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domingo, 6 de novembro de 2016

Os nada nobres erros do pagão

 O dono deste blogue, e em resposta ao meu comentário,  fez alguns erros que merecem uma análise mais alongada: Ele diz:
«Estamos a falar dos mesmos Romanos adeptos da paneleirice, da pedofilia, e do abandono das meninas recém-nascidas?»
Homossexualidade e pedofilia sempre existiram em todas as civilizações.

Note-se que isto não responde ao que eu disse. O João Nobre afirmou que "um dos motivos que levou os antigos romanos a rejeitar a seita cristã e ter horror à mesma, foi exactamente este hábito cristão de simbólicamente beber sangue e comer carne humana." 

Mas será que a rejeição destes simbolismos por parte de quem normalizou o homossexualismo, a pedofilia e o abandono das meninas recém-nascidas valem alguma coisa? O facto da "homosexualidade e pedófilia sempre existiram em todas as civilizações" anula o facto de, moralmente, os Romanos não terem sido (pelo menos em alguns aspectos) dignos de menção como autoridade moral?

Dito de forma directa, o que é que interessa o que os Romanos aceitavam ou deixavam de aceitar?
O João Nobre afirma:

Mas já que pegou no assunto, o Lucas podia falar da vasta experiência que os padres católicos têm em "papar" criancinhas e levar a cabo actos homosexuais dentro dos seminários.

Como bom anti-Cristão que é, o João depende de retórica esquerdista para atacar o Cristianismo. O problema dos abusos de crianças dentro das igrejas é um problema sério, e grave, e que tem que ser resolvido, mas é um problema de quem não segue o que a Igreja Católica ensina em termos de sexualidade.

A Igreja Católica, tal como ensina a Bíblia, restringe a sexualidade para a união entre o marido e a sua esposa legalmente casados perante Deus. Qualquer pessoa que tem actividade sexual que se encontra fora destes limites, está a violar os mandamentos. Consequentemente, os homens homossexuais que estão a abusar os rapazes Católicos estão a agir contra os mandamentos da sua igreja, e do Cristianismo em si.

Para piorar as coisas, não se entende a raiva do João visto qiue, fora do Cristianismo, nenhuma outra ideologia é contra o homossexualismo e contra a pedofilia. Mais ainda, os Romanos que o João citou não eram propriamente aversos ao homossexualismo. Mas se calhar o problema do João não seja com o homossexualismo e com a pedofilia mas sim com os Cristãos.

É óbvio que as religiões abraâmicas são um problema. Isso está mais do que demonstrado e provado. Mas lá está, se insistem em acreditar no contrário, que posso eu fazer?...

Onde é que está provado que o Cristianismo é um problema? Quem "provou"? Como? Gostaria de saber.
O Cristianismo não fez bem nenhum, antes pelo contrário, é uma fonte de atraso e uma religião que exige uma severa castração mental, tal é o absurdo das crenças em que acreditam os cristãos.

Por isso é que a Europa Cristã avançou mais do que todas as outras civilizações do mundo. Curiosamente, os locais do mundo onde o paganismo reina, são também dos locais mais atrasados do mundo. Será que há ligação?

Aliás, eu até já escrevi anteriormente sobre a impossibilidade de Jesus Cristo ser o Messias.

Jesus Cristo não e o Messias? O João não sabe que CRISTO é a variação Grega para o hebraico "Moschiac", isto é, Messias? Basicamente, o que o João está a dizer é "Jesus O MESSIAS não é O MESSIAS".  

O João tem ideia da barbaridade que disse? Vê-se logo que o João não faz ideia nenhuma do que fala.





Simplesmente não bate certo e não encaixa com os textos judaicos. É mais do que óbvio que Jesus é um falso profeta, inventado pelos judeus para mexer com a cabeça dos goyim. Isto para mim é claro como água.

E depois dos judeus terem inventado Jesus como Messias, eles mataram-No e trataram de perseguir os Seus Discípulos desde então. Faz "sentido".

"Ou seja, os Cristãos são inimigos tanto do islão como do judaísmo maçõnico, mas as suas más obras são (também) culpa do Cristianismo."

Você ainda não entendeu que essas três religiões são produtos do Médio Oriente e como tal, trazem agarradas a si o tribalismo primitivo e bárbaro que caracteriza essa região do Mundo? Ainda não percebeu que o Cristianismo é obra de semitas???


