista. Acreditava que o divórcio era uma separação simples e imaginei um "novo começo" iria resolver todos os meus problemas. Tal como eu descobri duramente, só agora, depois de ter recebido o meu decreto nisi, é que comecei a aperceber-me da gravidade do que fiz. Não foi uma decisão tomada de ânimo leve, mas eu não tinha ideia da verdadeira complexidade que ocorre quando se desvenda uma vida que havia sido vivida em conjunto com alguém por mais de 20 anos.

Um porta-voz da pesquisa, que inquiriu 2,000 homens e mulheres do Reino Unido que se haviam divorciado ou que haviam dado um tempo à sua relação de longa duração com mais de 5 anos, afirma:

Obter um divórcio é um passo enorme para qualquer relação, e por vezes, as palavras "Quero o divórcio" podem ser ditas no calor do momento. Mas mal as coisas acalmam e se pensam nas coisas, muitos apercebem-se que o divórcio é a última coisa que eles querem, mas por essa altura, podem sentir que é demasiado tarde para voltar atrás. E mesmo que o arrependimento não ocorra imediatamente, lidar com as consequências duma separação pode levar a ter segundas intenções.

Mas é bom ver que algumas pessoas conseguiram falar dos seus arrependimentos e tentaram dar uma segunda chance ao relacionamento.

O estudo apurou que uma em cada cinco pessoas relatou que o arrependimento teve início imediatamente, mas outros 19% afirmaram ter arrependimento no espaço duma semana depois de terem dito a palavra "D" [Divórcio]. Outros ainda admitiram que gostariam que as coisas voltassem a ser como eram antes do divórcio se ter tornado oficial, especialmente quando eles começaram a dividir os bens ou quando começaram a dizer aos outros que estavam a terminar com a relação.

O estudo, comissionado como parte da publicação do DVD "The Love Punch", alegou também que 95% do tempo que estiveram longe um do outro ajudou a salvar a sua relação. Outros 33% afirmaram que este mesmo tempo serviu para dar um passa atrás e analisar o que realmente correu mal no seu casamento, enquanto que outros disseram que o período longe um do outro serviu para colocar de parte as suas diferenças.

Cinquenta e seis porcento das pessoas declararam que a sua separação fez com que eles se apercebessem do quanto que eles valorizavam o seu casamento, enquanto que 46% dos inquiridos disse que a separação fez com que eles apreciassem mais a sua cara metade, mais do que eles apreciavam antes da separação.

Os Dez Motivos Mais Comuns Para se Arrepender dum Divórcio
1. Saudades do parceiro
2. Sentimentos de falhanço
3. Continuar a amar o parceiro
4. Aperceber-se que estava a ser irrazoável
5. Sentir-se sozinha
6. Descobrir que a galinha da vizinha nem sempre é melhor que a minha
7. O ex-parceiro encontrar outra pessoa
8. Aperceber-se que não estão melhores sozinhas
9. Prejudicar o relacionamento com os filhos
10. A vida das crianças ser afectada

Fonte: http://dailym.ai/1qDqJN9

* * * * * * *

O texto que se segue foi escrito pelo editor deste blogue: http://wp.me/pqyhO-bl0

Este artigo foi feito pela Mona Charen, e o estudo foi levado a cabo pelo "Institute for American Values". É um artigo antigo mas estive a ler um livro que menciona o estudo e como tal, achei que iria colocá-lo no blogue.
Agora, o "Institute for American Values" (www.americanvalues.org) emitiu um novo estudo com alguns dados intrigantes em torno dos efeitos do divórcio nos casais infelizes. Parece que mais um grande mito está prestes a ruir - o mito de que pelo menos o divórcio faz com que os casais infelizes fiquem mais felizes. 
Segundo uma pesquisa, levada a cabo por uma equipa de pesquisadores familiares, adultos que se encontravam infelizes num casamento, e que entretanto se divorciam, não se encontravam mais felizes, passados que estavam cinco anos, do que os casais que também estavam infelizes mas que haviam permanecido juntos. E dois terços dos casais infelizes que haviam ficado juntos encontravam-se felizes passados que estavam cinco anos. Mesmo entre aqueles que haviam classificado o seu casamento de "muito infeliz", quase 80% afirmaram que, cinco anos depois, eles permaneciam casados mas que desta vez estavam felizes. 
Estas pessoas não eram queixosos insatisfeitos ou aborrecidos. Eles haviam ultrapassado problemas sérios, tais como o alcoolismo, a infidelidade, negligência emocional, depressão, doença, trabalho e problemas financeiros. 
Até mais surpreendente, os casais infelizes que entretanto se haviam divorciado revelaram sintomas de depressão ligeiramente superiores cinco anos mais tarde do que os casais que não se haviam divorciado. (Eles reportaram, no entanto, maior desenvolvimento pessoal.) E - pensem o que quiserem - a amostra dos divorciados revelou uma taxa de consumo de álcool superior ao grupo dos casados. [...] 
Os dados revelaram que, se o casal se encontra infeliz, as probabilidades deles se encontrarem felizes cinco anos mais tarde centravam-se na ordem dos 64% se eles ficassem juntos, e 19% se eles se divorciassem e voltassem a casar. (Os autores estão cientes que cinco anos é um tempo relativamente curto e que muitas pessoas que se divorciam voltam a casar, e alguns de maneira que lhes traz felicidade)
Como foi que os casas infelizes deram a volta À situação? O estudo apurou três técnicas: a primeira foi a persistência. Muitos casais não chegam a resolver os problemas, mas sim a transcendê-los. Ao viverem um dia de cada vez, avançando através das suas dificuldades, muitos casais descobrem que o próprio tempo melhorou as coisas. Mais ainda, estes casais continuaram a ter uma visão negativa do divórcio. "A galinha da minha vizinha é melhor que a minha" explicou um dos maridos "mas é uma ilusão." 
Os outros casais foram mais agressivos. Aqueles que os pesquisadores qualificaram de tipo "ética laboral marital" resolveram os seus problemas arranjando mais tempo privado um para o outro, buscando aconselhamento (do clero ou de profissionais), recebendo ajuda por parte dos sogros ou por parte de outros membros familiares, ou, como em alguns casos, ameaçando com o divórcio ou consultando um advogado de divórcio. 
Na terceira categoria estavam os casais do tipo "buscadores de felicidade pessoal", que encontraram outras formas de melhores o seu contentamento geral, mesmo que não conseguissem melhorar de maneira vincada a sua felicidade marital. 
Certamente que a pesquisa encontrou alguns casamentos cuja salvação era impossível, e alguns casais divorciados encontravam-se mais felizes do que alguns que haviam permanecido juntos. Isto é o que seria de esperar. 
Mas o aspecto mais revelador desta pesquisa é a luz que ele incide na importância da atitude em torno do casamento. Aqueles que entram no casamento com uma visão sombria (alguns diriam, acertada) do divórcio, e com uma motivação -  religiosa ou não - muito forte para o evitar, não só são menos susceptíveis de se divorciar, como são também os menos susceptíveis de se encontrarem infelizes. Estas são as notícias importantes deste estudo. Há já algum tempo que sabemos que o compromisso era bom para as crianças de tais casamentos. Também já sabiamos que o compromisso era bom para a sociedade. Mas até hoje, não sabiamos que o compromisso fazia com que os próprios casais fossem mais susceptíveis de se encontrarem felizes.
Acho que o ponto final é um argumento muito bom. Actualmente, muitas pessoas jovens escolhem os parceiros com base em critérios superficiais (aparência, dinheiro, popularidade). O propósito do casamento é, na sua opinião, ser feliz, e o seu parceiro tem como função fazer-lhe feliz. Esta á visão que eles têm do casamento.

