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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Portugal tem menos católicos e mais protestantes/evangélicos

Há cada vez menos católicos em Portugal e cada vez mais protestantes/evangélicos e Testemunhas de Jeová, revela um estudo do Centro de Estudos de Religiões e Culturas da Universidade Católica Portuguesa.

"Pode observar-se um decréscimo relativo da população que se declara católica e um incremento da percentagem relativa às outras posições de pertença religiosa, com um particular destaque para o universo protestante (incluindo os evangélicos)", refere o relatório interpretativo do "Inquérito 2011" que compara dados de 1999 com um outro inquérito realizado no final do ano passado.

O estudo, que pretende perceber como é que os portugueses se situam perante o fenómeno religioso, revela que, nos últimos onze anos, os católicos diminuiram 7,4 por cento (%), passando de 86,9% da população para 79,5%.

Ao contrário da tendência de diminuição de católicos, duplicou a percentagem de pessoas com uma religião diferente da católica (2,7% em 1999 para 5,7%), assim como cresceu o número de pessoas sem qualquer religião (de 8,2% para 14;2%), um aumento que se sentiu em todas as categorias: os indiferentes passaram de 1,7 para 3,2; os agnósticos de 1,7 para 2,2 e os ateus de 2,7% para 4,1%.

Entre a população crente com religião, a grande maioria continua a ser católica, mas tem vindo a reduzir o seu peso: no final do século passado representavam a quase totalidade dos crentes com 97%, enquanto agora esse grupo representa 93,3%.

O inquérito mostra um aumento de protestantes/evangélicos (que passaram de 0,3% para 2,8%) e das Testemunhas de Jeová, que em 1999 representavam um por cento e agora são 1,5%. Os "outros cristãos" também aumentaram uma décima (1,5% para 1,6%) assim como os pertencentes a religiões não cristãs (eram 0,2 e agora são 0,8%).


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

The Guardian destaca ascenção da música gospel no Brasil

O jornal britânico “The Guardian”, um dos mais importantes periódicos da Europa, destacou a ascensão da música gospel no Brasil, bem como sua visibilidade crescente.

O título da reportagem, “Gospel toca uma corda no Brasil, terra da bossa nova”, dá o tom do texto que lembra o Brasil como berço da bossa nova, mas que também é conhecido pelo samba e pelo funk.

A exaltação à música gospel no Brasil vem depois de uma abertura pela maior televisão secular do país, a rede Globo que promoveu o Festival Promessas. A publicação descreve o festival como “uma explosão de luzes fluorescentes, um rufar de tambores ensurdecedor e a declamação de uma parte do Salmo 91: ‘Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti’".

Para os evangélicos o Festival Promessas foi considerado uma abertura de Deus através da maior rede de televisão do Brasil para a transmissão do Evangelho.

“É um novo tempo para o Evangelho no Brasil e traz para nós muita responsabilidade de seguir sendo mais crentes”, disse Fernanda Brum ao CP.

O especial de final de ano da Globo teve a duração de 75 minutos e alcançou a marca de treze pontos de média na Grande São Paulo, de acordo com números prévios do IBOPE.

O cantor Regis Danese é citado como um dos “artistas top” do segmento gospel. Ele teria declarado nos bastidores do show que “Hoje é um dia histórico para a música gospel brasileira. O povo de Deus deve louvar e agradecer a Deus por tudo isso".

De acordo com o The Guardian o mercado gospel está avaliado em R$ 1,5 bilhão em 2011, e várias gravadoras seculares, como a Som Livre e a Sony, começaram a ter interesse em participar do segmento.

Cantoras como Aline Barros e Fernanda Brum já disputam espaço nas agendas das gravadoras com cantores internacionalmente populares, como Britney Spears ou Justin Bieber, muitas vezes levando vantagem sobre eles.

Segundo Marina de Oliveira, o movimento dos cantores evangélicos para o mundo secular é de grande importância: "isto é maravilhoso, fantástico. Nossa capacidade de transmitir a palavra de Deus vai crescer absurdamente".