O facto dessas três religiões (distintas umas das outras) terem início no Médio Oriente, significa automaticamente que são essencialmente a mesma coisa? O facto do Cristianismo ser "obra de semitas" significa automaticamente que está errado? O João usa da mesma lógica para as coisas que você defende? Como vamos ver mais à frente, não.

Existiram alguns cultos pagãos em que se bebeu sangue como ritual, mas isso foram formas de Paganismo extremamente primitivas. É necessário ter em conta que existiram na Europa dezenas de cultos pagãos, cada um deles com tradições e regras próprias. É um erro crasso fazer uma generalização do Paganismo e meter tudo no mesmo saco como se fosse tudo igual.

Mas não é um erro crasso meter 3 religiões distintas no mesmo saco só porque (supostamente) surgiram no Médio Oriente. Ou seja, o João quer ver as suas (supostas) crenças religiosas separadas das dos outros pagãos, mas não vê problemas em unir o islão, o judaísmo e o Cristianismo por baixo da ridícula tenda "Abraamica". Se o João não consegue ver distinções entre o Cristianismo e as outras religiões, então eu também não estou na obrigação de distinguir o seu paganismo do paganismo de quem bebe sangue, copula com animais e normaliza o homossexualismo.

Quanto ao bestialismo e à pedofilia, sempre existiram e sempre vão existir e é mentira que o Cristianismo tenha acabado com as mesmas, pois era bastante comum na Idade Média e Moderna haver relações amorosas que hoje seriam consideradas como pedofilia e o incesto era também uma prática regular e socialmente aceite.

Eu nem falei em incesto, mas sim no bestialismo, no homossexualismo, e na pedofilia. Embora estas coisas fossem comuns e normais entre os pagãos, isto foi de certa forma colocado em cheque com a chegada da Mensagem da Cruz. Volto a dizer, a única ideologia que é contra a pedofilia é o Cristianismo. O islão aceita a pedofilia, como também o judaísmo talmudico (o que existe hoje).

"Curiosamente, os países Europeeus onde o Crisitanismo está a bater em retirada, são os países mais adeptos da pornografia animal."

Não entendo a sua obsessão com o bestialismo. Isso é uma tara que é praticada apenas por uma ínfima parte da população, à semelhança da Necrofilia.


*HOJE* ela é "practicada por uma ínfima parte da população" muito por culpa do Cristianismo. Se dependesse do paganismo pré-Cristão, essas coisas seriam bem mais comuns e normalizadas. E o João sabe disso.

"Será que há uma ligação entre aversão ao Cristianismo e à Mensagem da Cruz com preferência por sexo com animais?"

Olhe, eu sou avesso ao Cristianismo e posso-lhe garantir que não tenho qualquer desejo sexual por animais irracionais.


Mas outros pagãos anti-Cristãos chegam à conclusão óbvia: se todos somos "animais", então não há mal em ter sexo com animais. Por isso é que todo o adepto de perversões sexuais odeia o Cristianismo. Mesmo aqueles que se escondem dentro das igrejas odeiam a ética sexual Bíblica (e por isso é que a rejeitam ao mesmo tempo que fingem acreditar).

Quanto à "Mensagem da Cruz", por favor, pare de acreditar nessas mentiras inventadas por judeus, pois isso é uma doutrina falsa que não conduz a lado algum.

Porque é que eu deveria parar de acreditar na Mensagem da Cruz se ela é a única que explica a nossa existência de maneira plena e satisfatória?

Moralidade

"A propósito, se o Deus da Bíblia não existe, qual é o seu argumento contra o que a elite pagã que controla o mundo faz?"
Com que então a elite que controla o Mundo agora é pagã? AHAHHAHAHAHHAHAHAHHA, essa é das melhores que á ouvi. Mas OK.


Claro que são pagãos. Eles não estão a adorar o Deus da Bíblia (embora a elite seja desproporcionalmente judaica). O João já viu os seus rituais e as suas danças? Já viu o Bohemian Grove? Há algo de Cristão e Bíblico no canibalismo, no bestialismo, na ingestão literal de sangue, nas prácticas homossexuais e pedófilas que envolvem essas elites? Tudo isso são prácticas pagãs, apoiadas pelo paganismo, e defendidas pelos pagãos satanistas.