Mas isto ignora a realidade do que é o casamento. O casamento não é um contrato, mas sim um pacto. As pessoas que se casam têm que entrar no casamento porque eles querem a responsabilidade de amar outro pecador em privado. O casamento não se centra nos sentimentos e na melhoria de vida.

A coisa mais importante que se deve buscar no parceiro é a sua habilidade de amar de uma maneira auto-sacrificada e a capacidade de manter um compromisso de longa duração. Ambas estas capacidades estão danificadas quanto mais a pessoa passa por separações dolorosas visto que desta forma as pessoas tornam-se incapazes de confiar e, em vez disso, passam  reter o amor e o compromisso como forma de se protegerem.

Após esses discursos, Jesus deixou a Galiléia e veio para a Judéia, além do Jordão. Uma grande multidão o seguiu e Ele curou seus doentes. Os fariseus vieram perguntar-lhe para pô-Lo à prova: É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer? Respondeu-lhes Jesus: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne.
Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.


Mateus 19:1-6

sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

A Mulher Casada...





Embora o casamento tenha sido produzido no céu, o sucesso dele depende de nós, aqui na terra. É necessário um grande esforço por parte do marido e da esposa para que se possa apreciar o total potencial de felicidade contidos nos laços do matrimônio. Ambos devem estar conscientes de seu relacionamento diante de Deus, e desejosos de realizar aquilo que Deus quer que façam. Quando cada conjugue se mantém submisso a Seu plano, através do diligente esforço e cooperação mútua, o casamento pode trazer um pouquinho do céu na terra. 

Reconhecendo a responsabilidade existente tanto na esposa quanto no esposo, estudaremos hoje a parte que nos compete neste assunto. Falaremos o que nós mulheres podemos fazer para transformar nossa casa, em um verdadeiro lar, conforme o desejo de nossa Pai Celestial.
Submissão da mulher
Efésios 5:22-24, nos diz: 

"Vós, mulheres, sujeitai-vos ( submissão), a vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da Igreja, sendo Ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos."

I Coríntios 11:3, nos diz: 

"Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher e Deus a cabeça de Cristo. "


A palavra "cabeça" , que aparece nos dois versículos acima, certamente não transmite qualquer ideia de superioridade do homem sobre a mulher em qualidade pessoal, ser, ou natureza moral. Também não ensina que o homem seja superior à mulher como pessoa aos olhos de Deus. Pelo contrário, o foco da passagem está na função, dizendo respeito aos papéis no relacionamento entre homem e mulher; não indicando superioridade ou inferioridade. Se fosse assim quando o apóstolo Paulo disse que o cabeça de Cristo é Deus, estaria dizendo que Deus é superior a Cristo; o que sabemos não ser verdade. Eles são um, como vemos em João 10:30. A liderança de um homem sobre uma mulher na Bíblia tem relação com a autoridade funcional. Como necessidade prática para a disposição bem sucedida das questões humanas. O Senhor ordenou que a mulher seja submissa à autoridade do marido.

Dentre outras razões, em I Timóteo 2:13-14, vemos um exemplo pela qual Deus deu tal ordem: 

"Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. " ( I Timóteo 2:13-14)
O homem foi criado primeiro, depois a mulher. Como ser humano original, a ele foi outorgada a posição de liderança . Assim também foi Eva engana, e não Adão. Porém Eva estava, e portanto a mulher está, sob a autoridade do homem, e ambos sob autoridade de Deus. 

Veja I Coríntios 11:11-12:

" Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus."

A ordem funcional existente entre marido e esposa tem um belo exemplo no relacionamento de Cristo com o Pai. Jesus disse: "...porque meu Pai é maior do que eu" (João 14:28). Ele também declarou: "Eu e o Pai somos um" (João 10:30). Mesmo que a esposa seja submissa ao marido, os dois são, todavia, "uma só carne". 
 
O apóstolo Paulo indicou em Efésios 5:22, que esposas, ao se submeterem a seus maridos, devem fazê-lo "como ao Senhor"; como sendo um ato de obediência ao próprio Senhor. A esposa deve ver a submissão sob esta luz, pois desta maneira fica muito mais fácil para ela realizar o que é correto. Quando você perceber que está se sujeitando a seu marido "como ao Senhor", isto faz toda a diferença do mundo. 

Assim como a Igreja deve estar em submissão ao Senhor, sua cabeça, as Escrituras ordenam que a esposa admita a liderança e submeta-se à autoridade do marido. Ela deve reconhecer sua liderança. 

Não é necessário que isso se torne um problema. Absolutamente. Na verdade, fica fácil quando o marido faz a sua parte seguindo o exemplo dado em Efésios 5:25, amando sua esposa "como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela". Se o marido zelar e dar-se pela esposa como Cristo o fez, de maneira sacrificial e abnegada, ela não precisará ter qualquer receio em colocar-se em submissão a ele. Pelo contrário, terá a maior alegria em aceitar o papel designado a ela por Deus. Se ambos, marido e esposa, reconheceram e aceitarem a ordem divina, formaram um lar de transbordante alegria, agradável ao Senhor. O marido aceitará e assegurará uma autoridade com amor e a esposa se submeterá alegremente, conforme o intuito de Deus.
Veja o que Deus diz aos maridos: 

"Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações." (I Pedro 3:7)
Comprometimento para a vida toda
Do dia do casamento em diante, na verdade, muito antes dele acontecer, o noivo e a noiva devem ter plena consciência da permanência dos laços do casamento. Devem ambos desejar honrar as exigências de um relacionamento para a vida toda. O próprio Senhor Jesus ensinou isso em Marcos 10:6-9, onde diz: 

"Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher; E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." (Marcos 10:6-9)

O próprio fato do casamento trazer este compromisso exige que façamos o melhor possível para fazê-lo funcionar bem e assegurar felicidade e satisfação plena aos envolvidos. Seria um tremendo desperdício duas pessoas passarem pela vida num relacionamento sem amor! Simplesmente tolerar um ao outro, conviver apenas por causa dos filhos não foi o que Deus pretendeu para o casamento. Ele não foi originado como penalidade, ou como alguns o veem, uma "sentença de vida". É para toda a vida, com certeza, mas é algo para se aproveitar, não "suportar". Um casamento bem sucedido não acontece simplesmente. Ele exige uma devoção abnegada tanto por parte do marido como da esposa. 

Nunca se esqueça de que nenhuma esposa deve estar tão ocupada ou interessada em sua vida social (trabalho, filhos, nem mesmo a igreja) que falhe em manter sua casa arrumada e limpa, em demonstrar interesse no trabalho do marido ou em ser amável e afetuosa. A esposa que muda de planos para atender ao marido está fazendo sua parte no "adocicar" do relacionamento. Sim, os casamentos são instituídos no céu, mas o trabalho de manutenção deles depende de nós!
Disciplina financeira
O marido e a esposa deve exercer uma mútua autodisciplina na área financeira. Devem ser abertos e honestos ao analisarem suas necessidades e vontades; discutindo calma e livremente as despesas propostas. Devem evitar pressionar indevidamente um ao outro insistindo em aquisições desnecessárias que irão levá-los ao sofrimento. Sobretudo, orem sinceramente e peçam orientação e direção do Senhor. 