Marina ainda destacou um ditado que ilustra a ascensão da música gospel para o mainstream: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.

Enquanto o segmento desponta na grande mídia, compositores conhecidos ainda criticam o género. Mas, segundo o presidente de uma das maiores gravadoras gospels do Brasil, a MK Music, Arolde de Oliveira, as críticas são classificadas como preconceito em um país que é historicamente católico.

Segundo ele, a população evangélica foi inicialmente confinada à base da pirâmide social, e hoje possui extracto de quase 60 milhões de pessoas, representando uma parcela significativa da população e dos consumidores. “É um mercado grande”, diz Oliveira.

O mercado gospel também tem se mostrado relativamente imune à pirataria, pois por razões espirituais e morais, os evangélicos se recusam a adquirir itens falsificados ou mesmo a fazer downloads ilegais.

Para Marina de Oliveira, as gravadoras seculares estariam tentando “sugar o último gole do copo de suco, pois eles sabem que o negócio do mercado fonográfico secular pode morrer antes do mercado gospel”.

Já para Luiz Gleizer, diretor da Globo, a emissora não poderia ignorar a proporção que assumiu a música gospel no Brasil. Segundo ele, o canal “percebeu a importância progressiva da música gospel na vida cultural do Brasil”.

Ele acrescentou ainda que o evento reafirmou a laicidade da emissora: “a Globo não é um canal católico - é secular, laico e republicano".

"Jesus pregou aos pecadores, ele falou com prostitutas ... Precisamos parar de falar bobagem e pregar a palavra de Deus, falar de Jesus. Precisamos pregar a palavra aos nossos vizinhos, no trabalho, você tem que fazer a diferença", Regis Danese é citado na matéria.

Fonte

domingo, 25 de dezembro de 2011

Um em cada doze cristãos no mundo é brasileiro

Isto talvez explique a pressa que os esquerdistas brasileiros têm em aprovar Kit-gays e o aborto.

Se eles deixam o tempo avançar, e dado o crescimento explosivo dos Evangélicos brasileiros, é provável que o futuro do Brasil seja ainda mais Cristão do que já é - para horror da esquerdalha militante.


Um em cada doze cristãos no mundo é um brasileiro (8% do total), de acordo com um estudo recente feito pelo Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública, dos EUA, sob o título “Global cristianismo.”

A pesquisa analisou 200 países e constatou que o Brasil é o segundo país cristão com mais de 175 milhões de cristãos.

Os Estados Unidos lideram o topo da lista, com 247 milhões de cristãos. Terceiro lugar na lista está o México com 108 milhões.

O Brasil tem mais que o dobro de cristãos da Nigéria e cerca de três vezes mais que a Alemanha. A maioria dos brasileiros (cerca de 90 por cento) identificam-se como católicos ou protestantes.

O país era esmagadoramente católico depois de ter sido colonizado por Portugal no século 16. Em 1950, quase 94% dos brasileiros eram católicos. No entanto, desde a década de 80, o número de católicos têm diminuído, enquanto o número de protestantes aumenta consideravelmente.

De acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os católicos em 2009 responderam por 68,43% dos brasileiros, enquanto os evangélicos, pentecostais e tradicionais representaram 20,2%.

Apesar do declínio, a população católica brasileira de cerca de 134 milhões ainda é de longe o maior do mundo. Cerca de 1/8 dos católicos no mundo (12%) são brasileiros.

A comunidade protestante que cresce mais rápido é o segmento pentecostal, de acordo com uma pesquisa realizada em 2006 pelo Fórum Pew, o que representa 72% da população protestante.

No mundo os cristãos são o maior grupo religioso, segundo o estudo. Ao todo, cerca de 2 bilhões e 180 milhões são cristãos, que representam quase um terço dos cerca de 7 bilhões da população mundial.

O relatório “Global cristianismo” foi baseado principalmente em uma análise por país de mais de 2.400 fontes de dados, tais como censos e pesquisas nacionalmente representativas da população.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Crescimento evangélico incomoda Bento XVI

Papa disse que a igreja evangélica cresce porque possui uma mensagem aparentemente compreensiva.

