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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Só 8,2% do cérebro dos evolucionistas é funcional

Por Jonathan Wells

Segundo uma notícia recente proveniente da Science Daily, pesquisadores de Oxford afirmam que muito provavelmente só 8,2% do nosso ADN é funcional. O resto é "lixo". Este número (8,2%) contradiz as conclusões do projecto ENCODE (para "Encyclopedia of DNA Elements"), que foi estabelecido depois do Human Genome Project como forma de esclarecer o nosso recém-sequenciado ADN.

Em Setembro de 2012, os resultados de mais de um milhar de experiências - envolvendo dezenas de laboratórios e centenas de cientistas de três continentes, publicando quase de modo simultâneo em dezenas de artigos em cinco revistas científicas distintas - disponibilizaram evidências de que 80% do nosso ADN é funcional.  Estes resultados são consistentes com o "The  Myth of Junk DNA", que publiquei em 2011. Mas a pesquisa ENCODE já decorria há cinco anos.

Porque é que os artigos foram publicados quase ao mesmo tempo? Muito provavelmente porque os autores queriam apresentar uma frente unida contra a reacção que eles anteciparam por partes dos proponentes do "ADN lixo". E a reacção foi mesmo significativa! Os darwinistas Larry Moran, Nick Matzke, e PZ Myers (entre outros) incendiaram a blogsfera com as suas denúncias.

Perto do cerne da controvérsia está a definição de "função". Os pesquisadores do projecto ENCODE definiram função à luz da bioquímica: Um segmento de ADN é funcional se "participa em pelo menos um evento associado ao RNA e/ou a cromatina em pelo menos um tipo de células." Os darwinistas definem função à luz da teoria da evolução: O segmento de ADN é funcional se ele é sujeito à selecção natural.

Os pesquisadores de Oxford adoptaram a abordagem evolutiva e para determinar a percentagem de ADN humano que se encontra sujeito à selecção natural, compararam as sequências publicadas de humanos, camundongos, ratos, gado, cavalos, porquinhos-da-Índia, coelhos, galagos, pandas e rinocerontes. Um dos pesquisadores explicou:

Durante a evolução destas espécies, partindo do seu ancestral comum, as mutações ocorrem no ADN e a selecção natural contraria estas mudanças como forma de manter as sequências de ADN úteis intactas.

Os pesquisadores analisaram os locais de ADN onde as inserções e as eliminações se encontravam distantes umas das outras, assumindo que as sequências de ADN intervenientes haviam sido constrangidas através da purificação da selecção visto que era biologicamente funcional. Eles apuraram que só 8,2% do nosso ADN se encontra constrangido desta forma, e muito provavelmente funcional (embora menos de 2% do nosso ADN codifique proteínas). Eles concluiram que o ADN que era substancialmentte distinto entre as espécies que eles estudaram - ADN que era não-preservado - não tinha sido sujeito à selecção purificadora e, como tal, não era funcional.

Mas embora a conservação de sequências possa implicar funcionalidade, a não-conservação não implica não-funcionalidade - coisa que os biólogos há muito que já reconheceram. De facto, independentemente da forma como as diferenças de ADN possam desempenhar um papel na distinção das espécies diferentes, as sequências não-conservadas devem ser funcionais.

Para além disso, os biólogos actualmente sabem que até 30% do ADN que codifica proteínas dentro dos organismos é composto po "genes órfãos" que têm pouca ou nenhuma semelhança com as sequências de ADN de outros organismos. Embora as funções da maioria das proteínas órfãs ainda não sejam sabidas, poucas pessoa seriam assim tão néscias sugerindo que elas não têm qualquer tipo de função. No entanto, na sua busca por constrangimentos evolutivos tais como aqueles usados pelos pesquisadores de Oxford, estas regiões codificadoras de proteínas seriam julgadas de "não-funcionais".

A fé na evolução condiciona a interpretação dos dados

Porque é que os darwinistas consideram as especulações evolutivas mais fiáveis que as experiências bioquímicas? Uma pista pode ser encontrada numa apresentação de 2013 dada por Dan Graur num encontro da "Society for Molecular Biology and Evolution" em Chicago. Tal como Graur - oponente vocal e até antipático do projecto ENCODE - afirmou na sua apresentação:

Se, de facto, o genoma humano está vazio de ADN lixo, tal como é implicado pelo projecto ENCODE, então um processo evolutivo longo e sem-direcção não pode explicar o genoma humano. Se, por outro lado, os organismos foram arquitectados, então espera-se que todo o ADN, ou a maioria possível, exiba algum tipo de funcionalidade. Se o project ENCODE está certo, então a Evolução está errada.


Portanto, embora a definição de "funcional" se encontre no centro da controvérsia, a aderência à teoria da evolução encontra-se ainda mais. E parece que essa aderência ao Darwinismo faz com que as pessoas fiquem cegas às presunções que elas mesmas fazem. Talvez seja por isso que Gerton Lunter, citado em cima em torno do papel da teoria da evolução no estudo levado a cabo por Oxford, disse ao Science Daily que "a nossa abordagem está largamente livre de suposições e hipóteses."

Fonte: http://shar.es/LJhaW

* * * * * * *
Resumindo, o número "8,2%" usado pelos darwinistas é consequência do que eles PENSAM que aconteceu no passado, demonstrando mais uma vez o peso que as nossas crenças pessoais têm na análise de eventos que não podem ser observados directamente. Ou seja, os darwinistas olham com suspeição para os resultados do projecto ENCODE, que diz que 80% do ADN é funcional, não porque há algum tipo de problema com eles, mas sim porque as suas (do projecto ENCODE) implicaçõe colocam em causa a teoria da evolução.

Se, tal como disse o evolucionista Dan Graur, as formas de vida foram criadas, então seria de esperar que todo, ou a maior parte do ADN, tivesse uma função. E o que é que "dezenas de laboratórios e centenas de cientistas de três continentes, publicando quase de modo simultâneo em dezenas de artigos em cinco revistas científicas distintas" apuraram? Exactamente isso: mais de 80% do ADN têm uma ou mais funções bioquímicas.

A previsão criacionista está de acordo com o que se pode observar, testar e medir, enquanto que as teses evolutivas encontram-se firmes no campo da mitologia naturalista.

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