O João bem pode tentar empurrar essas prácticas para a Bíblia usando a presença dos judeus da elite, mas o João sabe tão bem como eu (ou pelo menos deveria saber)  que o livro santo do judaismo moderno não é a Bíblia, mas o diabólico Talmude.

"É que sem uma âncora moral na base da qual estabelecer em termos absoluto o que é o bem e o que é mal, tudo que você tem são as suas opiniões pessoas."

Então e o Lucas agora quer-me convencer de que nós precisamos de sucata escrita por judeus há milhares de anos atrás, para poder ter uma "âncora moral"?


Eu quero-lhe mostrar que se Deus não existe, a sua opinião vale tanto como a da Hillary pagã e abortista.

Você é assim tão fraco que precisa de receber sermões de judeus lunáticos, porque não sabe distinguir o bem do mal???

O que é o "bem" e "mal"? O "bem" segundo quem? O João? A Hillary? Sem Deus, não há forma *absoluta* para classificar normas morais para além das nossas opiniões pessoais.

Sabe Lucas, eu acho é que vocês cristãos têm é um medo terrível da morte e depois dá-vos para inventar mil e uma desculpas em favor do Cristianismo, porque precisam dessa crença para conseguirem superar o medo de morrer. Eu sei que assim é, porque já conheci muito cristão conservador ao longo da vida e todos eles têm um pavor da morte que roça o anti-natural.

Obrigado pela projecção. Pelo menos agora já sei que você tem medo da morte.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Os 10 argumentos mais usados pelos ateus


Eu escrevo muito pouco sobre a apologética "Cristianismo vs Ateísmo", e há um bom motivo por trás dessa minha escolha. Foi nas salas de conversação e nos blogues ateus que eu dei os meus primeiros passos na teologia. Desde esses dias até hoje, eu nunca mais ouvi algo de novo por parte dos ateus. Parece que muitos ateus actuais (alguns gostam de usar o título "neo-ateus" como forma de se distinguirem dos ateus filosoficamente mais profundos do passado) têm muito pouco para acrescentar à discussão. Para ser justo, a maior parte dos apologistas Cristãos também não têm muito para acrescentar.

No entanto, cheguei à conclusão de que seria divertido comentar os 10 argumentos que mais oiço. A minha expectativa é de que eles irão expor alguns dos problemas mais óbvios com os mesmos, e talvez ajudar ambos os lados - ateus e Cristãos - a ter um material de debate mais interessante.

(...)

Vamos então analisar os 10 argumentos mais usados pelos ateus.

1. Não há evidências em favor da existência de Deus.

Existem dois problemas em relação a esta frase. Começando com a ideia de "evidência", qual é o entendimento das pessoas em relação a isso? O que é evidência suficiente para uma pessoa normalmente não é evidência suficiente para outra pessoa. Um tribunal disponibiliza inúmeros exemplos da forma como duas partes em conflito podem ter a mesma colecção do dados, o mesmo poder lógico e a mesma capacidade de raciocínio, no entanto ter interpretações diferentes em relação aos dados. O antigo ditado é verdadeiro: "os factos não determinam o argumento, o argumento é que determina os factos".

Sempre que é confrontado com a alegação de que não há evidências para a existência de Deus, normalmente o Cristão não sabe por onde começar a refutação. É tal como G. K. Chesterton chegou a dizer, perguntar a um Cristão para provar a existência de Deus é como pedir a alguém para provar a existência de civilização. O que é que se pode fazer para além de apontar e dizer "Olha, eis ali uma cadeira, e eis ali um edifício," etc. Como é que alguém pode provar a existência de civilização meramente seleccionando pedaços aqui e ali como provas suficientes em vez de ter uma experiência da civilização como um todo?

Quase tudo para onde o Cristão olha é evidência para a existência de Deus visto que ele vê a "obra" de Deus em todo o seu redor na criação. Mas isto dificilmente é evidência suficiente para o tribunal da opinião ateísta, tribunal esse que pressupõe que só o que pode ser apreendido pelos sentidos serve como evidência. Para o Cristão que acredita no Deus Transcendental, tais evidências ele já não pode oferecer; apresentar evidências *materiais* para a existência de Deus é, ironicamente, refutar a transcendência de Deus e rejeitar a fé.