A bordo do avião papal o papa Bento XVI expressou nesta sexta-feira sua preocupação pelo auge das igrejas evangélicas na América Latina e África.

Na conversa com jornalistas a bordo do avião que o leva a Cotonou, capital do Benin, o papa afirmou que frente a esse desafio a Igreja Católica tem que oferecer uma mensagem simples, profunda e compreensível.

O papa afirmou que as igrejas evangélicas estão crescendo porque expõem uma mensagem aparentemente compreensiva e uma liturgia participativa que, na realidade, consiste no “sincretismo de religiões”.

“Isso garante um êxito, mas também resulta em pouca estabilidade”, ressaltou. O religioso disse que é muito importante que o cristianismo não se conceba como um sistema difícil, e tenha uma mensagem universal.

Bento XVI acrescentou que muitas vezes esses fiéis voltam à Igreja Católica ou adotam outras igrejas pentecostais. Por isso, o papa defende uma mensagem “simples, profunda e compreensível” para que não aconteça uma fuga de cristãos para estas igrejas.

O religioso disse exigir reconciliação, justiça e paz nas guerras que ainda existem na África. “Muitas vezes as palavras foram maiores que as intenções, que a vontade de realizar esses acordos”, disse em encontro com jornalistas em cúpulas sobre a pacificação do continente.

O papa pediu aos políticos e às pessoas que enxerguem além do egoísmo. “A África é um grande pulmão espiritual para uma humanidade em crise de fé e esperança”, afirmou.

Bento XVI lembrou que em 50 ou 60 anos de independência, a maioria dos países africanos tiveram que enfrentar processos muito rápidos de mudança. “A humanidade se encontra em processo cada vez mais rápido de transformação, e para os povos africanos é um processo difícil, que exige a colaboração de todos”, ressaltou.

Entretanto, o papa defende que a África tem muito a mostrar ao mundo. Para ele, o continente tem um “frescor” e “uma juventude cheia de entusiasmo”, e que apesar dos problemas, há “uma reserva de vida e de futuro” que todos temos que levar em conta, ressaltou.

O papa destacou que vai o Benin porque é “um país que recuperou a democracia, no qual há paz, liberdade, responsabilidade e justiça, e as religiões convivem no meio de um respeito recíproco”.

No país, o religioso também prestará homenagem ao cardeal Bernardin Gantin, morto em 2008: “Era um humanista, um homem de fé e um grande bispo africano muito inteligente”, afirmou. EFE

Fonte

domingo, 27 de novembro de 2011

A cada dia o mundo tem menos ateus e mais Cristãos

No século XXI o grupo dos ateus e dos ‘não religiosos’ tende a diminuir.

Em todo o mundo, o número de ateus e não religiosos diminui a cada dia, de acordo com o estudo anual “Status das Missões Global.” Especificamente entre os anos 2000-2011, a categoria de “não religiosos” perdeu 700 adeptos por dia, enquanto a categoria “ateus” vem perdendo diariamente 300 adeptos.

No total, nos últimos 11 anos 2,7 milhões de pessoas deixaram o grupo dos ‘não religiosos’ para aderirem a alguma religião. Neste mesmo período, 1,37 milhões deixaram de ser ateus.

Comparado com os dados de 1970 (em plena revolução sexual no Ocidente e ateísmo comunista na Europa), vemos que em 41 anos, o ateísmo perdeu 28 milhões de adeptos. Em contraste, a categoria dos ‘não religiosos’ têm crescido para mais de cem milhões, devido à queda dos regimes comunistas. Muitos ex-ateus desses países tem declarado ‘sem religião’. Da mesma forma, na China, Vietnã e outros países comunistas ainda, muitos preferem declarar que não possuem religião alguma, em vez de ateu.