Assim, tendo isso em mente, peça a Deus que os ajude a demonstrar um controle apropriado na área de finanças da família. Lembre-se, como Jesus nos disse, "... a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui" (Lucas 12:15). Tenha cuidado em obedecer a admoestação bíblica de "...contentai- vos com as coisas que tendes." (Hebreus 13:5)
Seu comportamento
"Semelhantemente, vós mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavras. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus." (I Pedro 3:1,3,4). 

O apóstolo Pedro, não estava dizendo que a mulher não deva se arrumar, cuidar de si, mas o ponto mais importante do que a atraente aparência física, exterior da esposa é a sua beleza espiritual interior. Esta deve ser a coroa da atração e não deve ser ofuscada por adornos externos. 

A qualidade interior da alma deve ser o adorno da mulher cristã, mais do que a beleza exterior física ou material. Sua característica marcante deve ser sua natureza interior. Sua beleza física, mesmo que muito atraente, deve tornar-se opaca quando comparada a sua beleza espiritual.
Comunicação
É de suma importância a comunicação em seu lar. Começando pelos eventos do dia-a-dia. 

Depois passando para seus sentimentos. Essa é a área do compartilhar. É a hora em que o marido e ou a esposa ousam se abrir, como a ninguém mais, na expressão de suas emoções: seus temores, suas alegrias, suas fraquezas e necessidades. Nesse ponto a confiança é de suma importância. Cada um deve ter a confiança do sigilo em relação ao que é falado. Também deve ter certeza de que haverá interesse genuíno, consideração e uma reação compreensiva ao que dirão um ao outro. 

Infelizmente, por mais que lutamos contra isso, virão os tempos de conflitos, e o que fazer ? Ou, como agir ? Sábios são os casais que conseguem discutir seus problemas de maneira calma, controlada e aberta. A conservação de um bom casamento, entretanto, requer uma discussão razoável e de mente aberta sobre as diferenças, disposição em ser o menos importante, e desejo de fazer concessões em amor. Através da comunicação inteligente e do respeito pelas convicções e sentimentos da outra pessoa, o problema pode ser livremente discutido e resolvido, se é que havia um !!!!! 

Irmã, nós devemos reconhecer a igualdade para a mulher, não só em sua criação e salvação, mas também em sua responsabilidade em obedecer a Deus. Ambos, homem e mulher, tem a responsabilidade de fazer a vontade do Senhor, e ambos sofrem as consequências de Seu julgamento pela falha em não fazê-lo. 

Nunca se esqueça que ao homem foi dada a posição central, à nós a posição de suporte. Dele era, e é, a necessidade; nossa é o chamado para suprir essa necessidade. Nós somos as companheiras e auxiliadoras de nossos maridos. E juntos devemos honrar e obedecer ao Senhor. 


*****

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). 
As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).
Sola Scriptura TT
 

quinta-feira, 31 de Julho de 2014

Tatuagem: a marca da rebelião

De capa a capa, a Bíblia condena a rebelião. O Senhor Deus considerava a rebelião algo tão sério que comparou-a à feitiçaria. Convém lembrar que, segundo a Lei de Moisés, a feitiçaria era punida com a pena capital.
"Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria. . . " - 1 Samuel 15:23 
"A feiticeira não deixarás viver." -  Êxodo 22:18
E se há uma mensagem que é emitida de forma bem clara pelo uso da tatuagem, ela é rebelião (visto que através da História as tatuagens sempre simbolizaram rebelião). Todos os livros e artigos de tatuagens que eu pesquisei - tanto os novos como os antigos - afirmavam abertamente a rebelião deliberada simbolizada pelas tatuagens. Livro após livro, artigo após artigo, o tema era sempre o mesmo: as tatuagens eram actos de rebelião.
As citações que se seguem são todas de livros que aprovam o uso de tatuagens:
Uma vez que a arte corporal ainda não é mainstream, ter marcas no teu corpo, colocadas lá propositadamente, mostra ao mundo a tua natureza rebelde e pouco convencional. - (Jean-Chris Miller, The Body Art Book : A Complete, Illustrated Guide to Tattoos, Piercings, and Other Body Modifications, p. 32) 
Nesta cultura, a pessoa tatuada ainda é olhada como uma pessoa rebelde, como alguém que deu um passo para fora dos limites da sociedade normal.  - (Michelle Delio, Tattoo: The Exotic Art of Skin Decoration, p. 75) 
Sem dúvida alguma, as tatuagens não são socialmente aceites - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 179)
TATUAGEM: MARCA DE DESGRAÇA OU DA REPREENSÃO

Steve Gilbert, no seu popular livro pró-tatuagem, "Tattoo History: A Source Book," documenta que a palavra "tatuagem" significa ". . . marca de desgraça ou repreensão".
A palavra latina para ‘tatuagem’ era stigma e o significado original reflectia o que está nos dicionários modernos. Entre as definições de "stigma" listadas pelo  Webster encontram-se "picar com um instrumento pontiagudo", "marca distinta feita na carne dum escravo ou dum criminal", "marca da desgraça ou reprovação". - (Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 15)
De facto, durante toda a sua história viscosa, a tatuagem foi usada para marcar criminosos, adúlteros, traidores, desertores, depravados e proscritos; a tatuagem era a temida marca da vergonha e do opróbrio.
Também o adultério era punido desta forma [com tatuagem] em algumas partes da Grã-Bretanha, e as personagens ruins [‘bad characters’] eram marcadas com as letras "BC". . . . Em 1717 a marcação foi abolida e substituída pela tatuagem .... da letra de "D", de "Desertor". - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 162)
TATUAGEM: A MARCA DA ABERRAÇÃO DO ESPECTÁCULO

Até cerca de 1900, a tatuagem era tão "fora do comum" dentro das civilizações normais que elas eram principalmente encontradas a assustar as pessoas nos "espectáculos de aberrações" dentro dos circos.
Por volta de 1897, a tatuação havia atingido os Estados Unidos, onde imediatamente se tornou numa atracção periférica circense.  - (Laura Reybold, Everything you need to know about the dangers of tattooing and body percing, p. 17) 
A popularidade da tatuação durante a parte final do século 19 e primeira metade do século 20 deve muito aos circos. - (Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 135)
TATUAGEM: A MARCA DA INDECÊNCIA

As tatuagens são algo rebelde e nojentas para a maior parte das pessoas - eles comparam-nas com a pornografia imunda - "suja, indecente e subversiva para a moralidade".
Numa sociedade que considera a nudez como algo sujo, indecente e subversivo para a moralidade..... não é surpreendente que as decorações corporais estejam colocadas na mesma categoria. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 179)
Até mesmo para os bárbaros e imorais Gregos e Romanos antigos, a tatuagem era considerada algo "bárbaro" e usado principalmente para marcar os escravos e os criminosos. Não deixa de ser interessante que eles tenham promovido a escravatura e outras formas de comportamento depravado, mas sentiam que as tatuagens eram bárbaras. O que é que isso nos diz da actual loucura entre os Cristãos do uso da tatuagem? Será que o próximo passo da depravação Cristã é a escravatura?
Os Gregos e Romanos não enveredavam pelo uso da tatuagem decorativa, que eles associavam com os bárbaros. Os Gregos, no entanto, aprenderam a técnica com os Persas, e usaram-na para marcar os escravos e os criminosos de modo a que eles pudessem ser identificados se por acaso tentassem escapar.
- (Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 15)
TATUAGEM: A MARCA DA DEPRAVAÇÃO