A segunda parte do argumento é igualmente limitada. O que é que se tem em mente quando se fala em "existência"? Se tem em mente algo como "aquilo que começou a existir", então certamente que Deus não existe visto que Ele nunca começou a existir. Ele sempre existiu e Ele é Eterno.

2. Se Deus criou o universo, quem criou Deus?

Este é um dos argumentos mais peculiares que eu alguma vez vi e aqueles que o usam como uma espécie de "check-mate" intelectual pura e simplesmente não entendem o que os Cristãos querem dizer com a palavra "Eterno". É um argumento usado mal o teísta postula que uma "Primeira Causa" ou "Movedor Imóvel" é necessário para a existência do universo (um Ser "necessário" sobre Quem todas as outras coisas existem por meio da contingência. Alguns ateus lançam então o peso para os Cristãos afirmando, "E então quem criou Deus?"

O que é que o Cristão pode fazer perante esta questão para além de sorrir? Deus antecede todas as coisas presentes na criação, e é Eterno. Se Deus tivesse um Criador, então o Seu Criador seria Deus. Deus é Deus precisamente porque Ele não tem um criador.

3. Deus não é Todo-Poderoso se existirem coisas que Ele não consegue fazer. Deus não pode mentir, logo Ele não é Todo-Poderoso.

Bang! Derrotado.

Vamos com calma. Este argumento seria devastador-fantástico-talvez se Deus fosse mais como um dos deuses gregos, onde eles mesmos se encontravam sujeitos ao destino e limitados aos seus papéis específicos no cosmos. A doutrina Ortodoxa de Deus é muito diferente. Os Cristãos (pelo menos os Ortodoxos) olham para ontologia de Deus como algo sujeito ao Seu livre-arbítrio perefetio. Porque é que Ele é Bom? Porque Ele escolhe ser Bom. Porque é que Ele não mente? Porque Ele escolhe ser Honesto. Porque é que Deus existe numa Trindade? Porque Ele assim quis. (...)

4. Acreditar em Deus é o mesmo que acreditar na Fada Madrinha, no Pai Natal e no Monstro Spaghetti Voador.

O que eu mais gosto neste "argumento" bem gasto dos ateus é que ele serve para demonstrar o quão vastamente diferente é a crença em Deus destes mitos e destas imaginações. Quando se avalia de modo honesto a doutrina Judaico-Cristão de Deus, encontra-se milhares de anos de testemunhos humanos e desenvolvimento religioso; encontrar-se-á mártires a suportar os traumas mais horríveis na defesa da fé; ele irá encontrar nos textos religiosos descrições historicamente e geograficamente validadas; etc (estes factos, obviamente, não são "provas" mas "evidências" que exigem considerações mais fortes).

Coloquem-se estas coisas frente às histórias da Fada Madrinha, Pai Natal ou o Monstro Spaguetti, e encontramos exactamente o oposto:: nenhum testemunho de refinação religiosa, nenhum mártir, nenhuma validação histórica ou geográfica, etc. Em vez disso, encontramos mitos intencionalmente criados para as crianças, como forma de estabelecer um ponto, ou algum outro motivo. O argumento ateu é um argumento homem-palha da pior espécie.

5. O Cristianismo emergiu dentro dum povo antiquado e ignorante, desconhecedor da ciência.

De facto, estas pessoas antiquadas e ignorantes que acreditaram no nascimento Virginal do Senhor Jesus devem ter acreditado nisso porque não tinham conhecimento da forma como os bebés nascem. Incrível. O nascimento Virginal de Cristo foi um evento profundo que causou preocupação suprema aos antiquados precisamente porque eles entendiam que a concepção era impossível sem relações sexuais. O homem antigo considerava o nascimento Virginal como algo milagroso, isto é, algo impossível sem a intervenção Divina (e por essa altura, as pessoas desprezaram a ideia); o mesmo pode ser dito de todas as histórias milagrosas presentes nas Escrituras.

De facto, os antigos não tinham o telescópio Hubble, mas eles foram capazes de ver a noite em toda a sua glória, algo que quase nenhuma pessoa moderna pode dizer (graças à luminosidade moderna que distorce a nossa habilidade de ver a plenitude do céu nocturno). Em media, os povos antigos viviam mais próximos da natureza e das realidades da vida e da morte do que muitos de nós "modernos".