Crescimento em todas as religiões

As religiões crescerão no século XXI. Todas elas. Mesmo o Judaísmo que atravessou uma crise, quando em 1970 possuía 15,1 milhões de seguidores, e em 2000, menos de 14 milhões, agora tem voltado a crescer e possui 14,9 milhões de adeptos. O restante dos religiosos está assim distribuído:

-O cristianismo, com todas as suas variantes (protestantes, católicos e ortodoxos), possui 2 bilhões e 300 milhões de seguidores, tendo um aumento diário de 94 mil pessoas.

-O islamismo, com quase 1 bilhão e 580 milhões de adeptos, vem crescendo a uma taxa de 79 mil fiéis, diariamente.

-O hinduísmo tem 952 milhões de seguidores, e aumenta em 37 mil, a cada dia.

-O budismo tem 468 milhões fiéis, sendo agregados à religião 13,8 mil pessoas por dia.

-O taoismo chinês e o confucionismo somam juntos 457 milhões, ganhando 9,3 mil seguidores ao dia.

-A religiões étnicas possuem 269 milhões de pessoas e tem um aumento diário de 9 mil pessoas.

No total, no mundo há 2 bilhões de pessoas que nunca ouviram a mensagem do evangelho. Outros 2,6 milhões já ouviram falar ou conhecem até certo ponto, mas eles não seguem o cristianismo.

Ainda segundo o estudo, a Igreja Católica possui 1 bilhão e 160 milhões de religiosos, aumentando este número em 34 mil por dia.

As igrejas protestantes são responsáveis ​​por 1 bilhão e 125 milhões de fiéis no mundo (incluindo os anglicanos), assim divididos:

-Carismáticos ou pentecostais são em 612 milhões, e aumentam em 37 mil a cada dia.

-Protestantes “clássicos” com 426 milhões, sendo aumentando este número em 20 mil por dia.

-Anglicanos, centrado principalmente na África e Ásia, totalizam 87 milhões, com um aumento de 3 mil, a cada 24 horas.

-Igrejas ortodoxas com 271 milhões, agregando-se diariamente ao grupo, 5 mil pessoas.

O estudo ainda revela que os grupos que incluem as Testemunhas de Jeová, o Mórmons, aqueles que duvidam da Trindade ou a divindade de Jesus e outros doutrinas similares somam juntos 35 milhões de adeptos, aumentando em 2 pessoas por dia.

Em 2011, os cristãos de todas as denominações tem feito circular mais de 71 milhões de Bíblias em mundo (há 1 bilhão e 740 milhões de Bíblias circulando no planeta, algumas em segredo).

Fonte: CBN, com adaptações de Holofote.Net

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Conservadorismo versus liberalismo

Fonte

In 1994, the economist Laurence R. Iannaccone published a paper entitled "Why Strict Churches Are Strong." In the paper, Iannaccone explains why strict, conservative churches are stronger and their memberships grow faster than less strict, liberal churches in the United States, a long-term historical trend first documented by Dean Kelley in his 1986 book Why Conservative Churches Are Growing.

Iannaccone suggests that the strength of strict, conservative churches has nothing to do with their theology or even with religion at all.

Strict, conservative churches demand so much from their members in terms of their daily behavior. The churches govern what the members can eat, what they can wear, how they can speak, and, in general, how they can live their daily lives. In sharp contrast, less strict, liberal churches do not have any of these demanding rules; their members can do whatever they want.

So only individuals who are very committed to their faith and their church would join strict, conservative churches, because they are the ones who would not mind all the rules and regulations just to be a member of the church.

As a result, members of strict, conservative churches stay with their church through thick and thin. In contrast, anyone can join (and leave) less strict, liberal churches because on average they are less committed to the church. In other words, strict, conservative churches are stronger because they screen their members more carefully.

You immediately recognize that other organizations (whether knowingly or not) also employ the same logic to maintain strong membership. The reason you must endure so much hazing during Hell Week to join college fraternities and sororities is that they only want truly committed pledges to join.

Obviously, if you are willing to make a complete fool of yourself, and, worse yet, potentially risk your life and limb, just to join the fraternity or sorority, you are very committed to the house and its membership. Anyone less committed (and more sane) would not go through all the hazing just to join.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Aos domingos, mais fieis vão à Igreja na China que em toda a Europa

Aos domingos, mais fieis vão à Igreja na China que em toda a Europa

Igrejas na China estão transbordando à medida que se multiplica o número de cristãos no país.