Os criminosos, os viciados em drogas, os pervertidos sexuais e os bandidos sociais são a esmagadora maioria dos tatuados. Estatísticas antigas e recentes claramente revelam que as tatuagens são largamente usadas pelos rebeldes e pelos depravados.
Para além de ser uma forma de auto-destruição, as tatuagens selam o utente para fora da sociedade normal para sempre. Não é de surpreender que o maior número de tatuados no Japão se encontre no submundo, e que nos Estados Unidos as tatuagens sejam mais prevalecentes na cadeia ou entre as bandas de hard rock. - (Danny Sugerman, Appetite for Destruction: the Days of Guns N’ Roses, p. 40) 
Era uma antiga tradição Japonesa fazer uma tatuagem aos criminosos condenados. - (Laura Reybold, Everything you need to know about the dangers of tattooing and body percing, p. 15) 
Estudo levado a cabo junto dos jovens deliquentes da Costa Ocidental dos Estados Unidos concluiu que os delinquentes tatuavam-se mais do que os não-deliquentes, e a inclinação desenvolve-se numa idade jovem sem levar em conta o futuro. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 113) 
Nas instituições criminais Borstal [ed: centro de detenção juvenil] estimou-se que a incidência de tatuagens pode atingir os 75%. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 113)
No que toca às estatísticas, estudos compreensivos levados a cabo na Dinamarca revelaram as esclarecedoras estatísticas que se seguem:
  • 42% dos presos com penas de curta duração tinham tatuagens.
  • 60% dos presos com dificuldades de comportamentos tinham tatuagens.
  • 72% dos jovens homens presos tinham tatuagens.
  • 52% da população prisional tinha tatuagens. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 114) O mesmo estudo levado a cabo na Dinamarca revelou também que menos de 4.8% da população geral tinha uma tatuagem. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 114)
  • Investigações levadas a cabo pelos oficiais policiais chegaram à conclusão de que:
    [A] presença de tatuagens corporais ornamentais podem servir para indicar a existência de desordens de personalidade que são passíveis de se manifestarem como comportamento criminoso.  - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 117) 
    Portanto, muitas autoridades associam as tatuagens com agressividade, isto é, anti-autoritarismo, e não pode ser contestado que os gangues e os delinquentes, jovens ou não, exibem evidências maciças de agressividade. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 114)
    De acordo com variados estudos, a tatuagem personifica e estabelece de tal forma uma "atmosfera rebelde" que um dos passos mais importantes para a reabilitação prisional é a remoção da tatuagem. Ainda de acordo com vários estudos sérios, a tatuagem está tão fortemente associada ao comportamento criminoso e à delinquência que, sem dúvida alguma, a mera decoração com uma tatuagem inerentemente contribui para um padrão de comportamento criminoso.
    Isto [a tatuagem] é um dos problemas por trás da reabilitação prisional. É por isso que alguns cirurgiões plásticos ligados ao trabalho prisional estão prontos para passar enormes quantidades de tempo a remover tatuagens, especialmente em zonas [corporais] expostas. (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 181)
    Adolfo Loos, famoso arquitecto que estudou a ligação entre a tatuagem e o crime, flagrantemente disse o seguinte:
    Os homens tatuados que não se encontram presos ou são criminosos latentes ou aristocratas degenerados. Se alguém tem uma tatuagem e morre em liberdade, ele morre alguns anos antes de ter cometido assassinato. - (Adolf Loos, 1962 Ornament und Verbrechen. Samtliche Schriften, edited by F. Gluck. Vienna: Herold, 1962, cited at www.into-you.co.uk/contents/misc.htm)
    TATUAGEM: A MARCA DA PERVERSÃO
    Estudos levados a cabo por profissionais estabeleceram uma ligação entre o homossexualismo, o lesbianismo, e a perversão sexual grosseira.
    Para ser justo para aqueles que afirmam que a tatuagem está associada ao homossexualismo, investigadores duma Borstal feminina  na Nova Zelândia revelaram que das 60% [raparigas/mulheres] que se tatuavam, 90% admitiram comportamento lésbico durante o tratamento correctivo. Outras análises indicaram um rácio entre a agressividade e o número de tatuagens, e as raparigas mais tatuadas eram instáveis e inseguras, e tendiam a assumir o papel masculino nos seus encontros sexuais. - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 87) 
    Entre as condições [associadas à tatuagem] Raspa citou:  impulsividade, baixa auto-estima, falta de auto-controle, orientação [sic] homossexual, sadomasoquismo sexual, "bondage", fetichismo, bissexualismo, lesbianismo, personalidade antisocial, transtorno de personalidade borderline, transtorno de personalidade esquizóide, desordem maníaca e bipolar, e esquizofrenia.  - Raspa, Robert F. and John Cusack 1990, Psychiatric Implications of Tattoos, American Family Physician. 41: p. 1481 cited in Gilbert, Steve, Tattoo History: A Source Book, p. 159)
    TATUAGEM E TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE

    Os estudos indicam também que as tatuagens "auto-infligidas" estão frequentemente associadas com transtornos de personalidade, ambiente familiar problemático e tendência à auto-mutilação.
    As evidências indicam que é a mera presença de tatuagens, e não o seu conteúdo artístico, correlacionam-se com certos diagnósticos. Portanto, qualquer tipo de tatuagem pode ser vista como um sinal de aviso que tem que alertar o profissional para atentar para problemas psiquiátricos ocultos. - (Raspa, Robert F. and John Cusack 1990, Psychiatric Implications of Tattoos, American Family Physician. 41: p. 1483) 
    . . . . .  estudos sugerem que as pessoas com transtornos de personalidade frequentemente têm múltiplas tatuagens pequenas . . .  - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 115) 
    As pesquisas claramente indicam . . . . . que a presença de tatuagens é frequentemente um indicador dum ambiente familiar carente e perturbado. . . . - (Ronald Scutt, Art, Sex and Symbol, 1974, p. 117)
    E AS TATUAGENS NOS DIAS DE HOJE?

    É bem provável que algumas pessoas sejam levadas a pensar algo do tipo:

    É verdade que as tatuagens estiveram associadas aos criminosos, à depravação e ao comportamento imoral, mas isso foi no passado. Actualmente as tatuagens são usadas por celebridades, atletas, políticos e homens e mulheres de negócios, para além de estarem a ser adornadas por revistas da alta moda e revistas desportivas. Não há qualquer tipo de dado que remotamente sugira que há uma ligação entre o comportamento criminoso e imoral com as tatuagens.

    Não, amigo, hoje em dia as tatuagens fazem parte da alta moda e são fixes. 

    A sério?

    Um estudo bastante compreensivo e uma análise também compreensiva das tatuagens foi recentemente publicada em Abril de 2001. . . O estudo foi levado a cabo pelo Dr. Timothy Roberts, pediatra na "University of Rochester Children’s Hospital". A análise detalhada foi feita a partir do estudo de 6072 jovens pessoas, com idades compreendidas dos 11 aos 21; este estudo analisou todo o país, vários grupos étnicos e todos os estratos sociais e económicos. Dito de outra forma, foi um estudo bastante meticuloso e modelos de dados fiáveis foram construídos a partir deste estudo. De facto, esta análise levada a cabo às tatuagens é provavelmente a mais compreensiva e a mais conclusiva alguma vez feita. 