Em termos duma relação viva com estas coisas, os antigos estavam muito mais avançados do que nós estamos actualmente, e esta relação é essencialmente o cerne da pesquisa religiosa. Se as pessoas hoje em dia não têm curiosidade religiosa, provavelmente deve-se ao facto de passarem mais tempo com os seus iPhones do que com a natureza. Provavelmente.

Mas a alegação de que o Cristianismo foi viável no mundo antigo apenas porque teve como suporto a ignorância generalizada é uma ideia profundamente ignorante. O Cristianismo surgiu dentro duma das civilizações mais avançadas da história humana. O Império Romano não era conhecido pela sua estupidez; ele era o epicentro da inovação e de gigantes da filosofia. Eu aposto que se a pessoa comum dos dias de hoje se encontra-se dentro dum debate com uma pessoa comum da Alexandria do primeiro século, o indivíduo moderno seria totalmente humilhado na troca.

6. Os Cristãos só acreditam no Cristianismo porque nasceram numa cultura Cristã. Se eles tivessem nascido na Índia, eles seriam Hindus.

Este argumento é apelativo porque tenta rejeitar por completo as capacidades cognitivas da pessoa com base nas suas influências ambientais durante a sua infância. A ideia, de forma geral, é a de que as pessoas têm são intelectualmente tão limitas que eles não conseguem olhar para além da forma como foram criados, o que, se for levado a sério, também condenaria o ateísmo da igual modo. Mas essa é uma alegação falsa.

Tomemos como exemplo a história do povo Judeu. Vamos assumir que "ser" Judeu, em termos religiosos, é muito mais que um assunto de vinculo cultural. Ser Judeu +e ter o Judaísmo a permear a sua foram de pensar e acreditar, e a forma como se interage com o mundo. Mas é isto que se passa com a maioria dos Judeus, quer seja nos EUA, na Europa em Israel ou onde quer que seja? Seria preciso estarmos totalmente desligados para acreditarmos nisto.

O mesmo fenómeno pode ser encontrado dentro das assim-chamadas comunidades Cristãs. De facto, nascer numa casa Judeo-cêntrica ou Cristo-cêntrica nos dias de hoje é normalmente um precursor de que a criança irá crescer e abandonar a fé da sua família.

7. O evangelho não faz sentido: Deus estava Zangado com a humanidade por causa do pecado e como tal, Ele decidiu torturar e matar o Seu Filho de modo a que Ele pudesse apaziguar a sua própria raiva patológica. Quem é esquisito é Deus e não eu.

Este é, na verdade, um argumento muito bom contra algumas seitas protestantes (e eu já o usei em inúmeras ocasiões), mas não tem qualquer tipo de margem de manobra dentro da fé Cristã Ortodoxa visto que dentro dela não há um conceito de Deus que precisa de ver a Sua raiva apaziguada como forma de amar as Suas criaturas. O Pai sacrificou o Seu Filho como  forma de destruir a morte com a Sua Vida; não para apaziguar a Sua ira, mas para curar; não para proteger a humanidade da Sua fúria, mas para unir ao Seu amor. (...)

8. A História está repleta de seitas de messias mãe-filho, divindades trinitárias e coisas assim. Logo, a história Cristã é um mito tal como as outras.

Este argumento parece ser insuperável à primeira vista, mas na realidade, e usando uma analogia do basebol, é uma bola baixa. Não há discussão de que a história está repleta de histórias semelhantes àquelas que estão na Bíblia, e eu não vou perder tempo a recontá-las todas aqui. Mas este facto não deve ser de maneira nenhuma surpreendente. Na verdade, se a história não tivesse histórias semelhantes, isso sim seria problemático. Tudo o que é belo tem réplicas. A moeda falsa não prova a não-existência da moeda autêntica mas sim exactamente o contrário. Um milhar de bandas "cover" dos U2 não é evidência de que o grupo musical U2 é um mito.