No passado, a repressão política levou muitos a se converterem em segredo. Seriam as conversões atuais uma reação ao capitalismo selvagem?

É impossível dizer ao certo quantos cristãos existem hoje na China mas ninguém nega que o número cresce rapidamente.

O governo diz que são 25 milhões - 19 milhões de protestantes e seis milhões de católicos.

Fontes não oficiais dizem, no entanto, que os números oficiais são modestos demais. Entre as estimativas independentes, as mais conservadoras apontam para uma número em torno de 60 milhões.

Muitos acreditam que aos domingos haja, nas igrejas da China, mais fiéis do que em todas as igrejas europeias somadas.

Os novos cristãos podem ser encontrados em vilarejos no interior e também nas grandes cidades, onde vivem os jovens de classe média.

Em Segredo

A estrutura do cristianismo chinês é complexa. Durante todo o século 20 na China, ele foi associado ao "imperialismo ocidental".

Após a vitória dos comunistas, em 1948, missionários cristãos foram expulsos do país, mas o cristianismo continuou sendo permitido em igrejas aprovadas pelo Estado - desde que essas igrejas se mantivessem fiéis, primeiramente, ao Partido Comunista.

Para o líder Mao Tsé Tung, no entanto, religiões eram um "veneno". Sob seu comando, a Revolução Cultural das décadas de 1960 e 1970 tentou erradicá-las.

Forçados a praticar sua religião em segredo, os cristãos chineses não apenas sobreviveram. Agora, com seus próprios mártires, os fiéis se multiplicaram em número e fervor.

A igreja Haidian, em Pequim, teve de ser reformada para abrigar o alto número de fieis

Desde a década de 1980, quando crenças religiosas voltaram a ser permitidas, as igrejas oficiais vêm cavando cada vez mais espaço próprio.

Elas são subordinadas à Administração do Estado para Assuntos Religiosos. Estão proibidas de tomar parte em qualquer atividade religiosa fora dos locais designados ao culto e têm de aderir ao slogan "Ame o país - ame sua religião".

Em troca, o Partido promove o ateísmo nas escolas mas se compromete a "proteger e respeitar a religião até o momento em que a religião por si só desapareça".

'Igrejas Domésticas'

Tanto protestantes quanto católicos estão divididos, na China, entre igrejas oficiais e não oficiais.

A Associação Patriótica Católica, aprovada oficialmente, nomeia seus próprios bispos e não tem permissão de manter qualquer contato com o Vaticano, embora os católicos estejam autorizados a reconhecer a autoridade espiritual do papa.

Mas existe no país uma Igreja Católica extraoficial, maior, que conta com o apoio do Vaticano.

Pouco a pouco, Vaticano e governo tentam chegar a um acordo. Bispos ordenados são hoje reconhecidos por ambas as partes, nenhuma admitindo uma soberania maior da outra.

Nos últimos meses, no entanto, as autoridades voltaram a adotar uma linha mais dura, fazendo ordenações de bispos contra a vontade do Vaticano. Revidando, o Vaticano excomungou um desses bispos recém-ordenados.

Ainda assim, seria um engano descartar a igreja católica oficial.

Nas montanhas a oeste de Pequim, na cidadezinha de Ho Sanju, uma igreja católica erguida no século 14 recebe fiéis até hoje.

A fé robusta dos que frequentam a igreja, muitos deles já idosos, resistiu à invasão japonesa e à Revolução Cultural.

O hospital do vilarejo é administrado por freiras, uma delas vinda da Mongólia - onde há uma grande concentração de católicos.

É em cidadezinhas como essa que a Igreja Católica recruta jovens que receberão treinamento para a vida religiosa.

A Igreja Protestante oficial, por sua vez, cresce ainda mais rápido do que a católica.