    Segundo este estudo, os jovens tatuados de hoje são:
  • Quase 4 vezes mais susceptíveis de se envolverem em actividade sexual
  • Mais de duas vezes mais prováveis de ter problemas relacionados com o álcool
  • Quase duas vezes mais susceptíveis de usar drogas ilegais
  • Mais de duas vezes mais susceptíveis de expressar comportamento violento
  • Mais de duas vezes mais susceptíveis de abandonar a escola secundária.
  • Segundo o estudo, escreve o Dr. Roberts,
    A tatuagem nos adolescentes estava significativamente associada às relações sexuais, ao uso de substâncias, à violência, e a problemas escolares em análises bivariadas e regressões logísticas ajustadas para factores soció-demográficos e uso de substâncias por parte de amigos. - (Timothy A. Roberts, M.D. and Sheryl A. Ryan, M.D., Tattooing and High-Risk Behavior in Adolescents, Division of Adolescent Medicine, Strong Children’s Research Center, University of Rochester School of Medicine, Rochester, NY)
    O Dr. Roberts "conclui" no estudo que as tatuagens "têm fortes associações com comportamentos de alto-risco junto dos adolescentes". 
    Conclusão: Tatuagens permanentes têm fortes associações com comportamentos de alto-risco junto dos adolescentes. A presença de tatuagens durante a examinação dum adolescente deve levar a uma avaliação profunda em busca de comportamentos de alto-risco. - (Timothy A. Roberts, M.D. and Sheryl A. Ryan, M.D., Tattooing and High-Risk Behavior in Adolescents, Division of Adolescent Medicine, Strong Children’s Research Center, University of Rochester School of Medicine, Rochester, NY)
    Convém ressalvar que o Dr. Roberts tem uma tatuagem; antes do estudo, o Dr. Roberts admitiu que era opinião sua de que as pessoas tatuadas eram injustamente  estereotipadas. Um dos propósitos do seu estudo era o de provar isso mesmo. Depois dos resultados sobrepujantes, o Dr. Roberts admitiu:

    Fiquei mais do que surpreendido com os resultados.

    Depois da avaliação, o Dr. Roberts disse, "A tatuagem é um sinal que deve levar os médicos, os pais, os professores a perguntar mais sobre o comportamento dos adolescentes."

    MAS NÃO ERA [O SENHOR] JESUS UM REBELDE?

    Frequentemente oiço a linha de argumento "rebelde" por parte dos Cristãos:
    Ouve lá, jovem, eu sou um rebelde tal como Jesus. Pois é, pá, Ele era Um Rebelde. Ele foi o Verdadeiro Rebelde. Ele revoltou-Se contra o sistema, pá. Pois é, pá, Ele foi o Rebelde por excelência. E é por isso que eu uso tatuagens, pá. Estou a revoltar-me contra o sistema.
    O fortemente tatuado Sonny, da banda punk-rap-metal P.O.D. "Rastafarianismo-Christianity-E-Sabe-Se-Lá-Mais-O-Quê", alega que o Senhor Jesus foi o Primeiro Rebelde - e o "Primeiro Roqueiro Punk".
    Acreditamos que Jesus foi o [P]rimeiro [R]ebelde. Ele foi o [P]rimeiro roqueiro-punk a voltar-Se contra tudo o resto. - Sonny, P.O.D
    Vamos esclarecer uma coisa: O Senhor Jesus Cristo não foi um Rebelde. A Bíblia é bastante clara ao afirmar que Ele foi Obediente até à morte - até à morte na cruz:
    "e, achado na forma de Homem, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz." - Filipenses 2:8
    Até mesmo no Jardim do Getsémani, sabendo que todos os pecados perversos e abomináveis alguma vez cometidos na história seriam colocados sobre Ele (2 Cor 5:17), sabendo que Ele iria beber o cálice da ira de Deus, estando Ele em grande agonia e o Seu Suor sem pecado caía tal como se fossem grandes gotas de sangue - mesmo aí, graças a Deus, graças a Deus - Ele não Se revoltou. Ele orou ".... não se faça a minha vontade, mas a Tua". 
    42. dizendo: Pai, se queres afasta de Mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a Tua.
    43. Então Lhe apareceu um anjo do céu, que o confortava.
    44. E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão.
    - Lucas 22:42-44
    Sim, o Senhor Jesus era "contra" o mundo e contra o sistema, mas isso foi assim porque o mundo estava em rebelião - e não o Senhor Jesus. Graças a Deus, Ele foi Obediente à Vontade de Deus. O mundo, a carne e o diabo revoltaram-se e encontram-se em rebelião contra a Palavra de Deus - tal como qualquer pessoa que se desgrace a si mesma com uma tatuagem proibida por Deus.

    Não estás feliz, caro amigo, com o facto do Senhor Jesus não ter sido um "Rebelde", que Ele foi Obediente à Vontade do Pai, e que Sonny dos P.O.D. está tão errado? Se o Senhor Jesus Se tivesse revoltado - por um segundo, com um pensamento e com um só pecado - não haveria esperança para a humanidade. Não estás contente com o facto do Senhor Jesus ter morrido por ti no Calvário?

    Já aceitaste o Senhor Jesus como teu Salvador?


    quarta-feira, 2 de Julho de 2014

    sexta-feira, 27 de Junho de 2014

    terça-feira, 17 de Junho de 2014

    De que forma é que o Cristianismo é mais lógico que o ateísmo?

    Por John C. Wright

    Durante toda a minha vida fui ensinado que a Igreja Cristã era um bastião de insensatez, não só um berçário onde os homens acreditavam em superstições ao mesmo nível da crença no pai natal, mas também um asilo lunático onde os homens acreditavam que três era igual a um, e que os mortos poderiam voltar a viver. Devido a isto, não houve surpresa maior do que descobrir que não só a Igreja não era ilógica, como o ateísmo tinha uma pretensão mais fraca para a lógica e para a razão do que aquela que se dizia ter.

    Não estou a afirmar que o modelo ateísta é ilógico. Em vez disso, estou a alegar que a história Cristã do universo é melhor que a sua versão ateísta. Mais precisamente, eu afirmo também que o modelo Cristão é melhor que qualquer modelo ateísta visto que ele explica muito mais, mas com mais suposições parcimónicas.

    Existem muitos tipos de ateísmo, mas todos eles têm pontos em comum. Primeiro, um ponto comum é que nenhum dos vários tipos de ateísmo tem uma explicação racional para a natureza objectiva das regras morais. Nem todas as culturas concordam com o tipo de prioridade a dar às várias regras morais, mas uma coisa que é óbvia em relação à estas regras é que elas são objectivas. Quando a culpa nos atinge, ela não nos faz sentir como se tivéssemos traído uma questão de opinião ou gosto, mas sim como se tivéssemos ofendido uma lei. Quando a injustiça se faz presente, nós não acusamos aqueles culpados da transgressão de terem violado algo centrado numa opinião ou num gosto; nós apelamos sim a um padrão que esperamos que os outros saibam e reconheçam. Não conseguimos evitar.

    Em toda a experiência humana, tudo está aberto à dúvida, menos isto. Nenhum homem com uma consciência funcional pode escapar a este conhecimento. Isto é uma daquelas coisas que nós não conseguimos não saber. No entanto, os ateus estão totalmente à deriva quando tentam explicar a existência da moralidade objectiva. Não estou a qualificar os ateus de imorais, mas noto que eles não podem dar uma razão racional para justificar a moralidade.

    Dentro da cosmovisão ateísta, as leis morais ou são invenções humanas e são úteis para os seus propósitos contingentes, ou então são uma imposição dos mecanismos de sobrevivência Darwinianos que servem os propósitos do Gene Egoísta. Propósitos tais como a preservação da vida ou a felicidade são subjectivos, e desde logo, não são leis na sua essência. Quer elas sejam escolhidas pelos homens ou pela natureza, se as máximas morais são escolhidas apenas como formas tendo em vista um fim arbitrário, elas nada mais são que conveniências de expediente.

