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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

The Guardian destaca ascenção da música gospel no Brasil

O jornal britânico “The Guardian”, um dos mais importantes periódicos da Europa, destacou a ascensão da música gospel no Brasil, bem como sua visibilidade crescente.

O título da reportagem, “Gospel toca uma corda no Brasil, terra da bossa nova”, dá o tom do texto que lembra o Brasil como berço da bossa nova, mas que também é conhecido pelo samba e pelo funk.

A exaltação à música gospel no Brasil vem depois de uma abertura pela maior televisão secular do país, a rede Globo que promoveu o Festival Promessas. A publicação descreve o festival como “uma explosão de luzes fluorescentes, um rufar de tambores ensurdecedor e a declamação de uma parte do Salmo 91: ‘Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti’".

Para os evangélicos o Festival Promessas foi considerado uma abertura de Deus através da maior rede de televisão do Brasil para a transmissão do Evangelho.

É um novo tempo para o Evangelho no Brasil e traz para nós muita responsabilidade de seguir sendo mais crentes”, disse Fernanda Brum ao CP.

O especial de final de ano da Globo teve a duração de 75 minutos e alcançou a marca de treze pontos de média na Grande São Paulo, de acordo com números prévios do IBOPE.

O cantor Regis Danese é citado como um dos “artistas top” do segmento gospel. Ele teria declarado nos bastidores do show que “Hoje é um dia histórico para a música gospel brasileira. O povo de Deus deve louvar e agradecer a Deus por tudo isso".

De acordo com o The Guardian o mercado gospel está avaliado em R$ 1,5 bilhão em 2011, e várias gravadoras seculares, como a Som Livre e a Sony, começaram a ter interesse em participar do segmento.

Cantoras como Aline Barros e Fernanda Brum já disputam espaço nas agendas das gravadoras com cantores internacionalmente populares, como Britney Spears ou Justin Bieber, muitas vezes levando vantagem sobre eles.

Segundo Marina de Oliveira, o movimento dos cantores evangélicos para o mundo secular é de grande importância: "isto é maravilhoso, fantástico. Nossa capacidade de transmitir a palavra de Deus vai crescer absurdamente".

Marina ainda destacou um ditado que ilustra a ascensão da música gospel para o mainstream: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.

Enquanto o segmento desponta na grande mídia, compositores conhecidos ainda criticam o género. Mas, segundo o presidente de uma das maiores gravadoras gospels do Brasil, a MK Music, Arolde de Oliveira, as críticas são classificadas como preconceito em um país que é historicamente católico.

Segundo ele, a população evangélica foi inicialmente confinada à base da pirâmide social, e hoje possui extracto de quase 60 milhões de pessoas, representando uma parcela significativa da população e dos consumidores. “É um mercado grande”, diz Oliveira.

O mercado gospel também tem se mostrado relativamente imune à pirataria, pois por razões espirituais e morais, os evangélicos se recusam a adquirir itens falsificados ou mesmo a fazer downloads ilegais.

Para Marina de Oliveira, as gravadoras seculares estariam tentando “sugar o último gole do copo de suco, pois eles sabem que o negócio do mercado fonográfico secular pode morrer antes do mercado gospel”.

Já para Luiz Gleizer, diretor da Globo, a emissora não poderia ignorar a proporção que assumiu a música gospel no Brasil. Segundo ele, o canal “percebeu a importância progressiva da música gospel na vida cultural do Brasil”.

Ele acrescentou ainda que o evento reafirmou a laicidade da emissora: “a Globo não é um canal católico - é secular, laico e republicano".

"Jesus pregou aos pecadores, ele falou com prostitutas ... Precisamos parar de falar bobagem e pregar a palavra de Deus, falar de Jesus. Precisamos pregar a palavra aos nossos vizinhos, no trabalho, você tem que fazer a diferença", Regis Danese é citado na matéria.

Fonte

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Brasileiros no exterior encontram força na religião para enfrentar dificuldades


O sonho de morar em outro país, vivenciar outra cultura e conhecer lugares famosos que estampam cartões postais, nem sempre é livre de dificuldades e percalços. Com isso, muitos imigrantes brasileiros em outros países acabam buscando na religião a ajuda e o conforto para os problemas enfrentados no dia a dia em um país estranho.

O jornal do SBT, de terça-feira (27), mostrou um pouco dos obstáculos que os brasileiros enfrentam por entrarem em uma terra distante.

Em Londres, na Inglaterra, por exemplo, são muitas as diferenças do Brasil: o idioma, lugares não conhecidos, dirigir pelo lado direito, e mesmo características comportamentais , trazem dificuldades de adaptação.

O brasileiro Frederico Camdo, que mora na Inglaterra há mais de 10 anos, conta que no início sentiu a barreira do idioma. Ele trabalhava em um restaurante e quase chegou a ser demitido por não falar fluentemente o inglês.

A vida e o caminho difícil a ser trilhado faz com que os imigrantes procurem uma igreja ou congregação para terem algum apoio durante sua estadia.

“A maioria vem com um sonho e eles pensam que vai ter um tapete vermelho os esperando. Quando eles encaram a realidade – pessoas com cara fechada, dificuldades no trabalho e com a língua, tudo isso faz com que procure algum apoio”, diz o pastor Edmilson Bueno, de uma congregação em Londres.

Os cultos em inglês, na sua maioria, possuem tradução simultânea, o que atrai os que falam somente português. Os frequentadores são na maioria brasileiros, mas portugueses, angolanos e moçambicanos também marcam presença.

Segundo um frequentador que não se identificou, a “presença nos cultos é uma forma de se sentir seguro, acolhido, fazer novas amizades.”

France Sales desembarcou na Inglaterra com o sonho de ser jogador de futebol. Decepcionado com o objetivo não realizado, ele saiu do isolamento em que vivia frequentando um culto evangélico. “Aqui tive um encontro com Deus e fiz amigos, pois todos são brasileiros”, revelou.

Segundo o Conselho de Pastores da Inglaterra, há 104 igrejas evangélicas com cultos em português em todo o país. Ao todo, já são contabilizados 30 mil brasileiros. Estimativas ainda apontam que de cada 10, pelo menos sete brasileiros se converteram no exterior.

Jussara Teixeira


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