Ah, mas isto não explica o facto de algumas destas histórias terem sido contadas antes dos relatos Bíblicos. Verdade. Mas imaginemos que a única história dum nascimento virginal, morte e ressurreição messiânicos só existem no Novo Testamento. Para mim, isso seria estranho. Seria estranho porque se toda a humanidade tivesse Deus como o seu Criador, mas no entanto o evento central da história humana - o evento mais importante de todas as eras - a incarnação, a morte e a ressurreição de Cristo nunca lhes tivesse passado pela mente, pelo menos numa forma turva, eles estariam completamente afastados dos mistérios mais importantes da existência humana.

Se o advento de Cristo foi real, então parece perfeitamente natural que ele tenha permeado a consciência da humanidade de alguma forma, independentemente do seu lugar na história. Seria de esperar ver a humanidade a replicar estas histórias, encontradas nas suas visões e sonhos, vez após vez a través da história; e é precisamente isso que encontrámos.

[ed: Outro argumento que pode explicar algumas semelhanças nas histórias pré-Cristãs e o Advento do Messias é o facto de, logo após a Queda do Homem, Deus ter dito "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Génesis 3:15). Da mesma forma que as histórias em torno do Dilúvio foram passadas de geração em geração, as histórias em torno da vinda da "Semente da Mulher" podem também ter passado de geração em geração, embora muitas delas se tenham pervertido com o passar do tempo.]

9. O Deus da Bíblia é Maligno. Um Deus que permite tanto sofrimento e morte não pode ser outra coisa senão Maligno.

Esta crítica é feita de muitas maneiras distintas, e para mim ele é um dos argumentos mais legítimos contra a existência Dum Deus Bom. O facto de existir sofrimento e morte é o argumento mais forte contra a crença no Deus Omnipotente, Omnisciente, Omnibenevolente. Se o sofrimento e a morte existe, isso parecer sugerir uma das duas: (1) ou Deus é amor, mas Ele não é omnipotente e não consegue impedir o sofrimento e a morte, ou (2) Deus é Omnipotente mas não Se preocupa connosco.

Eu dediquei um artigo à parte lidando com este problema, mas vamos falar aqui com o problema inerente à própria crítica.

O argumento tem como pressuposição a tese de que o bem e o mal são reais, isto é, que existe um padrão absoluto para o bem e para o mal que se sobrepõe às caprichosas "ideias" do que é bom e do que é mau num dado tempo da nossa ética evolutiva, se assim se pode dizer. Se não há uma existência real do bem e do mal - como realidade ontológica - então a acusação de que "Deus é Mau" devido a isto ou devido àquilo é, na verdade, dizer algo como "Eu pessoalmente não gosto do que vejo no mundo, e como tal, Deus não pode existir."

Gosto do que C.S. Lewis falou em relação a este assunto:
Não faz sentido falar em "tornar-se melhor" se "melhor" apenas significa "aquilo no que nos estamos a tornar" - é como nos nos congratularmos por termos  chegado a um destino e definir o destino como "o lugar onde era suposto nós chegarmos".
O que é complicado para os ateus neste tipo de debates é ficar longe de palavras carregadas de conotação religiosa. É estranho alguém que não acredita no bem e no mal objectivos condenar Deus por ser "Mau" porque Ele não atingiu a sua [do ateu] visão do que é ser "bom". Portanto, a crítica inicial é válida, mas ela é subversiva para o chão sobre o qual o ateu se encontra. Se alguém vai aceitar o bem e o mal com realidades, então ele não se encontra por completo na posição de rejeitar a Deus. Em vez disso, ele está numa posição onde ele batalha com a ideia de Deus como Um Ser Bom. (...)

10. A teoria da evolução respondeu todas as questão em torno das nossas origens. Não há necessidade de se depender de antiquados mitos ignorantes.

[ed: O autor do texto não dá uma resposta conclusiva neste ponto, e como tal, fica aqui um link onde se pode ver como os próprios evolucionistas não têm qualquer tipo de concordância em relação a aspectos cardinais da sua teoria.]

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Quando os despreparados tentam dar uma aula de História

Num dos muitos ataques que a co-editora deste blogue tem sofrido online sempre que dá a sua acertada opinião conservadora e Cristã numa página esquerdista, um jovem totalmente despreparado fez o "big mistake" de a tentar convencer do seu "erro" sem se aperceber que ele mesmo é quem esta totalmente errado na sua posição. 

É normal o esquerdista ser Biblicamente ignorante (isto é, não ter o mínimo conhecimento da Bíblia), mas o que tornam as palavras que seguem mais relevantes é o facto do autor das mesmas nem se aperceber da inconsistência da sua linha de "argumentação".