    Se eu evito matar e roubar apenas e só porque isso reduz as minhas probabilidades na lotaria da reprodução, então quando as circunstâncias surgirem onde o assassinato e o roubo aumentam as minhas probabilidades, que motivo pode um homem dar de modo a evitar que eu mate e roube? Se eu colocar de parte a mentira apenas e só porque isso causa em mim uma auto-satisfação de viver com um sentido de integridade, que motivo pode um homem comum me dar quando chegar o dia em que eu descubra que mentir me satisfaz mais ainda?

    Um segundo ponto comum é que nenhum ateísta de qualquer que seja a escola pode justificar a racionalidade do universo; isto é, nenhum ateu pode justificar o facto das abstracções da matemática e as coisas concretas da física combinarem de um modo tão perfeito. O ateu ou assume a racionalidade com um dado, ou assume que os processos do universo evoluíram o homem para pensar num procedimento chamado "lógica". Mas se um processo Darwiniano não-pensante formou o nosso processo de pensamento, não temos razões para assumir que o processo mental é verdadeiramente racional e não só uma auto-decepção útil.

    Mais uma vez, o ateísmo não admite qualquer tipo de causa ou efeito ou dimensão sobrenatural na vida, fazendo com que as questões filosóficas em torno da natureza da realidade, natureza da verdade, e a natureza da lógica se tornem suspeitas. Para o ateu, estas coisas não podem ser o produto dum decisão Divina; mas os processos naturais também não podem justificar a realidade, a verdade e a lógica. Semelhantemente, estes mesmos processos naturais não podem justificar a origem das leis da natureza, que, por definição, não podem ser mais antigas que o big bang*.

    Para além disso, existem bons motivos para não se ser egoísta. A teoria do Gene Egoísta não explica nada: sou demasiado egoísta para ouvir o meu gene egoísta a exortar-me para me sacrificar durante metade do meu tempo pelo meu filho, e um quarto do meu tempo pelo meu tio. E nem há qualquer tipo de esperança depois da morte que tornem racionais os actos de auto-sacrifício, heroísmo ou martírio. Não estou com isto a dizer que um ateu apanhado nos braços duma paixão ardente não possa dar a sua vida pela pessoa amada ou pela bandeira amada. O que estou a dizer que isto é um lapso de lógica, algo que ele não pode justificar [dentro do seu ateísmo].

    O Cristianismo forneceu ao Ocidente três conceitos gloriosos que o mundo pagão antes do Cristianismo, o mundo bárbaro fora da Cristandade, e o parasítico mundo Pós-Cristão, sustentando-se da Cristandade, não têm: o primeiro é o conceito de que o mundo é racional, o segundo é o conceito de que o tempo é linear, e o terceiro é o conceito de que a verdade pode ser conhecida. Os pagãos pensam que o mundo é gerido por deuses caprichosos, e os Pós-Cristãos pensam que o mundo não é gerido por ninguém, sendo nada mais que uma máquina irracional, talvez ordenada, mas sem propósito e sem significado.

    Um mundo racional não é possível em qualquer uma destas visões do mundo. O primeiro requer propiciações infinitas para seres espirituais totalmente arbitrários, e o segundo propõe uma vazio niilista onde os homens são abandonados, cada um deixado à sua vontade totalmente arbitrária.

    Os antigos Gregos bem como os modernos Hindus acreditam que o tempo é uma serpente a comer a sua própria cauda, e que todos os eventos se repetem de uma forma infindável, sem originalidade, mudança, processos, fim ou forma de serem evitados. Um número infindável de nascimentos antes deste nascimento estão no passado de cada homem, e um infinito número de mortes estão para além da sua morte.

    Das religiões pagãs, apenas o Budismo promete uma forma de escapar o círculo vicioso do tempo e ele é o estado de desprendimento e abnegação conhecido como Nirvana, que está mais perto do esquecimento tal como aqueles que acreditam no tempo circular podem imaginar. Este mesmo Budismo e os seus epigones modernos Ocidentais - teosofia, o movimento da Nova Era, as várias formas de misticismo - defendem que o mundo está eternamente para além da compreensão humana.

    No século 13 os maometanos rejeitaram a ideia Tomista de Deus como Ser capaz de conferir um poder de ordem inato e movimento à Sua criação. Para eles, todos os eventos ocorrem segundo a vontade de um absoluto e imediato Soberano, que não Se encontra limitado pela honra nem pela lógica a agir amanhã tal como Ele agiu hoje. Tudo ocorre porque Alá quer; o que significa que as coisas ocorrem sem motivo algum. O século 13 viu o final da confiança maometana na razão, e, desde logo, viu o fim das contribuições maometanos para o avanço da ciência, e, desde logo, viu o começo da estagnação que os acorrenta até aos dias de hoje.

    [ed: Para se saber mais sobre o mito da "civilização islâmica", ler este magnífico texto escrito por um erudito Assírio]

    O mundo pós-moderno é igualmente pós-racional. Se o mundo nada mais é que matéria em movimento, e os nossos cérebros mais não são que computadores cegamente forçados a seguir a programação imposta pelas forças naturais, não há motivo algum para acreditar que os nossos cérebros se conformam à verdade objectiva, e nem que essa verdade se quer exista. Para o pós-moderno, a alma humana é uma duna de areia unida por uma ímpeto caprichoso do vento, e que por acaso tem uma combinação auto-consciente mais complexa que o relógio do avô, mas que uma mudança de vento pode destruir de forma tão cega como a uniu.

    Longe de ser suprimida, a razão triunfa onde quer que a Igreja é triunfante. As grandes civilizações da China, da Índia e da América do Sul não tinham motivos para colocar de parte o uso da magia, e como tal, essas civilizações nunca limparam a vegetação rasteira da superstição que era necessário para permitir o crescimento da ciência. A Igreja medieval, longe de ser inimiga da ciência, foi a sua ama-seca; a Igreja foi inimiga da bruxaria e da astrologia, e suplantou-a.

    E um olhar para os séculos 20 e 21 revelam que onde quer que o Cristianismo recue, a ciência entra também em decadência. A Revolução Francesa guilhotinou Lavoisier; os secularistas do Nacional Socialismo da Alemanha criminalizaram o cepticismo à conclusão ordenada-pelo-Estado relativa à pseudo-ciência da eugenia Ariana, tal com Stalin o fez em relação à pseudo-ciência de Lysenko, tal como os secularistas modernos estão a tentar fazer em relação à pseudo-ciência do aquecimento global.

    Só dentro da cosmovisão Cristã é que a razão e a ciência florescem sem serem vítimas da superstição ou corrompidas pelas seitas - políticas ou não.

    Original: "Why Christianity is More Logical Than Atheism" - http://bit.ly/1kMUpDH

    * O big bang não está de acordo com as evidências científicas.

    domingo, 15 de Junho de 2014

    quarta-feira, 4 de Junho de 2014

    Será que os ateus são doentes mentais?

    Graças a duas pesquisas feitas há alguma tempo, tem sido propagado dentro dos círculos ateístas que "os ateus têm QIs mais elevados que os crentes". Isto pode ser verdade ou não, mas um problema com este argumento é que se aceitarmos as "diferenças médias de QI entre os grupos", entramos dentro de debates sinistros que os ateus Esquerdistas bien pensant podem não gostar assim tanto.