Em uma manhã de domingo de Páscoa, no centro de Pequim, uma igreja celebrou quatro missas. Todas estavam lotadas, com mais de 1.500 fiéis.

Igrejas domésticas

Quantidades como essa, no entanto, significam pouco em comparação ao número de fiéis que frequentam as chamadas "igrejas domésticas".

Tim Gardan, diretor do St Anne's College, em Oxford, ao lado das irmãs católicas de Sangyu

Clandestinas, essas igrejas vêm se espalhando pelo país e incomodando a igreja oficial - que teme que o fervor inspirado por essas igrejas provoque uma reação do governo chinês.

O que as autoridades consideram inaceitável é a recusa, pelas igrejas domésticas, em aceitar qualquer forma de autoridade oficial sobre elas.

O Estado teme a influência do evangelismo americano e, de fato, a liturgia de algumas das igrejas domésticas tem natureza semelhante.

Mas, em muitos outros aspectos, o movimento das igrejas domésticas parece ser, em grande parte, um fenômeno tipicamente chinês, carismático, energético e jovem.

Falando à BBC, uma jovem cristã com bom nível educacional descreveu sua igreja dessa forma: "Temos 50 jovens profissionais nesta igreja. Todos trabalham muito, não têm tempo para atividades sociais".

"Mas na igreja as pessoas sentem um calor, se sentem bem-vindas. Elas sentem que as pessoas as amam de verdade, então querem fazer parte da comunidade, muitos vêm por isso".

Curso de Casamento

Aos poucos, o Estado vem procurando incorporar o cristianismo em sua "grande ideia" de uma "sociedade harmoniosa" - o slogan que domina a vida pública chinesa.

Mas se há uma questão que com certeza preocupa as autoridades é a razão pela qual tantos vêm se voltando para a religião.

Hoje, fala-se muito a respeito de uma "crise espiritual" na China. A frase foi usada até pelo premiê Wen Jiao Bao.

Os mais velhos puderam acompanhar de perto como uma sociedade regida por dogmas marxistas e leninistas se transformou em um modelo dos mais viscerais do capitalismo selvagem.

Para os jovens que lutam para enriquecer, a confiança nas instituições e a confiança entre indivíduos e entre diferentes gerações está sendo erodida.

Um dos mais importantes filósofos da religião no país, o professor He Guanghu, da Universidade Renmin, em Pequim, disse que para essas pessoas, o culto aos bens materiais tornou-se o único propósito de suas vidas.

"Acho muito natural que muitas outras pessoas não se satisfaçam (...) e saiam em busca de algum significado para suas vidas", disse He Guanghu.

"Por isso, quando o cristianismo entra em suas vidas, elas o agarram com força".

(-Fonte-

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O crescimento evangélico no Brasil

Roraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana, é o mais evangélico dos 26 Estados brasileiros, constata o Ministério de Apoio com Informação (Mai) com base nos dados do censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Da população de 421,4 mil habitantes, 50,8% estão vinculados a uma igreja evangélica.

A Assembléia de Deus, a maior denominação evangélica no país, também é a primeira no Estado, onde está estabelecida desde 1915, contando, hoje, com 368 templos.

Na capital, Boa Vista, o Dia Municipal dos Evangélicos, lembrado no segundo sábado de setembro, integra o calendário de eventos da cidade.

Os dados do Censo 2010 ainda não estão disponíveis, mas já se sabe que a população brasileira atingiu a marca dos 190,7 milhões de habitantes em agosto do ano passado.

Amapá teve o maior e o Rio Grande do Sul o menor crescimento populacional na década. Enquanto em 2000 81,2% dos brasileiros moravam em cidades, esse percentual aumentou para 84%, segundo o último levantamento.

Os evangélicos – de forma marcante o grupo pentecostal e neopentecostal – constituíram a família confessional de maior crescimento na primeira década do século XXI, com um índice anual de 7,43%. Se confirmada essa tendência pelo Censo de 2010, a população evangélica terá alcançado então a faixa dos 53 milhões de pessoas e chegará a ser metade dos brasileiros em 2022.

Fonte: ALC