Basicamente o que ele tenta fazer é relativizar a Bíblia ao mesmo tempo que confere autoridade a fontes cuja autoridade ele não justifica (nomeadamente, a sua própria opinião).

Embaixo faço breves comentários ao erros por ele proferidos:
Olá. Li seus comentários na página "moça você é machista", e te admirei por sua coragem e audácia de falar o que pensa, no meio de uma multidão que discorda do seu ponto de vista. Eu faço parte desta multidão, discordo completamente do que falou, mas mesmo assim me impressiona a sua postura. Resolvi te escrever para dizer que você tem muitas intenções boas, mas está sendo enganada, seguindo uma doutrina criada pelo ser humano
E ?

Criada pelos homens significa "errada"?
mesmo que tenha vindo de Deus, ainda passou pela mão de muitos homens que a alteraram
Evidências da "alteração", onde estão? O sentido original foi perdido? De que forma é que a Bíblia actual difere do "original"?
e ainda hoje, esta doutrina totalmente alterada
Totalmente? Não há nada de correcto na doutrina Bíblica? Evidências? Fontes?
e que pouco ou nada tem a ver com a original
Como é que era "o original"? Faça uma listagem dos pontos onde a Mensagem Bíblica actual difere da mitológica "original", e justifique a resposta. Depois disso, diz-nos como é que ele sabe que esse "original" (que s´´o ele tem acesso) foi "preservado".
passa pela interpretação de homens totalmente despreparados para tirarem algo de útil de um texto histórico.
TODOS os homens estão TOTALMENTE despreparados? Durante os 2000 anos de História Cristã não houve UM ÚNICO HOMEM preparado para retirar "algo de útil do Texto histórico"? Como é que sabes que o que TU dizes está correcto? Estás "totalmente preparado"?
Minha sugestão é que leia outras coisas
Outras coisas feitas pelos homens, e que foram deturpadas de tal modo que já não têm nada a ver com o origial? Essas outras coisas são de confiança? Foram elas preservadas da "interpretaçãi de homens totalmente despreparados"?
quem sabe livros sagrados de outras religiões
Escritos pelos homens, mesmo que tenham vindo de Deus? Ou esses textos foram preservados enquanto que a Bíblia não? Mas já vemos o motivo por trás desta "sugestão":
então irá perceber que todos os livros tem aquela mesma frase dizendo sempre algo parecido com: "Este livro é a verdade e todo o resto é a mentira, e este é o livro que Deus quer que você leia e siga"
TODOS os livros religiosos têm essa frase? Se sim, e depois? O facto de várias fontes alegarem a mesma coisa significa que todos estão erradas? Não há a possibilidade duma estar certa e as outras erradas? Se não, porque não?

O que o historicamente ignorante quer dizer é que a Bíblia é falsificada não por aquilo que ela defende, mas sim por aquilo que os outros têm em comum com a Bíblia. Ou seja, pontos comuns entre a Bíblia e outros livros é algo de mau para a Bíblia. Se o que a Bíblia e essas outras fontes têm em comum é factual ou não, é irrelevante, para este comentador. 

Isto parece sugerir a tese de que, para a Bíblia ser realmente a Palavra de Deus, ela tem que fazer alegações únicas e não-presentes em mais lugar nenhum do universo. Por exemplo, se a Bíblia diz que o Hititas viveram a Norte da Terra de Israel, e nós encontramos isso confirmado ou aludido em outras fontes religiosas, então tanto a Bíblia e essa outra fonte estão erradas. Para este jovem o facto da Bíblia alegar algo é evidência de que essa alegação é falsa. Ele não justifica esta linha de pensamento: ele diz que e assim, e pronto.
Talvez isso te faça ter um ponto de vista melhor sobre questões religiosas.
Como é que sabes que o ponto de vista que a co-editora deste hoje está errado e o teu certo? De onde retiraste a opinião de que o que te ensinaram está certo e "preservado", enquanto que o que nós Cristãos recebemos está pervertido para além daquilo que era o "original"? 

Já agora, não te esqueças de dizer onde está esse "original". Como era ele? Estava preservado da "interpretação de homens totalmente despreparados"?

Ficamos à espera.