    Enveredemos então pela estrada da infelicidade. Deixemos de lado a métrica rudimentar do QI e olhemos para as vidas vividas pelos ateus e pelos crentes, e vejamos como ela se mede. Dito de outra forma, vejamos quem está a viver de forma mais inteligente. Quando fazemo isso, o que é que descobrimos? Descobrimos que quem está a viver uma vida mais inteligente são os crentes. Uma vasta gama de pesquisas, recolhidas durante as últimas décadas, demonstram que a fé religiosa é fisicamente e psicologicamente benéfica - e de uma forma espantosa.

    Em 2004 estudiosos da UCLA revelaram que os estudantes universitários envolvidos em actividades religiosas eram mais susceptíveis de ter uma melhor saúde mental. Em 2006 pesquisadores populacionais da Universidade do Texas descobriram que quanto mais a pessoa ia à igreja, mais tempo ela vivia. No mesmo ano pesquisadores da Universidade de Duke (EUA) descobriram que as pessoas religiosas têm um sistema imunitário mais forte que o das pessoas não-religiosas. Eles revelaram também que as pessoas que vão à igreja têm uma pressão arterial inferior ao das pessoas que não vão à igreja.

    Entretanto, em 2009 uma equipa de psicólogos de Harvard descobriu que os crentes que deram entrada no hospital com o quadril quebrado reportaram menos depressão,  menos presença nos hospitais, e podiam coxear mais além quando saíam do hospital - quando comparados com os semelhantemente aleijados descrentes.

    A lista continua. Nos últimos anos os cientistas revelaram que os crentes, quando comparados com os descrentes, tinham resultados melhores no cancro da mama, nas doenças coronárias, nas doenças mentais, com a SIDA e com a artrite reumatóide. Os crentes tinham até melhores resultados com a FIV [Fertilização in vitro]. De igual modo, os crentes reportaram também níveis de felicidade superiores, eram muito menos susceptiveis de cometer o suicídio, e lidavam melhor com os eventos stressantes. Os crentes tinham também mais filhos.

    Mais ainda, estes benefícios eram visíveis mesmo se ajustarmos as coisas de modo a levarmos em conta que os crentes são menos susceptíveis de fumar, beber ou ingerir drogas. E não nos podemos esquecer que os religiosos são mais simpáticos. Claramente, os religiosos dão mais dinheiro para a caridade que os ateus, que, segundo as mais recentes pesquisas, são os mais mesquinhos entre todos.

    Levando isto em conta, urge perguntar: quem são os mais inteligentes? Serão os ateus, que vivem vidas mais curtas, mais egoístas, mais atrofiadas e mais mesquinhas - frequentemente sem filhos - antes de se aproximarem, sem qualquer esperança, da morte envolvidos em desespero, e o seu inútil cadáver é amarrado e lançado numa vala (ou, se eles estiverem errados, eles vão para o Inferno)? Ou serão os religiosos, que vivem mais tempo, mais felizes, mais saudáveis, mais generosos, que têm mais filhos, e que morrem com dignidade ritualista, esperando serem recebidos por um Deus Benevolente e Sorridente?

    Claramente, os crentes são mais inteligentes. Qualquer pessoa que pense o contrário é doente mental. E digo isto de maneira literal visto que as evidências sugerem que o ateísmo é uma forma de doença mental. Isto prende-se com o facto da ciência mostrar que a mente humana está construída para a fé visto que evoluímos fomos criados para acreditar, e esse é um dos motivos cruciais que faz com que os crentes sejam mais felizes; as pessoas religiosas têm todas as suas capacidades mentais intactas, e estão a funcionar de forma plena como humanos.

    Logo, ser um ateu - tendo falta da vital capacidade da fé - deve ser vista como uma aflição, e uma deficiência trágica: algo análogo à cegueira. Isto faz com que Richard Dawkins seja o equivalente intelectual a uma pessoa amputada, agitando furiosamente as suas próteses no ar, gabando-se do facto de não ter mãos.


    Modificado a partir do original: "Are atheists mentally ill?"http://bit.ly/1jQEnZr

    Pessoas que frequentam igrejas são, em média, mais simpáticas

    Estou pronto a fugir, mas não matem o mensageiro. Eis que nos chegam os resultados: as pessoas religiosas [ed: dentro do contexto ocidental, "religiosas" significa "Cristãs"] são mais simpáticas. Pelo menos é isso que nos diz Robert Putnam, professor de políticas públicas em Harvard.
    Descrito pelo Sunday Times de Londres como o “o mais influente académico dos dias de hoje”, Putnam não é um crente religioso. Mais conhecido pela obra “Bowling lone”, livro que fez do “capital social” um indicador-chave duma sociedade saudável, Putnam, juntamente com o seu co-autor David Campbell (um mórmon), entrou no debate em torno da religião na esfera pública com a sua mais recente oferta, “American Grace: How Religion Unites and Divides Us”. O livro emerge logo após duas sondagens maciças e compreensivas terem sido feitas à religião e à vida pública nos Estados Unidos.
    O seu achado mais controverso é o de que as pessoas religiosas são melhores cidadãos e melhores vizinhos. Putnam e Campbell escrevem que:
    Na maioria das vezes, as evidências sugerem que os Americanos religiosamente envolvidos são mais civis, e em muitos aspectos, são mais “simpáticos”.
    Em todas as escalas mensuráveis, os Americanos religiosos são mais generosos, mais altruístas e mais envolvidos na vida cívica do que os seus pares seculares. Eles são mais prováveis de dar sangue, dar dinheiro aos sem-abrigo, ajudar financeiramente os familiares ou os amigos, dar o seu lugar a um estranho, bem como mais prováveis de passar tempo com alguém que “se encontra um bocado embaixo“.
    Putnam e a sua equipa entrevistaram 3,000 pessoas duas vezes durante dois, anos, perguntando-lhes uma vasta gama de questões em torno da vida religiosa das pessoas bem
    como o seu envolvimento cívico, relacionamentos sociais, crenças políticas, situação económica e perfil demográfico.
    A paisagem religiosa é muito diferente na Austrália, mas as informações que temos revelam que os resultados são iguais, Uma reportagem de 2004 feita pelo “Department of Families”, pela “Community Services and Indigenous Affairs”, e pela “Research and Philanthropy in Australia”, apurou que as pessoas que se dizem religiosas são mais susceptíveis de fazer trabalho voluntário do que as outras. Os dados do “Australian Bureau of Statistics” sugerem o mesmo, mas mesmo assim, um estudo local com as dimensões do estudo levado a cabo por Putnam seria interessante.
    Putnam afirma que os religiosos não gostam de tudo o que está no seu livro, mas gostam do material. No entanto, apesar do que estou a escrever aqui, não estou a alegar que as pessoas religiosas são melhores que as não-religiosas. Muitos dos meus amigos não têm fé mas no entanto teriam melhores resultados que eu em muitas questões usadas nesta pesquisa.
    Dentro das igrejas, tal como em qualquer outra área da vida, há uma mistura de pessoas boas, pessoas menos boas e, pode-se dizer, pessoas malucas. Mas esta pesquisa está em oposição frontal com as alegações feitas por autores famosos tais como Richard Dawkins e Sam Harris. Depois de lermos as suas obras, ficamos com a impressão de que a religião faz com que as pessoas abandonem imediatamente a racionalidade e se tornem extremistas introspectos. O que o livro de Putnam faz, pelo menos, é balancear a conversa.
    Um nota sóbria para os crentes é que este estudo revela que o conteúdo da crença não é o que importa assim tanto mas sim o nível do seu envolvimento com a comunidade religiosa. Um ateu que vai à igreja acompanhando a esposa terá o mesmo tipo de resultados que um crente que vai à igreja.
    No entanto, e segundo Putnam e Campbell, o que não pode ser negado é que há algo único dentro da comunidade religiosa que tem um impacto positivo nas pessoas. Portanto, da próxima vez que vires uma camião de mudanças a trazer uma família para uma casa perto da tua, não entres em desespero porque isso pode ser motivo para celebrar.

    domingo, 25 de Maio de 2014

    Os 5 erros de Richard Dawkins

    Fonte

    Alguns ateus menos informados olham Clinton Richard Dawkins como um pensador sofisticado e um excelente apologista do ateísmo. De facto, muitos ateus dirão que foi o trabalho de Dawkins que os persuadiu a passar de "desviados" para assumidamente ateus (que é normalmente o que acontece quando as pessoas buscam uma visão do mundo que lhes faça mais feliz).

    Apesar da grande estima que o militante ateu comum tem por ele, os académicos tendem a olhar para ele como uma figura humorística, agitador de punho contra fadas madrinhas. É por isso que o filósofo Alvin Plantinga diz:

    As incursões de Dawkins pela filosofia estão, na melhor das hipóteses, ao nível de estudantes universitários do 2º ano. Mas isso seria injusto para estes estudantes.

    Eu sou de opinião de que existem pelo menos 5 erros que Dawkins faz.

    1. "Se tu tivesses nascido na Índia...."

    Se tu tivesses nascido em Israel muito provavelmente serias judeu; se tivesses nascido na Arábia Saudita provavelmente serias muçulmano; se tivesses nascido na Índia provavelmente serias hindu. Dawkins admitiu que quando ele era uma criança, foi afligido pela dúvida na sua fé devido ao facto das pessoas de outros países acreditarem duma forma tão forte como ele acreditava, mas acreditarem em coisas distintas. Hoje em dia ele tenta apresentar este argumento contra a crença religiosa dizendo:

    Se tivesses nascido na Índia tu provavelmente estarias a adorar Vishnu.

    Esta frase parece ser algo do tipo, "Se tu tivesses nascido na China, muito provavelmente serias comunista", ou "se tivesses nascido na União Soviética, serias um ateu". E depois? A forma como as pessoas passaram a ter uma crença não nos diz nada sobre a veracidade dessa mesma crença. Eu posso aprender que a Terra é redonda num livro para crianças, mas esse livro pode não ser uma forma óptima para se obter conhecimento científico. Mas mesmo assim, a minha crença de que a Terra é redonda é válida. Com este argumento, Dawkins dá um exemplo clássico da Falácia Genética; ele tenta demonstrar a origem duma crença, e com isso "prova" que essa crença é falsa.

    2. A sua crítica ao Argumento Ontológico.

    O argumento ontológico começa na possibilidade de Deus existir, avança para a existência de Deus numa mundo possível, e finalmente, para a existência de Deus no mundo real (tal como expliquei neste artigo . Dawkins afirmou que certa vez ele esteve presente numa convenção cheia de teólogos e filósofos, e, à frente deles, tentou refutar o argumento ontológico falando dum maximamente grande porco voador. Tal como o Dr William Lane Craig ressalvou, isto é embaraçoso. Pergunto-me que imagem Dawkins passou de si próprio nesta conferência de teólogos e filófosos. Dawkins escreve:

    Eles recorreram à lógica modal para refutar o que eu estava a dizer.

    Para mim, isto é o mesmo que dizer, "Eles refutaram o que eu estava a dizer" visto que o argumento ontológico é um exemplo de lógica modal. Ficamos logo com a ideia de que Dawkins não faz ideia nenhuma do que se está a falar.

    3. A sua crítica ao Argumento Cosmológico de Kalam.

    O Argumento Cosmológico de Kalam declara que tudo o que tem início tem uma causa; o universo teve início, logo conclui-se que o universo tem uma Causa. A partir deste ponto fala-se do que significa ser a Causa do universo; expliquei esse argumento aqui. Dawkin respondeu a este argumento afirmando que, mesmo que se aceite que o universo tem uma Causa, isso nada faz para mostrar que o Deus da Bíblia existe. Esta resposta de Dawkins é irrelevante porque não era esse o propósito do argumento; o propósito do argumento era o de mostrar que a Causa do universo era Eterna, Imaterial, Ilimitada e Sobrenatural. O argumento nunca tentou provar que o Deus da Bíblia era o Criador, logo, Dawkins não entendeu nada do argumento.

    4. As suas opiniões sobre a complexidade.

    Dawkins pensa que Deus é Uma Entidade enormemente Complexa, e como tal, não seria um avanço no conhecimento. Segundo Dawkins, não podemos invocar Deus como explicação porque Deus é ainda mais Complexo que aquilo cuja origem Ele é a explicação. Isto faz parte do argumento central do livro "The God Delusion". Obviamente que a simplicidade é um dos princípios através dos quais nós medimos uma hipótese científica, e como tal, nesse ponto ele tem razão. No entanto, a simplicidade não é o único princípio, e nem é o mais importante. Uma explicação pode ser mais complexa que uma explicação rival mas ser aceite porque tem um poder e um alcance explicativo maior. Para além disso, se alguém se preocupa com a simplicidade, então Deis ajusta-Se a esse critério; Ele é Uma Mente sem um corpo; as Suas ideias podem ser muito complexas mas a Mente em si não é*.

    5. Que criou o Criador?

    Dawkins pensa que não se pode usar Deus como explicação porque com isso, outro problema é gerado - nomeadamente, quem criou Deus?Esta pergunta tem sido defendida por muitos ateus, chegando até a chamá-la de "a pergunta que nenhum teísta pode responder." Também Dawkins mantém uma atitude auto-congratulatória, frequentemente dizendo às pessoas que "este é um argumento sério, que nenhum teólogo foi até hoje capaz de dar uma resposta convincente."

    O problema com o argumento de Dawkins é que, de modo a que possamos reconhecer que uma explicação é a melhor, nós não temos que ser capazes de explicar a explicação. De modo a que se possa dizer que A causou B, não é preciso demonstrar a origem de A. Os cientistas [erradamente - ed] sugerem que a Matéria Escura é a explicação para um certo fenómeno, apesar destes mesmos cientistas não saberem a origem desta Matéria Escura.

    De modo a que possamos ver que uma explicação é a melhor, não é preciso explicar a explicação. Este é um ponto básico dentro da filosofia da ciência.

     * * * * * * *

      * Neste ponto, discordo do autor do texto porque a Bíblia claramente diz em 1 Cor 2:16:

    Porque, quem conheceu a Mente do Senhor, para que possa instruí-Lo?

    E ainda em Romanos 11:

    33. Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e quão inexcrutáveis os Seus caminhos! 34. Porque, quem compreendeu o intento do Senhor? ou quem foi eu conselheiro? 35. Ou quem Lhe deu primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado? 36. Porque DEle, e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele, eternamente. Ámen.

    Para além disso, uma coisa que se pode extrair do texto é a absoluta fragilidade intelectual, filosófica e teológica de Dawkins. Mas mesmo com estas enormes falhas, Dawkins ainda é visto pela grande maioria dos militantes ateus como fonte segura para assuntos que vão desde o céu e o inferno, passando pela Ressurreição, criação, Dilúvio de Noé e practicamente todos os incidentes Bíblicos.

    A injustificada devoção que a maioria dos militantes ateus têm por Dawkins diz muito do seu baixo grau de exigências e da sua credulidade infantil.